"E aqueles que pensam em Me procurar, saibam que a vossa busca e vosso anseio devem beneficiar-vos apenas se vós souberdes o Mistério; se o que vós procurardes, vós não achardes dentro de vós mesmos, então nunca encontrarão fora. Pois eu tenho estado convosco desde o Início e Eu Sou Aquela que é alcançada ao final do desejo"


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A Deusa Fala

na montanha antiga
a deusa recita teus mandamentos
Amaivos
repeitavos
sentiavos tudo com o corção respeite sempre tuas mulheres
e farei de tua vida prospera
evoque minha luz meu poder
com carinho e dedicação
aprenda a contar teus ciclos o Mulher!!!!
viva plena
Mente
Plenamente

DE METE SÂ EM PLENA
em si mesma
PURIFICADA & PURICADORA
MULHER E DEUSA!!!!!!
com o esplendor da tua mente

Ensinamento a Jovem Sacerdotisa


Jovem sacerdotisa

tu que aindas estas sendo iniciada em meus misterios

Saibam que tudo que precisa encontrar esta dentro de ti

Entre fundo nos misterios desta lua

e tu veras

tem duplo luminoso

tua face celeste

Evoque -me

nas noites de lua

aonde a femea da lua grita goza

e regurgita a humanidade

Não tema



Cheire o perfume perfumesco do mato

ainda virgem

Evoque aquilo que quase foi nesquecido

mas não perdido



Ela Sabia dos murmurios
vindos do mar
a beira mar
o Gozo difano
das feiticeiras...

AS sagradas blasfemias
os dois sexos
o profano
e o profanamente sagrado
Hoje ela ERA A DEUSA
SEMPRE.....


Avia dias que suas bocas não se encontravam
A boca da Vulva
e a boca da Alma
entregue
Aos devaneiso de afrodite
ELA ERA ELA
SAGRADO SANGUE
A ULTIMA FILHA DE LILITH

Ela era ELA.....

domingo, 7 de dezembro de 2008

AS GÓRGONAS



As três Górgonas, originalmente, tinham rostos muito belos e corpos bem delineados, além de apresentarem graciosas asas douradas arqueadas por sobre os ombros. Essas irmãs, filhas imortais de Fórcis (o "Grisalho", filho do extremo Ocidente) e Ceto (os dois são divindades marinhas), chamavam-se Medusa ("a ladina"), Esteno ("a forte") e Euríale ("a que corre o mundo"). Medusa provocou a ira de Atena ao fazer amor com Poseidon (deus do Mar) em um dos santuários desta. Enfurecida, Atena tornou-a mortal e a transformou, e às suas irmãs, em feias megeras , as "Repugnantes". Tinham a pele escamosa de um lagarto e cobras silvantes por cabelos; sua língua era protuberante, cercada por presas de javali. Medusa era a mais feia e petrificadora das três.


O terrível olhar das Górgonas era tão intenso que transformava os mortais em pedra e por toda a volta da caverna em que viviam podiam-se ver figuras de homens e animais que tinham olhado casualmente para elas e foram petrificados por essa visão. Podemos vê-las nesse sentido, como figuras guardiãs, protetoras das fronteiras dos antigos mistérios primais, guardiãs do limiar. Robert Graves, entre outros, sugere que as sacerdotisas usavam, máscaras de Górgonas para afastarem os não-iniciados. Cabeças de Górgonas, na forma de grotescos entalhes, eram colocadas com freqüência nos muros das cidades gregas para aterrorizarem os inimigos, um exemplo de proteção de fronteiras pelo arquétipo das Górgonas.
As Górgonas viviam juntas no além-mar, na extremidade ocidental do mundo e seu santuário formava fronteira com o reino da Noite. Eram protegidas por suas irmãs mais velhas, as Gréias, que possuíam um único olho e um único dente que compartilhavam, passando-os uma para as outras.


A mitologia masculina posterior fala do herói Perseu, que, enviado numa missão suicida para trazer a cabeça de Medusa, atraiu a simpatia e ajuda de Atena. Com sua ajuda e com o empréstimo de sandálias aladas, um elmo de invisibilidade e um escudo brilhante, Perseu penetrou no reino das Górgonas. Encontrando-as adormecidas, ele delas se aproximou, protegido pelo elmo da invisibilidade e, caminhando de costas, olhando apenas para o reflexo da cabeça de Medusa em seu escudo, pôde decapitá-la com a espada guiada por Atena, e escapar. Ele levou a cabeça guardada em segurança em uma bolsa mágica e a deu de presente a Atena, que a pendurou no cinto ou, como dizem outras versões, fixou-a no centro da égide do seu escudo. Não só Atena usava a imagem da Medusa como tótem protetor contra os inimigos e todo o mal. Sua imagem era encontrada em cerâmica, jóias, portas e carregada pelos soldados nos campos de batalha.

mito de Perseu e a luta com a Medusa simbolizam a guerra íntima do ser humano na procura por si próprio. Quem vê a cabeça da Medusa é petrificado: é a conscientização, por parte do homem, do seu lado negativo, é a descoberta do peso petrificante de sua culpa.
O nome Medusa significa " sabedoria feminina soberana, " em Sanscrito significa Medha, Metis em griego e em egípcio, Met ou Maat.

Medusa foi trazida para a Grécia da Líbia, onde as Amazonas líbias a adoravam como a Deusa Serpente. A Medusa (Metis) correspondia ao aspecto destruidor da Grande Deusa Tríplice Neith também chamada de Anath, Athene ou Athenna na África do Norte e Athana em1400 a.C., em Minos Creta.


A Medusa tinha originalmente o aspecto da deusa Atena da Líbia onde ela era a Deusa Serpente das Amazonas. Seu rosto era oculto e pavoroso. Estava escrito que nada nem ninguém poderia levantar seu véu, e todo aquele que se atravesse a fazê-lo morreria instantâneamente. Foram os gregos que separaram Medusa de Atena e as tornaram inimigas.


Dando continuidade a nossa história..., mesmo após a sua morte, o sangue da Medusa conservou seus poderes e deu vida ao famoso Pégasus, o cavalo alado, obediente à Zeus. O sangue da Medusa é totalmente extraído de seu corpo e utilizado então, mais tarde, transformando Asclépio em um grande curador. Foi exatamente Atena quem deu a Asclépio dois frascos do sangue de Medusa. Venerado como fundador da medicina, Asclépio era habilidoso na cirurgia e no uso de remédios. Ele usou o sangue do lado esquerdo de Medusa para levantar os mortos; o sangue do lado direito provocava morte instantânea. Na verdade, Asclépio preferia trabalhar apenas com a capacidade curativa dos remédios. Mas o fato de o sangue de Medusa poder tanto curar como matar demonstra que a figura da Medusa ou da Górgona não era estritamente negativa e destruidora, tendo em si forças curativas positivas, o que lhe dava equilíbrio.


sangue mágico da Medusa se correlaciona ainda, com um antigo tabu relacionado com a menstruação. Povos primitivos acreditavam que o olhar de uma mulher menstruada poderia converter em pedra um homem. Também era crença popular que o sangue menstrual era fonte de toda a vida mortal e também da morte, pois ambas são inseparáveis.

As Górgonas aladas, cujos cabelos eram serpentes que também cingiam a sua cintura, juntamente com as presas dos javalis, a barba e a língua à mostra, são símbolos urobóricos do poder primordial do Grande Feminino, imagens da Grande Divindade Materna pré-helênica em seu aspecto devorador, como terra, noite e mundo inferior.

A acentuação urobórica masculino-feminina da Górgona não resulta somente da impressão causada pelas presas ferozes, mas também da língua estendida para fora, a qual, em contraste com os lábios femininos, sempre tem um caráter fálico. Na Nova Zelândia, a exibição da língua estendida é sinal de poder e de energia dinâmica. Onde quer que surja o aspecto terrível do Feminino, ele também será a mulher-serpente, a mulher com o falo, a unidade conceber-gerar da vida e da morte. Eis a razão pela quel as Górgonas são dotadas de todos os atributos masculinos: a serpente, as presas do javali, o dente, a língua exposta e, às vezes, até barba.


GÓRGONAS COMO ARQUÉTIPOS

As Górgonas são tidas históricamente como arquétipos da "Mãe Repugnante", ou "Mãe Terrível". Entretanto elas simbolizam bem mais do que só isso, representam: a sabedoria feminina soberana; os mistérios femininos; todas as forças da Grande Deusa primordial; os ciclos do tempo presente e futuro; os ciclos da natureza como vida, morte e renascimento. Elas são criatividade e destruição universais em transformação eterna. Elas são guardiãs dos umbrais e mediatrizes entre os reinos do Céu, da Terra e do Mundo Inferior. Elas fazem a conexão do Céu com a Terra; destróem para construir, alcançando assim o equilíbrio. Elas purificam e curam. Elas são a última verdade da realidade e da integridade.
São as Górgonas com sua terrível aparência, que nos alertam contra a imersão prematura nas sombrias profundezas do nosso mundo inferior psíquico, o nosso domínio inconsciente. Se penetrarmos nesse reino sem a preparação adequada, podemos ficar petrificados, ter a vontade paralizada e perder a capacidade de compreender as forças e os tenebrosos poderes do nosso inconsciente. Seríamos reduzidos a uma completa inatividade da alma.
As Gógonas surgem das profundezas das cavernas do mundo subterrâneo para nos desafiar com um grande enigma. As Desafiantes deste Lado Obscuro fazem parte da Grande Deusa e estão vinculadas a Deusa Anciã, que juntamente com a Deusa Virgem e a Deusa Mãe, participam do arquétipo da Deusa Tríplice. A Deusa Anciã e as Górgonas expressam energias iniciáticas, curadoras e libertadoras da sabedoria feminina. Nos relatos mitológicos elas tornam-se demoníacas em virtude das religiões patriarcais que purgaram da consciência da mulher qualquer tipo de poder mágico e transformador. A decapitação mitológica da Medusa simboliza o silêncio da sabedoria e da expressão feminina. É um ato que freia seu crecimento, limita seu potencial, movimento e contribuições culturais. A sabedoria feminina é um dos aspectos mais reprimido nas mulheres, produto de uma larga prédica contra o xamanismo das sacerdotisas, bruxas, curadoras e profetizas. Nós mulheres ainda guardamos na memória a perseguição e queima das bruxas européias e ainda hoje, qualquer coisa que esteja associada ao poder das bruxas é percebido com muito temor e como algo perigoso e obscuro pelo homem. Entretanto, as energias da Deusa Anciã nos dota de força, sabedoria e dignidade. As anciãs sábias das culturas matriarcais aborígenes não foram mulheres submissas porque haviam encontrado o seu verdadeiro "Eu" através das iniciações, ritos de passagem e consciência madura.

As histórias míticas das Górgonas propocionam um ponto de partida para se detectar as qualidades e energias internas em cada mulher. Qualidades das bruxas, xamãs, profetizas e sacerdotisas que se desenvolveram em distintas culturas, oferecem hoje, as demais mulheres e até para homens que se interessem sobre o assunto, experiências de conhecimento e transformação. Tal qual nossas ancestrais, nós, mulheres de novos tempos, necessitamos estar conscientemente vinculadas com a energia de nosso lado obscuro para descobrirmos o seu tesouro oculto, com o qual poderemos transformar tanto nossa vida pessoal como comunitária.

Rosane Volpatto IN: http://www.rosanevolpatto.trd.br/medusa.htm

sábado, 6 de dezembro de 2008

A Mãe Divina









Por séculos , a presença da Mãe Divina foi excluida da consciencia da humanidade.Ela foi escondida ,afastada ,camuflada, apresentada de forma deturpada e diferente que impediu muitos de entrar em contato com ela.Foi só em épocas mais recentes que a força feminina voltou a fazer parte da consciência dos seres humanos deste planeta.Isso aconteceu de Varias Formas,do redespertar do culto consciente à Deusa , em todas as suas diferentes formas e energias.
A GrandeMãe,a Mãe Divina ,é nutriz divina.É a energia que alimenta a nossa Alma de tudo que ela precisa para existir e viver.Ela é a força que nutre e conforta todos nós .É aforça que ama e perdoa a todos nós.É a força que ama e perdoa a todos.É Força que nos dá entendimento,cuida carinhosamente
de nós ,nos ajuda e cura nossas feridas.É a força que nos reconcta com a energia do universo e com a Terra.É a força que nos oferece esperança,amor,fé e verdade.É uma energia que nos fortalece e nos dá orientação para que possamos ver a centelha divina que habita nosso coração e entar mais uma vez no templo sagrado do nosso ser divino.
É uma energia amorosa que transcende o amor que conhecemos neste planeta;é um amor incondicional que supera todas as barreiras,muros de obstáculos.É algo belo,poderoso,sagrado e encantador.
Quando as pessoas perdem o contato com o poder da Mãe Divina ,elas começam a ficar debilitadas.Começam a perder energia,a paz de espirito a autoconsciência,a conciência da propria presença ,força e poder.Ficam perdidas ou frustadas,doentes e desesperadas,além de não se importar mais com si mesmas ou com aqueles que as rodeiam.Trata-se de uma doença e de uma aflição que afeta muitos,acaba por deixá-los totalmente perdidos e denota a falta de muito trabalho espiritual.
Embora a presença e força da Mãe Divina estejam em todos os lugares,sua presença é mais perceptível a noite,sob a luz da Lua,os lugares próximos à natureza,nos locais sagrados , naqueles em que se reverenciam o Príncipio Feminino.Porém , a energia da Deusa não tem morada.Não existe um lugar que lhe sirva de domicílio, que seja reconhecido como um lugar a ela devotado.


O Ritual descrito a seguir prepará você a se reconectar com a força da Mãe Divina , para entrar em sintonia com a energia dela e para permitir que apresença dessa mãe volte a fazer parte de sua vida.Trata-se de um ritual simples mas poderoso,apesar da sua simplicidade.Convém fazê-lo com cuidado e lentidão, de modo calmo e afetuoso.

Providencie objetos que o façam lembrar do Poder da Deusa,da Mãe Divina e também alguns objetos que tenha trazido da Mãe Natureza
flores e plantas,folhas,pinhas,pedras,cristais, objetos que estejam ligados à energia do planeta,à força feminina deste mundo em que vivemos.
Se quiser, você pode delimitar o círculo com pétalas de flores . É importante aquecer o oleo de rosas para encher o ambiente ncm um aroma fort,envolvente.
Coloque a sua frente uma vela prateada,azul-claro ou verde clara.Acenda a vela e realize a cerimônia à noite,apenas a luz dessa vela.Coloque um recipiente com água ,onde tenha colocada a vela flutuante.
Comece o ritual concentrando-se e procurando aquietar a mente,para entrar num estado de Espirito de calma e traquilidade.Concentre-se no seu mundo interior e focalize aquela parte de você que esta faltando,que não está mais presente. Sinta-a e mentalize-a como se fosse um buraco na sua Alma;uma ferida aberta e supurada.Um pedaço de você esta faltando ; uma peça do quebra-cabeça que foi retirada e perdida.Sinta esse pedaço vazio e reconheça a tristeza que que dele emana.Atente para o modo como vc se aliena do mundo.Sinta sua separação ,seu isolamento,a sensação de desligamento.

A Grande Deusa (...) mas a antiga detentora da soberania sobre o universo, a causa primeira de toda a existência, e isto muito antes da manifestação do Verbo que, segundo o Evangelho gnóstico de João, era no princípio (e não no começo) do mundo das relatividades concretas. A arte da Idade Média é o reflexo de um pensamento e esse pensamento, apesar do peso do dogmatismo romano, está longe de ser unívoco. Mesmo que ela não cesse de ser consoladora, e mesmo lenitiva, a virgem mediaval transmite mais do que uma mensagem, que remonta à aurora dos tempos e que se manifesta por vezes através de especulações ditas heréticas ou mesmo por meio das aberrações fantasmáticas, a saber: o conceito de uma criação permanente que não pode ser senão de natureza feninina. Se Maria foi realmente a geradora do divino enquanto “mãe portadora”, ela apenas podia ser a incarnação de um conceito preexistente que se tornou incompreensível, incomunicável e indizível, que aparece através dos diferentes mitos referentes à criação do mundo. (...) É o que emana da própria tradição cristã, no que ela vai aurir ao Antigo Testamento. “ Eu fui criada desde o início e antes dos séculos”, segundo o Eclesiastes.

In A GRANDE DEUSA de Jean Markale Piblicado por rosa Leonor em http://rosaleonor.blogspot.com/2001/12/grande-deusa.html

Malalay Joya uma mulher guerreira!!!


Wikipedia

Malalai Joya, falando em Austrália. De acordo com BBC “Malalai Joya é um dos PM os mais populares em Afeganistão”
Malalai Joya (persa: o ملالیجویا) (carregado abril 25, 1978) é um político afegão que seja chamado “a mulher a mais brava em Afeganistão.” Como um membro eleito do parlamento da província de Farah, delatou publicamente a presença do que considera caudilhos e criminosos de guerra no parlamento.
Em maio 2007, Joya foi suspendido do parlamento considerando que tinha insultado representantes companheiros em uma entrevista de televisão. Sua suspensão, que está sendo apelada atualmente, gerou o protesto internacional e as apelações para seu restabelecimento foi assinada por escritores do alto nível, por intelectuais tais como Naomi Klein e Noam Chomsky, e por políticos que incluem membros do parlamento de Canadá, de Alemanha, do Reino Unido, de Italy e de Spain. Joya foi comparado ao símbolo do movimento da democracia de Burma, Aung San Suu Kyi. Foi programada endereçar o Parlamento Europeu em maio 2008. De acordo com um artigo nos editores semanais, Joya está escrevendo atualmente uma memória com a torre canadense O'Keefe do escritor.

vida adiantada e pessoal
A filha de uma estudante de Medicina anterior que perdesse um pé ao lutar a invasão soviética de Afeganistão, Malalai Joya tinha 4 anos velha quando sua família fujiu Afeganistão em 1982 aos acampamentos de refugiado de Irã e de um Paquistão mais atrasado. Após a retirada soviética, Malalai Joya retornou a Afeganistão em 1998 durante o reino do Taliban. Como uma mulher que nova trabalhou como um activista social e foi nomeada um diretor do grupo não governamental, organização de promover as capacidades das mulheres afegãs (OPAWC) nas províncias ocidentais do coração e do Farah. É casada.


discurso histórico no Loya Jirga
Malalai Joya ganhou a atenção internacional em dezembro 2003 em que, como um delegado eleito ao Loya Jirga se reuniu para ratificar a constituição de Afeganistão, falou para fora publicamente de encontro à dominação dos caudilhos. Na resposta, Sibghatullah Mojaddedi, chefe do Loya Jirga chamou seu “infiel” e “comunista”. Tem sobrevivido desde então a quatro tentativas de homicídio, e viaja em Afeganistão sob um burqa e com guardas armado.
O compartimento do pulso do mundo (edição 1, 2005) escreveu:

… Quando seu tempo veio fazer aos seus 3 a indicação minuto, rebocou seu lenço preto sobre seu cabelo, intensificado ao microfone, e com eletricidade emocional fêz o discurso que alteraria sua vida.
Depois que falou, houve um momento do silêncio chocado. Então havia um alvoroço. O macho mujahideen, alguns que tiveram literalmente injetores em seus pés, apressados para ela, shouting. Foi trazida sob a proteção de forças de segurança do UN.
Em uma nação onde pouco desafio dizer alto a palavra “caudilho”, Joya falasse ferozmente de encontro a uma proposta para apontar membros elevados dos cleros e líderes fundamentalistas para grupos de planeamento do guia. Objetou que diversos daqueles líderes religiosos eram os criminosos de guerra que devem ser tentados para que seus heróis nacionais das ações-não influenciem o governo novo.
Apesar dos comandos do presidente do conjunto, Joya recusou desculpar-se.

A posição controversa de Joya de encontro a outros membros do Loya Jirga ganhou-lhe muita popularidade assim como a desaprovação pesada de seus oponentes políticos.

fonte Wikipedia

MESTRUAÇÃO: UM MOMENTO DE PODER PARA A MULHER


O PODER DO SANGUAdicionar imagemE SAGRADO

A menstruação é um momento de poder para a mulher. As nativas abençoam a menstruação mas, infelizmente, na nossa sociedade, é cada vez maior o número de mulheres que sofrem por TPM, também às que pedem aos seus médicos que interrompam esse ciclo sagrado e saudável.
Para as culturas nativas, cada vez que alguém amaldiçoa uma determinada parte do corpo ou de suas funções naturais, o corpo reage com desequilíbrio. As mulheres que maldizem sua condição funcional, a menstruação, certamente reduzem os niveis energéticos que divinizam as mulheres a ponto de gestarem, e isso possibilita de sentirem dores e sofrerem de problemas como TPM e outros.
As nativas americanas realizam ritos de passagem da criança a puberdade. Estes ritos se realizam depois da primeira menstruação e é um momento importante porque a menina se transforma em mulher. Ela deve entender o significado desta mudança e conhecer seus deveres. É um momento sagrado e, assim como a Mãe Terra, ela poderá ter filhos e ensiná-los a viver de uma maneira sagrada. Ela também deverá saber que a cada mês, quando chega sua menstruação, ela recebe uma influência, que deverá observar e tomar cuidado, pois nessa condição ela poderá neutralizar o poder de um xamã.

O sangue está muito relacionado com a Lua . Para os nativos americanos, quando as mulheres estão menstruadas eles dizem que estão "de lua". Os nativos reconhecem que menstruar é um acontecimento importante na vida de uma mulher, um ritmo vital para a saúde psíquica e física femininas. Eles reconhecem que, na menstruação, a mulher atinge o nível mais alto do seu poder espiritual onde a atividade mais apropriada é o descanso e recolhimento para acumular sabedoria.

Uma mulher menstruada tem potencial místico de ser mais poderosa do que qualquer mulher ou qualquer homem, em qualquer momento. Em algumas tradições, a menstruação ainda é vista e sentida como um tempo especial e sagrado, divino, mágico e místico. Nas culturas matriarcais o sangue reverencia a Deusa por ter poderes mágicos. Em algumas tradições, o sangue menstrual era oferecido em cerimônias. Era sagrado para os Celtas, Egípcios, tântricos etc.
Uma cerimônia simples, onde a mulher cava um buraco na terra e, de cócoras, deixa o sangue menstrual fluir na terra, ela coloca os pensamentos negativos sobre a feminilidade para serem desprezados e pede a Mãe Terra para transformar a energia negativa em equilíbrio e consciência.

Os mistérios do sangue recordam o imenso poder da mulher, o poder do sangramento, o poder de sentir e prever as coisas e, assim, estar mais próximas dos mundos superior e inferior. Quando sangram e jogam na terra o poder dos fluidos corporais, se reencontram consigo e com as divindades da Terra enquanto o sangue corre através do chakra pessoal da raiz, na terra. As mulheres sangram como a terra desbravada, sangram como nutridoras da vida, como doadoras, como doadoras da maternidade universal; e seu sangue é do tempo, da lua, da terra, das estrelas, da vida.

Quando uma mulher entra na idade da sabedoria - menopausa -, seu sangue sábio é retido no interior do corpo. Esse "sangue sábio” dá a mulher a força, a sabedoria e a sensibilidade para seguir a vida e desafiar a morte; e só a mulher possui esse dom.

IN:
http://www.xamanismo.com.br/Poder/SubPoder1191323717It004

Hecate lua negra....

Oração à Hécate
(by Althea)

Faça com que o círculo nunca seja quebrado,
Faça com que a terra esteja sempre firme,
Faça com que o vento seja sempre constante,
Faça com que o mar esteja sempre agitado,
Faça com que o fogo nunca se apague, e sua luz mostre o caminho.
Hécate Faça-se sempre viva em minha alma.

Genealogia


Muitas literaturas afirmam que Hécate se originou no sudeste da Ásia Menor e foi incorporada à religião grega no século VII a.C., mas nunca foi uma Deusa Olímpica, era uma Deusa terrena. Detinha os domínios sobre a terra, o mar e o céu; e juntamente com Zeus podia dar ou negar qualquer pedido ou presente aos humanos. Isso demonstra como fora respeitada.

Já, Hesíodo diz que Hécate é uma titânia, filha de Perses que era filho de Euríbia que era filha de Geia com o Mar; ou seja, mostra sua origem como sendo grega, mas pré-olímpica. Sendo uma deusa forte e poderosa que sobreviveu aos ataques dos deuses olímpicos aos titãs. Talvez esse fosse um dos motivos para não se juntar aos deuses olímpicos, preferindo assim a terra.

Abaixo, estará um trecho, que foi extraído do livro Teogonia - A origem dos Deuses de Hesíodo, que fala sobre Hécate e sua genealogia, de forma bem peculiar.

Em outra versão Ela aparece como filha de Euribus e de Nix (noite), tornando-se assim a Deusa da eterna noite, e com exceção a Zeus a última dos Titãs a sobreviver.

Li em algum lugar que também já a consideraram como uma das Fúrias.

A versão de Musaeus diz que Ela é filha de Astéria e Zeus (acho pouco provável).

Eurípedes afirma que Hécate é uma das filhas de Leto.

E uma lenda da Tessália diz ser filha de Admetus e uma mulher de Pherae.

Talvez o mais provável é que sua origem seja da religião egípcia, na era pré-dinástica, onde a matriarca e sábia da tribo era "Heq", que evoluiu para Hequit, Deusa e parteira egípcia (pode aparecer como Heket ou Hekat), aparecendo com a cabeça em forma de sapo. E como Hécate até os nossos dias vem sendo associada ao nascimento, esta talvez seja sua real origem.

Althea



**Livro Teogonia = Origem de Hécate

Este é o mais antigo registro existente sobre a origem dos Deuses pois é todo retirado da tradição oral, no tempo antes da invenção da escrita. O texto inicial trata sobre o numem (algo de sagrado ) que há nas palavras e o quanto foi perdido com a advento da escrita. Muitas vezes a leitura é difícil justamente por ter esta relação tão estreita com a palavra falada, mas nada que algumas leituras atentas não consigam desbloquear.

Althea



Febe entrou no amoroso leito de Coios

e fecundou a Deusa o Deus do amor,

ela gerou Leto de negro véu, a sempre doce,

boa aos homens e aos Deuses imortais,

doce dês o começo, a mais suave do Olimpo.

Gerou Astéia de propício nome, que Perses

conduziu um dia ao seu palácio e desposou,

e fecundada pariu Hécate a quem mais tarde

Zeus Crônida honrou e concedeu esplêndidos dons,

ter parte na terra e no mar infecundo.

Ela também do Céu constelado partilhou a honra

e é muito honrada entre os Deuses imortais.

Hoje ainda, se algum homem sobre a terra

com belos sacrifícios coforme os ritos propicia

e invoca Hécate, muita honra o acompanha

facilmente, a quem a deusa propensa recolhe a prece;

e torna-o opulento, porque ela tem força.

De quantos nasceram da Terra e do Céu

e receberam a honra, de todos obteve um lote;

nem o Cronida violou nem a despojou

do que recebeu entre os antigos Deuses Titãs,

e ela tem como primeiro no começo houve a partilha.

Nem porque filha única menos partilhou de honra

e de privilégio na terra e no céu e no mar

mas ainda mais, porque honra-a Zeus.

A quem quer, grandemente dá auxílio e ajuda,

no tribunal senta-se junto aos reis venerandos,

na assembléia junto ao povo distingue a quem quer,

e quando se armam para o combate homicida

os homens, aí a Deusa assiste a quem quer

e propícia concede vitória e oferece-lhe glória.

Diligente entre os cavaleiros assiste a quem quer,

e aos que lavram o mar de ínvios caminhos

e suplicam a Hécate e ao troante Treme-terra,

fácil à gloriosa Deusa cincede muita pesca

ou surge e arranca-a, se o quer no seu ânimo.

Diligente no estábulo com Hermes aumenta

o rebenho de bois e a larga tropa de cabras

e a de ovelhas lanosas, se o quer no seu ânimo,

de poucos avoluma-os e de muitos faz menores.

Assim, apesar de ser a única filha de sua mãe,

entre imortais é honrada com todos os privilégios.

O Crônida a fez nutriz de jovens que depois dela

com os olhos viram a luz da multividente Aurora.

Assim dês o começo é nutriz de jovens e estas as honra.

Histórico


Relatos do século III ªC mostra Hekate como a senhorita que rege todo o ser humano, e sendo uma Deusa Terrena, todos os mortais surgiram da terra. Eu particularmente compreendo esta leitura comparando Hécate a Gaia, ou seja a criadora de toda a vida.

Como suas histórias são muito variadas, deixo a vocês leitores a escolha de qual Hécate mais convém...

O que pude perceber é que a Deusa da morte, dos fantasmas, de domínios nefastos, a ameaçadora começou a surgir quando o patriarcado começa a despontar, pois não podiam deixar uma Deusa tão poderosa e tão clamada pelo povo e principalmente pelas mulheres num patamar tão elevado, então nada melhor do que distorcer os fatos. Não estou dizendo que Ela não tenha seu lado sombrio, claro que sim, todos os Deuses Gregos o tem, podem curar como amaldiçoar. O que eu digo é que calaram o outro aspecto de Hécate, que talvez comece a ressurgir com as pesquisas. Acho estranho uma Deusa que antes aparecia com uma tocha nas mãos, jovem e com uma estrela na cabeça, de repente se transformar na anciã do submundo, ou na velha má, fazendo com que qualquer mulher que rogasse por ela fosse tachada de bruxa má e louca.

É muito provável que a igreja católica tenha sua interferência no histórico de Hécate, pois tanto poder causa medo e quem tem medo de algo distorce os fatos e em muitas vezes gerando violência e agressividade. Talvez esse seja um fato ocorrido com os seguidores d'Ela e por isso as informações são tão fragmentadas e muitas vezes fantasiosas. Uma deusa como Hekate amedronta muita gente, não é mesmo? E porque também não deuses e a igreja? Fato a ser pensado...

Sem contar que Ela rege tudo o que está fora do nosso controle e limites, além do nosso consciente. Está fortemente ligada a intuição, a sabedoria da mediunidade, aos sonhos e adivinhações. Coisas não palpáveis e abstratas são estranhas ao homem comum, normalmente gera temor.



Envelhecimento


Será possível que a donzela envelheceu com o passar dos anos e com mudanças em seus cultos? Ou será que foi a forma de cultua-la que a transformou na anciã?

Ou ainda, por ter sido cultuada de forma errada com o passar dos tempos a egrégora formada nos trouxe uma Hécate anciã, sábia e detentora de todos os mistérios? Ou ela nunca foi uma jovem? Há a possibilidade d'Ela ser a jovem, a mãe e a anciã, com toda a certeza, há essa possibilidade.

Talvez estas questões nunca sejam esclarecidas com total veracidade. Então usemos do nosso livre arbítrio para cultua-la da forma de melhor nos agradar.

DEUSA BASTET




A Deusa-Gata

Bastet was a protective goddess.

A Deusa-Gata, que era a forma domesticada da leoa Sekhmet. Em Butástis ela era adorada por sua sensualidade e por sua natureza amorosa.
Dizia-se que Toth apaziguara a voracidade da sanguinária Sekhmet dando-lhe vinho para beber, em vez de sangue.
Bastet então tornou-se a deusa dos festivais e do vinho.
O sistro que ela trazia na mão simbolizava o prazer da música e da dança.
Chamada de a Senhora do Oriente, ela era filha de Rá, e sua natureza solar encarnava a luz do Sol, enquanto Sekhmet personificava o poder destrutivo do Sol.
Acredita-se que seu nome derive de uma combinação das palavras "ba" e "Ast", significando "Alma de Ísis".
Ela aparece sempre como uma mulher com cabeça de Gata ou uma simplesmete uma Gata.
Bastet era a versão mais suave mais amável de Sekhmet - a deusa de leoa -
embora é pensado que Bastet pode ter sido originalmente semelhantemente uma leoa - uma inscrição que data a Ramesses estados de IV que era ilegal para caçar leões no dia festivo de Bastet.
Bastet começou uma elevação em importância na 22ª Dinastia como a deidade local destes reis - esta popularidade era continuar até o Período Graeco-romano.


O aspecto místico ao qual os felinos estão associados possui causas bem claras.
No antigo egito onde o culto a vários deuses estava sempre ligado com a força da natureza, encontramos a Deusa BASTET, representando o poder benéfico que os raios do sol possuem.
Uma das esposas de Rá, tida como a divindade dos gatos selvagens, era admirada pela extrema agilidade e vigor.
Segundo o mito, BASTET defendia Rá da serpente maligna.
Bastet era celebrada em grandes procissões de barcas no rio Nilo e em cerimônias orgíacas nos templos consagrados à Deusa, uma mulher com cabeça de gato, com um chocalho na mão e um cesto na outra.
Diz-se, até hoje, segundo os estudiosos da mitologia egípcia, que os seus protegidos são pessoas bondosas, humanitárias, leais e muito cordiais, e que, por isso, simbolicamente, eles têm a força dos raios solares e estão destinados a trabalhar em favor dos mais fracos.
Sendo Bastet uma das divindades da alegria, seus filhos geralmente são alegres e divertidos.
Gostam de brincar e têm excelentes dons para trabalhar no teatro ou no cinema.
Mas é preciso levar em conta um detalhe: é preciso cuidado para que essa rebeldia não se transforme apenas em revolta sem objetivo.
Se isso ocorrer, os filhos de Bastet tornam-se seres excêntricos que perdem o poder de despertar a simpatia nas outras pessoas.
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a importância de dizer o que se sente


“Aprendi, através da minha escrita, que os meus pensamentos têm ordem, e inteligência, e que estão todos relacionados com o meu bem estar. Mais que isso, os meus pensamentos estão profundamente ligados ao meu ser sensitivo. Aprendi a usar as palavras para exprimir, criar, e explorar todos os relacionamentos e emoções que dão sentido à minha vida.”


in “Corpo de Mulher Sabedoria de Mulher – Christiane Northrup

A IMPORTÂNCIA DA PALAVRA DAS MULHERES...

*
É preciso abrir o chacra da garganta:
*
“As mulheres estão com um "nó na garganta" porque concordaram, há quatro ou cinco mil anos, em manter silêncio acerca da magia e da intuição que representavam e conheciam como parte da chama gémea. A chama gémea consiste na energia masculina e feminina coexistindo num só corpo, quer seja ele fisicamente masculino ou feminino.
(...)
Durante este período de mudança, será necessário que as mulheres desatem o "nó na garganta" e se permitam falar. Chegou a hora. Para os homens, o desafio consiste em compreender as mulheres e sentir. Devem deixar que o sentimento entre na expressão da vossa sexualidade e dos vossos relacionamentos."
(...)
As mulheres começaram a abrir sua garganta há cerca de trinta anos, passando a ter a oportunidade de falar sempre. O problema é que muitas mulheres acabaram por fechar o centro do sentimento ao abrirem o da fala. Começaram a parecer-se com os homens. É necessário equilíbrio. A mulher está agora sentindo a necessidade de despertar o princípio feminino dentro dela. Vive num corpo feminino e controla uso da vibração masculina no seu interior.
(...)
As mulheres também serão atingidas pela abertura do chacra do coração, sentindo grande compaixão e alegria ao verem os seus homens sentir. Estamo-nos referindo a acontecimentos de massa, que atingirão a humanidade através de ondas de luz. As mulheres precisam redefinir os seus conceitos de feminilidade e força. Elas precisam de descobrir o que significa ser uma mulher forte, assim como os homens precisam de descobrir o que significa ser um homem vulnerável. (...)
As mulheres possuíam um invólucro muito rígido em volta do seu campo de energia; precisavam de proteger-se. Agora elas vão desenvolver a verdadeira força emocional. A casca rígida vai diluir-se e o corpo radiante luminoso brilhará directamente do coração."
*

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008


DEUSA INANNA

Fui até lá
de livre vontade
Fui até lá
com meu vestido mais lindo
minhas jóias mais preciosas
e minha coroa de Rainha do Céu
No Inferno
diante de cada um dos sete portões
fui desnuda sete vezes
de tudo o que pensava ser
até que fiquei nua daquilo que de fato sou
Então eu a vi
Ela era enorme e escura e peluda e cheirava mal
tinha cabeça de leoa
e patas de leoa
e devorava tudo que estivesse à sua frente
Ereshkigal, minha irmã
Ela é tudo o que eu não sou
Tudo o que eu escondi
Tudo o que eu enterrei
Ela é o que eu neguei
Ereshkigal, minha irmã
Ereshkigal, minha sombra
Ereshkigal, meu eu


Inanna era a Deusa da Suméria responsável pela
reprodução e fecundidade, prolongamento da tradição das "Deusas-Mães" atávicas. Foi identificada em Afrodite, Ísis, Isthar (seu nome babilônio),etc. Ela era a rainha do 7 Templos, padroeira da vila de Uruk e a portadora das Leis Sagradas (Me).

O sonho dos sumérios era transformar a terra seca de Suméria em algo parecido ao jardim paradisíaco de Dilmun. Temiam tanto a inundação como a seca. A cada ano, a temporada de seca ameaçava converter em um deserto ressecado, que era como os sumérios imaginavam o inferno.

A contribuição mais importante dos sumérios foi a invenção e criação de uma escrita e conseqüente literatura. Seus trabalhos revelam sua identidade religiosa, idéias éticas e suas inspirações espirituais. Entre estes trabalhos estão os "hymns"e as histórias de Inanna.

Inanna foi casada com o pastor mortal Damuzzi, que o transformou em rei. Esta união fez com que a terra prosperasse e a fertilidade reinasse. Cada ano novo, o rei de Uruk e a sacerdotisa superior de Inanna, a Senhora do Céu, reconstruíam a boda entre o pastor e a Deusa. Se acreditava que isso assegurava a fertilidade da terra para esse ano.

A morte anual de Damuzzi se celebrava com ritos de luto. O espetáculo de mulheres chorando por ele se menciona na Bíblia em Ezequiel 8:14.

Como a maioria dos mitos sumérios, o de Inanna e Dumuzzi sobreviveu à extinção da Suméria. Em 1750 a.C., Hammurabi, rei da Babilônia, se converteu no único soberano da antiga suméria. Os babilônios absorveram grande parte da cultura suméria, incluindo a mitologia.


VISITA DE INANNA AO DEUS ENKI

Inanna, certa vez, tomou a iniciativa de fazer uma visita ao deus da sabedoria, que morava no Abzu, o céu dos deuses sumérios, a morada deles. Tinha como propósito honrá-lo e lhe proclamou uma oração. Enki era o deus sumério que conhecia as leis do céu e da terra, o coração dos deuses, assim como todas as coisas.

Enki mandou preparar uma bela acolhida para Inanna: bolo, água fresca e cerveja. Mas o encontro, que deveria ser prazeroso torna-se um tormento quando os dois embebedam-se, perdendo a medida do que estavam fazendo. O deus da sabedoria acabou perdendo sua sabedoria, enfeitiçado com os encantos de Inanna. Tornou-a então, sacerdotisa, a intermediária oficial capaz de render o culto certo aos deuses. Enki lhe diz a seguir que ela teria a possibilidade de descer aos infernos e voltar, portanto iria conhecer a realidade da vida e da morte, um conhecimento muito profundo. É o trânsito entre o mundo inferior e superior, entre a vida e a morte, entre o céu e a terra, entre o homem e a mulher que nos leva à grande Verdade.

Enki levantou levantou quatorze vezes o cálice para Inanna, dando-lhe cada vez mais dons sagrados, conhecidos como "me". Quatorze não é um número qualquer. Encontramo-lo nas quatorze portas, sete para descer e sete para subir, que Inanna terá de transpor na sua descida aos infernos e sua subida de lá. Quatorze foram os pedaços em que foi desmembrado o corpo de Osíris no Egito Antigo e que Ísis teve de reencontrar. Quatorze parece ter a ver com etapas de qualquer processo de iniciação profunda. Aqui, no caso de Inanna e Enki, seriam talvez as etapas do processo civilizatório do povo de Uruk, para que vivesse como um povo civilizado, dentro de uma cidade cuja economia estava principalmente baseada na agricultura.
Inanna reinava sobre tudo, determinava a maneira de vestir, falar, viver a sexualidade, de se comunicar e de trabalhar.

Ela estava presente em tudo, na arte, na prostituição, na taverna sagrada, na falsidade, no medo. Era também protetora de todo o trabalho artesão. Era a Rainha e a alma de tudo que se vivia de bom ou ruim.

Os dons vinham do céu, dos deuses, mas somente ela iria levá-los para os seres humanos e mostrar-lhes a arte de usá-los de modo adequado. Aqui percebe-se claramente que estamos diante do matriarcado, pois é uma mulher que é a sacerdotisa suprema, a que é capaz de re-ligar o mundo dos deuses com os seres humanos e vice-versa.


DEUSA LUNAR

É também chamada de "Estrela do Amanhecer e do Anoitecer", simbolizando a morte e o renascimento. Neste aspecto tomava o nome de Ninsianna, encarnado uma Deusa que conduzia os homens à evolução e ao crescimento da civilização, quando "Estrela do Amanhecer"; e como Deusa da Estrela do Anoitecer, estava diretamente associada às prostitutas sagradas e julgar o que era injusto.

Já como Deusa da Lua, encontramos sua representação na Lua Crescente. Como Deusa Fertilizadora e Deusa dos grãos era honrada com pães feitos de trigo, vinho, cerveja e tâmaras. Também foi associada aos animais selvagens e domésticos como o carneiro e a vaca.

Inanna é a Rainha do Céu. Ela pode acolher todas as criaturas sob o seu manto brilhante. É Ela que gera as constelações. A estrela da noite forma seu trono. Quando se instala sobre ele, fica no campo cinza dos oito raios brilhantes sobre o crescente da lua.

DESCIDA AO SUB-MUNDO

Inanna era a Rainha do Céu e da Terra, mas não sabe nada do submundo e sua missão agora é desvendar seus segredos. Ela descerá para presenciar os rituais de sepultamento de Gugalana (grande touro do céu), marido de sua irmã-avó Ninlil-Ereshkigal, Rainha do Submundo que reinava sobre os sete infernos dos submundos médio-orientais. Inanna deveria testemunhar de modo presente a sombra reprimida do Deus celeste, o fato dele ter sido um estuprador e por isso mandado para o mundo subterrâneo como castigo.

Mas Inanna prepara uma estratégia de resgate, caso ela não retornasse da jornada em três dias. A Deusa já pressentia que precisaria de ajuda e confia o seu salvamento à Ninshubur, sua executiva de confiança. Inanna havia pedido para pedir ajuda ao deus celeste Enlil, o pai supremo universal, depois a Nanna-Sin, seu pai pessoal e deus lunar e, finalmente, até Enki.


Haviam sete portais que Inanna deveria cruzar rumo ao seu objetivo final. Em cada uma destas portas se vê despojada de seus instrumentos de poder, desde sua coroa até suas vestes. No sétimo e último portal,
totalmente nua encontra-se com Ereshkigal, sua irmã e rival. A retirada de todos seus pertences se faziam necessário, porque o "ego" tentaria se defender com todos os seus poderes conscientes.

A coroa de Inanna, por exemplo, significava o seu poder intelectual. Suas jóias e adornos, simbolizavam seu poder de agir e a sua habilidade crítica de julgar. As suas vestes reais, seriam as defesas de seu psique e uma das formas de proteção contra tudo e todos.

Totalmente nua, seria a única forma com que Inanna poderia se relacionar com sua sombra. Neste estado vulnerável, Inanna enfrenta sua irmã (sua sombra), é presa e crucificada num poste do mundo inferior, constituindo-se numa imagem de divindade feminina agonizante. Como qualquer iniciada, ela se rende corajosamente ao próprio sacrifício, para ganhar nova força e conhecimento. Como a semente que morre para renascer, a Deusa se submete.


Sozinha e na escuridão, Inanna decompõe-se. Mas nem tudo está perdido, esta experiência e a aceitação de sua vulnerabilidade, a descoberta da necessidade do sacrifício e da morte para que os ciclos da vida se perpetuem, aumentam o poder de Inanna, assim como sua compreensão e beleza. Inanna oferece-se em sacrifício, testemunha a morte das forças férteis e traz a si mesma como semente. E de sua imolação voluntária depende a continuidade da criação. A idéia fundamental é de que a vida só pode nascer do sacrifício de outra vida.

É Ninshubur que dá o alarme depois que Inanna se ausenta por mais de três dias, conclamando mulheres e homens e pedindo a intercessão dos deuses celestes em favor da Deusa. Ambos os deuses, o celeste e o lunar, recusam-se ou não ousam resgatar Inanna do local de estagnação do Mundo Inferior.

É somente de Enki que receberá ajuda. Ele é o deus da sabedoria, que mora no fundo do abismo. Em vários mitos ele aparece ao lado de Inanna. Da sujeira que estava embaixo das suas unhas pintadas de vermelho de uma de suas mãos ele cria Kurgarra e da sujeira da outra, Kulatur. Eles são descritos como "devotos assexuados" ou criaturas nem macho nem fêmea. Estas criaturas, representam a atitude fundamental para atrair as bençãos da Deusa Escura.


Quando tais criaturas chegam ao Submundo para resgatar Inanna encontram Ereshkigal com dores de parto sofrendo terrivelmente. Os carpidores de Enki aproximam-se da Deusa, vendo e sentindo o seu sofrimento, lamentando com Ereshkigal.
Quando ela diz:

-"Ai, está doendo dentro de mim!"
Eles respondem:
-"Ai! Tu que gemes, nossa Rainha. Ai! Está doendo dentro de ti!"
Quando ela diz:
-"Ai, está doendo fora de mim."


Eles ecoam:

-"Ai! tu que gemes, nossa Rainha. Ai! Está doendo fora de ti".
O eco compõe uma litania, transforma a dor em oração e poesia.

A miséria escura da vida se transforma em canção da Deusa. Estabelece a arte como uma resposta solidária, reverente e criativa às paixões e dores da vida. O que agora jorra de Ereshkigal não é mais destruição, mas generosidade.

Ereshkigal, grata pela ajuda das criaturas, resolve recompensá-los. Eles pedem o corpo de Inanna que está pendurado e ela entrega-o. Inanna está transformada, generosa e benéfica. Deu-se um milagre pelo seu sacrifício e por Enki ter tomado a atitude adequada. A fertilidade do touro do céu que havia morrido renasce no útero sombrio. Inanna é reintegrada na vida ativa entretanto, ela volta dentro de uma atmosfera demoníaca, pois está rodeada pelos pequenos demônios impiedosos de Ereshkigal, cuja tarefa é reivindicar os mortos. Eles devem exigir um substituto para levarem ao mundo subterrâneo e Inanna retorna com seus próprios "olhos de morte" para escolher o bode expiatória

Descobre então, que Damuzzi (seu marido), em sua ausência usurpara-lhe o lugar no trono do céu. Ficou colérica e permitindo que os demônios lhe prendessem e o levassem. Depois sentiu pena dele e apelou a Ereshkigal para que o liberassem. Entretanto, lhe foi permitido tão somente uma troca e Geshtinana (Deusa dos caniços de papiro), a irmã de Damuzzi se oferece para alternar com ele a permanência no reino de baixo. Ela atuará como um apoio para a dimensão do sofrimento do irmão.


Assim, durante o outono e inverno, Damuzzi permanece no inferno e as colheitas não se reproduzem, enquanto que na primavera e verão, ele sai da terra para participar do reino de cima e a colheita é farta.
Esta é a origem da celebração do ano sumeriano.

O mito da descida e retorno de Inanna está centrado no arquétipo do intercâmbio de energia através do sacrifício. Ele revela uma complexidade: o touro celeste é morto e a terra perde então seu princípio fecundador, mas é recompensada pela amolação da Deusa Inanna, que torna-se a carne do submundo, seu alimento e fertilizante apodrecido que, em troca, é resgatado a partir das origens de Enki.


A ascensão da Deusa deve ser paga pelo nascimento de alguma coisa monstruosa das entranhas de Ereshkigal, pelo sofrimento e, finalmente, pela descida de uma oferenda substitutiva.

Em seu aspecto benéfico, Ereshkigal podia permitir aos humanos a retirada de riquezas de seu reino como: pedras preciosas, metais e petróleo, mas não antes de ser devidamente honrada. Como aspecto de Anciã da deusa e irmã de Inanna, Ereshkigal regia a magia negra, a vingança, a retribuição, as Luas Minguante e Nova, a morte, a destruição e a regeneração.

Inanna marcha com determinação para o mundo inferior, indo de maneira ativa e consciente para o auto-sacrifício. É assim que a mulher moderna tem que aquiescer e cooperar na introversão e regressão necessárias ao mundo subterrâneo, o mundo dos níveis arcaicos e mágicos da consciência.


Deve descer para encontrar seus começos instintivos e encarar a face da Grande Deusa, e a sua própria antes de ter despertado para a consciência. Deve ir até a matriz das energias transpessoais antes de elas terem sido liberadas e tornadas aceitáveis. É o sacrifício do que está em cima em favor do que está embaixo.

A Terra e o Mundo Subterrâneo vistos como uma descida, e também como um processo de transformação, não apenas correspondem à experiência de muitos indivíduos em processo de individualização, mas ainda, pode demonstrar que se trata de um evento coletivo da cultura moderna como um todo.

SACERDOTISA ENHEDUANA

Como já descrevemos anteriormente, a Deusa Inanna, oriunda da antiga civilização da Suméria, em sua beleza celestial, era venerada como Deusa da Lua. O primeiros trabalhos a serem escritos e preservados sobre essa Deusa eram de autoria de Enheduana, nascida em 2.300 a. C, uma sacerdotisa da Deusa Lua.
Seus escritos em forma de poesia, assemelham-se mais a um diário pessoal, repleto de adoração à Deusa da Lua, de sublevações políticas, de sua expulsão do templo e de seu retorno a ele. Escreve com sensualidade e intimidade sobre a Deusa do Amor Inanna.
Eis algumas de suas palavras sobre a imagem da Deusa Inanna e das essências divinas:

"Senhora de todas as essências, cheia de luz,
Boa mulher, vestida de esplendor,
Que possui o amor do céu e da terra,
Amiga do templo de An,
Tu usas adornos maravilhosos,
Tu desejas a tiara da alta sacerdotisa
Cujas mãos seguram as sete essências.
Ó minha Senhora, guardiã de todas as boas essências,
Tu as reuniste e as fizeste emanar de tuas mãos.
Tu colheste as essências santas e as trazes contigo,
Apertadas em teus seios."


Enheduana também experimenta poderosa cólera e fúria para com a Deusa do Amor, a Deusa da Lua em sua fase negra:

"Como dragão, encheste a terra com veneno.
Como trovão, quando bradas sobre a terra,
Árvores e plantas caem diante de ti.
És o dilúvio descendo da montanha,
Ó Deusa Primeira,
Inanna, Deusa da Lua, que reina sobre o céu e a terra!
Teu fogo espalha-se e cai sobre a nossa nação.
Senhora montada numa fera,
An te dá qualidades, poderes sagrados,
E tu decides.
Estás em todos nossos grandes ritos.
Quem pode compreender-te?"


Quando um novo governante (Lugalanae) assumiu o poder, mudou todos os rituais sagrados. A sacerdotisa Enheduana foi banida do templo e escreve então sobre seu desespero de tal perda:

"Tu pediste-me para entrar no claustro santo, o"giparu",
E eu entrei nele, eu, a alta sacerdotisa Enheduana!
Eu carreguei a cesta do ritual e cantei em seu louvor.
Agora encontro-me banida, em meio aos leprosos.
Nem mesmo eu consigo viver contigo.
Sombras penetram a luz do dia,
A luz escurece à minha volta,
Cobrindo o dia com tempestades de areia.
Minha suave boca de mel torna-se repentinamente confusa.
Minha linda face agora é pó."


Mas Enheduana logo em seguida, retorna à sua condição inicial, e recupera novamente a alegria, a beleza e o relacionamento com a Deusa:

"A Primeira Senhora da sala do trono,
Aceitou a canção de Enheduana.
Inanna a ama novamente.
O dia foi bom para Enheduana, pois ela vestiu-se de jóias.
Ela vestiu-se com a beleza própria das mulheres.
Como os primeiros raios do luar sobre o horizonte,
Quão exuberante ela se vestiu!
Quando Nana, pai de Inanna,
fez sua aparição,
O palácio abençoou Ningal, mãe de Inanna.
Da soleira da porta celeste veio a palavra:
"Bem-vinda!".


Os escritos de Enheduana são muito importantes, pois trazem à luz a profunda devoção de uma mulher humana, sacerdotisa, à Deusa do Amor. Enheduana vive sua beleza e sensualidade como dádivas concedidas pela Deusa. No momento em que ela não pode mais venerá-la no templo, sente o vazio obscuro e sombrio, e sua própria imagem da Deusa, sua radiante beleza feminina fica encoberta.

Através da fantasia poética de Enheduana e de seus relatos históricos sobre a Deusa Inanna, podemos entender com mais clareza o significado dos rituais religiosos em que ela era a figura mais importante e decisiva. Ainda assim, Inanna permanece um mistério, em grande parte porque a nossa atitude moderna torna mais difícil para nós agarrarmo-nos àquilo que vemos como paradoxo em sua imagem: sua natureza sexual era um aspecto integral de sua natureza espiritual. Para a maioria de nós, tal conjunção é uma contradição. Nos tempos antigos, no entanto, era unidade.

INANNA HOJE

No ciclo de Inanna há a criação, a reprodução e a destruição. A força da Deusa reside na capacidade de desistir daquilo que há de mais precioso, a fim de garantir crescimento e regeneração, a transformação só pode ocorrer quando atitudes e valores antigos são substituídos por novos.

Quando ocorre em nossa vida a ruptura de um relacionamento e se tenta iludir-se com o retorno do parceiro, a vida pára. Até para que uma relação persista, antigas expectativas devem ser sacrificadas para o bem do desenvolvimento psicológico de cada indivíduo. A morte e o pranto têm pelo menos o propósito de permitir a regeneração no relacionamento. Sem o processo de confrontação de pressupostos antigos, independentemente de quão dolorosos sejam, o relacionamento, seja como for, acaba morrendo.


A submissão à escuridão, à sombra, a aceitação dos aspectos negativos de "anima" e "animus", o lado afetivo e instintivo à natureza, e a assimilação do inconsciente no sentido de integração da personalidade, são algumas das expressões mais significativas que caracterizam o início decisivo do desenvolvimento psíquico do homem moderno.


Inanna chega até nós para dizer que uma jornada até o inferno é o caminho para a totalidade. Você como Inanna deve desafiar seu lado sombra, abraçar esta sua irmã do submundo e tentar desvendar seus mais secretos segredos. É necessário conhecer todos os aspectos de si mesma(o), tanto os bons quantos os ruins para se conquistar a totalidade.

Abandone você também todos os seus pertences, deixe cair suas vestes e entregue-se à viagem em busca de seu lado sombrio. Aventure-se na escuridão do seu ser, pois é só assim que alcançará o equilíbrio, a iluminação e a inteireza.

Esta jornada deve durar o tempo que for preciso. Quando chegar ao sub-mundo, Inanna irá lhe receber e seu retorno será repleto de glórias, mas com consciência da sua vulnerabilidade, pois só assim, poderá erguer-se aos céus impulsionada (o) com a força do conhecimento e da sabedoria adquiridos.

JORNADA AO SUB-MUNDO

Para realizar esta jornada você necessitará em primeiro lugar de um recinto fechado, de preferência chaveado para ter o máximo de privacidade. Outros materiais:

1 vela branca (colocada à sua frente)
1 taça com água (à direita)
1 incenso (à sua escolha, pode ser colocado à esquerda).
1 espelho

Como a deusa Inanna você escolheu fazer esta viagem ao sub-mundo, portanto é necessário tenha consigo 7 objetos para se desfazer, podem ser peças de roupa.

Crie um espaço sagrado no seu imaginário, sente-se ou fique em pé, em frente à vela e invoque com suas próprias palavras ou diga:

Oh Inanna, Rainha do Céu e da Terra,
Que regenera nossos destinos à cada lua nova,
Nos envolva com seu manto de sabedoria e beleza
E nos guie nesta viagem, que já lhe é tão conhecida
Estou disposta(o) à descer ao sub-mundo
para compreender sua magia e mistérios,
pois estes conhecimentos são necessários
para a evolução de minha alma.
Deusa Inanna, poderosa rainha dos povos antigos
Abençoa-me na luz da sua onisciência!


Quando achar que estiver pronta(o), inspire profundamente e expire, desapegando-se de tudo. Inspire e relaxe o corpo. Agora abra os olhos e se encare-se no espelho. Lentamente comece a tirar sua roupa, dando a cada uma delas o nome de um elemento que é negativo em sua vida (inveja, ciúme, raiva,etc). Diga adeus a estes elementos e deixe as vestes caírem ao chão. Se quiser, realize estes gestos com música, o efeito é surpreendente. Feito isso, sente-se em frente a vela.

Volte a inspirar e expirar lentamente por três vezes e sinalize então a entrada de uma caverna. Você está diante dela e deve entrar. Lá dentro é seguro e você descerá bem fundo, até ver uma luz no fim deste túnel. É o limiar do Inferno.

Entre sem medo e chame sua sombra. Qual é sua aparência? Como ela faz você sentir? O que ela tem para lhe dizer? Tente conversar com ela por um determinado tempo. Se tiver medo quando encontrar este seu lado sombrio, continue respirando profundamente e reconheça o medo, ele está ali para ajudá-la(o). Ser capaz de testemunhar todos os aspectos de nós mesmos, com ou sem medo, é o que nos leva à totalidade.


Agora é hora de voltar, portanto diga adeus à sua sombra e caminhe de volta ao túnel, sentindo-se energizada(o), revigorada(o). Suba cada vez mais até chegar a entrada da caverna. Respire fundo e, enquanto solta o ar, volte ao seu corpo. Respire fundo mais uma vez e quando estiver pronta(o) abra os olhos. Feliz Retorno!


Minha vulva, a meia-lua,
o Barco do Céu,
Está cheia de avidez como a jovem lua.
Minha terra não lavrada está abandonada.
E eu, Inanna,
Quem irá arar a minha vulva?
Quem irá arar meus altos campos?
Quem irá arar meu chão úmido?"


PESQUISADO E DESENVOLVIDO POR
ROSANE VOLPATTO