"E aqueles que pensam em Me procurar, saibam que a vossa busca e vosso anseio devem beneficiar-vos apenas se vós souberdes o Mistério; se o que vós procurardes, vós não achardes dentro de vós mesmos, então nunca encontrarão fora. Pois eu tenho estado convosco desde o Início e Eu Sou Aquela que é alcançada ao final do desejo"


segunda-feira, 7 de junho de 2010

A SINCRONICIDADE DA VIDA


Atenção, Intenção, Intuição e Sincronicidade

Muitos de nós já devem ter percebido que, em certos momentos de nossas vidas, algum acontecimento ocorreu no local certo, no momento certo. Pode ter sido o encontro para o início de um grande relacionamento, a pessoa que o indicou para seu atual trabalho ou o livro que você ganhou de presente que o fez refletir sobre sua vida. Se refletirmos com um pouco mais de profundidade, nos conscientizaremos que absolutamente tudo que aconteceu em nossa vida e todas as escolhas que fizemos no passado são responsáveis pela nossa atual situação.

De acordo com psicanalista e psiquiatra Carl Gustav Jung, criador do termo sincronicidade, este acontecimento está presente em toda nossa vida, porém é preciso ter consciência sobre ela para que se manifeste a nosso favor, e assim, possamos fazer a melhor escolha.

Somos capazes de perceber a sincronicidade quando colocamos a nossa atenção em tudo o que fazemos. Através desta atenção, expandimos nossa percepção e entramos num estado de tranqüilidade, de paz interior e de receptividade.

Manter um pensamento positivo e estar bem consigo mesmo são essenciais para perceber sincronicidades favoráveis ao nosso desenvolvimento.

A atenção é importante porque é através dela que podemos perceber como a sincronicidade está atuando em nós. É ela a responsável pela conexão com a Vida.

Já a intuição é nossa capacidade de perceber e sentir o que é certo para nós. É a voz do coração. É a sensação de que tal caminho é melhor que o outro em determinada situação.

Há diferentes níveis e qualidades de sincronicidades.

Há sincronicidades das mais banais até aquelas que podem mudar completamente sua vida.

Percebo que elas ocorrem a partir do estado interno e da intenção da pessoa. Quando temos uma intenção com relação à determinado assunto, é natural que nós também aumentemos nossa atenção para tal. Por exemplo, quando você tem a intenção de comprar determinado carro, pode ser que você comece a perceber carros idênticos ou semelhantes ao que você quer comprar à sua volta. Na verdade, eles já estavam lá. Apenas a sua atenção foi influenciada pela sua intenção de comprar o carro.

Já o estado interno determina a qualidade das sincronicidades. Se você está desesperado ou agitado, sua atenção se volta para situações semelhantes e você tende a perceber sincronicidades com esta mesma qualidade.

Por isso, é importante primeiro voltar a atenção para si e perceber qual o estado interno que está presente em seu interior. E quando conseguir alcançar este estado de presença e serenidade, experimente olhar ao seu redor e perceber as situações que estão acontecendo. Deste estado você saberá o que fazer. Isso em si, já é um processo de auto-conhecimento.

A atenção ajuda a desenvolver a intuição e com a prática deste estado interno você será capaz de perceber cada vez mais sincronicidades que poderão levá-lo adiante em sua vida.

Um ótimo exemplo de sincronicidade é o próprio fato de você estar lendo este artigo agora. Pode ser que você não tenha tido consciência até agora de como chegou até aqui, mas com certeza a sua atenção, a sua energia da intenção de se desenvolver e a sua própria intuição fizeram com que neste momento você se encontre aqui.

Espero que você possa, a partir de hoje, prestar mais atenção em sua vida e nas coisas que acontecem ao seu redor, mantendo firme a intenção no seu crescimento e desenvolvimento pessoal como um todo.

Autor: Saulo Nagamori Fong

Instituto União

http://www.institutouniao.com.br

ENCONTRADO EM http://mirhyamcanto.blogspot.com/

domingo, 6 de junho de 2010

PROTESTO CONTRA A DESTRUIÇÃO DE 70% DAS CAVERNAS BRASILEIRAS


PARTICIPEM!!!

É SÓ COPIAR O LINK E/OU IMAGEM E COLOCAR EM SEU SITE OU BLOG!

ELES QUEREM DESTRUIR A TERRA MÃE!


As entranhas da DEUSA Mãe Terra...

O Brasil... "(...)é o o quarto maior país em quantidade, qualidade e extensão de cavernas" "Têm cavernas em quase todos os Estados brasileiros, apresentando uma grande diversidade de litologias. Além das típicas rochas carboníferas, entre as 2.700 cavernas cadastradas atualmente, há grande ocorrência em granito, gnaisse, xisto e arenito(...)" (...) Decreto autoriza destruição de cavernas


"O governo federal autorizou a destruição de cavernas no país. Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado ontem no “Diário Oficial da União” permite, a partir de agora, que milhares de grutas sofram “impactos negativos irreversíveis”.
São cerca de 7.300 grutas identificadas no país. Antes, todas eram protegidas por lei. Com as mudanças na legislação, cavernas naturais passam a ser classificadas por quatro critérios de relevância: máximo, alto, médio e baixo. Apenas as formações de “máxima relevância” deverão ser preservadas. As demais poderão ser eliminadas desde que haja autorização por parte de órgãos ambientais. Pelos novos critérios, grutas com “alta relevância” poderão ser destruídas desde que o empreendedor se comprometa a preservar duas similares. Para impactar formações com “média relevância”, o empreendedor deverá adotar medidas e financiar ações que contribuam para a conservação e o uso adequado do “patrimônio espeleológico brasileiro”. Já cavernas com “baixo grau de relevância” poderão ser impactadas sem contrapartidas. Criticada por ambientalistas, que prevêem a possibilidade de destruição de até 70% das formações brasileiras, a nova norma é resultado de quase dois anos de pressão de empresas, principalmente mineradoras e hidrelétricas –que vêem nas grutas um “empecilho” à expansão de empreendimentos. Para o secretário-executivo da SBE (Sociedade Brasileira de Espeleologia), Marcelo Rasteiro, a nova lei é “absurda, horrível, lamentável”. Tempo recorde A minuta, enviada há menos de um mês para a Casa Civil, gerou mobilização entre especialistas do setor. Em 15 dias, mais de 2.500 pessoas colocaram o nome em um abaixo-assinado e 164 entidades aderiram a um manifesto feito pela SBE para tentar barrar o projeto. A Federação Espeleológica da América Latina e Caribe e associações de Colômbia, Argentina, Paraguai, México e Itália se pronunciaram contra o novo decreto no Brasil. O [ministro] Carlos Minc estava sabendo. Foi enviada também uma carta à Casa Civil e aos ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia pedindo que fosse aberto um canal de comunicação. O governo(NOTA MINHA: PATRIARCAL) não está ligando para o que pensa a sociedade, afirma Rasteiro. O preTudo isso foi ignorado.sidente do Instituto Chico Mendes, Rômulo Mello, afirma que houve discussões suficientes, mas que as entidades têm o direito de não concordarem com a versão final da proposta, já que nem todas as idéias discutidas poderiam ser contempladas no decreto. Segundo ele, o decreto representa avanço porque, da forma como era antes, a lei “em tese, protegia tudo e, na prática, não protegia nada”. “Vamos ter algumas dificuldades para definir critérios, mas agora haverá mecanismos sobre compensações e ações de proteção das unidades”, diz. O ministério terá 60 dias para elaborar a metodologia para a classificação do grau de relevância das cavernas. Os estudos para definição da relevância serão pagos pelo empreendedor. “Há anos que se discute como fazer a classificação de uma caverna e jamais se chegou a uma conclusão. O ministério vai ter 60 dias para fazer isso. É impossível. Nem os melhores técnicos serão capazes de fazer algo decente”, diz Rasteiro. Segundo ele, pontos importantes listados pelo Cecav (Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas) foram retirados do projeto final, como o que previa uma avaliação da importância do empreendimento. “A nova lei parte do princípio de que qualquer obra é mais relevante que qualquer caverna. Não há preocupação com o ambiente.”


O PATRIARCADO BRASILEIRO

Eles querem como sempre e sempre fazer mais dinheiro em detrimento da Natureza, que tal qual a maioria das mulheres, está sempre subjugada pela forma masculina e belica do estado e do governo machista e patriarcal.
Em detrimento da Terra Mãe
70% das cavernas serão destruídas apenas para o Patriarcado e a Matriz do Controle e todas as malditas Mineradoras e Hidrelétricas fazerem mais dinheiro!!!

Descobri isso hoje e foi para mim uma incrível sincronicidade ( já que sei que não existem coincidências nem o acaso) apareceu num site que descobri hoje chamado Êxtase da Deusa justamente após a publicação de uma postagem sobre a ligação com a Deusa Terra.

CONVOCO TODOS OS FILHOS DA GRANDE DEUSA MÃE PARA SE JUNTAR A MIM NUM PROTESTO (REAL E CIBERNÉTICO)
DEPOIS DE TANTAS VIOLAÇÕES E BLASFEMIAS FEITAS À DEUSA E À MULHER AINDA TEMOS MAIS ESSA:

MANIFESTEM-SE!! PROTESTO DOS CAPACETES: NÃO AO DECRETO 6640!! DIA: 22/12 - ÀS 18:O0 HS LOCAL: AVENIDA PAULISTA, São Paulo Concentração no ESPAÇO PÚBLICO DO MASP, Seguida de caminhada para a FIESP e IBAMA. Com os capacetes acesos! ESPELEÓLOGOS E SIMPATIZANTES DA CAUSA: A força vem do grupo, mas a responsabilidade é de cada um de nós!


SENTIR A DEUSA MÃE



ABRINDO-SE PARA PACHAMAMA

Se você conseguir um lugar ao ar livre, tanto melhor, mas procure um lugar onde se sinta segura e longe de olhares de muitos curiosos. Se não achar tal lugar, pode ser dentro de sua casa mesmo. Sente-se ou ponha-se de pé sobre a Terra (Pachamama), com a coluna ereta. Respire fundo e sinta o cheiro da Pachamama. Tente alcançar o perfume da flor mais próxima de você. Você já deve ter sentido o cheiro do aroma do oceano, assim como o perfume da terra molhada, não é gostoso? Pois sentir o aroma das flores e suas folhas é bem mais fácil! Agora você deverá inspirar profundamente e enquanto solta o ar, abra os braços e entregue-se para Pachamama. Deixe-a envolver com seus perfumes e suas sensações. Sinta seu amor e proteção envolvê-la. Pachamama é a Mãe de todos que se aproximam e habitam nela. Deixe que seus meios de cura a confortem, deixe ela tecer as falhas apresentadas pelo seu ser. Você poderá vê-la sentada ao seu lado em sua frente ou segurando seus braços. Tente ser o mais receptiva possível, de modo que ela perceba que deseja imensamente abraçá-la. Peça-lhe um pouco de colo, carinho e amor. Oferte a ela com prazer tudo que ela lhe pedir (poderá lhe pedir algo para beber, comer ou fumar), com gratidão. Respire então profundamente e solte o ar bem devagar. Em seguida abra os olhos bem devagar.

Seja bem-vinda!


Rosane Volpatto

A TERRA MÃE

Eu canto uma canção de amor
A partir das pedras do meu corpo
Dos picos mais altos das minhas montanhas
Das areias quentes dos meus desertos
Eu a acaricio com folhas verdes
Plantas verdes
Eu a banho em vegetais
Alimento-a em seus seios
A Terra
Eu a acalmo com águas cintilantes
Refresco-a com meus oceanos
Minha canção de amor para você
É o meu corpo
A Terra
Para alimentá-la
Vesti-la
Acolhê-la
Aprenda a minha canção
E ela vai curar você Cante a minha canção e ela a fará inteira
Dance comigo e você será sagrada.

"BENDITO ÉS O FRUTO DO MEU VENTRE"



A MULHER, O HOMEM, A VIDA, A MORTE, A TERRA E O CÉU...

Eu sou a Mãe

Eu sou a Mãe de todos os seres vivos, a culminação da criação
Eu gero e nutro a vida em mim e tudo o que gerei e pari é bom, muito bom.
Eu me recuso carregar a vergonha do homem no meu corpo,
Eu me recuso perpetuar a fraqueza da mulher na minha vida.
Honre tudo o que foi diminuído, receba tudo o que lhe foi negado, Pois no início de tudo existia somente a Mãe.
No primeiro dia criei a luz e a escuridão e elas dançaram juntas,
No segundo dia criei a Terra e a água e elas se tocaram entre si,
No terceiro dia criei as plantas e elas enraizaram e suspiraram,
No quarto dia criei as criaturas da terra, do mar e do ar e elas caminharam, nadaram e voaram,
No quinto dia minha criação aprendeu o equilíbrio e a colaboração,
No sexto dia celebrei a fertilidade de todos os seres,
No sétimo dia deixei espaço para o desconhecido,
No início de tudo existia somente a Mãe, a mãe criadora e nutridora de todos nós.
Honre tudo o que foi diminuído, receba tudo o que lhe foi negado
E afirme: Eu sou mulher, eu sou boa, eu sou feliz!

Patricia Lynn Reilly - A God who looks like me

“ACHO que não vale a pena a mulher libertar-se para imitar os padrões patristas que nos têm regido até hoje. Ou valerá a pena, no aspecto da realização pessoal, mas não é isso que vem modificar o mundo, que vem dar um novo rumo às sociedades, que vem revitalizar a vida.

A mulher deve seguir as suas próprias tendências culturais, que estão intimamente ligadas ao paradigma da Grande Mãe, que é a grande reserva, a eterna reserva da Natureza, precisamente para os impor ao mundo ou pelo menos para os introduzir no ritmo das sociedades como uma saída indispensável para os graves problemas que temos e que foram criados pelas racionalidades masculinas.

É no paradigma da Grande Mãe que vejo a fonte cultural da mulher; por isso lhe chamo matrismo e não feminismo.
É aquilo a que eu chamo o cansaço do poder masculino que desemboca no impasse temível do tal equilíbrio nuclear que criou uma situação propícia a que os valores femininos possam emergir, transportando a sua mensagem.”

NATÁLIA CORREIA, in Diário de Notícias, 11-09-1983!!!(e nos quase não avançamos nada!)
(excerto de entrevista concedida a Antónia de Sousa)

NOSSA HERANÇA CULTURAL...


AS RAÍZES MALDITAS
"A HERANÇA DOS BÁRBAROS... OU A NOSSA CIVILIZAÇÃO AINDA!" “Por todo o mundo antigo, as populações viam-se agora atiradas umas contra as outras, assim como os homens se viam atirados contra as mulheres e contra outros homens. Errando ao deus dará por este mundo em desintegração, multidões de refugiados fugiam de suas terras natais, procurando desesperadamente um refúgio, um lugar seguro onde se acoitar. Mas no seu novo mundo não restava um lugar assim. Pois este era agora um mundo no qual, tendo privado violentamente de todo o poder da Deusa e a metade feminina, reinavam deuses e homens guerreiros. Era um mundo no qual a Espada, e não o Cálice, seria doravante supremo, um mundo no qual a paz e a harmonia se descobririam apenas nos mitos e lendas de um passado há muito perdido." (...) "A redução violenta das mulheres, bem como dos seus filhos do sexo feminino como do masculino, ao estatuto de meras possessões dos homens encontram-se documentadas igualmente na prática dos kurgans ." (- invasores bárbaros vindos das Estepes que destruiram o mundo antigo, antes da nossa era "cristã" - nota pessoal) ( note-se que ainda hoje os indianos praticam essa regra, mas abortando sistemàticamente só as meninas em toda a India...)

O CÁLICE E A ESPADA - RIANE EISLER

Isis sem Véu.

Queria tanto ó minha mãe que neste mundo houvesse
Um lugar de peregrinação e culto
Que não tivesse sido profanado pelos homens...
Onde pudesse pedir ajuda e rezar
A Grande Mãe da antiguidade,

Ela a Grande Deusa venerada pelos nossos ancestrais,
Perseguida pelos cristãos, misóginos judeus, pelos fariseus e ascetas,
Escondida em grutas e cavernas à espera do novo mundo,
Oculta da sua glória, denegrida pelos padres ao longo de séculos.

Ela, aquela que é tão bela...
Cibele, Istar, Inana, Atargatis, Labbatu, Kali, Anaht,
A Wicca e a eterna sacerdotisa,
A Senhora de todos os nomes, de todos os tempos
A essência da Mulher separada em duas
Na virgem e na prostituta,
Maria a mãe dos homens e a amante proscrita
Maria de Magdala, Sacerdotisa da Deusa...

Mas virá o tempo e Ela será uma só,
A Deusa Primeira, indivisível: Isis sem Véu.

(Rosa Leonor in "Antes do Verbo era o Utero")



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A SERPENTE QUE HABITA A MULHER



DEUSA ANDROGINA

A acentuação urobórica masculino-feminina da Górgona não resulta somente da impressão causada pelas presas ferozes, mas também da língua estendida para fora, a qual, em contraste com os lábios femininos, sempre tem um caráter fálico. Na Nova Zelândia, a exibição da língua estendida é sinal de poder e de energia dinâmica. Onde quer que surja o aspecto terrível do Feminino, ele também será a mulher-serpente, a mulher com o falo, a unidade conceber-gerar da vida e da morte. Eis a razão pela quel as Górgonas são dotadas de todos os atributos masculinos: a serpente, as presas do javali, o dente, a língua exposta e, às vezes, até barba.


GÓRGONAS COMO ARQUÉTIPOS

As Górgonas são tidas históricamente como arquétipos da "Mãe Repugnante", ou "Mãe Terrível". Entretanto elas simbolizam bem mais do que só isso, representam: a sabedoria feminina soberana; os mistérios femininos; todas as forças da Grande Deusa primordial; os ciclos do tempo presente e futuro; os ciclos da natureza como vida, morte e renascimento. Elas são criatividade e destruição universais em transformação eterna. Elas são guardiãs dos umbrais e mediatrizes entre os reinos do Céu, da Terra e do Mundo Inferior. Elas fazem a conexão do Céu com a Terra; destróem para construir, alcançando assim o equilíbrio. Elas purificam e curam. Elas são a última verdade da realidade e da integridade. São as Górgonas com sua terrível aparência, que nos alertam contra a imersão prematura nas sombrias profundezas do nosso mundo inferior psíquico, o nosso domínio inconsciente. Se penetrarmos nesse reino sem a preparação adequada, podemos ficar petrificados, ter a vontade paralizada e perder a capacidade de compreender as forças e os tenebrosos poderes do nosso inconsciente. Seríamos reduzidos a uma completa inatividade da alma. As Gógonas surgem das profundezas das cavernas do mundo subterrâneo para nos desafiar com um grande enigma. As Desafiantes deste Lado Obscuro fazem parte da Grande Deusa e estão vinculadas a Deusa Anciã, que juntamente com a Deusa Virgem e a Deusa Mãe, participam do arquétipo da Deusa Tríplice. A Deusa Anciã e as Górgonas expressam energias iniciáticas, curadoras e libertadoras da sabedoria feminina. Nos relatos mitológicos elas tornam-se demoníacas em virtude das religiões patriarcais que purgaram da consciência da mulher qualquer tipo de poder mágico e transformador. A decapitação mitológica da Medusa simboliza o silêncio da sabedoria e da expressão feminina. É um ato que freia seu crecimento, limita seu potencial, movimento e contribuições culturais. A sabedoria feminina é um dos aspectos mais reprimido nas mulheres, produto de uma larga prédica contra o xamanismo das sacerdotisas, bruxas, curadoras e profetizas. Nós mulheres ainda guardamos na memória a perseguição e queima das bruxas européias e ainda hoje, qualquer coisa que esteja associada ao poder das bruxas é percebido com muito temor e como algo perigoso e obscuro pelo homem. Entretanto, as energias da Deusa Anciã nos dota de força, sabedoria e dignidade. As anciãs sábias das culturas matriarcais aborígenes não foram mulheres submissas porque haviam encontrado o seu verdadeiro "Eu" através das iniciações, ritos de passagem e consciência madura. As histórias míticas das Górgonas propocionam um ponto de partida para se detectar as qualidades e energias internas em cada mulher. Qualidades das bruxas, xamãs, profetizas e sacerdotisas que se desenvolveram em distintas culturas, oferecem hoje, as demais mulheres e até para homens que se interessem sobre o assunto, experiências de conhecimento e transformação. Tal qual nossas ancestrais, nós, mulheres de novos tempos, necessitamos estar conscientemente vinculadas com a energia de nosso lado obscuro para descobrirmos o seu tesouro oculto, com o qual poderemos transformar tanto nossa vida pessoal como comunitária.


O QUE ESTÁ NO CORAÇÃO DE MULHERES E DEUSAS...


O MISTÉRIO É A REVELAÇÃO DO FEMININO SAGRADO

O CÁLICE E A ESPADA...

"Uma pessoa que se diz pagã e não possuí aguda, clara e intensa consciência ecológica é alguém diletante, alguém que apenas repete formas prontas, sem entender a essência. Pois como estar em um movimento que busca ser uno com a vida sem ter essa consciência ecológica plenamente desenvolvida?
"

- Um pessoa que se diz pagã, conforme este parágrafo do Nuvem que Passa, sem ter essa clara e intensa consciência ecológica fica sem entender a ESSÊNCIA do ser e, diz ele, é como que impossível ser uno com a vida e por isso não pode estar em sintonia com a Terra nem vendo a terra como mãe...

É aqui que começa a grande saga de uma história antiga e esquecido dos homens e que é a grande lacuna existente nas nossas tradições, a omissão do processo de integração do feminino ferido, do resgate do feminino condenado ao descrédito, do feminino ausente na mulher e no homem, e que lesa sobretudo as mulheres na sua essência porque elas estão cindidas no seu interior e sendo assim, são as mulheres que não podendo representar o seu papel de amantes e de mães na plenitude das suas energias e na posse da consciência do feminino sagrado, este, por assim dizer desactivado das sociedades patriarcais e mesmo dos caminhos esotéricos - estes seguem sempre a via do Pai, do Homem - E RARAMENTE DÃO A PALAVRA Á MULHER.

Raramente se tem em consideração esta realidade escamoteada da mulher amputada de si mesma e por isso, mesmo os melhores dos xamãs e buscadores do caminho, grandes guias ou mestres, esquecem e omitem esta grande ausência da verdadeira mulher e não enxergam como todo ou grande parte do problema da falta de consciência ecológica advém da falta DO FEMININO e por isso não há consumação dos processos iniciáticos porque falta a mulher autêntica, a mulher inteira que representa um dos Pólos da humanidade.

Foi a Mulher quem primeiro perdeu o elo consigo própria e a sua natureza primeva. Desta maneira, as mulheres (nem os homens) "Não conseguem sentir a Vida pulsando em tudo à nossa volta, perderam o elo com a Mãe Terra, ser vivo e dinâmico, com o qual podemos criar uma relação que nos permite um grau de completude, de plenitude existencial e energética inominável. Porque em vez da Mulher do início dos tempos, Iniciada por natureza, temos uma mulher cuja Natureza foi anulada no seu poder intrínseco pela intensa e terrível devastação secular do sacerdotes guerreiros, vindo das estepes, que arrasaram lugares de paz e harmonia, templos e costumes pacíficos, em que o feminino sagrado foi completamente abolido da terra pelos invasores bárbaros nas suas incursões ao mundo civilizado de então, muito antes da invasão ocidental aos povos nativos das Américas, segundo Riane Aisler no seu livro o Cálice e A Espada.
Deste modo, continuando a mulher a viver nos nossos dias sem a dimensão do sagrado, completamente perdida de si mesma e sem ser sequer respeitada como CORPO, ALMA E ESPÍRITO, porque não sendo consciente do SEU SER COMO UM TODO, nem consciente de si mesma e do seu poder interior - que lhe foi roubado pelos padres do deserto - não pode ser uma sacerdotisa digna representante da Deusa Mãe, como uma Mulher realizada na sua essência de origem, e assim consequentemente não pode haver uma consciência ecológica da Terra nem da Natureza como Mãe e Deusa porque a Mulher não cumpre o seu papel e é isto que dentro da espiritualidade em geral os mais "espirituais" esquecem...ou não equacionam sequer!

Como vários autores tem salientado os homens tratam a Natureza como tratam a Mulher...com negligência, desfrute ou desprezo, de forma arrogante e prepotente. Tratam com arrogância não só a mulher como a terra e a Mãe e todos os animais...

Portanto, nós não queremos um Jeová de saias... queremos uma Deusa Mulher e uma Mulher Deusa, porque sem a Mulher integrada, unida nas duas partes de si que foram separadas pela religião judaico-cristã, consciente das várias faces da Deusa, não há Ser Uno. Sem a Mulher como par integral, iniciadora do homem e a mediadora das forças cósmica ou telúricas, não há Homem superior pois sem o Sagrado Feminino não há casamento alquímico, não há caminho nem chegada...se o papel da Mulher não for cumprido e enquanto a mulher se mantiver sujeita e fragmentada em si não há ligação entre o céu e a terra, nem mulheres nem homens serão unos, nem haverá Paz na Terra.

A partir daqui acho do maior interesse ler o texto que se segue embora omitindo este importantíssimo aspecto que cabe à mulher reivindicar, é claro e transparente na sua posição e veracidade:
»»»

" (...) A sintonia com a Vida e com a Terra, vista como Mãe, é algo que nós neo-pagãos bem entendemos. Este é o valor mais ausente desta cultura utilitarista e consumista que se instalou no mundo:
Não conseguem sentir a Vida pulsando em tudo à nossa volta, perderam o elo com a Mãe Terra, ser vivo e dinâmico, com o qual podemos criar uma relação que nos permite um grau de completude, de plenitude existencial e energética inominável.

Um dos riscos que vejo na Wicca hoje é uma adoção de um culto formal à Deusa, fazendo aquilo que tantos chamam de criar um "jeová" de saias. Sem a consciência ecológica não há ligação com a Deusa. Sem a mudança dos paradigmas fundamentais nos quais fomos criados, que não são ecológicos, não levam a uma relação direta com a divindade sem intermediários e sentindo faces da divindade em cada aspecto da existência. Sem esses pontos-base não há paganismo. Sem perceber a Deusa na natureza e na vida como um todo não há paganismo efetivo. É minha opinião que os cultos a uma "personalização" da Deusa pouca relação tem com "sentir" e "celebrar" a Deusa, que sempre foi sentir e celebrar a própria vida em seus ciclos. Uma pessoa que se diz pagã e não possuí aguda, clara e intensa consciência ecológica é alguém diletante, alguém que apenas repete formas prontas, sem entender a essência. Pois como estar em um movimento que busca ser uno com a vida sem ter essa consciência ecológica plenamente desenvolvida? Este me parece o primeiro ponto.

Segundo ponto a debater é a questão de sentir a Deusa.
A percepção da Deusa sem faces, da Deusa enquanto origem e fonte sempre foi um conhecimento iniciático. Pelo que pesquisei nenhum culto "popular" tinha essa concepção. Sempre neste nível mais "exotérico" o culto era a uma das faces da divindade, da Deusa. O conceito da Fonte sem Fonte, da Deusa sem face sempre esteve associado aos trabalhos já dentro dos chamados mistérios. Estes dois níveis da religiosidade antiga nunca podem ser esquecidas quando falamos sobre os cultos ancestrais, os cultos abertos ao público e portanto os únicos que deixaram registros possíveis de serem estudados pelos historiadores tinham um outro aspecto, secreto, oculto, transmitido apenas de boca para ouvido e que sobrevive até os dias de hoje dentro destas mesmas premissas, pois me parece uma das grandes ilusões contemporâneas crer que o secreto e o sagrado estão revelados. Aliás podem até estar, já que etimologicamente revelar é velar de novo. RE-velar. Mas nunca o sagrado, o segredo, os mistérios serão revelados neste sentido que dão ao termo, pois não é o mistério que pode ser aberto à compreensão limitada de quem apenas foi condicionado pela sociedade, mas somos nós que temos que nos desenvolver, sutilizar e ampliar nossa percepção para mergulhar na vastidão onde reside o secreto e o sagrado. Como a cor só se revela a alguém quando este alguém abre os olhos, não há como falar sobre cores a quem insiste em manter os olhos fechados.


O esoterismo contemporâneo, ou, melhor dizendo, o que se convencionou chamar de esoterismo hoje, é um conjunto de idéias que remete ao transcendente, mas ir ao transcendente é algo para ser feito com plenitude, jamais apenas como conceito intelectual. Da mesma forma, o paganismo é algo que hoje precisa ser recuperado. Não está em nós, criados como civilizados, de forma "natural". Por isso gosto do termo “neopagão”, fica claro que somos pessoas com toda uma influência cultural urbana, que pouco a pouco lutam para recuperar uma abordagem mais plena e realista da vida, que inclui o perceber da Vida em sua plenitude e da natureza como ser vivo e do qual fazemos parte. Por isso, lendo esta carta do chefe Seattle a gente volta a notar como são distintos e distantes os paradigmas da cultura que fomos criados e destes povos nativos." (...)
Nuvem que Passa
in http://pistasdocaminho.blogspot.com/

Encontrado por Rosa Leonor

ATENTEM:

Rosa Leonor é uma grande sacerdotisa que mora em portugal e vive agora a fase da Velha Sábia.
Gaia Lil é um a jovem iniciante, sacerdotisa brasileira.



quinta-feira, 3 de junho de 2010

A FORÇA QUE SUSTENTA E DÁ VIDA


Eu tomo os opostos e os conflitos tudo o que é contraditório Eu pego o diferente e o variado Eu pego o simples e o solitário e misturo e fundo derreto e ligo Eu tomo o que está separado e crio união Eu junto o que precisa ser unido assim a totalidade é alcançada

Gildéptis é uma das faces da Grande Mãe, e representa a força criadora que une os opostos, feminino e masculino e comanda a natureza, os ciclos de vida, Aquela que sustenta e nutre com seu poder restaurador. É a Mãe Terra dos povos do noroeste da América do norte ( Tlingit e Haida). No mito a Natureza Mãe controla as forças do terrível redemoinho Kaegyihl Depgeedk que engoliu todos os navios que navegavam no mar. Usando seu poder Ela convoca todas as suas forças que haviam na costa para um grande banquete, afirmando assim a totalidade de seu poder criativo e destrutivo transformando assim o redemoinho em um rio ( simbolizando o poder que dá vida e amamenta).

PROFUNDAMENTE NA VOZ FEMININA:



quarta-feira, 2 de junho de 2010

MOIRAS, AQUELAS QUE TRAÇAM OS DESTINOS

O arquétipo do destino é profundamente enraizado na psique dos povos de origem indo-europeia. Começando na Índia, atravessando o continente europeu indo até o Mar do Norte e as Ilhas Britânicas e abrangendo a bacia do Mediterrâneo, as antigas culturas destas áreas possuíam mitos, histórias, símbolos e cerimônias para honrar e invocar as forças do destino. Alguns destes mitos se sobrepõem, outros são divergentes, mas o conceito fundamental é o mesmo: as “Senhoras do Destino” são forças universais e naturais, que não obedecem aos deuses ou deusas, pois elas representam os ritmos e as marés das energias cósmicas e telúricas, tendo aparecido no início dos tempos e permanecendo até o fim das eras. A origem e o nascimento das Moiras são cercados por mistérios, sabe-se que elas exercem suas funções desde a origem de tudo, sendo tão antigas e insondáveis quanto a noite, o céu e a Terra. Imutáveis nos seus desígnios, elas controlam o fio misterioso da vida e nada consegue aplacar ou impedir que elas modelem ou cortem sua trama. Inicialmente eram consideradas como uma dupla, a regente do nascimento e a regente da morte, mas depois apareceram como Klothes, as Fiandeiras, em número de três ou nove (três vezes três), reunindo em si o antigo significado da palavra Moira, “forte, difícil de suportar e destruidora”, sendo Moira Krateia segundo Homero. Suas equivalentes são as Parcas ou Fata (plural de Fatum, a vontade divina) romanas, as Rodjenitse eslavas ou as Nornes nórdicas. Descritas como filhas de Nyx (a Noite) e Kronos (o tempo), de Gaia e Oceano ou Júpiter e Têmis nos mitos olímpicos mais recentes, a sua origem mais arcaica as retratava como filhas de Ananke (a necessidade) e do destino, irmãs das Horas, Erinias (as Fúrias), Tanatos (morte), Hipnos (sono) e de Nêmesis, a vingança. Elas viviam em um lugar longínquo nos confins do mundo, numa caverna perto de um lago, cuja água branca era o reflexo da Lua. O nome delas simbolizava “parte, porção, aspecto” e o seu número correspondia às três fases da Lua, tendo sido descritas por Orfeu como as “Moiras de vestes brancas”. As Moiras são as fiandeiras que fiam os dias da nossa vida, um dos quais se torna, inevitavelmente, o dia da nossa morte. O comprimento do fio que elas atribuem a qualquer mortal é decidido exclusivamente por elas, pois nem mesmo Zeus - considerado seu pai ou dirigente nos mitos mais recentes e nomeado Zeus Moiragetes - podia influir a decisão delas para favorecer algum mortal por ele protegido. O poder das Moiras era anterior ao domínio de Zeus e aos arquétipos das divindades olímpicas. No nascimento de uma criança elas apareciam na sétima noite, determinavam o curso da sua vida, fiavam o seu destino e direcionavam as conseqüências das suas ações de acordo com as decisões tomadas. A sua aparição na sétima noite deu origem ao costume grego de esperar sete dias para aceitar o recém nascido na família, dando-lhe um nome e fazendo sua consagração na frente da lareira. Como deusas do nascimento (conhecidas como Fata Scribendi, que escreviam o destino) eram acompanhadas pela deusa Eileithia e previam o futuro das crianças por conhecerem os desígnios futuros, que às vezes revelavam com seus poderes proféticos, sendo padroeiras das videntes e sacerdotisas oraculares. Elas não interferiam nos afazeres humanos e condicionavam a sorte de tal maneira, que permanecia uma pequena margem para as ações e escolhas dependendo do livre arbítrio. Quando se apresentavam na hora da morte, elas se transformavam nas Moirai Thanatoio, as deusas da morte, acompanhadas pelas Keres e as Erínias. As Keres eram espíritos ancestrais femininos, com dentes afiados e vestes vermelhas, regentes da morte, onipresentes, dotadas do poder sobre a vida e a morte, porém obedecendo aos deuses, principalmente a Nêmesis e Ares. As Moiras transferiam para as Erínias as punições para os atos destrutivos e as maldades cometidas e, junto com elas, direcionavam os eventos na vida com as necessárias lições, aprendizados e correções. Às vezes as Moiras eram descritas como mulheres idosas, feias, mancas (para mostrar a lenta passagem do tempo), com semblante sério, rígido, impiedoso e severo, vestidas com túnicas pretas, com capuzes ou usando guirlandas de flocos de lã entremeadas de narcisos. Outras vezes apareciam coroadas, raramente veladas, segurando cetros e com os cabelos presos por faixas. Na sua apresentação mais comum, seus nomes, trajes e objetos são diferenciados. Cloto, “a fiandeira”, segurava o fuso com qual fiava o destino dos seres humanos. Era representada como uma mulher madura, vestida com uma roupa colorida e usando uma coroa de sete estrelas, ficando ao lado de uma roca que se estendia do céu à terra, de onde puxava o fio para o seu fuso. Sua equivalente romana era Nona, invocada antigamente no nono mês de gravidez e que aparecia segurando um pergaminho em suas mãos. Láquesis, “a que tirava a sorte (ou jogava os dados)” media o tamanho do fio destinado a cada ser humano. Suas vestes eram salpicadas de estrelas e às vezes segurava um bastão com qual apontava para o mapa natal em um imenso globo terrestre. A equivalente romana de Láquesis era Décima. Atropos, “a inflexível”, escolhia a maneira da morte quando o prazo de vida findava e era ela que cortava impiedosamente o fio da existência de cada ser. Era a mais idosa, vestida com roupas pretas e segurando uma tesoura, alfanje, balança ou relógio solar. Sua equivalente romana era Morta. As Moiras tinham santuários em vários lugares na Grécia: Corinto, Sparta, Olímpia, Teba; elas eram honradas com oferendas de flores, frutas, mel, especiarias, vinho e comidas típicas. As suas cores eram usadas nos bordados tradicionais dos trajes folclóricos gregos, o vermelho representando a cor do sangue, o branco a morte e o preto sendo a própria vida. As Moiras não agem em linha reta, em cada momento da nossa vida devemos lidar com os efeitos dos atos anteriores, enfrentando os desafios presentes e nos preparando para aquilo que está à nossa espera no desconhecido futuro. Interagimos com elas em um ciclo espiralado, em que repetimos as mesmas lições de maneiras diferentes, pois o passado é criado pelos nossos atos no aqui e agora e que se transformam nas possibilidades futuras. Elas não agem ao acaso, pois uma vez entrados no caldeirão da vida, somos sujeitos às leis naturais, enfrentando decisões e mudanças, cujas datas são em função de ciclos biológicos e planetários, principalmente os ligados a Saturno. O primeiro ciclo de Saturno - que abrange o período do nosso nascimento até 28-29 anos - pertence a Cloto; nele aprendemos sobre o nosso potencial, bem como descobrimos nossas limitações – genéticas, sociais ou ambientais - tendo que lidar com elas e aceitar a nossa herança racial, familiar e cultural. No segundo ciclo regido por Laquesis, nos tornamos nós mesmos e assim sabemos quem realmente somos e o que podemos fazer. Ao longo deste ciclo consolidamos nossa carreira, definimos os relacionamentos afetivos e familiares e descobrimos a nossa missão. O terceiro ciclo pertence a Atropos e começa com o segundo retorno de Saturno em torno de 56 anos, quando ele abre as portas para novas possibilidades,“aquilo que poderá vir a ser”. Gradativamente, podemos romper com as amarras criadas no segundo ciclo e dar à luz a um novo ser, que foi amadurecendo dentro de nós. Este é um momento de avaliar tudo o que devíamos – ou não – fazer e às vezes podemos dar reviravoltas inesperadas. Ao longo da vida a experiência nos ensinou como lidar com as mudanças, mas podemos ser melhor sucedidos se reconhecermos os pontos de mutação em que as Moiras mais nos tocam. Estas épocas dependem dos trânsitos planetários e dos seus aspectos em relação ao nosso mapa natal. A dança das Moiras é complexa, com pequenas voltas inseridas em círculos maiores. Os ciclos dos planetas pessoais - Sol, Lua, Mercúrio, Marte e Vênus- esculpem o nosso caráter e a lenta rotação de Saturno marca os três ciclos importantes das nossas vidas. Porém, são os planetas trans-pessoais que influenciam a orientação psíquica, social e espiritual das gerações, trazendo à tona aqueles assuntos necessários à evolução individual e coletiva. Quando a alma escolhe sua vida ela se apresenta perante Láquesis que lhe envia o daimon (o anjo de guarda ou protetor vitalício), depois irá para Cloto ratificar a escolha feita e Atropos selar o destino de forma irreversível. No domínio de Láquesis existem ao nosso alcance todas as possibilidades, mas uma vez retirada aquela que queremos e desejamos, Cloto confirmará o destino escolhido e Atropos tornará a opção irreversível, tecendo a vida em função dela. A alma passa em seguida pelo trono de Ananke, a Necessidade, e mergulha no “rio do esquecimento”, que apaga as memórias das vidas anteriores e das próprias opções. Em seguida os ventos nos levam ao útero da nossa mãe junto com nosso daimon, o anjo de guarda, que irá nos proteger e ajudar a alcançarmos nossos objetivos, nos alertando sobre perigos ou oportunidades e nos conectando com o fluxo da vida para haurir energia, poder e sabedoria. Depois que a alma é unida a um corpo, poderá realizar tudo que foi por ela escolhido, usando os dons e habilidades doadas pelas Moiras e que serão desenvolvidas com a ajuda do anjo protetor, que acompanhará o seu afilhado durante sua vida, levando-o de volta no final. A alma é responsável parcialmente pelas escolhas feitas, por depender também do traçado estabelecido e tecido pelas Moiras, que atuam como nossas parceiras para definir a tessitura da vida. Os atributos físicos e psíquicos são herdados dos pais que escolhemos e firmados pelas Moiras, que nos colocam em situações em que teremos a chance de manifestar nosso propósito de vida e a missão que irá favorecer o crescimento e a evolução da alma. O propósito será realizado quando escolhermos uma vida que apóie a nossa missão e beneficie objetivos compatíveis com o processo evolutivo. Ao longo da nossa vida podemos sentir o desejo de lembrar o que realmente viemos fazer, sofrendo com o esquecimento, as dúvidas e o vazio da nossa existência. Mas orações para as Moiras, práticas espirituais e rituais podem amenizar a solidão da alma, devolver e fortalecer a conexão com o plano divino.
Podemos invocar as Moiras e pedir-lhes que clareiem os nossos caminhos, nos ajudando a descartar o fardo de mágoas, ressentimentos, raiva, culpa, remorsos e erros do passado e que nos libertem daquilo que não nos seja mais útil. Depois iremos pedir-lhes que abram a nossa compreensão e discernimento para agirmos da melhor forma nas nossas opções e decisões, alinhando nossa vida com a nossa missão e abrindo as portas para realizar – de fato - os verdadeiros propósitos da alma na atual encarnação.

Mirella Faur
IN: http://www.teiadethea.org/files/jornais/jornalmaio10.pdf

SABEDORIA FEMININA

Frases muito comuns que escrevo habitualmente:

"Não conssigo me entender, estou tentando compreender."
"Sou muito estranha"
" Sou mais do que penso
E menos do quero
E o que quero?
Ainda não faço ideia"

A RESPOSTA QUE ME FOI DADA:

"Não se preocupe em 'entender'. Viver ultrapassa todo entendimento"
Clarice Lispector


Comecei ler as obras dela muito por acaso, apenas vi o livro dela em cima de uma mesa na biblioteca da escola e peguei.Um dos que mais compreendi foi o Ovo e a Galinha, embora eu não possa nem queira explica-lo.Certas coisas só o nosso Eu Profundo entende.gl

http://anahunger.files.wordpress.com/2009/12/clarice.jpg