"E aqueles que pensam em Me procurar, saibam que a vossa busca e vosso anseio devem beneficiar-vos apenas se vós souberdes o Mistério; se o que vós procurardes, vós não achardes dentro de vós mesmos, então nunca encontrarão fora. Pois eu tenho estado convosco desde o Início e Eu Sou Aquela que é alcançada ao final do desejo"


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

NOS MARES SILENCIOSOS DE ILMATAR....



Ilmatar, a princípio, vivia no céu e durante muito tempo permaneceu em absoluta castidade, pois tinha a sorte de habitar os planos celestes.
Chegou certo dia, que Ilmatar se aborreceu com a vida que estava levando, sempre vagando só pelo espaço e decidiu então, visitar um outro mundo. Desceu ao mar e flutuou nas ondas gigantes do oceano. Enquanto ela se divertia na água, um golpe de ar que veio do Oriente agitou seu corpo e desencadeou uma tormenta. Em poucos instantes, o mar se viu coberto de espumas e ondas gigantescas se elevavam ao céu.
O vento a desejava e ondas serviram para transportar a Deusa virgem por imensos vales do oceano. Conta-se que o vento conseguindo seu intento, penetrou em seu corpo e a engravidou.
A virgem, entretanto, foi obrigada a permanecer no balanço das ondas por sete séculos, impossibilitada de dar à luz porque não havia terra firme. A pobre Ilmatar, nadava para Oeste, depois para Leste, Norte e Sul, mas não encontrava nenhum ponto seguro, para que seu filho divino pudesse vir ao mundo. Ela orava constantemente ao deus Ukko, o maior dos deuses, para que a ajudasse, dizendo:
-Oh poderoso Ukko, deus supremo! Tu, que sustentas os firmamento, vem em minha ajuda, eu te suplico. Livra-me destas dores que me consomem. Venha salvar-me, do contrário morrerei!
Ukko escutou suas preces e se compadeceu dela. Em meio a tempestade que sacudia o mar, um clarão abriu-se e surgiu uma bela pata. Voava pelo ar cansada, como se buscasse um lugar seguro para fazer seu ninho, construir sua casa, para que pudesse assim, dar continuidade a sua espécie.
A Deusa, observava o vôo e pensava para onde iria se dirigir. A pata então voou mais baixo e Ilmatar ofereceu seu joelho para que pudesse construir seu ninho. A ave agradeceu e sob os cuidados e a proteção da Deusa, colocou oito ovos. Os sete primeiros eram de ouro e o último de ferro. Sem fazer distinção a pata cobriu todos eles com seu corpo. Mas, era tanto o calor, que a Deusa, sentia arder sua pele virginal. Temendo queimar-se, Ilmatar submergiu nas profundezas das águas. Foi então, que os ovos da pata caíram ao mar. Ao tocar a superfície fria da água, se romperam em pedaços e se transformaram em mil coisas úteis.
A metade da casca de um ovo, formou a base da terra e a outra metade o firmamento que contemplamos. A gema, passou a ser o Sol que ilumina nosso Universo e a clara converte-se na Lua prateada. O ovo de ferro não se partiu, mas transformou-se em uma estrondosa nuvem negra de tempestade.
Ilmatar agora, finalmente pode levantar-se das águas e iniciar a criação do mundo. Onde pousava sua mão algo se criava e a cada movimento gerou tudo que existe na terra.
Todo este trabalho levou trinta anos e seu filho Vainamoinen ainda não havia nascido, sendo assim, o ser humano não existia. O futuro homem ainda sonhava dentro do ventre de sua mãe. Um certo dia, entretanto, sua vida iniciou-se em uma pequena morada onde o brilho da Lua jamais chegava e o Sol nunca lançava seus raios. Sozinho e triste, dizia:
- Oh Lua, Oh Sol, acuda-me e guia-me para fora desta escuridão, tira-me deste claustro estreito e leva-me para a Terra, pois o filho do homem aspira conhecer o dia! Quero ver a Lua no céu, quero sentir o calor do Sol, quero conhecer todas as estrelas!
Mas a Lua não veio em sua ajuda e o Sol nem tomou conhecimento de sua existência. Foi ele mesmo que conseguiu libertar-se de seu cárcere, empurrando a porta com um de seus pés. Mas quando conseguiu sair, caiu entre as ondas do mar e lá permaneceu por trinta e um anos, a mercê das correntes marinhas.
Quando conseguiu alcançar a terra, esta era árida e seca. Feliz, sentou-se, para contemplar a Lua, aquecer-se nos auríferos raios do Sol e a buscar a Ursa Maior, para conhecer todas as estrelas. Foi assim que nasceu Vainamoinen (deus da música), o primeiro homem.
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A mitologia da Finlândia é matriarcal e Ilmatar é considerada a Mãe Criadora e a Deusa do vento e da água. Ela é também conhecida como Luonnotar, Filha da Natureza.
Ilmatar é uma Deusa amável e é muito popular entre todos os povos de Kalevalan. Foi ela também que gerou o primeiro ser humano, Vainamoinen, gerado da união do vento e da água. Foi ele que inventou a cítara e era um músico tão soberbo que suas melodias dominavam os animais selvagens.
A Deusa Ilmatar chega até nossas vidas para nos dizer que mesmo nos tornando adultos, a nossa criança interior, sempre permanecerá criança. Portanto, não importa a idade que hoje temos, pois sempre conservaremos a alegria infantil que a vida nos proporcional. Mas não se trata de lembranças e sim de sentir a qualidade essencial das crianças. Na criança interior encontramos o "mar da plenitude", onde ainda estamos ligados, pelo cordão umbilical celeste à nossa Mãe primordial.
Todas as mulheres do mundo que alcançaram sucesso, via de regra, são "filhas do pai" e estão bem adaptadas à sociedade orientada pelo masculino, mas para tanto, tiveram de sacrificar seus próprios instintos femininos.
O retorno à Deusa é a reconexão com o "si mesma", o arquétipo da totalidade e o centro regulador da nossa personalidade. "Sou quem Sou", esta é a questão!
Infelizmente, as mulheres da atualidade, já nascem órfãos de suas verdadeiras mães. São ainda criadas em lares difíceis, cortadas do contado direto com a terra e por isso, acabam por identificar-se com o pai e a cultura patriarcal, alienando-se de sua essência feminina. Para estas mulheres, o contato com a Deusa é fundamental para que possam se sentir completas. Cair nas águas frias do "mar da plenitude" da Deusa Ilmatar é a única forma de acordar a força e a paixão do feminino que está há milênios adormecida dentro de nós.
Comemora-se esta Deusa no dia em 26 de agosto. A Deusa Ilmatar pode ser invocada para melhorar a nossa criatividade e quando há dificuldade para concepção.
RITUAL (Eclipse Total Solar ou Lua Cheia)

A época ideal para realização deste ritual deveria coincidir com o eclipse total do Sol, evento em que se celebra a criação espiritual universal. Com o eclipse forma-se o "olho cósmico", que possui um simbolismo mágico e poderoso para inúmeras culturas.
Material:
Sete ovos pintados de dourado
7 velas douradas
1 ovo pintado de prata
1 vela da cor prata
1 cálice com água salgada

Decore seu altar com flores e ao lado de cada ovo, coloque sua vela correspondente. Trace o círculo e chame os quatro elementos. Acenda as velas.
Visualize um círculo de poder que circundará seu corpo e depois torna-se-a cada vez maior, até circundar toda a Terra, trazendo luz e proteção à todos os seres que aqui habitam. Depois clame pela Deusa, convidando-a à participar da celebração que realiza em sua homenagem. Com certeza ela não demorará a aparecer como uma mulher linda renascida das águas para conversar com você.
Convide-a para sentar no chão e conecte-se com a terra pela planta dos pés. Converse com a Deusa e diga que lhe oferece oito ovos para que ela lhe ajude a dar mais criatividade a sua vida. Se você está tendo problemas para engravidar, exponha suas angústias. Depois de conversarem bastante, despeça-se agradecendo sua divina presença.
Apague as velas, enterre os ovos e caminhe no sentido anti-horário para desfazer o círculo.

Rosane Volpatto

VIVENCIA....



A Deusa da luz e a da escuridão são as duas partes duplamente odiadas pelo cristianismo uma porque revela a beleza e a pureza do feminina e a outra porque ensina a esconder essa beleza e a destruir quando isso se faz necessario


QUAL A MULHER QUE TEMDO VIVIDO A LUZ E A ESCURIDÃO NÃO CHEGOU A TOTALIDADE DE SUA SABEDORIA?NENHUMA POS TENDO VIVENCIADO ESTAS FACETAS DA DEUSA SE TORNAM BRUXAS POR DIREITO INICIADAS OU NÃO NA WICCA.




E MAIS,e qual a mulher que em si nunca vivencio isso?

nunca sentiu a vida e o poder de vivencia-la atraves de suas habilidades unicas?

nenhuma.....

A DEUSA JUDAICA


DEUSA SHECHINAH

A Shechinah é considerara como o "aspecto feminino de Deus", ou a "presença" do Deus infinito no mundo. Embora ela não apareça com este nome nos cinco livros de Moisés, os explicadores do Antigo Testamento referem-se a ela na interpretação do texto. Deste modo, quando Moisés encontra a sarça ardente, é dito a ele que retire as sandálias e prepare-se para receber Schechinah. Segundo os rabinos, a escolha do simples arbusto espinhoso como veículo de revelação foi feita para enfatizar a presença de Shechinah, já que nada na natureza pode existir sem ela.


Nos provérbios, somos apresentados à Mãe Divina como Chochmah (Sabedoria), que estava presente no momento da criação como consorte amorosa e co-arquiteta de YHVH, o nome impronunciável de Deus. Nesse retrato salomônio, ela se deleita com a humanidade e nos fornece sua sábia orientação no caminho da verdade e da justiça. Neste forma ela está relacionada com Sofia dos Gnósticos.

Essa associação com a humanidade foi enfatizada pelos talmudistas, que viam sofrendo quando os seres humanos erravam:
-"Atos de derramamento de sangue, incesto, perversão da justiça e falsificação de medidas fazem com que ela nos abandone."
Eles dizem:




-"O humilde fará com que a Shechinah acabe vindo morar na Terra. O maligno torna a Terra impura e provoca a partida de Shechinah." Na visão talmúdica, ações prejudiciais a outro humano fazem com que Shechinah fuja e suba para os Sete Céus.

Outra maneira de atrair a Shechinah para a Terra seria quando as pessoas necessitassem dela como consoladora. Os rabinos dizem que ela paira sobre a cama de todos os doentes e é vista pelos mortos quando saem do mundo e mergulham na grande luz. Segundo a tradição, a Schechinah aparece aos bons e justos na hora da morte, dando-lhes a oportunidade de ir direto ao centro da escada celestial em um momento de pura consciência, em uma fusão com o Divino.

A Shechinah também está ligada a expressões de amor humano, particularmente o êxtase romântico e matrimonial. É ela que abençoa o jovem casal; o brilho dos amantes é considerado reflexo de sua presença.
Dizem os rabinos:
-"Quando um homem e uma mulher são dignos, a Schechinah habita em seu meio. Se são indignos o fogo os consome.".
Existe aqui uma alusão a seu papel de Mãe Destruidora: às vezes ela é apresentada como aquela que pune a humanidade. Embora se faça referência a barreira de fogo e aos dois anjos que a acompanham, o conceito não é tão destacado quanto suas outras qualidades.

A primeira menção de Shechinah em escritos judeus foi durante o Século I da nossa era. Inicialmente, seu significado se referia à manifestação ou aspecto que podia ser aprendida pelos sentidos. No entanto, a extensa mitologia relacionada com a imagem de Shechinah e da Shechinah-Matronit (manifestação mais popular de Shechinah) como deidade feminina não alcançou seu máximo desenvolvimento até a Idade Média.
O texto definitivo da cabala, o Zohar, se escreveu no século XIII, porém certas imagens cabalísticas remontam a Filão de Alexandria, o mesmo filósofo judeu que deu uma nova definição a imagem da sabedoria. Ditas imagens também receberam a influência de textos escritos durante os séculos VII e VII na Babilônia e Bizâncio e durante o século IX em Basora. Esses textos chegaram a Europa. de onde, no início do século XI, se converteram em fundamento da cabala que se desenvolveu nas comunidades judias da Espanha e do sudoeste da França. É interessante que a cabala voltaria ao Oriente Próximo como resultado da expulsão dos judeus da Espanha em 1492, quando grupos cabalistas se assentaram em Safed, Galiléa; a cabala se estendeu até a Ásia e a África, assim como à comunidades judias de outras zonas da Europa.
Este conhecimento recebido, ou Cabala, foi desenvolvido mais tarde pelos "pietistas" alemães dos séculos XII e XIII e alcançou seu auge com a cabalistas da Espanha e de Safed.


Foi este último grupo, que vivia num enclave espiritual no norte de Israel nos séculos XVI e XVII, que esboçou com muitos detalhes as qualidades da Mulher Divina (conhecido como a "árvore da vida" ou "árvore cósmica"), as dez "sefirot"(energias criativas) são igualmente equilibradas nos lados da árvore representando, um, as qualidades femininas e, o outro, as masculinas. Neste mapa da consciência, a Shechinah é muitas vezes identificada com Malchuth (soberania) na base da árvore cósmica, que representa a energia da terra.
O Baal Shem, mestre-escola do movimento do século XVII, acreditava que as preces das mulheres subiam direto a Deus. Reconhecia também a capacidade das mulheres para a profecia e atraiu muitas seguidoras do sexo feminino. Nos primeiros anos, quando o movimento era bastante radical, a abertura ao carisma espiritual das mulheres resultou no surgimento das "rebes", em sua maior parte filhas e esposas de grandes mestres. O carisma é uma das bênçãos da Shechinah, segundo o Talmud.
Os cabalistas identificaram Shechinah com o resplendor do Espírito Santo, o pleroma chamejante de que emana toda criação, incluida a alma humana. Esse Espírito Santo, resplendor ou "glória de Deus", que os cabalistas comparam a um vasta mar, foi a primeira criação ou emanação; dela fluem todas as demais criações ou emanações. A Shechinah é imanente à alma humana, como sua "base" divina ou "corpo" desses últimos, a presença sagrada sa "glória de Deus" que levam em seu interior. Na cabalística, como no misticismo critão e no islã, o matrimônio sagrado consiste na união da alma com este Espírito Santo.Através da luz radiante de Shechinah tudo se enlaça com os demais, como se estivesse conectado por uma madeixa luminosa de ser. Ain-Soph, o mistério inefável e indestrutível da base da vida, é tanto a fonte da madeixa como imanente a cada partícula e aspecto da criação, através de Shechinah. O que se chama natureza é, portanto, a epifanía do divino.
A Shechina se chamava rainha, filha e noiva de Yahvé; era, em conseqüência, a mãe de toda a alma humana, enquanto que na cabala era especificamente a mãe da "comunidade mística de Israel" e, em último instância, de todo o indivíduo judeu. Essas almas são "chispas" de chamejante Shechinah, "espalhadas" durante o exílio, que devem"reunir-se" de novo com sua fonte. A Shechinah era designada como "Éden Místico", uma presença envolvente, não um lugar, e também como "o jardim sagrado da maçã", o "grande mar" e a fonte que transmite a vida desde sua fonte não manifesta até sua manifestação. A vida ou a criação, é concebida na união divina entre Yahvé e Shechinah. Textos e mais textos se utilizam de imagens sexuais e a imagem da luz para mostrar como "o raio que emerge do nada semeia na "mãe celestial"....de cujo ventre as Sefirot (energias criativas) surgem, como rei e rainha, filho e filha.
Um dos textos fundamentais utilizados na Idade Média para contemplação da união da deidade Shechinah era o "Cantar dos Cantares". O bíblico Cantar dos Cantares apresenta uma voz feminina dominante (a esposa) e alude a rituais de fertilidade correntes no Oriente Próximo pré-judaico. A linguagem da época está carregada de imagens sexuais e relacionadas com a terra. O lugar que ele ocupa nas sagradas escrituras judias só se confirmou no ano 100, quando o Concílio de Jamnia concluiu que se tratava de uma alegoria da relação entre Yahvé e Israel.
Como os gnósticos em seu mito de Sofia, a cabala subtraiu o mito de exílio de Shechinah. Parece haver dois tipos de exílios conectados com sua imagem: o primeiro, mitológico, surgiu a partir da expulsão de Adão e Eva, quando Shechinah compartilhou com a humanidade o exílio do jardim. O segundo exílio foi "histórico" e parte específica da história do povo de Israel. No princípio, Shechinah ou "glória de Deus" habitava no tabernáculo; era a presença que cobria com sua sombra a arca da aliança. A precedia por dia embaixo da forma de uma coluna de fumaça e à noite como coluna de fogo. Mais tarde, a arca foi colocada no templo que conStruiu Salomão, e Shechinah habitou ali. No entanto, desapareceu quando se se destruiu o templo (586 a.C.), momento em que se perdeu a arca e os judeus foram aprisionados e levados à Babilônia; ao finalizar seu exílio, no ano de 538 a.C., não se voltou a reunir com eles em Israel. Não voltará até que se produza a vinda do Messias, e não pode voltar até que se reúna com seu divino noivo, restaurando-se assim a unidade rompida da divindade. A imagem do exílio, portanto, não se associa só com o feito de que não retornasse a Terra Santa, mas sim também com seu exílio longe da divindade; é como se o feito de ser imanente a criação a houvesse separado de sua "outra metade", sua fonte transcendente e cônjuge. Em seu exílio se dá o nome de "viúva", e de "pedra do exílio" (lapis exulis), a "pedra preciosa" e "a pérola". Algumas dessas imagens são a referência de deusas anteriores. A Shechinah chora, como chorou Raquel por seus filhos, enquanto aguarda que seu exílio chegue ao fim. A oração rabínica tem por objeto provocar este fim e apressar o momento do retorno. Enquanto dure seu exílio, a criação permanece separada da deidade transcendente.
Se acreditava que a causa de seu exílio cósmico era o pecado de Adão. Scholem explica em que consistia isso:


"As Sefirot (energias criativas de Deus) foram levadas a Adão sob a forma da árvore da vida e da árvore do conhecimento;...em vez de preservar sua unidade original, unificando assim as esferas de "vida" e "conhecimento" e levando a salvação ao mundo, este separou uma da outra e dirigiu sua mente até a adoração de Shechinah, e só dela, sem reconhecer que esta última estava unidas à outras Sefirots. Desta maneira interrompeu o manancial da vida, que flui de esfera em esfera e o trouxe ao mundo a separação e o isolamento. Desse modo se abriu uma fissura misteriosa na vida em ação da Divindade, que não em sua substância...Só através da restauração da harmonia original a através da redenção, quando tudo volta ao lugar que ocupava originalmente no esquema divino das coisas, "Deus será uno e seu nome uno".



Essa fissura separa Shechinah de Yahvé e a mantêm em estado de exílio, ao "romper" a cadeia que vincula a fonte com sua manifestação; quebra, portanto, a unidade da vida. Um dos efeitos foi o de "esparzir" a luz de Shechinah em incontáveis chispas, ou "scintillae", que conformam as almas dos seres humanos. Jung faz referência a esta imagem em sua análise da natureza da psique. A unidade da vida não poderá reestabelecer-se nem a Shechinah por fim a seu exílio até que estas voltem a reunir-se. O esparzimento de Shechinah parece uma condição do espírito em sua manifestação no mundo físico.
O aspecto de Shechinah que permaneceu exilado na terra com seu povo se chama a Matronit,; a própria terra lhe chamou de "a filha". Os membros menos sofisticados das comunidades encontraram na cabala uma figura materna compassiva com que podiam relacionar-se em sua vida diária e podiam pedir socorro em seu sofrimento. Sua profunda devoção era idêntica a da grande maioria dos cristão católicos manifestam pela Vigem Maria. A imagem de Shechinah como "Matronit" voltou a instaurar a antiga iconografia da Deusa Mãe. Aliás, a idéia da "Sagrada Família", isto é, dos quatro aspectos da divindade, se desenvolveu na cabala para incluir as quatro deidades, bem definidas, de pai, mãe, filho e filha. Se outorga assim a cada indivíduo uma imagem arquetípica de sua própria experiência da vida. A sexualidade formava parte das relações entre estas deidades; os seres humanos, ao imitar a união divina, haviam devolvido a estas últimas o sentido de sacralidade que se perdeu, segundo a crença, com a expulsão de Adão e Eva do jardim. Se trata de uma visão extraordinariamente equilibrada.
No lapso de uns poucos séculos, a cabala havia desenvolvido a imagem de uma Deusa que instaurava de novo muitos detalhes próprios da imagem anterior. Se ministrou um contraponto essencial a masculinidade rigorosa da deidade judia.
No entanto, a cabala, para Scholem "continua sendo, tanto do ponto de vista histórico como metafísico, uma doutrina masculina, elaborada por homens e para os homens. A longa história do misticismo judeu não mostra rastro algum de influência feminina. Não há mulheres cabalistas." Apesar disso, a imagem de Shechinah adquiriu uma importância vital para essa tradição, sem dúvida por insistência da alma, em última instância, na inclusão do arquétipo feminino. De maneira que a imagem da consorte de Yahvé e do matrimônio sagrado entre ambos se mantive vivo, a diferença do que ocorreu no judaísmo ortodoxo, que via na sabedoria um mero atributo de Deus.
Tomando os ensinamentos da Cabala e adaptando-os à vida da comunidade de forma mais igualitária, Hasiduth restaurou a crença na capacidade de cada indivíduo de ter acesso à Shechinah e trazê-la de volta à Terra através de ações pessoais. Os elementos principais dessa prática eram a meditação e a oração com "Kavannah" (profunda fé e intenção) e "devekuth" (apego a Deus), acompanhadas de uma vida acostumada a compartilhar em que prevalecessem a justiça, a misericórdia e a caridade. Foi adicionada a essa mistura a "persona" inspirada do "Tsaddik" (santo), que fornecia a inspiração aos devotos, facilitando e afirmando experiências pessoais do divino.
Professores hassídicos viam a Shechinah como a Deusa no exílio e associavam-na à redenção dos judeus.


A obra contemporânea sobre a Deusa Shechinah, chegou até nós através de mulheres judias. Algumas delas, estudaram textos sagrados hebraicos por conta própria, a partir de fontes secundárias. São em sua maioria, musicistas, dançarinas, contadoras de histórias, rabinas, terapeutas e curadoras, que primeiro desenvolveram seus "insights" e avançando sempre, adquiriram informações complementares sobre a energia "Shechinah".
Feministas judias contemporâneas tiveram de enfrentar o sexismo na vida e na linguagem religiosas, incluindo a exclusão das mulheres das profissões sagradas. Como resultado deste ativismo, portas importantes se abriram na última década. De forma cada vez mais intensa, a Deusa está emergindo, como Deusa Múltipla ou Deusa de Mil Faces.

Como esta nova geração está servindo de parteira para o renascimento de Shechinah, temos que nos familiarizar com alguns textos antigos e algumas orações que a invocam.
Embora esteja acontecendo claramente um renascimento da consciência da Shechinah, os conceitos sobre uma Deusa Judaica ainda não influenciaram o judaísmo em sua corrente principal nem o movimento da Nova Era, que tende a considerar o feminismo judaico como um paradoxo. Ainda é cedo para saber como esta consciência contemporânea da Shechinah será absorvida pelo judaímo e pelo crescente movimento da Deusa. Embora ela precisa ser relembrada, pelo menos nossa reconstrução da Shechinah se liga à tradição sagrada. Sua filosofia básica, a que a presença dela é necessária para trazer a totalidade de volta ao Planeta, também fornece ainda, uma filosofia viva para nossos tempos.


Rosane Volpatto

QUANDO É QU A IMAGEM DO SAGRADO FEMININO SERA RESPEITADA.....




A SABEDORIA DAS MESTRAS.......


sabe as vezes eu fico pensando no numero exagerado de mestres masculinos com certa indignação. Quando é que veremos algo espiritualista falar da Deusa com algum vigor as vezes eles ate tentam falar mas noto uma incrivel dificuldade masculina em falar da Deusa quando tentam falar do sagrado feminino se referem a ele como Deus-pai-mãe Nossa!!!
mas que dificuldade em falar Deusa!!!!




Porque sera que os mestres não falam do feminino com mais vigor e as grandes mestras femininas aonde estão...foram praticamente excluidas da sociedade e quando falo de mestras femininas falo de mulheres de carne e osso e não de deusas....
falo das bruxas, as mulheres de sabedoria que com seu conhecimento guiavam povos e pessoas ,
essas mulheres admiraveis que com sua sabedoria salvavam pessoas curavam doentes
diziam qual era o melhor momento para o cultivo da plantação e quando a tribo devia se deslocar para outros locais ,
ajudavam mulheres no trabalho de parto
ensinavam aos homens a arte da batalha
ensinavam os mestres a arte da profecia e o conhecimento sagrado a viagem das estrelas a virude das ervas e
muitas outras coisas mais....



Hoje não vejo essas mestras serem honradas,aonde esta Aradia a mulher que libertou todo um povo da Santa Inquisição e transmitiu os conhecimentos sagrados da Deusa para alem dos seculos....ou Malalai a menina afegã que ajudou o seu povo na guerra indo pra frente dos tanques modernos dos inimigos e dizemdo enquanto balançava sua burca retirada

_ ainda podemos vencer porfavor lutem !!!!vamos vencer!!!


Aonde esta Joana D`Arc que guio varios homens nas epocas da repreção que os ajudou na guerra dizendo ouvir a Voz de Maria e do arcanjo São Miguel(na verdade a Voz da Deusa e dos seres celestiais) que foi queimada pelos padres que hipocritamente anos depois a transformam em uma santa catolica



Fico imaginando Saint Germain terntando falar da deusa engasgado tomando varios copos dagua suado e sua mulher LADY PORTIA batendo nas cuas costas e dizendo:



-DESENGASGA PORR...



Séi la pode ate ser loucura minha renegar os mestres pelo simples fato de não falarem da deusa,por isso EU NÃO FAÇO ORAÇÕES A SAINT GERMAIN E A NENHUM MESTRE MASCULINO SE ELE NÃO FALAR DA DEUSA DE MANEIRA DIRETA E VERDADEIRA......



AH,e POR FAVOR parem de falar da Deusa por esses codigos de DEUS PAI MÃE SEMPRE DEIXANDO O FEMININO PRO FINAL COMO SE FOSSE UMA COISA QUE MACULA-SE A IMAGEM DO SAGRADO ou fala da Deusa por inteiro e sem codigos ou não fala....

E como é 02 vai descer do murro ou não porque ficar no meio não da mais....

SACERDOTISA POETIZA


"Senhora de todas as essências, cheia de luz,
Boa mulher, vestida de esplendor,
Que possui o amor do céu e da terra,
Amiga do templo de An,
Tu usas adornos maravilhosos,
Tu desejas a tiara da alta sacerdotisa
Cujas mãos seguram as sete essências.
Ó minha Senhora, guardiã de todas as boas essências,
Tu as reuniste e as fizeste emanar de tuas mãos.
Tu colheste as essências santas e as trazes contigo,
Apertadas em teus seios."
Poema da sacedotisa Enheduana

JAMAIS DUVIDE DA SACERDOTISA.....

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As Sibilas, feiticeiras capazes de prever o futuro, viviam na antiga Roma. Um belo dia, uma delas apareceu no palácio do imperador Tibério com nove livros; disse que ali estava o futuro do Império, e pediu dez talentos de ouro pelos textos. Tibério achou caríssimo e não quis comprar.

A sibila saiu, queimou três livros, e voltou com os seis restantes. "São dez talentos de ouro", disse. Tibério riu, e mandou-a embora; como tinha coragem de vender seis livros pelo mesmo preço de nove?

A sibila queimou mais três livros e voltou para Tibério com os únicos três volumes que restavam: " custam os mesmos dez talentos de ouro". Intrigado, Tibério terminou comprando os três volumes, e só pode ler uma pequena parte do futuro.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

ASSIM COMO A CHUVA LAVA A TERRA AS LAGRIMAS DE ÍSIS LAVAM MEU CORAÇÃO

AS VEZES ,sinto dificulçdade em dizer o que penso eo que sinto as vezes tenho medo de que o que eu faço não mude nada nem ajude ninguem
mas ai eu olho para o céu luminoso e rezo a Deusa

mesmo agora não consigo dizer o que eu gostaria de dizer,sera que vc pode me compreender
é uma dor sem motivo
nao fui magoada nem machucada hoje mas sinto essa dor essa insatisfação desde que nasci
como se ainda nao tivesse concretizado todo o meu potencial
eu tenho muitos sonhos mas nao sei o que fazer com eles
a cda dia sinto que estoiu sendo afastada de um lindo caminho
uqe um dia alguem la encima traçou pra mim que estou indo em direção a uma vida plastica e vazia
sinto como ate hoje sinto saudade de ser mulher
sim eu fui mulher em minhas vidas passadas e vimj homem nesta nao sei porque
sinto saudade de ter um utero e sentir o processo genitor em mim
sinto saudade de poder me maquiar passar perfumes e sair na rua assim
mas mas doue tudo sinto saudade de ser beijada como uma mulher
e nao venham dizer que vim homem para aprender a lidar com meu lado masculino porque sei que não é essa a razão
naverdade lidar com o nosso lado masculinoquando se é um homem com lama de mulher é ainda mais dificil
pos pode parecer uma auto negação da essencia

gaia

sábado, 7 de fevereiro de 2009

SÁBIA MULHER FILHOTE DE BÚFALO BRANCO






A MULHER FILHOTE DE BÚFALO BRANCO





O nome sioux é uma corruptela francesa de um termo algoquim de reprovação, que significa “serpente” ou “inimigo” Os sioux são identificados com as pradarias e as planícies. Em 1600 eles viviam nas cabeceiras do rio Mississipi. Antes de 1700, começaram a migrar para as planícies e pradarias a partir das áreas das Woodlands, no Meio-Oeste. Este povo é famoso por sua busca de visões, sua dança do sol e seus homens santos.



A primeira figura santa é a Mulher Filhote de Búfalo Branco. Ela é uma heroína cultural. Foi ela quem trouxe aos sioux o cachimbo sagrado. Fonte de profundo conhecimento espiritual, a Mulher Filhote de Búfalo Branco é uma poderosa mensageira de “Wakan-Tanka”, o Grande Espírito. Ela mesma é chamada de “wakan”, que pode significar “sagrada” e “poderosa”, além de “antiga”, “velha” e “resistente”. Esta personagem lendária tem a beleza da juventude e a sabedoria da eternidade.



Segundo Black Elk:



Há muito tempo atrás, dois batedores haviam saído para procurar um bisão e quando chegam ao topo de uma colina, olhando para o norte, viram que vinha de muito longe alguém. Quando chegou mais perto, gritaram:

-“É uma mulher!”, e era.

Então um dos batedores, tolo que era, teve maus pensamentos e os disse. Mas o outro respondeu:

-“Esta é uma mulher sagrada, jogue fora todos os maus pensamentos”.

Quando ela chegou mais perto, viram que usava um traje de couro branco que brilhava ao sol. Ele estava bordado com lindos desenhos sagrados de espinhos do porco-espinho, em cores tão radiantes que nenhuma mulher seria capaz de fazer. Em suas mãos ela levava um fardo grande e um leque de folhas de sálvia. Tinha seus cabelos soltos exceto por uma trança no lado esquerdo que era amarrada com pele de búfalo. Seus olhos eram negros e brilhantes, com grande poder neles. E ela sabia os pensamentos deles e disse em uma voz que era como cantasse:

-“Vocês não me conhecem, mas se quiserem fazer o que pensam, podem vir”. E o tolo foi, mas quando chegou perto dela, surgiu uma nuvem branca que o envolveu. E a linda mulher saiu da nuvem, e quando ela se afastou o homem tolo era um esqueleto coberto de vermes.



Então ela falou com o homem que não era tolo:

-“Você voltará para casa e contará ao seu povo que eu estou chegando e que uma grande tenda deverá ser construída para mim no centro da nação.” E o rapaz, que estava com muito medo, foi rapidamente avisar seu povo, que imediatamente fez o que lhe fora dito. E lá, ao redor da grande tenda, eles esperaram a mulher sagrada. E depois de algum tempo ela veio, muito bonita e cantando e...entrou na tenda... E, enquanto cantava, de sua boca saía uma nuvem branca de cheiro bom. Então ela deu algo ao chefe: um cachimbo.

-“Olhem”, disse ela. “Com isto vocês se multiplicarão e serão uma boa nação. Nada que não seja bom sairá disto. Somente as mãos dos bons deverão cuidar dele e os maus não poderão sequer olhar para ele.”

A mulher colocou uma lasca de búfalo seco no fogo e acendeu o cachimbo com ela. Este era peta-owihankeshni, o fogo sem fim, a chama a ser passada de geração a geração. E então falou:

“Aqui se encontra o cachimbo sagrado, com ele, nos invernos futuros, enviarás vossa voz a Wakan-Tanka, vosso Avô e Pai. Com este cachimbo de mistério caminharás pela Terra, pois a terra é vossa Avó e Mãe e é sagrada. O fornilho desse cachimbo é de pedra vermelha. É a Terra. Este jovem bisonte que está cravado na pedra, e que olha para o centro, representa os quadrúpedes que vivem sobre vossa mãe. A haste do cachimbo é de madeira, e isto representa tudo o que cresce sobre a Terra. E estas doze plumas que caem do local onde a haste se encaixa no fornilho são de Águia Pintada e representam a Águia e todos os seres alados. Todos estes povos e todas as coisa do Universo estão vinculadas a ti que fumas o cachimbo; todos enviam suas vozes a Wakan-Tanka, o Grande Espírito. Quando orais com este cachimbo, orais por todas as coisa e com elas.”

"Com este cachimbo sagrado," ela continuou,"vocês caminharão como uma prece viva. Com seus pés descansando sobre a terra e a haste do cachimbo alcançando os céus, os seus corpos formam uma ponte viva entre o Sagrado Abaixo e o Sagrado Acima. Wakan Tanka sorri para vocês, porque agora nós somos um: terra, céu, todas as coisas vivas, os seres de duas pernas, os de quatro pernas e os de asas, as árvores, as ervas. Juntos com o povo, estão todos relacionados, uma família. O cachimbo os mantém todos juntos.”

Portanto, fumar o cachimbo é um meio de se unir com a terra e todas as suas criaturas: é um modo de enviar a voz de alguém ao Grande Espírito. Quando você reza com o cachimbo se une a todas as criaturas vivas: cada uma delas é seu parente. Todas as coisas do Universo se ligam horizontalmente à haste do cachimbo. O fogo, alimentado pelo sopro do vento e dos homens, queima dentro do fornilho e as ervas do chão são símbolos do mundo terrestre. Aromas, fumaça e vozes sobem na verticalidade ao Grande Espírito.



Enquanto ela estava dentro da tenda, a Mulher Filhote de Búfalo Branco revelou ao povo que:

“Todo amanhecer é um acontecimento sagrado, e todo dia é sagrado, pois a luz vem de seu Pai “Wakan-Tanka”; e também vocês devem sempre se lembrar de que os de duas pernas e todos os outros povos que habitam esta terra são sagrados e devem ser tratados como tais”.



Ela ensinou também, a eles as sete cerimônias sagradas. Uma delas foi a Tenda do Suor, ou Cerimônia d Purificação. A outra foi a Cerimônia de Nomeação, dando nomes às crianças. A terceira foi a Cerimônia de cura. A quarta foi a criação de parentesco ou Cerimônia de adoção.A quinta foi a Cerimônia de casamento. A sexta foi a Busca de Visão e a sétima foi a Cerimônia da Dança do Sol, a Cerimônia do povo de todas as nações.



Ao deixar o povo, ela disse:



“Olhem este cachimbo! Sempre se lembrem de como ele é sagrado. Tratem-no como tal e ele irá com vocês até o fim. Lembrem-se, em mim existem quatro eras. Estou partindo agora, mas voltarei para seu povo a cada era, e no fim eu voltarei.”



Ao deixar a tenda, ela caminhou uma curta distância, sentou-se e ergueu-se na forma de um filhote de búfalo marrom e vermelho. Caminhou mais um pouco, deitou-se mais uma vez e ergueu-se como um búfalo preto. Nesta forma, ela se afastou ainda mais do povo. Então curvou-se para cada um dos cantos do universo e desapareceu no alto da colina.



Você deve estar se perguntando por que esta mulher é chamada de “Mulher Filhote de Búfalo Branco”. Conforme já falamos, ela é uma figura que dá vida a seu povo e está identificada com o búfalo porque representa toda a criação, assim como o búfalo para o sioux. É este animal mais importante para este povo, pois dava-lhes comida, roupas e até mesmo casas, que eram feitas de peles curtidas. Como o búfalo continha todas estas coisas em si e, por muitas outras razões, ele era um símbolo natural do universo, a totalidade de todas as formas manifestas. Tudo está simbolicamente contido neste animal: a terra e tudo que cresce nela, todos os animais e até mesmo os povos de duas pernas; e cada parte específica do animal representa para o índio uma dessas “partes” da criação. E também o búfalo tem quatro patas, e elas representam as quatro eras, que são uma condição integral da criação.



E ainda, quando a Mulher Filhote de Búfalo Branco prometeu voltar, ela fez umas profecias. Uma delas foi o nascimento de um novilho de búfalo branco que seria um sinal de que estaria próximo o dia de sua volta para purificar o mundo novamente, trazendo harmonia e equilíbrio espiritual. Três destes animais já nasceram desde 1995. Um morreu logo após seu nascimento. o último nasceu em Dakota do Sul, EUA. Este filhote de búfalo é considerado como um presente para todos os indígenas e pessoas do mundo, capaz de unir todas as crenças no ideal de harmonia e de amor universal.



O cachimbo do Filhote de Búfalo Branco está em um lugar sagrado (Green Grass) em uma Reserva Indígena do Rio Cheyenne na Dakota do Sul mantido por um homem que é conhecido como o Guardador do Cachimbo do Novilho de Búfalo Branco, Arvol Looking Horse.Ele diz que está escrito que na próxima vez em que houver caos e disparidade, a Mulher Filhote Búfalo Branco retornará.

A Mulher Filhote de Búfalo Branco representa o conhecimento cósmico e a energia; como o bisão, ela representa a totalidade como o universo; e também a totalidade como as quatro eras. Em um certo sentido, podemos ver a Mulher Filhote de Búfalo Branco como aquela parte sábia porém oculta de nós mesmos que sempre tem acesso ao conhecimento sagrado e transcendente, conhecimento que, paradoxalmente, está relacionado às nossas vidas no mundo cotidiano.





De Wakan-Tanga, o Grande Mistério, vem todo o poder. É de Wakan-Tanga que o homem santo tem sabedoria e poder para curar e para fazer amuletos santos. O homem sabe que todas as plantas que curam são dadas por Wakan-Tanga. Também assim é com o Búfalo Sagrado, pois ele é um presente de Wakan-Tanga”.
Flat-Iron (Maza Blaska) OglalaSioux
VER TEXTO COMPLETO :

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Caminho da Rosa mistica


(...)"Enquanto o neófito jazia ali deitado, as nuvens juntavam-se e do centro surgiu uma mão de inexcedível beleza, que lhe tocou na testa – o perfume das rosas foi deixado sobre a sua testa; a mão tocou seus lábios e sentiu que jamais seriam causa de mentiras no mundo, através das mentiras do seu próprio ser, pois os dedos queimaram seus lábios, que ficaram a arder, muito embora o perfume das rosas de Ísis permanecessem como bálsamo.A mão estendeu-se para a frente, ele a segurou e, gradualmente, uma figura formou-se das nuvens; uma figura verdadeira, manifestação da beleza e da paz que o aguardavam. A presença transformou-se numa alma viva que respirava, alguém que ele reconhecia e que conhecera em muitas vidas. Ele recordou-se do momento da morte, noutras vidas, em que esperara por ela no limiar da ponte da morte e a saudara com doçura, do mesmo modo como ela o saudara também…"
Mona Rulfe INICIAÇÃO JUNTO AO NILO

domingo, 1 de fevereiro de 2009

MESTRA FEMININA


Mestra Ascensa Kuan Yin

A Salvadora Compassiva
Kuan Yin é a Salvadora Compassiva do Leste. Por todo o Oriente altares dedicados a esta
Mãe da Misericórdia podem ser achados em templos, casas e grutas nos caminhos. Orações à
Presença dela e à sua Chama estão incessantemente nos lábios dos devotos à medida que
buscam orientação e socorro em todas as áreas da vida.
Muito presente na cultura oriental, Kuan Yin tem despertado interesse em seu caminho e
ensinamento entre um número crescente de devotos ocidentais, que reconhecem a poderosa
presença da "Deusa da Misericórdia"
, junto com a da Virgem Maria, como iluminada e
intercessora da Sétima Era de Aquário.

Pilar de Luz Kuan Yin
A longa história de devoção a Kuan Yin mostra-nos o caráter e o exemplo desta
Portadora de Luz que não somente dedicou sua vida a seus amigos mas sempre assumiu o
papel de intercessora e redentora. Durante séculos, Kuan Yin simbolizou o grande ideal do
Budismo Mahayana em seu papel de bodhisattva (chinês p'u-sa), literalmente, "um ser de
bodhi, ou iluminação", destinado a se tornar um Buda, mas que renunciou ao êxtase do
nirvana, como um voto para salvar todas as crianças da Deusa.
O nome Kuan Shih Yin, como é freqüentemente chamada, significa literalmente "aquela
que considera, vigia e ouve as lamentações do mundo"
.Segundo a lenda, Kuan Yin estava
para entrar no céu, porém parou no limiar ao ouvir os gritos do mundo.
Existe ainda muito debate acadêmico relativo à origem da devoção à bodhisattva
feminina Kuan Yin. Ela é considerada a forma feminina de Avalokitesvara, bodhisattva da
misericórdia do Budismo indiano, cuja adoração foi introduzida na China no terceiro século.
Estudiosos acreditam que o monge budista e tradutor Kumarajiva foi o primeiro a se
referir à forma feminina de Kuan Yin, em sua tradução chinesa do Sutra do Lótus, em 406 a.C.
Dos trinta e três aparecimentos do bodhisattva mencionados em sua tradução, sete são

femininos. (Devotos chineses e budistas japoneses desde então associaram o número trinta e
três a Kuan Yin.)
Embora Kuan Yin tenha sido retratada como um homem até o século X, com a introdução do
Budismo Tântrico na China no século oitavo, durante a dinastia T'ang, a imagem da celestial
bodhisattva como uma bela deusa vestida de branco era predominante e o culto devocional a ela
tornou-se crescentemente popular
. No século nono havia uma estátua de Kuan Yin em cada
monastério budista da China.
Apesar da controvérsia acerca das origens de Kuan Yin como um ser feminino, a representação
de um bodhisattva, ora como deus, ora como deusa, não é inconsistente com a doutrina budista. As
escrituras explicam que um bodhisattva tem o poder de encarnar em qualquer forma - macho, fêmea,
criança e até animal - dependendo da espécie de ser que ele procura salvar. Como relata o Sutra do
Lótus, a bodhisattva Kuan Shih Yin, "pelo recurso de uma variedade de formas, viaja pelo mundo,
conclamando os seres à salvação". *
Pela lenda do século XII , do santo budista Miao Shan, a princesa chinesa que viveu em
aproximadamente 700 a.C. e que largamente se acredita tenha sido Kuan Yin, reforça a imagem da
bodhisattva feminina. Durante o século XII monges budistas estabeleceram-se em P'u-t'o Shan - a ilhamontanha
sagrada no Arquipélago de Chusan, ao largo da costa de Chekiang, onde se acredita tenha
Miao Shan vivido por nove anos, curando e salvando marinheiros de naufrágios -, e a devoção a Kuan
Yin espalhou-se ao longo do norte da China.
Essa ilha pitoresca tornou-se o centro principal de adoração à Salvadora misericordiosa;
multidões de peregrinos viajavam dos mais remotos cantos da China e até mesmo da Manchúria,
Mongólia e Tibet para assistir ali às cerimônias religiosas. Houve época em que havia mais de cem
templos na ilha e mais de mil monges. As tradições narram inúmeras aparições e milagres de Kuan
Yin na ilha, sendo relatado que ela aparecia aos fiéis em uma certa gruta local.

Na seita "Terra Pura" do Budismo, Kuan Yin faz parte de uma tríade governante que é
representada freqüentemente em templos e é um tema popular na arte budista. Nessas pinturas o Buda
da Luz Ilimitada - Amitabha (chinês A-mi-t'o Fo e japonês Amida) está no centro; à sua direita está o
Bodhisattva da força ou poder, Mahasthamaprapta ,e à sua esquerda está Kuan Yin, personificando a
misericórdia infinita.
Na teologia budista, Kuan Yin é às vezes representada como comandante do "barco da
salvação", guiando almas ao paraíso oriental de Amitabha ou Terra Pura - a terra do êxtase onde almas
podem renascer para receber instruções contínuas no sentido de alcançar a iluminação e a perfeição. A
jornada à Terra Pura é freqüentemente representada em xilogravuras mostrando barcos cheios de
seguidores de Amitabha, sob o comando de Kuan Yin. Amitabha, uma figura muito amada por
budistas que desejam renascer em seu paraíso oriental e libertar-se da "roda do renascimento", é tido,
num sentido espiritual ou místico, como o pai de Kuan Yin. Lendas da escola Mahayana relatam que
Avalokitesvara nasceu de um raio de luz branca emitido pelo olho direito de Amitabha, quando
mergulhado em êxtase. Assim, Avalokitesvara, ou Kuan Yin, é considerada como o "reflexo" de
Amitabha - uma encarnação posterior de "maha karuna" (grande misericórdia), a qualidade que
Amitabha personifica em seu mais elevado sentido. Muitas figuras de Kuan Yin podem ser
identificadas pela presença de uma pequena imagem de Amitabha em sua coroa. Acredita-se que a
misericordiosa redentora Kuan Yin expressa a compaixão de Amitabha de uma forma mais direta e
pessoal, e que as preces a ela dirigidas são atendidas mais rapidamente .
A iconografia de Kuan Yin a descreve de muitas formas, cada uma revelando um aspecto único
de sua misericordiosa presença. Como a sublime Deusa da Misericórdia, cuja beleza, graça e
compaixão vieram a representar o ideal de feminilidade do Oriente, ela é retratada freqüentemente
como uma mulher esbelta em um esvoaçante manto branco, carregando em sua mão esquerda um lótus
branco, símbolo de pureza. Está enfeitada com ornamentos simbolizando suas realizações como
bodhisattva, ou é mostrada sem ornamentos, como um sinal de sua grande virtude
.
A figura de Kuan
Yin é retratada freqüentemente como "doadora de crianças" que são encontradas em casas e templos.
Um grande véu branco cobre sua forma inteira e ela pode estar sentada em um lótus. Freqüentemente
ela é representada com uma criança em seus braços, próxima a seus pés, ou sobre seus joelhos, ou,
ainda, com várias crianças ao seu redor. Neste papel, a ela se referem como "a honrada de branco
vestida". Às vezes estão à sua direita e à sua esquerda dois auxiliares, Shan-ts'ai Tung-tsi, o "homem
jovem de capacidades excelentes", e Lung-wang Nu, a "filha do Dragão-rei". Kuan Yin sobre o
Dragão.
Kuan Yin também é conhecida como a bodhisattva protetora de P'u-t'o Shan , senhora do Mar
do Sul e protetora dos pescadores. Como tal, ela é mostrada cruzando o mar sentada ou em pé sobre
um lótus ou com seus pés na cabeça de um dragão.

Como Avalokitesvara, ela também é descrita com mil braços e números variados de olhos, mãos
e cabeças, às vezes com um olho na palma de cada mão, e é chamada "bodhisattva de mil braços, de
mil olhos". Nessa forma ela representa a mãe onipresente, olhando simultaneamente em todas as
direções, sentindo as aflições da humanidade e estendendo seus muitos braços para as aliviar com
expressões infinitas de sua misericórdia.

GAIA, NOSSA MÃE TERRA


GAIA, A GRANDE MÃE TERRA


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Antes do homem ser criado, só havia terra e ar e antes mesmo de existir o ar e a terra, se necessitava de um lugar para estes se manifestarem. Este lugar era o Caos: que era o lugar onde existia só a possibilidade de ser. No sonho do Caos só existia o Pensamento, que crescia e palpitava e este Pensamento estabeleceu a Ordem. Tão poderoso e eficaz foi este Pensamento que chamou a si mesmo de Eros, e ao pronunciar aquele nome, o Caos se transformou no Momento. Do Caos e Eros surgiram a obscuridade chamada Nyx e o movimento chamado Boreas, o vento.

Em sua primeira dança cósmica, Nyx e Boreas, giraram em movimento arrebatado e frenético até que tudo que era denso e pesado descendeu, e tudo que era leve ascendeu. A matéria densa era Gaia e de sua chuva e de sua semente proveu sua descendência.

A princípio, de Gaia nasceu Urano ou o Céu, que uniu-se a ela gerando os gigantes, feios, violentos e poderosos Titãs, os Titânides, incluindo Cronos, o Devorador Pai do Tempo. Urano não tolerava os filhos e logo que nasciam, os empurrava de volta para dentro do útero, para o fundo da Terra Mãe, onde estagnavam pela ausência de luz, atividade e liberdade. Finalmente um deles, Cronos, foi secretamente removido do próprio útero da Mãe Gaia e quando o Pai Urano desceu para cobrir Gaia, esse filho titânico rebelde e irado castrou-o. Depois libertou seus irmãos e irmãs e, com isso deu início à era dos Titãs.

Segundo Hesíodo, o movimento de saída da constelação Urano começa quando Gaia fica sobrecarregada com o fardo dos filhos, que lhes foram socados de volta ao ventre. O incômodo de Gaia, devido ao peso e à pressão dos filhos titânicos em seu útero, prenuncia o início de um plano que trama derrubar seu marido-filho Urano valendo-se de Cronos, o filho heróico.

O sangue de Urano jorrou sobre a terra gerando outros Deuses, como as Erínias (Fúrias), as Meliae (ninfas do espírito das árvores) e os Gigantes. Cheio de mágoa e em conseqüência da mutilação de que fora vítima, Urano morreu.
As representações de Cronos que se seguiram não são muito consistentes; de um lado, dizem que seu reino constituiu a Idade do Ouro da inocência e da pureza, e, por outro lado, ele é qualificado como um monstro, que devorava os próprios filhos. Em grego Cronos quer dizer o Tempo. Este Deus que devora os filhos é, diz Cícero, o Tempo, o Tempo que não sacia dos anos e que consome todos aqueles que passam.

Da união de Gaia e Urano nasceram também: Hipérion, Japeto, Réia ou Cibele, Temis, Febe, Tetis, Brontes, Steropes, Argeu, Coto, Briareu, Giges.

Dizia-se que o homem nascera da terra molhada aquecida pelos raios de Sol. Deste modo, a sua natureza participa e todos os elementos e quando morre, sua mãe venerável o recolhe e o guarda em seu seio.

No mito grego, não há nenhuma razão que explique o porque, Gaia e Urano, depois de terem criado tantas coisas bonitas, geraram os titãs, filhos violentos, de força horrorosa e terrível. No entanto, sua chegada significa o fim de uma antiga ordem.

A Terra, às vezes tomada pela Natureza, tinha vários nomes: Titéia, Ops, Vesta e mesmo Cibele.

Algumas vezes a Terra é representada pela figura de uma mulher sentada em um rochedo. As alegorias moderna descrevem-na sob traços de uma venerável matrona, sentada sobre um globo, coroada de torres, empunhando uma cornucópia cheia de frutos. Outras vezes aparece coroada de flores, tendo ao seu lado um boi que lavra a terra, o carneiro que se ceva e o mesmo leão que está aos pés de Cibele. Em um quadro de Lebrum, a Terra é personificada por uma mulher que faz jorrar o leite de seus seios, enquanto se desembaraça do seu manto, e do manto surge uma nuvem de pássaros que revoa nos ares.

Gaia foi também, a profetiza original do centro de advinhação da Grécia Antiga: o Oráculo do Delfos. O Oráculo, considerado o umbigo da Terra, situava-se onde a sabedoria da terra e da humanidade se encontravam.

Gaia é o ser primordial de onde todos os outros Deuses se originaram, mas sua adoração entrou em declínio e foi suplantada mais tarde por outros deuses. Na mitologia romana é conhecida como Tellus. Gaia é a energia da própria vida, Deusa pré-histórica da Mãe Terra, é símbolo da unidade de toda a vida na natureza. Seu poder é encontrado na água e na pedra, no túmulo e na caverna, nos animais terrestres e nos pássaros, nas serpentes e nos peixes, nas montanhas e nas árvores.

ARQUÉTIPO DA TERRA

Quando falamos do arquétipo da Terra, estamos também inevitavelmente nos referindo ao arquétipo do Céu, e à relação entre os dois. É só depois que separmos o que está aqui embaixo com o que está lá em cima, que entenderemos o simbolismo do que está acima que é leve, claro, masculino e ativo, e a Terra, que está abaixo e é pesada, escura, feminina e passiva.

A humanidade como um todo reunida em torno do arquétipo Terra está associada tanto à este mundo que é corpóreo, tangível, material e estático, quando ao seu simbolismo oposto do Céu que está ligado ao outro mundo, incorpóreo, intangível, espiritual e dinâmico. Para entendermos o arquétipo da Terra e da Deusa Mãe Terra, devemos entrar em contato com as contradições Céu e Terra, Espírito e Natureza.

A imagem patriarcal cristã da Terra, durante a Idade Média, era sem nenhuma ambigüidade, negativa, ao passo que o arquétipo positivo do Céu era dominante. A parte decaída inferior da alma pertencia ao mundo da Terra, enquanto que sua verdadeira essência que é o "espírito", se originava no lado celestial masculino de "Deus", ou do Mundo Superior. O lado terreno então, deveria ser sacrificado em nome do Céu, porque a Terra era feminina, pertencendo ao mundo dos instintos, representanda pela sexualidade, sedução e o pecado.

Esta autonegação do homem, desperta em nós não apenas espanto, mas horror, em virtude da natureza humana terrena, ser considerada repulsiva e má. Depreciação da Terra, hostilidade para com a Terra, que nos alimenta e protege, são expressão de uma consciência patriarcal fraca, que não reconhece outro modo de ajudar a si mesma a não ser fugir violentamente do domínio fascinante e avassalador do terreno.

Foi somente a partir da Renascença que a Terra libertou-se desta maldição, tornando-se Natureza e um mundo a ser descoberto que aparece com toda a sua riqueza de criatura viva, que já não estava em oposição com um Espírito Céu da divindade, mas na qual a essência divina se manifesta. O espírito que de agora em diante será buscado é espírito da Terra e da humanidade.

VALORIZAÇÃO DE GAIA

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Como se respondesse a nossa atual crise de meio ambiente, o nome Gaia se escuta hoje em dia por todas as partes. Existe a "Hipótese de Gaia" do físico James Lovelock, que propõe que o planeta terra seja um sistema auto-regulado; a "consciência de Gaia", que instiga para que a terra e suas criaturas sejam consideradas um todo e simplesmente e o termo "Gaia", que expressa reverência faz do planeta um ser vivo de que toda a vida depende. A esse fenômeno está associada a idéia que só uma personificação do planeta pode devolver-lhe uma identidade sagrada, de modo que seja possível estabelecer uma nova relação entre os seres humanos e o mundo natural.

Não é coincidência que m pleno século XXI regresse a mentalidade grega para formular essa experiência, posto que no Ocidente a última Deusa da Terra foi Gaia. É certo que na mitologia clássica a Deusa já tinha a mesma posição de Mãe Suprema de todo o ser vivo que tinha no período Neolítico, no entretanto, a terra seguiu sendo inclusive em filosofia, um ser vivo (zoon), segundo a terminologia platônica. Essa consciência perdeu-se nas referências judias e cristãs em essa perda se faz evidente no modo em que passamos a tratar a terra como se fosse matéria morta. Fica óbvio portanto, que Maria, a Deusa Mãe reconhecida pela igreja cristã, tenha adquirido todos os atributos das Deusas Mães, exceto o de Deusa da Terra.

No entanto, no século VII a. C., a realidade de uma só Deusa havia passado à história e a unidade original da terra e do céu se havia perdido na lenda dos inícios. Hesíodo que, como Homero, em torno de 700 a. C., evoca essa época tal como sua mãe se recordava. Sugere, talvez, como uma cultura de uma Deusa que ficou na lembrança através das histórias transmitidas de geração para geração, no colo das mães:

"Não de mim, sim de minha mãe, procede o conto de como a terra e o céu foram uma vez uma só forma".

RECONHECENDO A DEUSA

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As imagens mitológicas da Grande Mãe, Criadora do Universo, são numerosas, como numerosos são estágios da revelação do ser dela, mas a forma mais difundida e conhecida de sua manifestação, a forma que define sua essência é a de Terra Mãe.

Reverenciar os Princípios Femininos e a Consciência da Deusa Gaia, nos ajuda a nos colocar em contato com a beleza e a magia da natureza e todas as suas criaturas.

Reconhecer esta Deusa da Natureza, como nossa Mãe Terra amorosa, ajuda a expandir nosso respeito ao meio ambiente e nossa busca do equilíbrio entre as energias masculinas e femininas, para que, em lugar de competir, trabalhemos juntos, para o bem individual e coletivo.

A maioria das mulheres, já lançam mão da sabedoria da Deusa, para ocupar seu espaço na terra e no presente milênio.

Vamos deixar que a Deusa renasça, se expresse em nossas intenções, vontades e desejos, para que possamos extrair de nosso corpo os movimentos sagrados de sua dança e deixar que embale nossos sonhos.

Rosane Volpatto - http://www.rosanevolpatto.trd.br/deusagaia.html