"E aqueles que pensam em Me procurar, saibam que a vossa busca e vosso anseio devem beneficiar-vos apenas se vós souberdes o Mistério; se o que vós procurardes, vós não achardes dentro de vós mesmos, então nunca encontrarão fora. Pois eu tenho estado convosco desde o Início e Eu Sou Aquela que é alcançada ao final do desejo"


sábado, 15 de maio de 2010

A MÃE DA ETERNIDADE


Mesmo nessa hora mais distante
No frio ou no vento
Estou contigo
Mesmo na tempestade sinta o meu abraço
Mesmo na fúria do rio
Deixe levar pelas ondas até mim
Mesmo no dissabor do vento
Deixe respirar e inundar se de Mim
Sou todos os homens e todas as mulheres
Sou todas as estrelas e as águas
E a Terra é meu assento
Corpo e moradia
Eu sou a Rainha antiga da montanha
Eu sou a mulher vestida de estrelas
Eu sou a maga coroada de sabedoria
Eu sou para além do Tempo
Eu sou para aém do Espaço
Eu sou para além das eras
Que se tornam eternidade
Sou a Roda e mais que Roda da Vida
Sou a Rainha e mais que rainha
Sou a mulher,o homem, o servo, e a serva
E muito além
do que consiga imaginar
Dos meus seios fluem a vida
Que nos seus fluxos e desfluxos
Fluem a mim
E em mim o Amor
E antes de Eros
Ele habita em Mim
Eu, sou a Mãe do Amor
Eu sou a Mãe da Eternidade
E em Ti lancei minha sombra.



.

As Filhas das Deusas



"Ela, a Grande Deusa, não pode ser morta, pois é imortal; pode decidir retirar—se por algum tempo, mas Ela é e será para sempre"

No calor do fogo
Semelhante as fogueiras das feiticeiras
Encontro Tua face
O Senhora da Vida

No meu coração
Na minha alma tua chama
Mantém se acesa
Mesmo nos momentos mais obscuros da minha alma
A Ti encontro o Grande Mãe da vida

Sob tua mão descansa minha cabeça
Enquanto de minhas faces escorrem se as lágrimas
Tantos caminhos que sei estar traçados
E o meu próprio não consigo prever com clareza

Peço a Ti sinais
E quando tu me envias
Duvido de minha e de tua palavra
Mas é esta chama sincera

Que me mantém ligada a Ti
Esta chama que nada mais é
Do que minha alma
Mantém em mim teu grande amor
Mesmo diante de todas as dores do mundo
Mesmo diante do sofrimento meu
E de todas as criaturas

Esse vago toque da Deusa
Que traz em si o poder da Benção
Me mantem neste caminho
E neste despertar da Deusa Mãe

Santa ou puta
Não me importo de por esses nomes ser chamada
Pois minha vida é em ti
E não a outra explicação para o amor
Senão está
O amor é.

A vida e o caminho de uma mulher
pode ser vivido de muitos modos
Não digo que seja mais seguro
Ser uma Mulher de Saber
Uma sacerdotisa que serve a Grande Deusa
Mas de uma coisa eu tenho certeza
Quem bebe dessa fonte não se saciará de outra maneira

Desistir desse caminho seria desistir de minha alma
Seria desistir de tudo o que sou
de tudo que acredito
E mais importante
De tudo o que sinto

O Teu amor
O teu olhar
E Teu estar em mim
É muito mais importante
Que as palavras ou amores que poderia ter em vida
Por vezes dizem que sou uma mulher triste
Não, não sou uma mulher triste
Sou uma mulher que aguarda

O divino momento
Do despertar dos Filhos da Grande Mãe.


.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A PRIMEIRA FONTE DA EXISTÊNCIA


O culto à Grande Deusa, que, durante milênios impregnou o Oriente Próximo e todo o mundo mediterrâneo europeu, surgiu juntamente com o desenvolvimento da agricultura. Foram, provavelmente as mulheres que, ao colher frutas, raízes e tubérculos comestíveis "inventaram" a agricultura; e esta foi e continuou sendo por muito tempo domínio das mulheres. A natureza e, acima de tudo a terra assemelhava-se a uma mãe doadora de bênçãos e alimentos, e a capacidade de as mulheres produzirem vida, tal como a terra, proporcionou ao aspecto feminino a primazia na ordem religiosa e social da comunidade. No universo religioso das culturas agrícolas primordiais não havia ainda deuses masculinos. Somente a Grande Deusa era considerada a origem de tudo o que existe.Nua, ela saíra do caos, separara o mar do céu e, com sua dança, criara Bóreas, o vento setentrional, na figura de uma serpente. A serpente enroscou-se em volta dos seus membros e a fecundou.Na figura de uma pomba, a Deusa botou o Ovo do Mundo, que depois de ter sido chocado, deu à luz tudo o que existe: o Sol, a Lua, os planetas e a Terra com as plantas e os seres vivos.

O Caldeirão da Transformação, tal como o Ovo do Mundo, é um recipiente que contém toda a vida, onde a vida velha afunda e morre e de onde ressurge a vida rejuvenescida.A imagem original desse milagroso recipiente é o Útero. O outro emblema da Deusa é a serpente, simbolo da Deusa do Universo, representando a totalidade do cosmo. A Serpente simboliza a fecundidade da Terra e da Água e as asas recorrentes nos simbolos da Deusa e em suas carruagens simbolizam o elemento ar e também o aspecti espiritual ou as forças do céu. Do ponto de vista do mito, na atuação conjunta das duas dimensões da Deusa teve origem a vida.

Ambos os luminares do céu, o Sol e a Lua eram agregados como símbolos à Deusa. A Lua, no entanto, que se relacionava com a água, com os estágios de crescimento vegetal e com os ciclos de fecundidade feminina, teve precedência em relação ao Sol. Este, pelo menos nos países mediterrâneos, levava a vegetação não apenas a crescer, mas também a murchar.Quão mágica e misteriosa deve ter parecido a Lua aos homens da cultura arcaica! O cíclico brotar e florir, madurar e carregar frutas, muchar e morrer da vegetação era espelhado pela Lua em nívem cósmico. Como fruta madura, ela fulgura no céu, quando é Lua Cheia; depois desvanece gradativamente até tornar-se uma foice pequena e adelgada parecendo, na Lua Nova, como se tivesse sido engolida pela noite para sempre. Contudo, algumas noites depois ressurge no céu a pequena foice da Lua crescente renascida e rejuvenescida. A goela devoradora da escuridão faz parte do sistema de referências simbolicas da Deusa tanto quanto o ventre fecundo; a morte não se afigurava uma extinção definitiva, um final sem esperança, mas um estágio de transição, uma fase de transformação inseparavelmente associada ao ciclo da vida.

Também, no culto da Grande Mãe, a morte precedia a vida renovada e rejuvenescida. Era preciso derramar sangue para renovar magicamente a fecundidade da Terra porque, para o pensamento mágico, a essência da força vital está no sangue. Sacrifícios de sangue mestrual e sangue vital eram oferecidos à Deusa para restituir-lhe simbolicamente a dádiva da vida.

Com a progressiva diferenciação das sociedades matriarcais, também as idéias sobre a Grande Deusa passaram a ser mais complexa; sua imagem, em analogia com as fases da Lua, assumiu a forma de uma tríade.Ela surgia como uma Jovem Primaveril, uma Mulher Madura e fecunda, como o verão, e uma Velha Sábia outonal, hibernal. Dentro do cosmo — idealizado como algo composto de três partes, a Deusa Jovem reinava sobre o ar e o céu; a Deusa Madura, do amor, sobre a terra e o mar. e a Deusa Anciã, sobre o inferno e o reino dos mortos. Cada aspecto da tríade, por seu turno, aparecer na Sagrada Triplicidade, porém, procurava-se sempre lembrar que, em todos os seus aspectos e formas aparentes, a Deusa era sempre a Una, imutavelmente Grande Deusa da Terra e do Céu.

Ao lado da trifacetada Deusa da Lua, surgiram as primeiras divindades masculinas masculinas que, no entanto devem ser entendidas pela sua relação com Ela: Filho, Amante, Consorte ou seu Herói.


sábado, 8 de maio de 2010

MÃE FONTE


A Água

Primordial, é considerada como sendo o ponto de partida para o surgimento da vida - toda a vida vem da água -, daí sua simbologia estar ligada à matrix -Mãe -. É um símbolo do da Deusa Criadora, da Deusa que dá nascimento ao mundo.

“Onde quer que o fanatismo antivital do princípio espiritual masculino seja dominante, o Feminino adquire uma feição negativa e perversa, precisamente em seu aspecto criador, mantenedor e intensificador de vida”.

Isto significa que a vida – e o Grande Feminino é o seu arquétipo – fascina e prende, seduz e encanta. Os impulsos e instintos naturais subjugam os seres humanos e o princípio masculino da luz e da consciência usa para isso a trama da vida, o véu de Maya, a ilusão “encantatória” da vida neste mundo.Por essa razão, O Grande Feminino, que deseja a permanência e não a mudança, a eternidade e não a transformação, a lei e não a espontaneidade criadora, é descriminado e visto para seu descrédito como demoníaco por um tal princípio masculino da consciência.

Assim procedendo, contudo, o princípio masculino consciente deprecia inteiramente o aspecto interior espiritual do princípio feminino, que exalta o homem mundano pela transformação espiritual e glorifica, ao conduzi-lo ao seu mais elevado significado.

(...) Entre os tibetanos, o demônio da Roda do Mundo é considerado igualmente feminino e interpretado como a Feiticeira Srinmo. Isso é em parte devido à tendência misógina do budismo que considera a mulher o principal obstáculo à salvação, pelo facto de ela gerar continuamente novas vidas, e de ser o instrumento da paixão sob o jugo da qual padece o mundo.”

IN A GRANDE MÃE DE ERICH NEUMANN


ESTA NA HORA DA MULHER ASSUMIR SEU PODER EM NOME DO AMOR


A Espiritualidade Feminista

"Obviamente há uma ênfase excessiva em certas coisas, mas a minha hipótese é que quando a balança pesou demais para um lado, é necessário pesar muito o outro lado." Mary Ritter Beard.

A espiritualidade feminista começou do movimento feminista dos anos 70 e daqueles que dentro deste movimento estavam insatisfeitos com as idéias e a religião patriarcais. Mulheres estão começando a criar a sua própria religião. "As mulheres hoje estão descobrindo que a espiritualidade é autêntica quando é intrinsicamente subjetiva, quando é trazida para fora, penadamente do útero da sua própria experiência" (Kolbenschlag, p.160). As mulheres estão começando a olhar as suas próprias experiências e sensações (intuição) e a confiar nelas. É importante para as mulheres validar e confiar nas suas experiências e sensações pessoais antes de confiar em si mesmas. A espiritualidade que vem de dentro está tomando o lugar do dogma que vem de fora. Algumas mulheres que estão explorando a sua espiritualidade participaram de grupos de expansão da consciência aonde elas pela primeira vez foram permitidas a examinar e validar as suas sensações e experiências. Elas começaram a olhar para as idéias defeituosas do patriarcado (tais como a divisão entre o espírito e o corpo, a racionalidade linerar e o "poder sobre") e a achar alternativas a esta idéias (vidas políticas e espirituais interdependentes, pensamento [intuitivo] não-linear e poder-de-dentro).

Algumas revistas feministas começaram a olhar para a idéia de religar espiritualidade e política. Country Woman dedicou uma edição (Abril de 1974) ao assunto:

Para mulheres "políticas", "espiritual" significa instituições e filosofias que têm imobilizado mudanças práticas e canalizados as energias das mulheres para servir a outros em seu próprio detrimento. Para mulheres "espirituais", "política" significa instituições e filosofias que negam a unidade das pessoas e que têm canalizado a criatividade das mulheres para destrui-las e fazê-las lutar umas contra as outras... Desde que as mulheres começaram a notar as diferentes partes das suas experiências e a categorizá-las em termos usados pela cultura patriarcal, elas começaram a suspeitar umas das outras. (Adler, p.1985).

Mas muitas pessoas desejam e gravitam em torno da espiritualidade e as feministas não são exceção. As mulheres que precisam de uma espiritualidade feminista começaram a olhar para as religiões e arquétipos da Deusa. É claro, elas acharam a bruxaria. Como um das únicas religiões que dão um papel igual, se não superior, a bruxaria logo foi reinvidicada pelas feministas como sua propriedade.

Em 1968, WITCH, "um grupo de mulheres que estão engajadas em ações de protesto políticas e surrealistas" (Adler, p.179), distribuíram panfletos que usavam o arquétipo da bruxa. Elas afirmavam que uma bruxa era uma mulher que fazia as suas próprias regras, que tirava o poder de si mesma e que lutava pelas suas irmãs (Adler, p.206-207). Este grupo via as mulehres como bruxas inatas e as bruxas como as primeiras revolucionárias e resistentes. Desta forma, feministas são capazes de reconciliar política com espiritualidade. Isto era de grande importância para muitas novas bruxas feministas. Um revista feminista chamada Quest fez uma edição especial dedicada à espiritualidade (Volume 1, #4, Primavera de 1975) para publicar um artigo de Judy Davis e Juanita Weaver que dizia:


A assim chamada divisão entre feminista cultural e feminismo político é um resultado debilitante na nossa opressão. Ela vem da noção patriarcal de que o espiritual e o intelectual operam em reinos separados. Negar o espiritual ao fazer política ou cultivar o espiritual às custas do bem-estar político ou econômico é continuar o jogo patriarcal. (Adler, p.185).

Feministas são capazes de praticar bruxaria (uma religião de poucos aspectos históricos de opressão patriarcal sobre as mulheres), bem como de continuar a sua própria vida política. Desta forma, ambas as coisas são capazes de alimentar um à outra: a bruxaria dá às mulheres força em suas lutas políticas e o ativismo político dá à bruxaria uma voz no foro público. Zsuzsanna Budapest, que começou a sua vida na América exilada da Hungria, achaou que a sua herança de bruxaria poderia ser unida à sua nova visão de trabalho político como feminista.

Zsuszanna é agora um membro da Arte feminista e autora de numerosos livros e artigos. Ela acredita que a religião é "a política suprema." "Religião está aonde você pode alcançar as pessoas em seus mistérios, nas partes dos seus seres que foram negligenciadas, mas que são tão importantes e dolorosas..." (Adler, p.188). Esta é uma afirmação inteligente. O que podem ser melhor do que mudar uma pessoa e o seu futuro senão através do nível subconsciente do simbolismo religioso?

No livro de Marion Zimmer Bradley, As Brumas de Avalon, os personagens principais, Viviane e Morgaine, combinam a sua religião com o seu envolvimento político. A Antiga Religião da terra dava importância às mulheres assim como aos homens e não subjugava um ao outro. Se o Grande Rei não jurava lealdade à Antiga Religião (e ao Sacerdote e à Sacerdotisa de Avalon), a religião iria morrer. Uma vez que a política do reinado teria um efeito direto sobre a sua religião e suas vidas, Morgaine e Viviane estavam determinadas a influenciar o Grande Rei. Desta forma, elas podiam assegurar a sobrevivência da religião e do velho modo de vida.

Muitas bruxas feministas vêem o matriarcado como uma parte importante do seu passado e do seu futuro. Muitos acadêmicos irão debater a existência de qualquer matriarcado passado. Para as bruxas feministas, a questão não é se houve realmente verdadeiros matriarcados, mas como a sociedade seria diferente se "princípios femininos" fossem valorizados. Embora o significado literal de "matriarcado" seja "governo feito pelas mães", a sua tradução literal tem muito do mesmo significado de "governo feito pelos pais", que é a tradução literal de "patriarcado". Na sociedade atual, quando uma feminista fala em patriarcado ela não quer dizer um governo benigno de homens. A sua conotação de patriarcado é a subjugação das mulheres e a repressão de tudo o que é feminino. As bruxas feministas freqüentemente vêem o conceito de matriarcado como o fortalecimento das mulheres e a valorização dos princípios femininos. Elas perguntam a si mesmas seria sentir estar no poder e como o poder pode ser usado diferentemente da forma como é usado no patriarcado.


As mulheres que estão dentro de grupos exclusivamente femininos estão começando a achar em primeira mão como o sistema feminino trabalha e como pode ser empregado como uma alternativa ao sistema masculino. As mulheres começando a formar comunidades igualitárias que operam muito diferentemente daquilo que Riane Eisler chama de sistemas androcráticos em seu livro "The Chalice and the Blade" (N.T.: O Cálice e a Espada). De fato, os postulados feitos por Eisler em seu livro sobre sociedades igualitárias e como elas funcionam são apoiados pelas observações de outras escritoras feministas sobre sistemas (ideais) de mulheres. E as bruxas feministas estão começando a utilizar estes sistemas em seus grupos e covens.

Bruxas feministas também utilizam o mais poderoso instrumenyo na sua busca pela reivindicação do espírito feminino: o arquétipo. O arquétipo é o aspecto mais potente de qualquer religião, seja o arquétipo de Eva condenando toda a humanidade ao exílio do Paraíso ou Diana criando os céus e levando Lúcifer para a Terra. Através de imagens poderosas da Deusa, as mulheres são capazes de fortalecer e mudar as suas próprias imagens. É claro, isto alcançado através do uso do mito. As bruxas feministas querem ir além das simples imagens da Deusa como uma mãe benevolente e que cuida dos seus filhos, como proposto pela Arte tradicional. As bruxas feministas abraçam todos os aspectos da Deusa. A Deusa não é vista apenas como a criadora do universo, mas também como destruidora, pois no fundo todos os atos de criação são atos de destruição. Ela vem de muitas culturas. Ela às vezes é representada como o sol (luz) "ativo", ao invés da lua (sombra) passiva. Ela é a guerreira que protege o Seu povo; Ela é Erishkegal bem como Inanna. Ela é Kali. Ela é Vênus. Ela é Freya. Todas as criaturas são Suas e a Terra é o Seu corpo. Suas energias estão ao nosso redor na forma de rios, raios e vento, criando e destruindo constantemente. Budapest claramente articula sobre a necessidade por uma deidade feminina em seu The Holy Book of Women's Mysteries (N.T.: O Livro Sagrado dos Mistérios Femininos):

... um deus masculino auto-criado que não tem mãe é um conceito totalmente insustentável. É, para dizer o mínimo, não sobrenatural, mas meramente não-natural. Nada na natureza se parece tal absurdo. Tudo, mesmo uma estrela que surge em algum lugar, toda criatura tem uma força-mãe. Obviamente, negar a maternidade é negar as mulheres. (p.3).

Logicamente, o raciocínio de Budapest funciona. Mas não é a lógica que leva as mulheres a acharem-se nas antigas mitologias. Os arquétipos da Deusa fortalecem as mulheres e as inspiram a se tornarem deusas (a trabalharem rumo ao seu potencial total).

Entretanto, há uma tênue linha antre arquétipo e estereótipo. Algumas bruxas feministas sentem que a Arte tradicional colocam ênfase demais sobre as mulheres como mães/criadoras. Elas perguntam a si mesmas até o nde isto pode se aproximar das atitudes Kirche, Kürche, Kinder da Alemanha nazista se isto não for posto em cheque. Por isto, as bruxas feministas tentam tirar a ênfase di aspecto do nascimento. Elas freqüentemente reclamam os seus direitos reprodutivos na forma de criação de idéias, grupos, organizações etc. Em uma crítica à espiritualidade feminista, Sarah Hoagland diz que na pressa de reivindicar o espírito "feminino", muitas feministas têm entrado em uma noção debilitante e patriarcal. Ela diz:

A maternidade, para muitos, é o paradigma da criatividade e do poder das mulheres, quer a maternidade tome a forma de educar crianças (meninos, meninas ou homens) ou salvar o mundo e ser o esteio da civilização... (mas) a verdadeira maternidade não simplesmente uma questão de proteger e cuidar de toda a vida... a escolha de ser mãe podem envolver a escolha de destruir forças destrutivas... uma mãe, como outros, podem ter que matar para sobreviver (p.96). Se a imagem benevolente da mãe está ou não presente na comunidade feminista pagã, como Hoagland sugere, é difícil de dizer. Apesar disso, isto é uma crítica que toda a comunidade pagão deveria ter em mente.

Nesta nossa época, muitos indivíduos estão lidando com questões desta natureza. Na nossa sociedade em mutação, com seus avanços tecnológicos e separação da natureza, qual é o papel dos deuses? Quais devem ser os seus aspectos? Como nós podemos mudar os arquétipos? Uma autora que freqüentemente abordar estas questões é Starhawk. Starhawk é uma bruxa praticante cujo coven de mulheres e homens trabalha nos princípios da bruxaria feminista. Uma vez que homens feministas em seu coven tendem a escolher não se identificar com os papéis tradicionais para o homem, é mais fácil para as mulheres do coven verem a si mesmas em papéis não tradicionalmente aceitos para mulheres e vice-versa. Desta forma, como autora, Starhawk pode descrever em primeira mão as mudanças de papéis das mulheres e dos homens na Arte.


Mas muitos covens feministas não trabalham com homens. Nem eles se importam com a polaridade masculino/feminino ou, até mesmo, com a invocação e o culto do Deus. Esta é uma fonte de muita irritação para a Arte tradicional. Covens feministas geralmente trabalham de forma muito diferente dos covens tradicionais. Geralmente não há uma Alta Sacerdotisa do coven; as mulheres revezam o papel de liderar o coven em seus trabalhos e rituais. Quem quer que conheça melhor e esteja mais familiarizada com um trabalho mágico ou ritual lidera o grupo naquela ocasião. Os covens feministas criam os seus próprios exercícios e rituais. Eles não trabalham com um "Livro das Sombras" padrão ou livro de segredos mágicos. Eles freqüentemente emprestam ou inventam seus rituais, feitiços, cantos e exercícios. Há uma grande quantidade de espontaneidade em um coven feminista.

O separatismo de covens feministas, combinados com a rejeição de normas da arte e a imagem popular de feministas como pessoas que odeiam os homens, criou muito atrito entre as feministas e os tradicionais. Os anos 70 e 80 viram um aumento de cartas e artigos reacionários em jornais e periódicos neopagãos. Bruxas feministas foram taxadas de "sexistas" e "invejosas" (Adler, p.211). Muitos artigos pediam menos ênfase na Deusa e no Seu culto exclusivo. Alguns destes artigos foram escritos por mulheres. Hoje, muito desta controvérsia já morreu. Eu acredito, entretanto, que muitos pagãos (especialmente os mais jovens) ainda são afetados pela imagem que a mídia criou das feministas e, até certo ponto, a aceitam. O público em geral ainda compra a imagem que a mída criou das feministas. Em alguns pagãos, infelizmente, ainda são crédulos o suficiente para engolir isto.

Não importando se a Arte tradicional quer ou não ouvir e aprender, os covens feministas estão minando as noções patriarcais de gênero sexuais e seus papéis. Eles estão começando nas raízes do problema. As práticas separatistas permitem as mulheres a trabalharem para as mulheres e com outras mulheres. Eles se focam em assuntos femininos e cada uma tem uma parte igual no seu coven. Trabalhar em grupo que não é hierárquico dá às mulheres a chance de experimentar o poder-de-dentro, ao invés do poder-sobre. Elas ganham uma grande quantidade de poder ao focarem-se na Deusa e estudando os Seus novos arquétipos. Desta maneira, elas criam novas imagens para si mesmas e de si mesmas. Ao trabalhar sem a polaridade masculino/feminino elas têm invalidado décadas de ensinamentos de tão famosos hierofantes como Janet e Stewart Farrar e Gerald Gardner. Ela têm reconciliado espírito com matéria. Elas tem ouvido a "temerosa" intuição e nem sempre são "lógicas".

Estas mulheres têm abandonado os conceitos mais básicos sobre o que as mulheres "são". Elas não têm se tornado histéricas, profundamente infelizes ou inférteis. Elas têm rejeitado o modelo dominador da nossa sociedade. Ainda assim, elas não tem mergulhado no caos que supostamente reina supremo quando o sistema masculino não é usado.




IN: http://www.imagick.org.br/apres/PratickasNoImagick/Xamanismo/feministas.html

NOSSO BRASILZINHO....

AQUELES QUE MAMAM NAS TETAS DO BRASIL...




Voa, canarinho
Mostra pra esse povo que és um rei
Voa, canarinho voa
Mostra lá na França o que eu já sei
Verde, amarelo, azul e branco
Forma o pavilhão do meu país...(trecho de Voa Canarinho)

TERRA ADORADA,
ENTRE OUTRAS MIL,
ÉS TU,BRASIL,
Ó PÁTRIA AMADA!
DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL,
PÁTRIA AMADA,
BRASIL
(Trecho do Hino Nacional Brasileiro)


AS MULHERES COMO DEUSAS

As mulheres devem estar conscientes da sua natureza sagrada de Deusas, o chamamento de glória inerente aos humanos. Somos filhas da História e Mães de um Novo Mundo. Não é altura de renunciarmos ao nosso poder. É tempo de o reivindicar, em nome do amor.

AS MULHERES NA POLÍTICA

A eleição de mulheres para cargos políticos não garante, por si só, a expressão de uma voz femionina no exterior. Quando acedem ao poder, as mulheres podem ser tentadas a conspirar com o sistema paternalista que lhes concedeu, de forma tão magnânima, um lugar à mesma mesa. Sentem-se compelidas a transformar-se em homens de poder no meio de homens de poder. Só quando as mulheres enfrentam o mundo para expressar uma genuína inteligência equilibrada em compaixão, representando não apenas as mulheres mas o esforço que todos os seres humanos fazem para recuperar os seus sentimentos perdidos, haverá uma verdadeira libertação da Deusa enclausurada

in O VALOR DE UMA MULHER de Marianne Williamson

http://rosaleonor.blogspot.com/2004/07/as-mulheres-como-deusas-as-mulheres.html


HOMENAGEM A NOSSAS IRMÃS SAGRADAS


Dedico este poema à minhas irmãs de jornada, sacerdotisas da Deusa, percorrendo silenciosamente os caminhos à elas indicado, com amor e altruísmo, e principalmente, compaixão.

Do coração das trevas elas surgem
Ressurgem
As Irmãs
Tecelãs
Do destino dos homens
Percorrendo os caminhos
Designados pela Senhora
Na hora
Do entardecer do mundo
Num gesto fecundo
De amor e compaixão
No coração
Da irmandade
Na Verdade
Na magia
Elas tecem
Com fios de seda
O despertar
De cada irmã esquecida
Perdida
Da alma feminina
Cristalinas
Filhas da Deusa
No silêncio da noite
Na luz do dia
Criam
Recriam
Os sonhos de Gaia...

Porto Alegre,21/04/2010

Anna Geralda Vervloet Paim

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O SINAL DA MÃE DO TEMPO...


Confesso a todos os meus leitores que nos dias que se seguiram eu estava bem desanimada em relação a esta trabalho na Internet, que sempre considerei um tanto inútil. Eu pretendi desistir, pelo menos de momento do blog, já que estou também sem computador e só tenho utilizado a lan house.
Mas antes que pudesse pensar melhor sobre o assunto recebi uma serie de sinais da Deusa que mesmo uma sacerdotisa noviça perceberia então não pude parar....
E esse é um compromisso que faço com vocês, de não parar por pior que as coisas estejam se encaminhando. A Deusa as vezes nos ensina que é melhor esperar o momento certo para se agir antes de qualquer coisa.Queria também agradecer a Anna do Janela da Alma que me deu, juntamente com varias outras pessoas selinhos de amizade.Não é por má vontade que não coloco nem por não agradecer o reconhecimento que me foi dado pelo meu trabalho, mesmo sem ter certeza de que ele o mereça, mas sim pelo fato do layot da Página já estar meio pesado e pelo fato que eu recebi outros selos que não vi e só fiquei sabendo depois e assim preferi não colocar.Quero dizer que agradeço o reconhecimento e a homenagem que não sei merecer, mas a dedico não a mim e sim a Terra Mãe e as Deusas com quem trabalho, juntamente com todas as outras Filhas da Deusa, minhas Irmãs Sagradas que tem feito o Feminino Sagrado surgir em suas vidas, em seus blogues e no mundo. Gostaria também de dizer que o Culto a Deusa como bem dizia Rosa Leonor não depende de sexo ou idade, sexualidade e género emocional ou psicológico é se dá principalmente pelo respeito a Terra-Deusa e a nossa sombra interior, e principalmente no caso das mulheres, a descoberta da Mulher Oculta e irrevelada, que contem em si a força e a sexualidade divina da Natureza que é quase sempre classificada pelo patriarcado como uma prostituta, uma vagabunda que abriu mão de seus valores espirituais. A mesma divisão acontece em geral entre os esotéricos e gnósticos que honram Maria como uma face da Deusa mas sem respeitar a força pulsante do desejo e o nosso lado negro que mesmo que de vista não possa se perceber são também dádivas da Doadora da Vida.Temos que parar de mistificar a virgindade e dar a sexualidade sempre uma conotação negativa como se o desejo e o sangue da Mulher não fossem símbolos eternos do poder da Deusa e sim marcas e sujeiras...
a força e a chama sagrada que move a mulher por dentro, a sagrada chama de Vesta, arde no templo e na alma de toda mulher e não só das sacerdotisas virgens ou das sacerdotisas do amor...
Ela é uma força muito mais profunda, a força da Mãe Negra do Tempo que tudo cria e devorá...porque tudo provem de seu Útero.

Abraços e pretendo postar e continuar se puder!

Gaia Lil

terça-feira, 4 de maio de 2010

A MULHER DE ESTRELAS


.."Ouça as palavras da Deusa estelar, cujo corpo engloba o universo e a poeira dos seus pés forma as hostes celestes".
O Mandamento da Deusa, de Doreen Valiente.

A humanidade sempre sentiu fascínio pelas estrelas e ao longo dos tempos as constelações ofereceram imagens e sabedoria para a criação de mitos e lendas. Os nomes atuais das estrelas são na sua maioria de origem grega e romana, porém muito antes destas civilizações, os povos nativos exploravam a vastidão do céu e criavam seus próprios mitos e arquétipos divinos.
Os nativos norte-americanos consideravam a “estrela matutina e vespertina” (nomes de Venus nas suas diferentes aparições em função da época do ano) como representações do princípio masculino e feminino. Um motivo comum nas suas lendas era a metamorfose de uma Mulher Estrela em uma linda mortal e seu desaparecimento depois de casar com um humano. Outros mitos chamam as estrelas de Filhos do Sol e da Lua, que, por temerem o Sol que engolia seus filhos, desapareciam de dia e voltam para dançar junto da sua mãe, a Lua, na chegada da noite. Os povos siberianos acreditavam que as estrelas são janelas de cristal pelas quais os deuses olham para a terra, o céu sendo uma grande tenda. A Via Láctea - que marca o centro da nossa galáxia - é descrita por alguns mitos como uma estrada, rio ou ponte entre os mundos. Os índios navajos dizem que ela foi formada pelo coiote que espalhou pedras brilhantes no céu, formando a ponte que liga o céu à terra. Já os maias achavam que ela era a estrada pela qual as almas iam para o mundo subterrâneo. No antigo Egito a luminosa estrela Sirius era alvo de veneração, seu aparecimento no céu coincidindo com a cheia do rio Nilo que trazia fertilidade e prosperidade. Os templos de Ísis, Hathor e Nut eram orientados para Sirius, que era o local de repouso das almas dos faraós e sacerdotes. Ísis era tradução grega do nome Au Set ou Sothis, equivalente de Sirius. A constelação Canis Maior a qual pertence Sírius é formada por 7 estrelas que deram origem aos 7 aspectos de Hathor e à serpente com 7 cabeças. A deusa árabe Al-Uzza também é associada com Sirius; os mitos semitas relatam a descida das deusas Ishtar e Astarte do planeta Vênus. Os títulos Rainha Celeste e Estrela Guia foram atribuídos a estas deusas, bem como à Inanna e “herdados” depois por Maria.Inanna era descrita vestida com uma túnica de estrelas e um cinto formado pelo zodíaco. Existem inúmeros mitos sobre as Plêiades, chamadas também de Sete Irmãs, “A galinha e seus pintinhos” ou “As choronas”, sua aparição sendo prenúncio da estação de chuvas, um marco importante para navegação e início do Ano Novo em vários lugares.. Elas formam um pequeno grupo na constelação de Touro, seis sendo visíveis a olho nu. Em contraste com seus efeitos míticos benéficos, na astrologia lhes é atribuída uma influência nefasta, presságio de cegueira para aqueles que nasceram debaixo da sua influência (grau 29 de Touro). Mitos celtas e maias atribuem a construção dos sítios megalíticos, círculos de menires e pirâmides a um enigmático Povo das Estrelas e aos viajantes vindo das Plêiades.
A Mãe das Estrelas é uma divindade cuja antiguidade e complexidade foge à nossa compreensão racional. Ela abarca toda a vastidão e diversidade do universo, regendo o tempo e a ausência dele. Ao mesmo tempo é gentil e terrível, simbolizando criação e destruição, o milagre do nascimento de uma estrela e a explosão violenta de uma super nova. Tanto é a luz difusa e longínqua das nebulosas, quanto o calor do Sol, o brilho da Estrela Polar ou o mistério dos buracos negros. Para conseguir alcançar o seu misterioso e profundo poder, precisamos nos distanciar dos arquétipos e diversos nomes a Ela atribuídos ao longo dos tempos. Podemos apenas imaginá-la como uma figura nebulosa formada pelas galáxias, cujos cabelos ondulam no movimento dos cometas e os seus passos são marcados pela poeira estelar. Seus olhos brilham como estrelas super novas, seu sorriso esquenta como os raios do Sol e Ela protege os viajantes da Terra, do mar e do espaço com suas asas radiantes. Seu elemento é a escuridão que abrange e conforta, mas também é a luz que brilha e guia. Seu halo cintila com cores estelares, do ultravioleta ao infravermelho, passando pelo azul, amarelo, vermelho ou simplesmente branco. Pode ser vista como uma Deusa Tríplice personificando a passagem do tempo ou apenas Mãe, pois Ela é a Fonte de tudo, o começo e o fim. Para ouvir Sua voz no nosso coração e sentir o Seu abrangente abraço, precisamos apenas olhar para o céu estrelado e refletir sobre o movimento eterno e infinito dos planetas, estrelas, constelações e galáxias, círculos dentro de círculos, mundos dentro de mundos. Sentir a nossa pequenez de simples átomos do Seu corpo, mas também a nossa grandeza espiritual por sermos Suas filhas. Iremos encontrá-la se mergulharmos dentro de nós, na nossa alma, percebendo-a como nosso Sol e doadora de vida, a nossa estrela Guia. E, se quisermos refletir suas bênçãos, devemos irradiar nossa própria luz, como pequenas centelhas da sua gloriosa e radiante chama. Pois ela é a Mãe de todos nós, o Alfa e Ômega do Todo, a Senhora Estelar primordial.


http://sitioremanso.multiply.com/journal/item/59

O PRINCIPIO FEMININO

A PRIMEIRA MULHER


No começo era a Grande Deusa e a Grande Deusa era a Terra e a Terra era a Grande Deusa. Lilith – (ESCRITO NUM) relevo sumério.

As origens do culto à Grande Deusa jazem obscurecidas na indistinta penumbra dos tempos pré-históricos. A Deusa imperou durante centenas de milhares de anos. Com o passar dos tempos, a Deusa-mãe foi sobrepujada e superada pelo mais patriarcal dos arquétipos – Javé (Yaweeh), Deus-Pai, Alá. Este arquétipo patriarcal aperfeiçoou-se nos mundos judaico, cristão e muçulmano. Alguns aspectos da Deusa-mãe foram permitidos, porém de forma controlada, na imagem de Maria, mãe de Deus. São algumas Madonas Negras, de antigos santuários, que ainda nos dão testemunho da Deusa-mãe.

A figura de Lilith representa um aspecto da Grande Deusa. Na antiga Babilônia, ela era venerada sob os nomes de Lilitu, Ishtar e Lamaschtu. A mitologia judaica coloca-a em domínios mais obscuros, como um demónio (feminino) do mal, a adequada companheira de Satã, que tenta os homens e assassina as criancinhas.

A Lilith astronômica.
A Lua descreve uma trajetória elíptica ao redor da Terra. Uma elipse possui dois pontos focais e aquele que fica vazio foi denominado Lua Escura, Lua Negra ou Lilith. Isto se constitui numa definição um tanto simplificada, pois, na realidade, a Lua e a Terra movem-se ambas ao redor de seu centro comum de gravidade, e a trajetória da Lua não é uma elipse exata, mas um tanto oscilante. Assim é necessário estabelecer a diferença entre a órbita média da Lua, que é uma elipse levemente alongada, e a órbita real, que oscila ao redor da órbita média devido a diversas interferências. Assim como há um Nodo Lunar “médio” e outro “real”, e como há uma elipse “média” e outra “real”, também há uma Lilith “média” e outra “real”. Escrevo real entre aspas salientando que o Nodo da Lua só é “real” umas duas vezes ao mês, quando a Lula se encontra realmente sobre ele, já que no resto do tempo, ele é tão “irreal” quanto o Nodo Médio. A propósito, quando se trabalha com um ponto tão próximo à Terra, devemos considerar o efeito paralaxe, isto é, devemos ponderar que um determinado ponto da Terra é visto a partir de um certo ângulo de um ponto no céu. A Astrologia observa os planetas sob o ponto-de-vista geocêntrico, ou seja a partir da Terra, e não de maneira topocêntrica, a partir do ponto de vista de um observador.

(...)
A interpretação de Lilith

A Lua Negra descreve nosso relacionamento com o Absoluto, com o sacrifício como tal, e mostra-nos como abrimos mão de certas coisas. Em trânsito, a Lua Negra indica-nos alguma forma de castração ou frustração, frequentemente nos assuntos relacionados ao desejo; uma incapacidade da psique; ou uma inibição em geral. Por outro lado também indica nossas áreas de auto-questionamento, a nossa vida, nossos trabalhos, nossas crenças. Acho que é isto é importante, pois nos dá a oportunidade de abrir mão de algo. A Lua Negra mostra onde podemos deixar que a Totalidade fale dentro de nós, sem atravessar um “eu” pelo caminho, sem erigir um muro formado pelo nosso ego. Ao mesmo tempo, ela não nos indica a passividade. Ao contrário, simboliza a firme vontade de mantermo-nos abertos e confiantes, de deixar que o Mundo Transcendental infiltre-se em nós, confiando inteiramente nas grandes leis do Universo, naquilo que chamamos Deus. A fim de nos preparar para essa abertura, a Lua Negra cria um vazio necessário.”

"Joëlle de Gravelaine in “Lilith und das Loslassen”


sábado, 1 de maio de 2010

ENTREGAR A VIDA E A ALMA À DEUSA


Senhora que paira para Além do Tempo
Que através dos votos que fiz ante o Teu Altar
Que através dos votos que fiz sob teu misterioso olhar
Que através dos votos que fiz ante tuas mãos generosas
Que através dos votos que fiz ante o Teu coração
Que é a força que movimenta e une todas as coisas criadas
Que para além do Tempo,
Que para Além da Vida,
Que minha alma e meu corpo
A Ti estejam consagrados
Com Teu Sagrado Sinal
Com a força misteriosa que move a minha alma em chamas
Com o Desejo que nutre meus sonhos e ações
Com a Mulher de Poder que Arde em minha Alma
A Ti o Mãe Negra do Tempo
Deusa que existia antes de qualquer acontecimento
O Mãe, O Mulher
Pelo Teu próprio sofrimento ao dar a Luz ao mundo
O Mulher Sagrada...
Mulher e mais que mulher...
Irmã e mais que irmã
Mãe e mais do que mãe...
A Ti, o Deusa das Origens
Senhora das almas
Eu consagro minha vida
Diante do Fogo Invisível que arde em Teu altar
Que é o meu coração...
Para sempre serei tua...
Enquanto a Vida criar Vida, E enquanto o Tempo
De era a era se tornar Eternidade...
Sou Tua, o Mãe...

*


O DIA DA MÃE-DEUSA É TODOS OS DIAS...


Hoje é o dia das mães época que em eras remotas era dedicada ao culto da Mãe Deusa seu consorte.Que hoje seja um dia em que possamos nos unir com nossas antepassadas , as Mães do mundo e colher o fruto do passado que foi semeado em nossos corações.Hoje milhões e milhões de filhos e filhas iram gastar seu dinheiro em compras absurdas e fúteis sem estarem nem ao menos homenageando a mulher que os pariu e muito menos a Grande Deusa.Hoje é um dia em que deverias parar com esse consumismo tolo e infantil e tentar através de ações ecológicas e ritos em honra a Deusa nos religar a Alma do Mundo, e a força da Terra e do Céu....

Hoje seria um dia , que de todo o coração deveríamos nos comprometer em honrar a Grande Deusa mãe que é todas as mulheres e homens do planeta, Aquela que personifica toda a biodiversidade, Ela que é Grande Mãe Misteriosa de todas as coisas que está por detrás de todos os ritos criados...

"O Coração Imortal, a Misteriosa Mãe Fértil, Criadora do Céu, da Terra, de Tudo que existia, visível e invisível"

Quem sabe em tempos futuros, estaremos todas nos de mãos dadas ao redor da fogueira invocando a Mãe-Deusa de Todos os Tempos, quem sabe quando esta época chegar, com lágrimas de felicidade nos olhos, iremos em fim nos reconectar com a Grande Mãe que existe em nossos corações e a paz no mundo voltará e a guerra perecerá...Minha alma aguarda tal tempo.

NOTA:

Como é de costume sempre faço confusão referente as datas já que sou uma mulher fora do tempo...rs
Finjam que postei no dia 9 de maio e ai ninguem fala nada...