"E aqueles que pensam em Me procurar, saibam que a vossa busca e vosso anseio devem beneficiar-vos apenas se vós souberdes o Mistério; se o que vós procurardes, vós não achardes dentro de vós mesmos, então nunca encontrarão fora. Pois eu tenho estado convosco desde o Início e Eu Sou Aquela que é alcançada ao final do desejo"


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terça-feira, 22 de junho de 2010

A VERDADEIRA GNOSE


O termo gnóstico origina-se da palavra grega gnosis, ou conhecimento. Contrapondo-se ao termo agnóstico, ainda muito usado para designar aquele que acredita não poder tal conhecimento ser obtido com certeza, ou mesmo obtido de forma nenhuma. À semelhança de outras tradições religiosas místicas ocidentais e orientais, a cristandade gnóstica defendia a visão aparentemente não-herege de que o mistério da verdade divina ou superior é passível de ser conhecido por todos nós através da disciplina religiosa e da vida moral. Então, o que havia de tão herege no gnosticismo, a ponto de ter sido banido? O que encontramos especificamente nestes evangelhos gnósticos é a mesma idéia que levou o sacerdócio hebraico a vilipendiar e procurar destruir Jesus, qual seja, a de que o acesso à deidade não precisa ser feito por meio de uma hierarquia religiosa liderada por um rabino-chefe, alto bispo ou papa. Ao contrário, tal acesso pode ser obtido diretamente, por meio da gnose, ou saber divino — sem ser necessário prestar homenagem ou pagar impostos a um sacerdócio autoritário. O que também encontramos em tais escrituras proibidas pelo sacerdócio cristão "ortodoxo" é a confirmação de algo há muito suspeitado, tanto pela leitura das escrituras oficiais 102 quanto por fragmentos gnósticos descobertos antes: o fato de Maria Madalena ter sido uma das figuras mais importantes do movimento cristão primitivo. No Evangelho de Maria, mais uma vez vemos ter sido ela a primeira a ver o Cristo ressuscitado (como está também registrado superficialmente nos Evangelhos oficiais de Marcos e João). Ali vemos igualmente que Cristo amava Maria Madalena mais do que todos os outros discípulos, como é confirmado no Evangelho de Filipe, um livro gnóstico. Mas o papel tão importante que Maria possa ter representado na história dos primórdios do cristianismo só vem à luz nessas escrituras proscritas. Segundo o Evangelho de Maria, após a morte de Jesus, Maria Madalena tomou-se líder cristã, tendo coragem de desafiar a autoridade de Pedro, que se tomou chefe de uma nova hierarquia religiosa baseada na afirmação de que só ele e seus sacerdotes e bispos possuíam uma linha direta com a divindade." "Considerem as implicações políticas do Evangelho de Maria", observa Pagels. "Como Maria enfrenta Pedro, os gnósticos, que a tomam como protótipo, desafiam a autoridade daqueles padres e bispos que se declaram sucessores de Pedro." Havia outras diferenças doutrinárias, também fundamentais, entre a igreja que ia surgindo, cada vez mais hierárquica, encabeçada por Pedro, e outras comunidades cristãs primitivas, tais como a maioria das comunidades gnósticas e seitas como montanismo e marcionismo. Tais seitas não só distinguiam as mulheres como discípulas, profetas e fundadoras do cristianismo, ao contrário dos homens hoje descritos como pais da igreja, mas também incluíam as mulheres, como parte de seu firme compromisso aos ensinamentos de Jesus sobre a igualdade espiritual, na liderança. Para enfatizar ainda mais o princípio gilânico básico de união e evitar supremacias permanentes, algumas seitas gnósticas escolhiam seus líderes em cada reunião, por sorteio. Tomamos conhecimento de tal procedimento através dos escritos de inimigos do gnosticismo como o bispo Ireneu, o qual supervisionava a igreja em Lyon, por volta de 180 d.C. "Em uma época em que os cristãos ortodoxos cada vez mais discriminavam clérigos e leigos", escreve Pagels, "este grupo de cristãos gnósticos demonstrou que, entre eles, recusavam-se a compactuar com tal distinção. Em vez da hierarquia de seus membros em 'ordens' superiores e inferiores, eles seguiram o princípio de estrita igualdade. Todos os iniciados, homens e mulheres, participavam do sorteio em iguais condições: qualquer um poderia ser selecionado para servir como sacerdote bispo ou profeta. Além disso, como faziam sorteios a cada reunião, até mesmo as distinções estabelecidas por sorteio Jamais se transformavam em 'supremacias permanentes'." Para os cristãos androcráticos que estavam obtendo o poder em toda a parte por meio da supremacia, tais práticas constituíam terríveis distrações. Por exemplo, Tertuliano, que por volta de 190 d.C. escreveu a favor da posição "ortodoxa", mostrou-se indignado com o fato de "todos terem o mesmo acesso, ouvirem e orarem igualmente — até mesmo pagãos, se aparecerem". Ele ficou escandalizado também por "eles compartilharem o beijo da paz com todos que chegam". Contudo, o que mais indignou Tertuliano — previsivelmente, já que ameaçava os próprios alicerces da infra-estrutura hierárquica, a qual ele e seus companheiros bispos estavam tentando impor à igreja — foi a igualdade de posição das mulheres. "Tertuliano protesta especialmente contra a participação 'daquelas mulheres entre os hereges', as quais compartilhavam com os homens posições de autoridade", observa Pagels. '"Elas lecionavam e engajavam-se em discussões; exorcizavam; curavam' — ele suspeita que poderiam até mesmo batizar, o que significava que elas também atuavam como bispos!" Para homens como Tertuliano, só uma "heresia" era ainda maior do que a idéia de homens e mulheres como iguais espiritualmente, heresia esta que ameaçava mais fundamentalmente o crescente poder dos homens que agora estavam se estabelecendo como novos "príncipes da igreja": a idéia da divindade como feminina. E isto — segundo os evangelhos gnósticos e outros documentos cristãos sagrados não incluídos nas escrituras oficiais ou Novo Testamento — era precisamente o que alguns dos primeiros seguidores de Cristo pregavam. Seguindo a tradição primitiva, e aparentemente ainda lembrada, na qual a Deusa era vista como a Mãe ou Provedora, os seguidores de Valentino e Marcos oravam à Mãe como "o Silêncio místico e eterno", como a "Graça, aquela que está acima de todas as coisas", e como a "Sabedoria incorruptível". Em outro texto, a Trimorphic Protennoia (traduzida literalmente como Pensamento Primevo Tripliforme), encontramos a celebração de poderes tais como o pensamento, a inteligência e a percepção qualificados como femininos — outra vez seguindo a antiga tradição na qual esses poderes eram considerados atributos da Deusa. O texto se inicia com a fala de uma figura divina: "Sou Protennoia, o Pensamento que habita a Luz. (...) Ela que existe acima de Tudo. (...) Estou em cada criatura. (...) Sou A Invisível dentro do Todo. (...) Sou percepção e Conhecimento, proferindo uma Voz por meio do Pensamento. Sou a verdadeira Voz." Em outro texto, atribuído ao professor gnóstico Simão Mago, o próprio paraíso — local onde a vida começou — é descrito como o útero materno. E nos ensinamentos atribuídos a Marcos ou Teodoto (cerca de 160 d.C.), vemos que "os elementos masculinos e femininos juntos constituem a melhor produção da Mãe, a Sabedoria". Seja qual for a forma assumida por essas "heresias", elas são claramente derivadas da tradição religiosa primitiva, quando a Deusa era cultuada e as sacerdotisas eram suas representantes terrestres. Da mesma forma, quase uniformemente, a sabedoria divina personificava-se como feminina — como ainda o é nas palavras femininas tais como a hebraica hokma e a grega sophia, ambas significando "sabedoria" ou "conhecimento divino", bem como em outras tradições místicas primitivas, tanto ocidentais quanto orientais. Outra forma assumida por essas heresias era o modo "não ortodoxo" com que representavam a sagrada família. "Um grupo de fontes gnósticas declara ter recebido uma tradição secreta de Jesus através de Tiago e Maria Madalena", relata Pagels. "Membros desse grupo oravam tanto ao Pai quanto à Mãe divinos: 'de Vós, Pai, e através de Vós, Mãe, dois nomes imortais. Pais do ser divino, e vós, habitantes dos Céus, humanidade, do nome poderoso'." Da mesma forma, o professor e poeta Valentino ensinou que, embora a deidade seja essencialmente indescritível, o divino pode ser representado como uma díade constituída pelos princípios masculino e feminino. Outros foram mais literais, ao insistir que o divino devia ser considerado andrógino. Ou descreveram o espírito santo como feminino, para que em termos da trindade católica tradicional, da união do Pai com o Espírito Santo ou Mãe Divina, se originasse seu Filho, o Cristo Messias.

IN O CÁLICE E A ESPADA - RIANE EISLER

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A SACERDOTISA MARIA MADALENA




MARIA MADALENA,
A PROSTITUTA SAGRADA


A maioria dos homens acredita que a maior ofensa para uma mulher é ser chamada de "prostituta". A partir deste momento você entenderá com a história da Santa Maria Madalena e outras deusas mitológicas, como esta palavra foi tão depurtada pelo cristianismo.

Imagine-se agora, se puder, que estamos viajando no tempo, por terras estrangeiras, alcançando civilizações muito antigas. Com o olho de sua mente veja um templo cintilando de luz. Lá dentro há uma bela mulher coberta de véus, que virá em sua direção dançando. Seus braços são cobertos de braceletes dourados cravados de pedras preciosas e quando passa por você, sentirá um aroma delicioso de flores. Ela é só amor e êxtase. Ela é a nossa prostituta sagrada que se entrega à Deusa e aos estranhos cansados de viver que vão até o templo venerar a Deusa do amor.



Esta imagem fenomenal que contemplamos em nossa imaginação, já foi uma realidade em tempos muito antigos. Inscrições antigas desenterradas de templos, nos contam com mais detalhes destas cerimônias religiosas que eram celebradas em honra a Deusa do amor e da fertilidade. Quem ainda hoje não se encanta com a beleza da nudez de Afrodite?

Mas, quando a prostituição sagrada existiu, as culturas eram embasadas no sistema matriarcal. Nestes tempos, natureza e maternidade eram prioridade, pois tinha-se um mundo imenso para povoar. Entretanto, a natureza sexual dos homens era tida como uma atitude religiosa. Na Babilônia, todas as virgens, antes de casar, eram iniciadas na feminilidade através da prostituição em templos sagrados. Matronas romanas, da mais alta aristocracia, iam ao templo Juno Sospita para entrar no ato de prostituição sagrada quando era necessária uma revelação.



Independentemente de onde vinham, por uma origem real ou comum, por uma noite ou toda a vida, as prostitutas sagradas eram nesta época, muito numerosas. Todas elas gozavam de "status" social e eram muito cultas, pois passavam por iniciações e muito estudo. A maioria delas, eram política e legalmente iguais aos homens. No Código de Hamurábi, uma legislação especial salvaguarda os direitos e o bom nome da prostituta sagrada. Ela era protegida contra difamações, assim como seus filhos. Também por lei, a prostituta sagrada podia herdar propriedades de seu pai e receber renda da terra trabalhada de seus irmãos. Se insatisfeita, ela podia dispor da propriedade da maneira que julgasse conveniente.



Avançando alguns passos de tempo à frente já encontramos a imagem da prostituta sagrada totalmente deturpada. Foi exatamente quando o sistema matriarcal evoluiu para o patriarcal e patrilinear. Mas este trunfo do patriarcado não foi resultado de uma revolução violenta. Foi com o surgimento da política, do militarismo e do comércio que gerou-se a estratificação social. A mulher passou à condição de subordinada porque seus papéis deixaram de ser importantes para os novos valores. À medida que as conquistas foram acontecendo, um enorme número de povos foram se mesclando e as divindades de uma foram incorporadas à outra. Imagine a quantidade de deusas e deuses que eram cultuados. Ficou então resolvido, que o melhor seria criarem somente um Deus Supremo, para ser adorado. Do ponto de vista patriarcal, ele deveria logicamente ser masculino. Foi assim, que o homem criou novas doutrinas religiosas, de acordo com suas crenças na supremacia masculina. Deste modo, os antigos templos do amor, deram lugar à casa do Senhor, deslocando radicalmente os papéis das mulheres nos ritos religiosos.



Sob à nova tradição, a mulher tornou-se Eva, a encarnação da sedução, a ruína do homem. Sua simples existência era advertência para os desejos físicos, aos quais era necessário resistir mediante o medo de punição eterna. As mesmas qualidades pelas quais as mulheres foram outrora consideradas sagradas, agora são a razão para as degradarem.



Em nome do Senhor o homem começou a destruir todos os vestígios da Deusa e de sua defesa da felicidade sexual. Até o casamento não tinha mais como finalidade o prazer sexual, mas a criação de novas almas para adorar a Deus. Todo o prazer foi tirado da natureza humana e considerado pecado.

Com estas mudanças, as mulheres deixaram de ser consideradas em pleno gozo de seus direitos. A lei romana colocava a mulher sob sua tutela e afirmava que ela era imbecil. Na Grécia, as leis de Sólon não lhes davam direito algum. A lei hebraica condenava a mulher à morte caso não fosse casta na época de se casar e, se cometesse adultério, era apedrejada até a morte.



Essas novas leis são a antítese das atitudes em relação à mulher e à sua natureza sexual, as quais prevaleceram durante as eras em que a Deusa era venerada.

Pois é neste contexto histórico que surge a nossa Maria Madalena.



QUEM ERA MARIA MADALENA?



Maria Madalena é a prostituta mais conhecida da história. Mas pergunta-se, quem era mesmo Maria Madalena?

Todas as incertezas a respeito de Maria Madalena deve-se à uma projeção totalmente alterada. Ela acabou presa entre as incongruências da interjeição moral cristã e a imagem arquetípica da natureza feminina erótica.



Existem poucas citações diretas sobre ela nos quatro evangelhos, porém ela está nominalmente presente nas passagens mais marcantes na vida do Cristo, como a Paixão e a Ressurreição. Ela é a discípula que ama o mestre acima de tudo e é testemunha da Sua Ressurreição, sendo a portadora da Boa Nova. Por isso ela pode ser considerada a primeira apóstola.

Marcos se refere a Maria Madalena como "aquela que Jesus havia tirado sete demônios". Lucas fala de uma mulher que segue Jesus, e que "havia sido curada de espíritos malignos e enfermidades"; se chamava Maria, provinha de uma cidade de Magdala, e Jesus expulsou dela sete diabos. Imediatamente antes disto, Lucas relata a cena com o fariseu, quando uma mulher sem nome lavou os pés de Jesus com suas lágrimas, os secou com seus cabelos e logo o unge, em agradecimento ao perdão por parte de Jesus por seus pecados.

A justa posição nos leva a acreditar que as duas mulheres se identificam em uma só. A mesma história aparece em Mateus e Marcos, mas a mulher sem nome não é tachada de pecadora e lhe foi dada muita importância ao colocá-la na última Ceia, em Betania. Não unge os pés de Jesus, mas sim sua cabeça, de modo mais cerimonial em que se unge os reis, durante a cerimônia de um sacrifício ritual. Ante a indignação dos discípulos, que argumentam que o azeite foi mal gasto, pois poderia ser vendido e dado aos pobres, Jesus pede que sua ação seja considerada como um ato de celebração, dizendo:

-" Porque os pobres tereis sempre convosco, porém a mim não me tereis sempre (Marcos).



João, no entanto, acrescenta uma complicação a mais ao descrever a ressurreição de Lázaro, onde identifica de forma explícita a Maria de Betania com "a que ungiu ao Senhor com perfumes e lhe ungiu os pés com seus cabelos". João relata a cena no capítulo seguinte de forma muito similar aos outros Evangélicos, não tachando Maria como pecadora: "Então Maria, tomando uma libra de perfume de nardo puro, muito caro, ungiu os pés de Jesus e os secou com seus cabelos. E a casa se encheu do odor do perfume". Porém João não identifica em modo algum a Maria de Betania e a Maria Madalena.



Em outras fontes que não as Escrituras cristãs, já encontramos uma imagem bem diferente de Madalena e sua função.



Nos Evangelhos Gnósticos ela é vista como líder ativa no discipulado de Cristo. Talvez fosse até, uma professora dos apóstolos. O gnóstico "Evangelho de Felipe" relata "a união do homem e da mulher como símbolo da cura e paz, e estende-se ao relacionamento de Cristo e Madalena que, diz ele, era freqüentemente beijada por ele". Ele descreve Maria Madalena como "a companhia mais íntima de Jesus, e símbolo da Sabedoria Divina".



De acordo com o "Diálogo do Salvador", Maria Madalena foi uma dos três discípulos a receber ensinamentos especiais, e era elogiada acima de Mateus e Tomé. Dizia-se que "ela falava como mulher que conhecia o Todo".

Mas, a atenção especial que recebia Maria Madalena, acabou gerando rivalidade entre ela e os outros discípulos. Em "Pists Sophia", há algo a respeito de Pedro irritando-se porque Maria Madalena dominava a conversa com Jesus. Ela parecia entender tudo o que Cristo falava, enquanto os outros, não tinham tanto alcance.Pedro em função disso, temia perder sua posição de liderança na nova comunidade religiosa. Ele exige que Jesus a silencie e é imediatamente censurado. Mais tarde, Maria admite a Jesus que não ousa falar a ele livremente porque, segundo suas palavras: "Pedro faz-me hesitar; tenho medo dele porque ele odeia a raça feminina". Jesus responde que quem quer que o espírito tenha inspirado é divinamente ordenado a falar, seja homem ou mulher.



No "Evangelho de Maria", há uma passagem que os discípulos abatidos com a crucificação, pedem para Maria Madalena que os animassem, contando-lhes coisas que Jesus dissera e ela em particular. Ela fala então, de sua visão de Cristo e o que ele tinha revelado a ela. Todos duvidaram e a rechaçaram.

Nos "Evangelhos Gnósticos", Maria Madalena é considerada uma mulher capaz, ativa, amorosa, com habilidades de conhecer e falar "o Todo", o que talvez seja uma referência à mais alta Sabedoria, certa compreensão que o coração recebe e contém. Maria Madalena possuía a habilidade de saber das coisas inexplicáveis, como sua visão de Cristo. Ela não questionava este seu lado, como os outros. Ela confiava em sua fonte mais íntima. Ela conseguia ver os emissários divinos e transmitir suas mensagens aos humanos. Como prostituta sagrada, ela era mediadora entre o mundo divino e o mundo dos humanos.



Maria Madalena também operava milagres. Conta-se que após ela ver o Cristo ressuscitado, corre para contar aos outros discípulos. No caminho, encontrou Pôncio Pilatos e falou-lhe sobre a maravilhosa novidade.

-"Prove-o", disse Pilatos.

Naquele instante, passou ao seu lado uma mulher que carregava uma cesta de ovos, e Maria Madalena tomou um em suas mãos. Quando ergueu diante de Pilatos, o ovo adquiriu uma cor vermelho-vivo. Como testemunho desse efeito lendário, na catedral em Jerusalém que porta seu nome há uma estátua de Maria Madalena segurando um ovo colorido.

Aliás, o ovo é um símbolo muito apropriado para este contexto histórico, porque ele simboliza uma nova vida. Ovos coloridos ainda hoje são usados com semelhante simbolismo em nossa Páscoa.

Cultuar seus símbolos é uma forma de evocarmos os auspícios de Maria, e meditar sobre eles é uma forma de penetrar em seus mistérios.



Desde o início da Idade Média, Santa Maria Madalena tem fervorosa devoção, principalmente na Europa, de todos os destituídos, prostituídos, pecadores e despossuídos, que estão em busca de um verdadeiro arrependimento. Várias instituições foram criadas levando o seu nome, para o acompanhamento e orientação, principalmente, de mulheres vítimas da prostituição.

Diz a lenda, que após a volta do Cristo para junto de Seu Pai, Maria Madalena partiu em busca do isolamento, chegou até a costa francesa, passando o resto de sua vida em penitência e adoração ao Cristo, habitando em uma gruta. Como não se alimentava, anjos vinham constantemente em seu socorro, até que veio a falecer e sua alma foi levada por um cortejo de anjos, para o céu, junto ao seu Salvador. Em 1279 seu corpo apareceu milagrosamente na cripta da igreja de St. Maximin, em Aix-en-Provence.

Mas, Maria Madalena não é só lembrada por sua renúncia a sexualidade. Em a "Leyenda Áurea", Jacobo de Vorágine a descreve como a Mãe dos Reis e dos merovíngios, governadores da França, anteriores à Carlos Magno, reivindicarão que descendiam dela. Dado que acreditavam que era consorte de Jesus, na realidade estavam dando a entender que descendiam de Deus.



Em quadros renascentistas , uma das imagens mais características de Maria Madalena é uma mulher chorosa com um jarro de azeite de ungir em uma das mãos. Essa imagem a seguiu em forma de lenda até Provenza, onde lhe foi dedicado um santuário que se ocultava em uma brecha de uma montanha, na cova de Sainte Baume, perto de Saint Maximin. Foi proclamada a existência de suas relíquias em numerosos lugares no sul da França; se acreditava que as três Marias, junto com Marta e Lázaro, chegaram em uma barca à um lugar que se deu seu nome. "Les Saintes Maries de la Mer". A imagem do pranto se considerava uma das qualidades que definiam Maria Madalena: o vocábulo inglês "maudlin" (sensível, chorão) que passou à língua inglesa através da francesa, é uma derivação de seu nome.



Maria Madalena, parece ter sido a antítese de Maria, ou seja, como se a maternidade virginal, necessita-se da mulher que não era casta, porém, cujo "pecado original" havia sido redimido. O erro, que caracteriza a todo pensamento literal, de pensar que um extremo compensará o outro, fala uma vez mais: ambas alternativas terminam por situar-se ao mesmo nível. Tanto virgem como prostituta são consideradas em termos plenamente sexuais e a diferença é, a final, só uma diferença entre distintos tipos de serviços. No entanto, termina por ser Maria Madalena, e não Maria a Mãe, quem transcende sua definição doutrinal: é ela quem chorará e preparará o corpo sem vida de Jesus e é ela quem presencia todas as fases do drama da transformação. É ela, portanto, a mediadora entre o mistério da ressurreição e o entendimento ordinário dos discípulos, que consideram que o relato que ela lhes conta é o relato de seu Senhor.

Maria Madalena como vemos, continua sendo uma figura proeminente na tradição cristã por uma razão psicológica. A dimensão arquetípica da natureza feminina erótica elege uma figura para ser a portadora de sua projeção. A questão é que os seres humanos, em sua busca espiritual, têm que encontrar uma imagem do feminino que tenha relação com aspectos eróticos da Deusa. Mas a repressão da sexualidade pelo pai cristão manipulou a imagem de maneira que Maria Madalena fosse vista como penitente, renunciando à sua sexualidade.



Diferentemente do homem antigo, cujo amor pelo erótico era considerado compatível com a espiritualidade, esses líderes cristãos negaram exatamente o necessário para a renovação da vida.

Maria Madalena é uma figura feminina com que todas nós mulheres podemos nos relacionar sem trairmos a nossa essência. Como uma prostituta sagrada, é capaz de encerrar todos os aspectos dinâmicos e transformadores do feminino: paixão, espiritualidade e prazer A imagem feminina de Maria Madalena, pode ser portadora de muitos outros significados, quando sua natureza plena for restaurada dentro da nossa psique.



A imagem da Deusa divina que personifica os aspectos risonho, radiante, sábio, independente e sensual da natureza feminina existe desde que se tem registros históricos. E pode continuar a existir em nosso tempo se permitirmos que a sua imagem seja restabelecida e que tome seu lugar de direito na compreensão consciente.

Texto pesquisado e desenvolvido por
Rosane Volpatto

Bibliografia consultada:

A Prostituta Sagrada - Nancy Qualls-Corbett
La Diosa - Shahrukh Husain
El Mito de La Diosa - Anne Baring/Jules Cashford


IN: http://www.rosanevolpatto.trd.br/mariamadalena.htm




quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

HIERODULARE, AS MULHERES SAGRADAS



Palavra de Ishtar

Quando estou sentada à porta de uma taverna, eu, Ishtar, a Deusa, sou prostituta, mãe,
esposa, divindade. Sou o que chamam de Vida Embora vocês chamem de Morte. Sou o que
chamam de Lei Embora vocês chamem de Marginal. Eu sou o que vocês buscam E aquilo
que conseguiram. Eu sou aquilo que vocês espalharam E agora recolhem meus pedaços.

A Prostituta Sagrada

Embora dois Evangelhos, o de Marcos e o de Lucas, sustentem que Maria Madalena foi curada por Jesus da possessão de sete demônios, não está escrito, em lugar nenhum, que ela era uma prostituta. Apesar disso, esse estigma a tem seguido por toda a cristandade. A história original da unção de Jesus em Betânia pela mulher do vaso de alabastro deve ter sido mal interpretada pelo autor do Evangelho de Lucas, que o escreveu quase cinqüenta anos depois do acontecimento. A unção realizada pela mulher em Betânia era similar a uma conhecida prática ritual das sacerdotisas sagradas, ou "prostitutas" do templo, nos cultos às Deusas do Império Romano. E até o termo "prostituta" é uma denominação imprópria. Essa palavra, escolhida pelos tradutores modernos, é empregada para hierodulare, ou "mulheres sagradas" do templo da Deusa, que desempenhavam um papel expressivo no dia-a-dia do mundo clássico. Sua importância como sacerdotisas da Deusa tem origem no período neolítico (7000-3500 a.C.), quando Deus era honrado e amado como feminino nas terras hoje conhecidas como Oriente Médio e Europa.
No mundo antigo, a sexualidade era considerada sagrada, uma dádiva especial da Deusa do Amor, e as sacerdotisas que oficiavam nos templos dessa Deusa no Oriente Médio eram sagradas para os cidadãos dos Impérios Romano e Grego. Conhecidas como "mulheres consagradas", eram pessoas de prestígio, as invocadoras do amor, do êxtase e da fertilidade da Deusa. Em alguns períodos da história judaica, elas fizeram parte do ritual de adoração do Templo de Jerusalém, embora alguns profetas de Yahweh deplorassem a influência da Grande Deusa, localmente chamada de Asserá. A descoberta, resultante de escavações feitas em Israel, de milhares de estatuetas da Deusa do Amor suméria/cananéia (Inana, Astarté) segurando os seios convenceu os estudiosos de que a adoração da versão hebraica dessa divindade era comum na antiga Israel. As sacerdotisas da Deusa do Amor eram uma visão comum em todas as cidades do Império Romano, inclusive em Jerusalém.
No contexto dos Evangelhos, a mulher que portava o vaso de alabastro contendo o bálsamo pode ter sido uma dessas sacerdotisas. Curiosamente, entretanto, Jesus não se mostrou nem um pouco ultrajado com a atitude dela quando o ungiu. Ele até disse aos amigos que se reuniam para um jantar na casa de Simão, em Betânia, que a mulher o ungira para seu enterro (Marcos 14:8, Mateus 26:12). A importância de tal declaração não poderia ter sido mal compreendida pela comunidade cristã primitiva, que preservou essa história em sua tradição oral. A unção para o funeral era a representação de uma parte indispensável do ritual que cultuava o pôr-do-sol e o alvorecer, bem como os Deuses da Fertilidade de toda a região banhada pelo Mar Mediterrâneo.
A unção realizada pela mulher do vaso de alabastro era algo familiar aos cidadãos do império por causa dos rituais de sua Deusa do Amor. Em tempos mais remotos, porém, a unção do rei sagrado era um privilégio exclusivo da noiva real. Por milênios, esse mesmo ato fez parte do rito de casamento das filhas da casa real, que, assim, conferiam majestade ao seu consorte.
Naqueles tempos antigos, até cerca do terceiro milênio a.C., a maioria das sociedades do Oriente Próximo e do Oriente Médio era matrilinear - posição e propriedades eram passadas de mãe para filha. Na verdade, entre as casas reais de grande parte da região, essa prática se manteve inclusive durante o período clássico. Tanto a rainha de Sabá quanto Cleópatra do Egito reinaram como herdeiras dinásticas. Na Palestina, quase contemporaneamente a Jesus, o rei edomita Herodes, o Grande (que reinou de 37 a 2 a.C.), reclamou o trono de Israel baseado em seu casamento com Mariana, uma descendente da casa dos Macabeus, os últimos reis legítimos na Palestina.

Cultos do Rei Sacrificado

Vestígios de práticas matrilineares ancestrais e de adoração da Deusa ainda estavam presentes no primeiro século, na Palestina, uma província romana helenizada. Esses antigos mitos e costumes eram visíveis nos cultos das Deusas da Fertilidade da região. A unção feita pela mulher dos Evangelhos é remanescente da poesia romântica ligada aos ritos do Casamento Sagrado, celebrando a união de um deus local e uma Deusa. É bem possível que o verdadeiro significado da unção em Betânia tivesse sido exatamente este: o Casamento Sagrado do rei sacrificado. Seu conteúdo mitológico teria sido entendido pela comunidade helenizada de cristãos que ouviram o Evangelho ser pregado nas cidades do Império Romano, onde os cultos das Deusas do Amor não haviam sido completamente abandonados, o que só aconteceu no final do século V d.C.! E no Evangelho de João, a mulher - a Noiva - cujo nome é citado como aquela que fez a unção é Maria de Betânia.
Entretanto, é sempre a Maria chamada "a Madalena" que é representada na arte ocidental carregando o vaso de alabastro que contêm o precioso bálsamo. E é no seu dia que a Igreja Católica Romana cumpre a tradição de ler no Cântico dos Cânticos (3:2-4) a história da Noiva à procura do Noivo/Amado, de quem fora separada. Nas pinturas medievais e renascentistas, invariavelmente, é Madalena que vemos, de cabelo solto, aos pés da cruz, com Maria, mãe de Jesus, e é também ela que beija os pés de Jesus em pinturas da Descida da Cruz (a retirada do corpo de Jesus da cruz).
Essas obras nos trazem à memória a mitologia pagã de vários Deuses do Sol e da Fertilidade (Osíris, Dumuzi e Adônis), que foram mortos e ressuscitaram. Em cada caso, a viúva (Ísis, Inana e Afrodite) derramou seu luto e desolação sobre o corpo do amado, lamentando sua morte com infinita tristeza. A mitologia egípcia, por exemplo, relata que Ísis, a Noiva-Irmã de Osíris, orou sobre o corpo mutilado dele e concebeu o filho, Hórus, após a morte do pai. Em cada culto, é a Noiva que chora a morte do deus sacrificado. Na poesia usada nos cultos de adoração de Ísis, alguns versos são idênticos aos do Cântico dos Cânticos e outros são paráfrases bem próximas. Mais recentemente, estudiosos observaram semelhanças entre as imagens eróticas do Cântico e a poesia romântica da Babilônia, da Suméria e de Canaã na Antiguidade. As evidências dessas similaridades foram descobertas em tábuas cuneiformes e em antigos templos e arquivos no século XX.
A Noiva Perdida da tradição cristã aproxima-se muito desses mitos e histórias remotos. Existe uma tradição muito antiga que identifica Maria de Betânia como Maria Madalena na Igreja ocidental. Na arte medieval, essa mulher também era associada à Noiva-Irmã da mitologia antiga.
O conceito da Noiva-Irmã desses mitos tem extrema importância em nossa história. A Noiva, Deusa da Lua ou da Terra na Antiguidade, era a esposa do Rei-Sol, mas era muito mais do que isso. Era amiga íntima e parceira do Noivo-Deus - a sua imagem refletida em um espelho, sua "outra metade", um alter-ego feminino ou "irmã gêmea". Por esse motivo, o símbolo do espelho é mantido na iconografia da Deusa. O Noivo arquetípico simplesmente não poderia ser completo sem ela! O relacionamento entre eles era muito maior do que uma união sexual - havia uma profunda intimidade espiritual e um "parentesco" resumidos na palavra "irmã': O Casamento Sagrado do Noivo com sua Noiva-Irmã não se limitava à paixão física, era uma união de êxtase espiritual e emocional mais profunda também.
Os cristãos da Igreja dos primeiros tempos associaram de imediato Maria Madalena à Noiva-Irmã negra do Cântico dos Cânticos. Em Vênus in Sackcloth (Vênus em hábito de penitência), Marjorie Malvern examina a metamorfose de Maria Madalena: de prostituta a contraparte/amiga de Jesus, por dois milênios na literatura e arte ocidentais. O livro mostra a mudança na arte do século XII, que começou a representar Maria Madalena como a companheira de Jesus, no estilo da mitologia de Vênus/Afrodite e de outras Deusas do Amor, cujos domínios eram a fertilidade e o casamento. A autora sugere que essa transformação resultou do contato com a poesia romântica do mundo árabe no tempo das Cruzadas. Ela observou que essa intimidade foi suprimida no século XIII e que a mãe de Jesus adquiriu uma posição de destaque que não possuía nos próprios Evangelhos. Malvern também chama a atenção para o entusiasmo que havia na Idade Média pelas peças sobre a Paixão de Cristo e para a especial fascinação que as pessoas demonstravam pelas cenas da unção em Betânia e do encontro, no jardim, de Madalena com Jesus ressuscitado.
Acredito que foi a propagação da heresia do Santo Graal o motivo dessa surpreendente transformação de Maria Madalena - que passou de prostituta a Noiva-Irmã - nas representações artísticas do século XII. A Maria retratada em muitas dessas pinturas medievais não era a "pecadora arrependida” nem a "prostituta regenera¬da" nem apenas uma amiga de Jesus. Ela era a sua amada.
Muitas pessoas podem sentir-se inclinadas a rejeitar a idéia de que Jesus era casado com Maria Madalena, a irmã de Lázaro. O motivo é muito simples: elas acreditam que, se ele tivesse se casado, os Evangelhos nos teriam contado esse fato. Porém, um exame mais cuidadoso das Escrituras revela várias evidências que corroboram esse matrimônio. Talvez, então, seja melhor começarmos nossa busca com uma análise do Cântico dos Cânticos, cuja interpretação alegórica não esconde as imagens intensamente eróticas do poema de amor. Devemos, também, examinar o motivo condutor da Noiva e do Noivo nas Escrituras hebraicas e nos Evangelhos cristãos. Mais tarde, continuaremos com a busca do Santo Graal. Mas, primeiramente, vamos estudar o rito ancestral do Casamento Sagrado, celebrado nas terras do Oriente Médio e no Cântico da Noiva e do Noivo arquetípicos.

Maria Madalena e o Santo Graal
A Mulher do Vaso de Alabastro
MARGARET STARBIRD


Um dos textos fundamentais utilizados na Idade Média para contemplação da união da deidade Shechinah(A Deusa Judaica) era o "Cantar dos Cantares". O bíblico Cantar dos Cantares apresenta uma voz feminina dominante (a esposa) e alude a rituais de fertilidade correntes no Oriente Próximo pré-judaico. A linguagem da época está carregada de imagens sexuais e relacionadas com a terra. Ou seja o Cantico dos Canticos é em sua essencia um hino a Grande Deusa e ao seu consorte.

sábado, 4 de julho de 2009

A MULHER SAGRADA


“AS PROSTITUTAS SAGRADAS”

O termo de “prostituta sagrada” é impróprio e não corresponde à realidade da época. Antes do cristianismo o Culto da Deusa Mãe e a sexualidade da mulher era sagrada e a liberdade do seu corpo igualmente enaltecida pelo amor, como forma de dádiva e iniciação amorosa.

“O termo escolhido pelos modernos tradutores, é aplicado à hierodulae, ou “mulher sagrada” do tempo da deusa, que desempenhava um papel importante no dia a – dia do mundo clássico.
As sacerdotisas de Deusa e os seus importantes encontros iam até ao periodo Neolítico (7000-3.500ª.C.), tempos em que Deus era honrado e amado no feminino em todas as regiões conhecidas hoje como a Europa e o Médio Oriente.

No mundo antigo, a sexualidade era considerada sagrada, uma dádiva especial da deusa do amor, e as sacerdotisas que oficiavamnos templos da deusa do amor do Médio Oriente eram consideradas sagradas pelos cidadãos dos impérios grego e romano. Conhecidas como “mulheres consagradas”, eram tidas em grande estima como invocadoras do amor, do êxtase e da fertilidade da Deusa. Em alguns periodos da História Judaica, até faziam parte da adoração ritual no Templo de Jerusalém, se bem que que alguns dos profetas de Javé deplorassem a influência da Grande Deusa, localmente chamada de “Ashera”.”

Maria Madalena e o Santo Graal , MARGARET STARBIRD (Quetzal)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A DEUSA FALA:


A Preciosidade da Energia Feminina

Maria Madalena e as Vozes da Deusa através de Suzanne Gould 2007


Boa tarde, filhos do meu coração. Todos vocês são estimados por mim, preciosos além das palavras. Eu sou Maria Madalena. O que vocês desejam saber de mim? Vocês conhecem a minha herança? Um segredo na escuridão, isto é o que eu tenho sido por eons – a madona negra. Minha imagem foi dissimulada, difamada como parte da grandiosa ilusão. A Igreja Romana me chamou de prostituta, meretriz, a pervertida penitente. Mas de algum modo o meu legado foi mantido vivo... escondido. Agora eu retornei à luz Meu nome não é novo. Mas agora estou dando informações! Eu sou representada em livros, filmes, programas de televisão – como os tempos mudaram! Meu verdadeiro poder tem sido revelado, assim falando. Eu estou exposta.
Eu estou aqui para lhes dizer como a energia feminina é preciosa e quanto a voz feminina precisa ser ouvida neste momento. Mulheres – como portadoras das sementes de sua linhagem, vocês são da máxima importância. E vocês sabiam que o seu sangue e os fluídos do seu corpo são especialmente codificados? E as vozes da Deusa – virgem, mãe, idosa – estão se lamentando, se lamentando, se lamentando, sentindo a destruição da Terra. Vocês podem ter notado a quantidade extraordinária de chuva ultimamente e que os oceanos têm se desequilibrado. Os fluidos da Terra estão perturbados.

O Poder das Mulheres

Observem o que aconteceu às mulheres neste momento na história humana. As mulheres assumiram por algum tempo o papel tanto do masculino quanto do feminino. A energia feminina quer resplandecer no mundo, mas há ainda há estimulação a ser feita! As energias masculinas precisam fazer parte do equilíbrio. As mulheres usam muitos chapéus; freqüentemente elas são mulheres de carreira, esposas, mães, cozinheiras e donas de casa, todas em uma. Isto pode se tornar opressivo. Muitos – os médicos com os seus hormônios sintéticos, os políticos com as suas agendas exaustivas e inoportunas – não estão compreendendo as necessidades das mulheres.
As mulheres são intrinsecamente fortes, elas vêem o que precisa ser atendido e elas o fazem. Algumas argumentariam que elas são muito mais firmes na longa jornada do que os homens da espécie, capazes de executar várias atividades ao mesmo tempo, muito mais adaptáveis, intrinsecamente envolvidas pela cooperação ao invés da competição. E estes traços não são extremamente necessários no século vinte e um?
A questão para a mulher moderna é: “Eu posso ser única e eu mesma enquanto ainda trago a essência do que é feminino?” Por que vocês acham que tantos estão interessados em minha verdadeira natureza neste momento? Talvez a minha súbita revelação seja apenas um reflexo do que as mulheres estão finalmente se questionando: “Qual é a minha verdadeira imagem? Como eu quero ser vista no mundo? Os outros me vêem por quem eu verdadeiramente sou, ou eles vêem somente o que eles querem que eu seja – dócil, subserviente? Eu sou atraída pelo que os outros esperam de mim? Eu permito que os outros me vejam bem menos do que eu sou destinada a ser?”
Eu, Maria Madalena, levo a intenção de iluminar o divino, o poder sagrado do feminino. Eu encarnei nesta existência em particular, com o compromisso, a paixão e a excitação pela minha jornada, pela minha participação no drama divino. Nesta existência, eu fui sábia, sacerdotisa, amante, mãe, mística. Eu era algo como uma agitadora, e os homens deste tempo não sabiam o que fazer comigo. E, entretanto, eu não estava preocupada com o que os outros pensavam de mim, contanto que eu realizasse a minha missão. As pessoas sempre tiveram uma forte opinião sobre mim, de um modo ou de outro. Parece que eu trago opiniões extremas com a minha energia. Bem, eu sempre fui uma apaixonada.
A minha energia é magenta (cor carmesim brilhante), intensa, plena e vigorosa. Chamem-me e deixem que este campo de energia os envolva e os circunde. Eu quero revigorar a sua vida e trazer paixão a ela. Eu quero agitar o seu coração ao seu mais intenso chamado. O que faz você ser unicamente você?

Lembrem-se de Quem Vocês São


Eu quero ouvir o seu chamado. Muitos estão despertando agora, olhando para as suas vidas de um modo estimulante e dizendo: “Basta!” Subitamente elas estão observando o que está diante dos seus narizes e dizendo: “Não mais!” As pessoas estão desistindo dos empregos, abandonando os casamentos, mudando-se para longe, elas sentem o chamado. É um chamado intensamente pessoal, e ressonante e este é muito familiar. É o verdadeiro chamado de nossa própria alma. Vocês não podem negá-lo, pois ele é parte de vocês. Entretanto quanto tempo vocês têm se negado? Não eliminem a parte vital de sua própria paixão. Ao contrário, tenham a coragem de viver a sua própria verdade e de se expressarem em sua própria voz.
Se vocês segurassem a mão de todos e de cada ser no mundo, o que sentiriam? A vibração, o sangue da vida, o fio comum que bate e percorre todas as suas veias. E é isto o que os une em vitalidade. O seu sangue é mais precioso do que vocês pensam. Ele está codificado com a memória, não apenas da linhagem da sua família, mas de sua linhagem estelar. Quem são vocês? De onde pensam que surgem? Por que a sua fascinação com as estrelas e o seu impulso em alcançá-las? Lembrem-se, lembrem-se, lembrem-se quem são vocês? Uma vez que eu fui escondida nas névoas da história – e percebam que alguns a chamam de sua história e não da história dela – que é sempre escrita pelos vencedores. Agora, na verdade, eu sou re-lembrada. Re-membrada. Meus pedaços se uniram novamente, e eu me tornei íntegra. É o momento para o início do grande equilíbrio, da grande equalização. Foi o tempo do patriarcado por tempo suficiente. O feminino não surge. Ela se expande. Ela fui e reflui; ela espera e ela recebe. Imaginem que vocês sejam uma caverna que se abre para receber o mar. Secreto e profundo, quando o mar recua, vocês podem entrar, e quando o mar se eleva novamente, vocês estão cheios de água e escondidos. O feminino divino, o grande mistério: profundo como a caverna, mas mais, mais e mais repleta de significado. As Vozes da Deus se lamentam e aguardam. Elas querem ser ouvidas.


As Vozes da Deusa se Expressam

Eu sou o ventre da terra. Eu sou os sulcos dos campos. Eu sou a cúspide da lua. Eu sou as gotinhas da chuva. Eu sou as ondas do oceano. Eu venho com os feixes do trigo para alimentá-los, com cestas de frutas para abençoar a sua mesa e com água transparente e fresca para saciar a sua sede. Eu sou a essência generosa da vida. Eu sou a condutora das crianças, não para matarem e serem assassinadas, mas para apoiarem a vida, plantarem sementes, produzirem colheitas, nutrirem a vida. Ah, amor, amor, amor do meu coração, sejam verdadeiros comigo. Sejam verdadeiros com a Terra. Não sejam mais um seguidor dos caminhos insensatos. Corram ao vento comigo em seu cavalo selvagem. Deixem o seu cabelo fluir livremente. Encontrem o seu centro. Sintam a força que pulsa deste ponto. O centro é o ponto focal do padrão, como a tecelagem de uma rede de aranhas ou o lançamento do seixo que agita o lago. Comecem no centro e realizem o seu caminho para fora. Mas se vocês se distanciarem muito do centro, ficarão perdidos e preocupados em não poderem encontrar o seu retorno. Eu estou aqui para ser sentida por todos vocês. Eu sou uma força silenciosa. Eu estou implícita no silêncio, nas sombras. Vocês podem ter dificuldade em ouvir a minha voz, desde que o bramido do homem tem me subjugado muito. Mas eu ainda estou aqui. Voltem ao lugar mais simples, ao silêncio, à paz. É lá que vocês ouvirão a minha voz, sentirão o meu batimento cardíaco. Comecem pelo início.
Vocês estão complicando demais o seu mundo. A tecnologia desenvolve a tecnologia, e, entretanto, as coisas estão se afastando mais e mais da essência da vida. Vocês estão mais felizes? Estão mais satisfeitos? Vocês têm água pura para beber? Seus filhos estão mais saudáveis? Vocês têm ar mais puro para respirar? A sua vida está mais satisfatória? Vocês dormem mais sadiamente à noite? Seus animais sabem que a vibração da Terra está mudando. Todas as espécies estão mudando os seus padrões, mudando-se para lugares diferentes, desaparecendo completamente. O que levará a despertá-los? Eu estou ainda aqui. Esperando ainda. Esperando ainda. O Céu e a Terra devem se alinhar de um modo equilibrado – masculino e feminino, acima e abaixo. A minha mensagem é para a união e a harmonia. Não é muito tarde.

Maria Madalena Fala

Não foi sempre assim no planeta. Aquele conhecido como Jesus, o Cristo e eu reunimos o perfeito equilíbrio da energia masculina e feminina, tanto dentro de nós mesmos, como indivíduos e como complementos divinos. Este desequilíbrio das energias no momento presente não é a ordem natural, e nós confiamos que não será o modo do futuro. Eu lhes ofereço hoje a esperança que vocês podem ficar na verdade de quem vocês são e lutarem pelo equilíbrio. E como a minha identidade esteve por tanto tempo escondida, eu lhes darei uma palavra hoje sobre o véu que é colocado sobre o seu mundo. Há uma grande ilusão que lhes está sendo oferecida por aqueles que mantêm o poder em seu mundo.
A Grande Ilusão
É parte da grande ilusão que as mulheres têm menos valor do que os homens, mais fracas, mais frágeis, incapazes de estarem em posições de poder no mundo. Não é assim! Uma vez, grandes culturas da deusa matrilinear governaram a Terra. É parte da grande ilusão que a natureza é simplista e inútil e que vocês devem voltar às substâncias artificiais para a alimentação e a medicina. Não é assim! Pois a natureza mantém a chave para a saúde e a riqueza e ela está sendo destruída pela ganância da humanidade. É parte da grande ilusão que a sexualidade é um pecado e é insegura. Não é assim! Pois é a paixão que desperta o coração e a alma e é verdadeiramente uma dança sagrada. É parte da grande ilusão que vocês devem ser parte do tempo linear/relógio, seguirem uma escala artificial que a sociedade dita. Não é assim! Pois é mais natural seguir os próprios ritmos do seu corpo, moverem-se com o nascer e o pôr-do-sol e com a mudança das estações. É parte da grande ilusão que vocês vivem somente uma vez. Não é assim! Pois vocês fazem parte de um grande ciclo de reencarnações e, além disto, parte de uma grande dança cósmica que continua sempre, infinitamente. É parte da grande ilusão que vocês devem ter um mediador sacerdotal em seu caminho para Deus/Deusa. Não é assim! Pois todos vocês ouvirão, sentirão e viverão nesta energia divina a cada momento de cada dia, se tiverem a coragem de serem ela.
Vocês querem perpetuar a grande ilusão? Ou querem viver no centro de sua própria verdade? Masculino e feminino, cada um deve escolher. É o momento para que os homens de nosso planeta incorporem o seu lado feminino, como as mulheres já incorporaram o masculino. Isto criará um equilíbrio sagrado. O feminino divino deve ser honrado. Os aspectos da Deusa não exigem adoração; eles pedem somente que as suas vozes sejam ouvidas. Mulheres, assumindo o seu próprio poder, devem fazer com que as suas energias e a sua presença sejam conhecidos no mundo. Elas devem ensinar os modos do feminino divino aos homens do planeta, não compartilhá-los apenas entre outras mulheres. Elas devem fazer a sua marca sem vestir o manto do poder masculino, formando um caminho que inclua a cooperação e o cuidado entre todos os sexos, raças e espécies. Eu sou, em amor e serviço a vocês,
Maria Madalena.



Tradução: Regina Drumond
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A importancia mulher como a profetiza da Deusa,este texto fala essencialmente disso ,neste mundo do Pai aonde é o Pai o Macho que sempre tenta calar a voz da Deusa usando de ardilosa neutralidade em suas profecias(Saint Germain?)uma mulher tem coragem de falar como a Grande Deusa Mãe e ainda tem o poder e a sabedoria de canalizar uma mestra antiga como Maria Madalena,isto ainda tem relação com o poema que escrevi a baixo( PORQUE MINHA ALMA NÃO CABE NO MEU CORPO) aonde acabo falando de como não aguento ser controlada e da minha necessidade de ser eu mesma e tanto me meus pensamentos e nas minhas emoções como na minha própria dignidade. Pois ouça mulher o meu Rogo:


Profetisai mulher falai em nome da Deusa e da Terra falai em nome de ti própria.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

MARIE D'LA MER

TEXTO PARA COMPREENDER A LEITURA



Sob à nova tradição, a mulher tornou-se Eva, a encarnação da sedução, a ruína do homem. Sua simples existência era advertência para os desejos físicos, aos quais era necessário resistir mediante o medo de punição eterna. As mesmas qualidades pelas quais as mulheres foram outrora consideradas sagradas, agora são a razão para as degradarem.
Em nome do Senhor o homem começou a destruir todos os vestígios da Deusa e de sua defesa da felicidade sexual
. Até o casamento não tinha mais como finalidade o prazer sexual, mas a criação de novas almas para adorar a Deus. Todo o prazer foi tirado da natureza humana e considerado pecado.
Com estas mudanças, as mulheres deixaram de ser consideradas em pleno gozo de seus direitos. A lei romana colocava a mulher sob sua tutela e afirmava que ela era imbecil. Na Grécia, as leis de Sólon não lhes davam direito algum. A lei hebraica condenava a mulher à morte caso não fosse casta na época de se casar e, se cometesse adultério, era apedrejada até a morte.
Essas novas leis são a antítese das atitudes em relação à mulher e à sua natureza sexual, as quais prevaleceram durante as eras em que a Deusa era venerada.
Pois é neste contexto histórico que surge a nossa Maria Madalena.




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Eu sou Maria Madalena. Talvez me conheçam, mas poucos de vocês sabem quem sou na realidade, ou quem fui. Pois sim, fui a companheira do que se chamou Yeshua Ben Josef. E sim, há muitas histórias a respeito de nós e de nossas vidas. Ambos fomos Avatares da Nova Era da Consciência "Crística", mas os que escreveram essas histórias estiveram influenciados por suas crenças de que a única experiência importante era a masculina, e por isso a vida do Avatar Feminino, Maria Madalena, foi negligenciada e esquecida.

Mas foi necessário que, para equilibrar a futura Idade Dourada, nascesse um Avatar de cada sexo, e que eles se unissem como companheiros, criando os perfeitos Modelos das Funções para a Futura Era de Luz! E assim foi!
Nasci em uma família normal de Israel, mas eu nunca fui "normal". Levava em meu interior a Chama Sagrada do Feminino Divino do momento em que fui concebida como humana. Nasci como uma perfeita Menina "Crística". Fui a “filha” encarnada da Mãe Divina.

Igual a Yeshua, fui treinada pelas mulheres nos ensinos secretos dos Essênios. Como ele, eu era um grande prodígio pelo meu saber e conhecimento das antigas artes da sabedoria das mulheres que estava bem alem dos meus anos.
Sim, queridos, fui treinada para que fosse a Guardiã da Chama Sagrada da Sabedoria das Mulheres, o poder do Feminino Divino.
E esse segue sendo ainda meu papel e meu trabalho neste momento. Venho à vocês porque a Terra Ascendida esta uma vez mais preparada para dar as boas-vindas ao Avatar Feminino: as filhas da Mãe Divina.
Há muitas entre vocês que estão preparadas para receber o treinamento do Espírito, porque já alcançaram o nível de consciência que lhes permitirá ser o que eu fui: a portadora da Chama da Mãe Divina.

E que poderosa é esta chama: - é puro Amor Incondicional, e se expressa em todos os níveis, incluindo o físico e o sexual.
Sim, queridas irmãs, agora que o raio Laranja-Rosa do Amor Divino banhou o seu ser, limpando e liberando milhares de anos de abuso e de repressão mental, emocional e sexual, vocês já estão esclarecidas e são livres para expressar a Chama Divina através de seus corpos.

Os ensinamentos do Feminino Divino são o Êxtase e a Unidade - o direito de nascimento de toda mulher. E o direito às habilidades e a sabedoria que permitirão que toda mulher expresse seu Êxtase e sua Alegria através de uma relação que será uma União Sagrada, uma expressão de sabedoria espiritual e de amor incondicional.
Esta união apaixonada do sexual e do espiritual é o que conduziu a remoção da história de Maria Madalena e sua União Sagrada com a Yeshua Ben Josef das histórias que comemoram a vida da Yeshua.

Sim, chamaram-me "prostituta" e "impura", pelo meu conhecimento dos dons do êxtase sexual. Que triste foi que o caminho do Feminino Divino não fosse honrado ao mesmo tempo que o caminho do Masculino Divino representado por Yeshua. De fato, essa omissão conduziu à distorção da verdade a respeito de nossas vidas. Porque o verdadeiro caminho do Avatar não foi o sofrimento e o martírio. Essa foi uma interpretação posterior feita por quem tinha outros planos. O verdadeiro caminho do Avatar foi criar uma direção para o Êxtase e a Unidade através do Amor Incondicional. E foi alcançado por nós! Foi esta realização que agora nos permite que levemos à vocês os ensinos da União Sagrada e os caminhos do Feminino Divino e do Masculino Divino.


Esta foi a maior realização de nossas vidas, e essa Alegria e esse Amor é o que queríamos transmitir como nosso legado, não o sofrimento nem o derramamento de sangue das incontáveis guerras e cruzadas disputadas em um entendimento errôneo da natureza da energia Divina Masculina e do caminho de Yeshua!

Queridas irmãs, à medida que a consciência abandonou seu planeta, foram levadas a acreditar que era bom que se desconectassem de seus corpos e que reprimissem sua sexualidade e seus desejos. Foram ensinadas a desconectar o espiritual do sexual, e assim perderam a Alegria e o Êxtase da união.

Ensinaram-lhes que essa repressão era um "serviço" e que era aprovada por Deus. E assim, sofreram e ficaram iradas e sem poder, e assim ainda estão muitas de vocês.
Queridas irmãs, é hora de elevar sua consciência novamente e ver que seu corpo é o Templo de sua Alma e de seu Espírito. É um corpo de Fêmea, um corpo de mulher, e é o Templo do Feminino Divino.

Esta é uma energia poderosa e sagrada, uma chama da energia Solar Feminina que lhes permite experimentar a energia da Fonte como uma Grande Mãe. Mas também lhes permite experienciar o êxtase de uma relação entre Chamas Gêmeas na qual se reunem o Divino Feminino e o Divino Masculino à serviço da Fonte e de seu Amor por Tudo O Que É!

Há muito a ser compartilhado sobre o conhecimento do caminho do Feminino Divino, e com entusiasmo esperamos compartilhar este Amor com vocês nos próximos tempos. Mas permitam-me terminar onde comecei. Quando aprenderem quem sou, descobrirão que sou uma parte de vocês: a Mulher Crística ou "Cristal" da Nova Terra.

autora e canalizadora: Celia Fenn - todos os direitos reservados
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