"E aqueles que pensam em Me procurar, saibam que a vossa busca e vosso anseio devem beneficiar-vos apenas se vós souberdes o Mistério; se o que vós procurardes, vós não achardes dentro de vós mesmos, então nunca encontrarão fora. Pois eu tenho estado convosco desde o Início e Eu Sou Aquela que é alcançada ao final do desejo"


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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

SOBERANA DA TERRA


Soberania de Terra


Hoje sou soberania,
Sou Morrighan, Britania, Macha... sou mulher
em meu corpo, corre o sangue ancestral
em minha mente, a inspiração suprema
em minha alma, a energia de todos que desbravam meu solo fértil, e não caminharam em vão

Hoje sou mulher,
Sou quem recolhe despojos de batalha, quem fertiliza a terra, quem amaldiçoa os não merecedores... sou soberania
em meu corpo, o cheiro da luxúria
em minha mente, dançam lembranças de momentos inebriantes
em minha alma, energia que se mistura, luz, paixão

Hoje sou druida,
Sou quem caminha entre gritos de guerra, entre bosques antigos, entre mundos... sou inspiração
em meu corpo, sementes da criação
em minha mente, awen reluzente
em minha alma, magia encarnada, força, gratidão
Hoje sou eu, finalmente hoje sou....

Aline Martins

terça-feira, 2 de março de 2010

DRÍADES, SACERDOTISAS DA MÃE TERRA


As Dríades seriam reminiscências da era matrilinear, cuja divindade primordial era a Terra-Mãe, enquanto a Mulher seria a figura religiosa central. Nesse caso, as ninfas, divindades secundárias, poderiam ser consideradas uma extensão da própria energia telúrica, a saber, divindades menores que representam Gaia, a Grande Mãe Terra em sua união com a água, elemento úmido e fecundante. Tudo leva a crer que sim, pois, da união desses dois elementos, terra e água, surge a força geradora que preside à reprodução e à fecundidade da natureza tanto animal quanto vegetal. Desse modo, as ninfas são a própria Gaia em suas múltiplas facetas, enquanto matriz de todos os seres e coisas, enquanto Grande Deusa, cujas energias nunca se esgotam. Por tudo isso só podiam ser divindades femininas da eterna juventude. As Dríades também eram mulheres que realizavam seus rituias nas florestas, sacerdotisas da Mãe Terra de cujo nome provem o termo "Druidas".



segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

AS DRUIDESAS...


E AS MULHERES DE HOJE QUE SEGUEM O CAMINHO DA DEUSA....

A sociedade Celta, que desabrocha na Idade do Bronze, e que embora seja tomada pelas figuras de reis e heróis, é também fortemente marcada pela importante presença da mulher. Numa época em que povos como gregos e romanos se impunham em ótica fortemente patriarcal, a sociedade celta mostrava a valoração da mulher. Não é raro na mitologia e história desse povo, exemplo de mulheres guerreiras, druidesas, deusas e rainhas, todas com forte aparato, igualando-se aos homens, em força, sagacidade, beleza, sabedoria e eloqüência.
Diodorus Siculus, um dos relatores romanos que escreveu sobre a sociedade celta, nos diz o seguinte sobre as mulheres: "As mulheres gaulesas não se assemelham aos homens somente em sua grande estatura, mas também lhes são páreo em coragem". E também: "Elas geralmente cedem sua virgindade a outros e isto não é visto como uma desgraça: pelo contrário, elas se sentem ofendidas quando seus favores são recusados", mostrando assim que a sexualidade não era algo de que nem os homens celtas nem as mulheres se envergonhassem. Isso pode parecer para algumas pessoas falta de moralidade, mas na verdade são os valores da sociedade ocidental contemporânea que nos fazem pensar dessa forma. Quando uma nobre romana, não acostumada com a liberdade e a força do caráter das mulheres celtas, questionou a integridade moral de uma delas, ouviu a acachapante resposta:
"Nós, mulheres celtas, atendemos às exigências da natureza com muito mais dignidade do que vocês, romanas: pois enquanto nós copulamos abertamente com nossos melhores homens, vocês secretamente se sujeitam aos mais vis".
Os Celtas não só entendiam o papel e importância da mulher, mas compreendiam sua força de divindade. Dessa importância tem-se que algumas tribos celtas adotavam os sobrenomes das mães e não dos pais para seus descendentes, o que lhes dava um caráter matrilinear. Ser guerreira era tão honrado e nobre quanto ser rainha, druidesa e/ou mãe, sem perder sua feminilidade. Quanto às druidesas, essa expressão foi adotada a partir dos séculos 3 e 4 para definir as mulheres druidas ou sacerdotisas. Segundo a mitologia celta e os relatos romanos, as sacerdotisas estariam ligadas, além das práticas mágicas, à arte da cura e da profecia, principalmente.
A mulher celta de alguma forma estava ligada à soberania da Terra, geralmente representada pela rainha de um povo. Agredir física ou moralmente uma rainha era o mesmo que manchar a soberania da Terra. Essa maneira de entender e ver a mulher em foco de igualdade nos dá a idéia da hierarquia "horizontal" dos druidas, sem que houvesse um sobrepondo ou subjugando o outro, embora cada um tivesse sua função e participação específica dentro da sociedade.
A história desse povo nos conta que, tanto druidas e druidesas, eram sacerdotes pagãos, que veneravam os espíritos e deuses da Natureza; portanto, havia respeito mútuo, o que os tornava seres de mesmo merecimento num mundo em que tudo era sagrado, e a ordem natural das coisas era vista como o tempo único e contínuo, a alma eterna e imortal, podendo ou não viver muitas vidas, conforme o livre arbítrio, sem carmas, castigos ou punições. Era apenas simplesmente Vida.

Rainha, guerreira, druidesa e mãe - Hoje, as mulheres modernas carregam facetas essas, e trazem consigo a energia de rainha, guerreira, druidesa e mãe, ao mesmo tempo, que ainda trilham a luta pela igualdade e respeito mútuos. Uma das muitas coisas que pudemos aprender com nossas ancestrais mulheres celtas é ter em si suas facetas e saber mantê-las em equilíbrio e harmonia com nossa vida. Temos que ser firme e corajosa como uma guerreira no trabalho, ou então fluente e convincente como uma poetiza numa reunião de negócios. Eficiente e mantenedora no meu lar. Quente e amável com o marido. E tudo isso tem que caber dentro de uma só mulher.
Nesse sentido, o tripé druida que pode ser representado numa figura orgânica do triskle (três espirais), e que sustenta a idéia de honra aos ancestrais, amor à natureza e conhecimento de cura, abre o leque das possibilidades nos três níveis: Corpo, Mente e Espírito - o qual deve ser tomado em equilíbrio num ritmo harmônico com fins de estabelecer o encontro “Um conSigo” da mulher. Nessas bases, a mulher moderna também pode se estruturar, porque cabe a ela se conhecer e se reconhecer, é a face da mulher druida, sacerdotisa ou não, mas que reconhece e luta por sua importância, sem permitir usurpar-lhe essa condição.
Foi assim que, tempos outrora, me deparei com esse entendimento e trouxe pro meu dia-a-dia a mulher druida que habita em mim, e um conhecimento milenar por vezes esquecido e perseguido por idéia machista é hoje alvo de florescimento, levando-nos aos recantos da alma e da sabedoria, das descobertas espetaculares de Ser e Estar e Si mesmo.
Na busca da essência do druidismo, compreendi sua beleza e contemplei seu pensar, percebi que a todos é dado esse e outros direitos. Porque o conhecimento não foi perdido, porque está contido e, assim sendo, carregamos a centelha divina do saber ser, Um coMigo, Um conSigo, nas espirais da vida.
Explorar o druidismo é o mesmo que explorar a si mesmo, abrindo-se para um mundo além do que pode ser visto, é ter em mente uma dimensão maior do Universo e da vida como um todo, é encontrar um sentido puro e simples no viver, e ter certeza em si e na sabedoria do ComPartilhar. E compartilhar é a fração máxima, é a dança universal, é movimento que dá vida, que a torna plena, esplêndida e VIVA.
Valendo de nossa capacidade de pensar, pesquisar, recriar, perceber, intuir armazenar e executar, somos capazes de pôr em prática uma dimensão maior de nós mesmos, alçando vôos certeiros em direção ao nosso bem estar. E foi vivenciando e explorando o druidismo que encontrei respostas e meios para questões ora simples, ora complexas, que por vezes me acometiam.

Espirais: relaxar e despertar ao mesmo tempo - Debrucei-me num olhar profundo e sutil de excepcional beleza. Lancei-me nas AnDanças desse caminho, e encontrei o contato interior “Um conMigo”, cada vez mais forte; uma sensação de proximidade, predizendo a eternidade, como se o tempo não tivesse começo nem fim, num estado de sentir o Todo e seu esplendor.
Essa é uma das melhores experiências de percepção a que me permiti, porque transcende o olhar do contexto linear de tempo. E as espirais em si são contínuas, intermináveis e dinâmicas, causam vibração e satisfação a quem se dispõe sentir (...)


PARA SABER MAIS NO ABSOLUTA

terça-feira, 23 de junho de 2009

A MULHER CELTA


"Jamais permitas que algum homem a escravize, nasceste livre para amar e não para ser escrava.

Jamais permitas que teu coração sofra em nome do amor.
Amar é um ato de felicidade, por quê sofrer?

Jamais permitas que teus olhos derramem lágrimas por alguém que jamais fará você sorrir!Jamais permitas que o uso do teu próprio corpo seja cerceado.O corpo é moradia do espírito, por quê mantê-lo aprisionado?

Jamais te permitas ficar horas esperando por alguém que jamais virá, mesmo tendo prometido.
Jamais permitas que teu nome seja pronunciado em vão por um homem cujo nome tu sequer sabes!


Jamais permitas que teu tempo, corpo e coração seja desperdiçado por alguém que nunca terá tempo para ti.

Jamais permitas ouvir gritos em teu ouvido.
O Amor é o único que pode falar mais alto!


Jamais permitas que paixões desenfreadas te transportem de um mundo real para outro que nunca existiu.
Jamais permitas que os outros sonhos se misturem aos seus, fazendo-os virar um grande pesadelo.

Jamais acredites que alguém possa voltar quando nunca esteve presente.
Jamais permitas que teu útero gere um filho que nunca terá um pai.


Jamais permitas viver na dependência de um homem como se tu tivesses nascido inválida.
Jamais permitas que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio, o ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar os brilho de teus olhos a dominem, fazendo arrefecer a força que existe dentro de ti.
E, sobretudo, jamais permita-se perder a dignidade de ser mulher!"


Provável código de honra da mulher celta.

fonte desconhecida

MULHERES CELTAS



Um exército inteiro de romanos, era incapaz de deter um punhado de galeses, quando esses pedissem ajuda a suas mulheres. Elas surgiam convertidas em verdadeiras "fúrias": inchando o peito, relinchando como cavalos selvagens e rangendo os dentes, se atiravam sobre os adversários dando patadas, mordidas e praticando ações tão fulminantes, que todos diziam que elas se convertiam em verdadeiras catapultas. Eram umas lobas que, à céu aberto lutavam raivosamente para proteger sua tribo.

O conceito celta da mulher se diferenciava do que tiveram os gregos e romanos. As funções que desempenhava rompiam padrões, causando impacto e assombro entre os escritores, ou historiadores contemporâneos dos celtas, que deixaram suas impressões escritas. A impressão geral que se obteve da mulher celta de antigamente, foi que ocupou um privilegiado lugar, se compararmos com outras mulheres de outras sociedades da época em que viveu. Sua importante função se desenvolveu em "pé de igualdade" com os homens, tanto de direito, quanto de dever.

As mulheres celtas foram tão boas guerreiras quanto os homens, muito temidas por sua valentia e força, pois não eram vencidas fisicamente com facilidade. Elas sempre os precediam nas lutas, muitas vezes, surgiam nos campos de batalha como verdadeiras feras, que nuas, gritavam, uivavam, insultavam o inimigo com palavras, empunhando lanças e imitando a Deusa Guerreira "Morrigan". Se fosse preciso, mostravam suas nádegas como uma ato de desrespeito ao inimigo, ao puro estilo celta.

A mulher da Velha Irlanda, único lugar que nunca foi visitado pelas legiões romanas, manteve sua independência até o século XII e uns três séculos mais, estava ainda, quase em plano de igualdade com o homem. Ela não foi derrotada em luta pelos romanos, mas sim pelo cristianismo. Podemos dizer, que a mulher celta foi a grande precursora do feminismo moderno.



Antigas lendas falam de mulheres sábias, médicas, legisladoras, druidesas, poetisas, indicando que as mulheres ocuparam essas posições dentro da sociedade. Tampouco eram excluídas do privilégio da educação, pois existem numerosos registros a respeito. Também houve mulheres que governaram e esposas de governantes muito populares, assim como também guerreiras. Podiam ainda, ostentar o mando militar, como foi a caso de Boudicca, a Rainha e Capitã da tribo dos Iceni britânicos, cujas ações bélicas foram consideradas as mais sangrentas realizadas pelos celtas.

Uma mulher divorciada retinha suas propriedades, mais o dote, o qual, no sistema legal Brehon, era requerido tanto do marido como da mulher (consistia usualmente em bois, cavalos, escudo, lanças e espadas). A esposa também podia exigir de um terço à metade da riqueza do marido. O sexo não era encarado em rígidos termos moralistas: uma mulher não era "culpada" de adultério se tivesse relações extraconjugais; uma mulher podia escolher seu marido (a maioria dos povos dessa época, permitia unicamente que o homem escolhesse uma esposa); os casamentos tinham duração de um ano, quando podiam ser renovados se houvesse mútuo consentimento; a homossexualidade masculina era comum e aceita, especialmente entre guerreiros.

Quanto as druidesas, embora muitos autores negam a sua existência é por não terem sido mencionadas por alguns historiadores da época como Júlio César, que nunca chegou até as ilhas, de onde provinham todos os relatos acerca das sacerdotisas. Entretanto, Pomponio Mela faz um relato sobre elas quando acompanhou Adriano até as ilhas britânicas: "havia na alta Caledônia mulheres sacerdotisas chamadas Bandruidh que, igual aos druidas varões estão divididas em três categorias..." e segue detalhando sobre o lugar que ocupavam na sociedade e as funções que exerciam.

As lendas nos narram episódios onde mulheres druidas eram relevantes na história, assim: Gáine como uma chefe druida, Aoife ou Aife, irmã de Deusa Scâthach, que com sua varinha converte em cisnes os filhos de Lyr. A Biróg, outra druidesa, que ajudou Cian a conhecer Eithlinn, feito muito relevante na mitologia celta irlandesa, pois dele nasceria posteriormente Lugh.



Muito embora a mulher celta fosse uma guerreira, ela se preocupava com a aparência. Trançava os cabelos, usava muitos adornos e até pequenos sinos em suas roupas para atrair a atenção do sexo oposto. Forte, mas feminina, pois sabia que era a única do gênero humano que podia dar vida. Sem descendência, não haveria família, nem clã, nem tribo. Com escassa descendência, sua tribo se tornaria menos numerosa, possuindo menos recursos, menos mãos para o cultivo e para guerra.