"E aqueles que pensam em Me procurar, saibam que a vossa busca e vosso anseio devem beneficiar-vos apenas se vós souberdes o Mistério; se o que vós procurardes, vós não achardes dentro de vós mesmos, então nunca encontrarão fora. Pois eu tenho estado convosco desde o Início e Eu Sou Aquela que é alcançada ao final do desejo"


quarta-feira, 14 de julho de 2010

'...DÁ FRUTO?..."

Trunfinhas disse...

" carateristica desagradavel
publicada por Gaia Lil às A Alta Sacerdotisa - Há 11 horas
** *MEU PROBLEMA É QUE EU DESTRUO MUITO ANTES DE CRIAR ALGUMA COISA*"


Acho que partilho do mesmo problema que tu... Destruir muitas coisas antes de as fazer, como dizia na janela do meu blog acerca do teu novo post que eu já não consegui ler, com muita pena minha!!

Sabes?? Não sei muito do que falava esse teu suposto post, mas caso ajude, e já agora por mera curiosidade, gostava que soubesses que leio o teu bog quase desde o inicio em que foi criado... Mas apenas decidi comentá-lo agora por recentemente ter tido a coragem para dar o salto dentro do mundo do Blogspot...

Um grande abraço sorridente e luminoso desta tua irmã***



UM PRELÚDIO DO FIM...

Cara amiga, agradeço muito o seu carinho e o carinho de todos os que me lêem e fiquei surpreendida por você ter pego está mensagem que postei durante a madrugada e exclui por motivos obviamente pessoais. O que acontece não é apenas um problema acerca da destruição criativa propriamente dita mas sim a incongruência da continuação da Página A Alta Sacerdotisa que está cada vez mais a perder a lógica. Quando digo isso estou querendo falar ao mesmo tempo da imagem que as pessoas fazem de mim, não apenas a minha família ou a sociedade que me cerca mas também as pessoas da dita "Blogsfera" que é como outra realidade social, outro mundo aonde eu sou outra pessoa...
E estou farta de ser duas pessoas ao mesmo tempo, quero ser apenas uma, uma única pessoa e assumir minha identidade como mulher totalmente o que implica (visto eu não ser mulher biologicamente) na dita cirurgia de Redesignação Sexual ( coisa que a principio eu havia descartado) e este era um tema o qual eu sabia, tinha plena certeza teria de tratar aqui na Alta Sacerdotisa pois afecta e muito a minha validação como Sacerdotisa da Deusa e minha continuação na Área do Sagrado Feminino, sendo que se eu fizer tal e me expor ao riscos cirúrgicos estarei contradizendo a mim mesma e as próprias doutrinas da Natureza Mãe que eu tenho insistentemente pregado ao longo destes poucos anos.
Uma vez tomada a decisão de fazer a cirurgia , eu deveria (assunto que aliais eu comentei com minha amiga) excluir ou largar de mão este blog uma vez que ficaria impossibilitada de ser aceite como sacerdotisa da Deusa e respeitada ou vista como tal a não ser é claro nalguns grupos diânicos que abrem excessões as pessoas, digo mulheres, que optam por isso.
Na verdade a questão cirurgiaca era algo que eu deveria deixar para comentar depois pois mal havia ainda começado a reunir o dinheiro ( só quero fazê lo quando tiver emprego fixo) para a cirurgia. Algures que podem vir a me dizer que eu deveria me contentar com o corpo que tenho e um sem par de bombardear de ensinamentos místicos e suas variantes, mas sejamos realistas do ponto de vista social e na vida pratica tais conhecimentos não passam de conceitos. É o que chamamos de Ilusão de Vida (não os ensinamentos mas o ponto de vista social e "real".

Eu não me sinto nem me vejo como um homem e me sinto muito infeliz de fingir isto ( masculinidade) as pessoas e ainda mais a minha mãe a quem muito amo e é muito importante para mim...Sei que uma vez tomada essa decisão corro o risco de perder contato com minha família, mas também viverei eternamente infeliz se me fingir de caricatura masculina ou tentar passar por homossexual, isto que eu também não penso em mim nem me sinto de tal modo.
Quando digo um preludio do fim quero dizer que tão logo em faça a cirurgia, tão logo cancelo, desisto ou excluo o blog a Alta Sacerdotisa, o que só não faço porque agora finalmente este trabalho tem tomado algum conhecimento por parte das pessoas e as pesquisas das faces da Deusa (algumas exclusivas desta página) terem sobrevivido ao naufrágio de outros sites e pessoas...

Deusas Terra como a africana Asae, faces da Grande Mãe algumas pesquisas históricas e deusas menos conhecidas são exclusivas deste blog e por isso e só pela importância deste trabalho eu não o excluo.

Também temos a questão da falta de utilidade dessas informações para as pessoas mas ontem mesmo recebi um email aonde uma mulher me contava de um ritual em honra a Grande Deusa e que tal foi baseado nas informações disponíveis aqui...
E então está pagina provou seu valor a mim mesma e acabei cedendo e dizendo a mim mesma que seja com for a exclusão deste blog é impossível.
Quando a questão da cirurgia quero apenas salientar que a Deusa não está envolvida nisso. Quero dizer que não o faço por Ela mas por mim mesma que é uma escolha minha. No fundo no fundo jamais conseguirei me afastar Dela e continuarei devotada a Ela aconteça o que me acontecer. Tem muitas coisas acontecendo nas minha vida agora e eu estou começando a sair da adolescência e amadurecer, embora certar decisões já estejam tomadas. Acontece o que acontecer entrego minha vida e meu destino nas Mãos Dela.
Deixo está frase referente a carta da Alta Sacerdotisa no Tarot e rezo para que seja verdadeira:

"Tudo que Ela planta dá frutos"

Gaia Lil acrescenta fervorosamente:

Tomara que assim seja!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A DEUSA DA CURA E DA NATUREZA

AIRMID
DEUSA DAS PLANTAS MEDICINAIS


Airmid é a Deusa da Cura dos celtas. É filha de Daincecht, avô de Lugh, e possuía quatro irmãos: Miach, Cian, Cethe e Cu.
Lugh foi o guerreiro que tinha uma lança mágica que disparava fogo e rugia e libertou o rei Nuada e os Tuatha Dé Danann das mãos dos Formori, os demônios da noite que tinham um só olho. Nuada perdeu sua mão direita durante um combate e, para que pudesse continuar a ser rei, ele precisava estar inteiro, então, o médico Dianchecht construiu uma maravilhosa prótese de prata, o que rendeu a Nuada o apelido de "Mão de Prata".
A estória da Deusa Airmid inicia-se quando faz uma visita ao castelo do rei Nuada.
Conta-se que os portões do castelo do rei Nuada era guardado por um homem que não tinha um dos olhos e trazia escondido em sua capa um gato. Quando Airmid e seu irmão Miach, em visita ao castelo, apresentaram-se como curandeiros, o tal homem pediu-lhes para reconstituir o olho perdido. Os deuses médicos concordaram e transplantaram o olho do gato para o espaço do olho vazio do porteiro. Entretanto, não tinham como mudar as características do olho do animal. Sendo assim, a noite ele ficava aberto em busca de caça e durante o dia fechava-se exausto. Mas o porteiro ficou muito feliz por ter novamente os dois olhos.

A RIVALIDADE DE DIANCECHT E SEU FILHO MIACH

O Rei Nuada estava usando sua prótese de prata feita por Dianchecht. Então Miach oferece-se para criar uma nova mão de carne e sangue, usando seus poderes. Este último, não concordava com as práticas médicas de seu pai e utilizando-se de seus poderes mágico-médicos, após três dias e três noites reconstituiu a mão do rei que voltou a ficar inteiro de verdade. Tal feito causou ciúmes e inveja ao pai, que propôs testar os poderes do filho, arremessando uma espada de encontro a sua cabeça, cortando levemente a sua pele. O rapaz imediatamente curou o ferimento com suas habilidades mágicas. Diancecht então enfureceu-se mais e lançou a espada, agora com mais força, cortando a carne da cabeça até alcançar o osso. Novamente Miach curou-se com seus poderes mágicos. O pai alvejou-o uma terceira vez, mas foi somente no quarto arremesso que matou Miach.
Sem remorso, enterrou-o e 365 ervas, uma para cada dia do ano, nasceu de sua sepultura. Airmid, sua irmã, recolheu todas as ervas em seu manto e separou-as de acordo com suas propriedades. Mas Diancecht, ainda consumido pelo ódio, arrancou do manto de Airmid todas as ervas, misturando-as, para que nunca mais ninguém obtivesse delas algum conhecimento mágico.
Cada uma das ervas que Airmid havia colhido estavam associadas as diferentes partes do corpo humano. Uma erva para cada tendão e junção. Poderíamos portanto, construir um corpo só de ervas, a exemplo de Blodwedd, que era um ser vivo, e foi criada a partir de nove tipos de ervas.
Para os celtas, as plantas tinham espírito e sentimentos, igual a qualquer ser humano e eram mais importantes em um sentido biológico. Isto porque, as plantas podem existir sem nós, mas sem elas não haveria nenhuma possibilidade de vida animal. Para os celtas, a associação das plantas com o corpo era considerado um conhecimento essencial. Um texto médico medieval galês, dizia que o corpo humano está associado ao cosmo. Nossos olhos seriam as estrelas, o Sol corresponderia ao rosto, a respiração seria o vento, as pedras seriam os osso, a água seria o sangue e a terra seria a carne.
A Deusa Airmid também era guardiã das fontes sagradas e segundo uma lenda, foi ela que ajudou seu pai a criar a Fonte da Cura, Tiobraid Slane, enquanto os Tuatha de Dannan se preparavam para a segunda batalha de Mag Tuired. Recolhendo ervas da Irlanda e citando encantamentos para cada uma delas, colocou-as na fonte. Todos os guerreiros feridos que se banhavam na fonte, ficavam completamente restabelecidos.

FLORES MÁGICAS DA VÉSPERA DO SOLSTÍCIO DE VERÃO

Na França e a Inglaterra, países sob a influência dos druidas, a véspera do solstício de verão ainda é a época de colher certas plantas mágicas cuja virtude evanescente só pode ser assegurada por esta mística estação.
A véspera de São João era o grande dia para a coleta de ervas mágicas que proporcionavam meios de combater a febre e de curar muitas enfermidades e proteção contra feiticeiros e seus sortilégios. Mas, para alcançar os resultados, era preciso observar duas condições. Primeiro, era necessário estar jejuando no momento de colher as ervas; segundo, era necessário cortá-las antes do nascer do sol. Se tais condições não fossem respeitadas, as plantas perderiam suas virtudes especiais.
Diríamos então, que as flores, colhidas nesta época do ano, são dotadas da virtude de transferirem para a humanidade um pouco dos eflúvios da luz e do calor do sol, que lhes dá, por algum tempo, poderes acima dos normais para curar enfermidades e desmascarar e confundir todos os males que ameaçam a vida do homem.
Dia 27 de julho é, na Irlanda, o dia considerado favorável à colheita de ervas curativas. Homenageia-se também, Airmid, a Deusa da Cura e da Magia, guardiã da fonte sagrada da saúde. As pessoas vão em peregrinação para as fontes sagradas e oram em prol da cura, amarrando pedaços de suas roupas ou fitas coloridas nas árvores que circundam as fontes.
Neste dia, ore para a Deusa Airmid, pedindo que a ajude à livra-se de seus problemas de saúde.

JORNADA À AIRMID

Material:

Uma guirlanda de flores naturais
Fósforo e jornal para acender uma fogueira.

Procure um campo afastado onde haja árvores e flores selvagens.
Construa um círculo com pedras que achar no local e com gravetos que encontrar acenda uma fogueira.
Sentada aguarde o crepúsculo e as primeiras estrelas cintilarem para iniciar o ritual.
Quando chegar a hora, dance em torno do fogo, concentrando-se nas batidas de seu coração. Quando estiver bemn cansada, sente-se e observe o trepidar das labaredas da fogueira.
Chame mentalmente pela Deusa Airmid e diga que sua presença é bem-vinda.
Mentalize a imagem da Deusa e você sentirá as energias místicas da natureza.
Se você mantiver seus ouvidos fiéis ao som das batidas de seu coração e os olhos fixos no fogo, poderá vê-la dançar entre as árvores.
Coloque a guirlanda ao lado do fogo e diga:

"Esta guirlanda é meu presente para a Deusa Airmid".

Você deixará o presente neste local.
Visualize em seguida, um feixe de luz descendo do céu que transformará seu corpo em uma estrela ardente.
Sinta esta energia aquecê-la e medite mais alguns minutos.
Agradeça à Deusa sua agradável companhia e despeça-se.
Apague o fogo com terra e volte para casa.
Deixe uma caneta e um papel ao lado de sua cama, pois seus sonhos, esta noite, serão tocados pela magia da Deusa Airmid.
Não esqueça, na manhã seguinte, de anotar tudo o que sonhou.
Airmid é a Deusa que nos ajuda a encontrar um lugar sagrado no mundo e dentro de nós. É ela que nos mantêm enraizadas com a terra. Convide-a para uma visita quando se sentir desconectado dessa fonte natural.

CONECTANDO-SE COM A ENERGIA VEGETAL

Para sentir a energia das plantas, você necessita primeira compreendê-las Procura uma descrição mais detalhada da erva que escolheu, familiarize-se com ela.
Prefira uma plantinha que cresça em seu jardim, como um trevo por exemplo. Coloque a sua mão na terra em torno da raiz da planta e prenda-a, sem machucar. Feche os olhos e tente conectar-se com o ritmo de suas vibrações. Una-a a ela em completa simbiose. Some sua energia com a do trevo. Fique assim durante alguns minutos. Depois cheire sua plantinha e despeça-se dela.
Quando você se conecta com uma planta, ela vibra no mesmo ritmo que você e poderá instruí-lo(a) para que tipo de cura ela deve ser usada. Experimente!
Os poderes mágicos da Deusa Airmid podem ser encontrados no chá do nosso dia-a-dia.

Cores da deusa:
verde, ouro, marrom

por Rosane Volpatto

Dias especiais para a Deusa Airmid

27 de julho - Na Irlanda, este é um considerado muito favorável à colheita de ervas curativas. Homenageia-se Airmid, a Deusa da Cura e da Magia, Guardiã da fonte sagrada da saúde. As pessoas vão em peregrinação para as fontes sagradas e oram em prol de sua cura, amarrando pedaços de suas roupas ou fitas coloridas nas árvores que circundam as fontes.

3 de dezembro - Antiga comemoração de Airmid, a Deusa irlandesa da cura. Embora pouco conhecida, Airmid era uma famosa curandeira, utilizando ervas e pertencia aos Tuatha de Danaan, grupo de divindades pré-celtas. Ela surgia vestida com um manto coberto de ervas e protegia todos aqueles que as utilizavam em curas.
Celebrá-la neste dia afasta os males físicos e espirituais, e traz boas vibrações e saúde. Acenda uma vela verde e um incenso herbal. Feche os olhos e, sentindo o aroma do incenso, invoque a Deusa Airmid e peça-lhe que sua companhia esteja sempre com você.

fonte: Anuário da Grande Mãe - Mirella Faur

A DEUSA INTERIOR

A DEUSA-MÃE É DENTRO DE NÓS, ANTES DE SER PARA O MUNDO.

O Retorno da Grande Deusa

O Retorno da Grande Deusa
por
Sagrado Feminino Soraya Mariani-ciranddadalua@yahoo.com.br

Segundo evidências arqueológicas a primeira religião da humanidade foi o culto a Deusa. As mulheres eram grandes sacerdotisas da Deusa. Elas eram curandeiras, parteiras, benzedeiras, guardiãs dos mistérios e transmissoras da cultura da Deusa. Este culto à Deusa existiu desde a era paleolítica e através dos séculos, a Deusa adquiriu milhões de nomes e faces representando a natureza. Foi associada ao Sol, a Lua, ao Mar, aos Rios, aos Céus entre outros. Sendo assim, a religião da Deusa pode ser considerada a religião da natureza.
Hoje mesmo após séculos de perseguição, a imagem da Deusa sobreviveu, e, mais do que nunca retorna ao coração de homens e mulheres que estão em busca da reafirmação do seu eu espiritual. Ela retorna para curas nossos estigmas e nos ensinar novamente o caminho de reconexão com a vida e com a Natureza.

Como entrar em contato com a Deusa?

Encontre um lugar que lhe traga tranqüilidade, você pode escolher uma música que lhe agrade, acender um incenso, velas ou algo que faça parte dos seus rituais diários.
Sente-se confortavelmente com a coluna ereta. Respire longa e suavemente por três vezes, traga o ar para região do abdômen e ao expirar mande embora todas as suas preocupações. Continue respirando profundamente, sentindo o seu corpo sobre o chão. Sinta-se embalado pela Terra, seu corpo está no colo da Terra. Sinta-a sob você. Você está seguro. Sinta todo seu corpo, da cabeça aos pés. Relaxe enquanto a Terra o acalenta. Deixe que seu coração se inunde de gratidão por Ela.
Agora deixe que imagens relacionadas à Deusa se formem em sua mente. Deixe que ela se mostre diante de você, em toda sua beleza e majestade.
Converse com esta Deusa e observe o porquê você a escolheu, que qualidades ela possui que você também possui?
Que parte de si mesmo você escolheu para honrar, tal como honrou este aspecto da Deusa? Deixe que estas respostas aflorem. Sinta-se seguro para esclarecer suas dúvidas, abra o seu coração e quando terminar agradeça-lhe por ela estar com você e por existir.
Inspire profundamente e retorne bem devagar
Casa sinta-se inspirado, faça um desenho ou escreva algo relacionado a este contato com sua Deusa Interior.


IN; TODOS SOMOS UM - O RETORNO DA GRANDE DEUSA

"Alma" - IMAGEM DE Montserrat: http://www.thesacredfeminine.com/portuguese/sagrado.htm

MAGNA MATER - O AMOR SUPREMO



Em cada reino da natureza há uma assinatura, uma assinatura que é designada a cada um de vocês, um alinhamento de luz que lhes revela os aspectos místicos e visionários de vocês. Através desta jornada em particular eu também mostrarei a muitos de vocês, a importância de honrarem o feminino divino.


É vital que a Consciência Coletiva compreenda a nobreza da Deusa, em um modo de falar, a superioridade da Deusa sobre os homens. Eu não falo isto em termos de depreciar qualquer homem. Nós falamos desta superioridade da Deusa através da essência da natureza - a Mãe Natureza.

O poder contido na Mãe Natureza mantém uma das chaves mais importantes para libertar as energias da humanidade. Estas energias somente podem ser acessadas, compreendendo a luz sagrada de quem é a Deusa, quem é a Mãe Natureza e como a Mãe Natureza governa tudo em seu mundo físico, e é através da essência dos Espíritos dos planetas e das constelações que estas energias trabalham juntas - o Céu e a Terra. Quando vocês compreenderem a natureza dos Espíritos canalizando através de vocês, em alinhamento com as forças espirituais da natureza, vocês começarão a ver um novo padrão se desenvolver em sua própria vida.

Enquanto eu falo com vocês agora, os Exércitos Cósmicos da Luz alinham a energia deles com a sua. Não sou apenas eu, Kuthumi, que lhes falo como uma entidade. São as energias da minha luz de Agripa, assim como as forças da essência coletiva do Masculino Cósmico.

O Masculino Cósmico fala ao masculino dentro de vocês, pois agora é o momento para que o aspecto masculino da humanidade veja que a Mãe Natureza é uma força tão poderosa que ela desintegrará tudo que foi criado por uma consciência masculina, inibida pela mente humana. É a esta humanidade que foi designado um papel, um papel que inibiu o fluxo da Deusa, o fluxo do feminino e iludiu, perdoem-me, deixem-me reformular isto, isto de fato insensibilizou as almas dos humanos, pois eles esconderam as verdades do feminino de todos - homens e mulheres.

Quando vocês souberem o que queremos dizer pela superioridade do feminino sobre o masculino, vocês compreenderão que as forças poderosas da natureza são de fato, a chave para a alquimia, pois quando vocês trabalham com os elementos, quando respeitam e honram as forças da criação, vocês compreendem a força superior da Mãe Natureza. Quando compreenderem os espíritos dos planetas e das constelações, vocês verão como tudo é masculino e feminino, e as energias associadas comigo agora, os estão levando àqueles reinos, e no decorrer dos próximos sete dias, eu os levarei através daqueles reinos, tecendo a sua energia através da espiral sagrada dos Sete Espíritos da Luz. Isto alinhará os seus chacras com um novo raio de luz, um que vocês nunca experienciaram nesta encarnação, e isto é o que começará a "impulsionar a sua mente", em um modo de falar.

Este é agora um processo de acelerar a liberação do velho mundo dos mecanismos que criaram os construtos, que os levaram a acreditar que a força masculina é superior à força feminina. Eu repito, nós não estamos de modo algum, degradando ou depreciando o poder da força masculina, entretanto, na Terra, é o feminino, é a Mãe Natureza, que mantém o poder e é assim que vocês descobrem o poder do feminino divino dentro de vocês, e quando isto é descoberto, vocês têm um insight maior e mais intenso na compreensão do por que o masculino e o feminino devem trabalhar lado a lado, como iguais, vivendo o propósito de sua criação.

O propósito da criação do feminino tem a sua assinatura, como o masculino, e quando estes dois tentam ativar o propósito de outros, resulta o caos. Isto é por que o seu mundo está na confusão: é porque tem havido a inversão de papéis, tem havido a supressão do poder, da supremacia das grandes forças da natureza. Assumam a responsabilidade agora e façam-no uma de suas prioridades, a de compreender a essência da natureza, pois então vocês compreenderão a sua natureza, e isto é como a verdade de todos os mecanismos da mágica lhes serão revelados.

(Sacerdotisa e Mestra Ascensionada - Maria Madalena)

NOTA: Esté imail foi me enviado por uma amiga, a quem muito agradeço e o reencontrei ao excluir alguns imais que não me eram particularmente interessantes ou importantes.
A ela o meu carinho e minha pequena mensagem:

Sejamos a Deusa no mundo da forma mais verdadeira que pudermos, para que não nos falte força.

VEM, VEM LÁ DE BEM FUNDO...

DEUSA SAGRADA

Vem, Vem mais do fundo de mim mesma
Vem, Vem mais do que do fundo das minhas águas
Vem, Vem antes da propria essencia
Vem, Ó Mulher Sagrada
Vem, Ó Mãe Criadora, androgina e Incriada
Vem, vem antes do infinito
Vem, Ó Mãe Negra do Tempo
Vem, para me salvar das lagrimas
Vem, para me salvar da minha dor
Vem, para nos salvar da dor do Mundo
Vem,Ó Deusa adorada!
Ó Mãe Sagrada!
Vem, vem antes da essência
Vem antes do Infinito!
Vem Mãe Serpente, Mãe Cobra, Mãe Naja
Vem e cospe o veneno das mais belas maldições e encantamentos em mim
Vem Falar através de minha boca
E da boca doutras mulheres
Vem que Teu veneno é a verdadeira cura
É o elixir da Vida
É antes da Pedra Filosofal
É o Sangue e a Água
Ocultos no Santo Graal
Corpo Sagrado
Alma Sagrada...
Vem Grande Mãe!!!

terça-feira, 6 de julho de 2010

TEU CORPO ÉS SAGRADO, Ó MULHER...


A BELEZA INDÓMINA OU PRINCÍPIO MULHER-BORBOLETA
"Limitar a beleza e o valor do corpo a qualquer coisa inferior a essa magnificência é forçar o corpo a viver sem seu espírito de direito, sem sua forma legítima, seu direito ao regozijo. Ser considerada feia ou inaceitável porque a nossa beleza está fora da moda atual fere profundamente a alegria natural que pertence à natureza selvagem."

(...)Subjacente a tudo isso está a mesma fome de experiência espiritual que os seres humanos sentiram desde o início dos tempos. Em alguns casos, porém, essa fome é exacerbada pois muitas pessoas perderam o contato com seus antepassados. É muito comum que elas não saibam os nomes dos que vieram antes dos seus avós. Perderam, em especial, as histórias das suas famílias. Em termos espirituais, essa situação provoca tristeza... e fome. Por isso, muitos estão tentando reciar algo de importante para o bem da alma.(...)

Não sabemos se ainda temos vinte, quarenta anos ou apenas um dia para pôr em prática o que quer que a vida nos oferece em sua agenda. Por isso, talvez não devêssemos lutar tanto pelos aplausos, porém mais pelo prazer e a graça da dança.

(...)Os turistas vêm com todo tipo de expectativa, desde as sagradas até as profanas. Vêm ver algo que nem todos conseguirão ver, um exemplo do mais selvagem dentre os selvagens, um espírito vivo, La Mariposa, a Mulher-borboleta.O último evento é a Dança da Borboleta. Todos aguardam com imenso prazer a tal dança de uma só pessoa. Ela é apresentada por uma mulher, e que mulher! Quando o sol começa a se pôr, aparece um velho resplandecente no seu traje de cor turquesa que deve pesar uns vinte quilos. Com os alto-falantes guinchando como um pintinho que detectou um falção, ele sussurra no microfone de cromo da década de 1930, 'E nossa próxima atração vai ser a Dança da Borboleta'. Ele se afasta arrastando no chão e bainha dos jeans.(...)

Para os turistas, uma borboleta é algo delicado. 'Ah, a frágil beleza", sonham eles. Por isso, ficam necessariamente abalados quando surge aos saltos Maria Lujan. E ela é grande, grande mesmo, como a Vênus de Willendorf, como a Mãe dos Dias, como a mulher heróica de Diego Rivera, que construiu a cidade do México com um simples voltear do seu pulso.E Maria Lujan é velha, muitíssimo velha, como uma mulher que voltou do pó; velha como um rio velho; velha como os pinheiros nos pontos mais altos das montanhas. Um dos seus ombros está nu. Sua manta vermelha e preta, um vestido-saco, pula de um lado para o outro com ela dentro. Seu corpo pesado e suas pernas muito finas fazem com que ela lembre uma aranha saltitante envolta numa pamonha.Ela salta num pé só, e depois no outro. Ela abana seu leque de penas por toda parte. Ela é A Borboleta que chegou para dar forças aos fracos. Ela é o que a maioria considera não ser forte; a velhice, a borboleta, o feminino.

Ela abana o leque para cima e para baixo, salpicando a terra e o povo da terra com o espírito polinizador da borboleta. Suas pulseiras de conchas chocalham como cascavéis; suas ligas provisas de sinos produzem o som da chuva. Sua silhueta com sua grande barriga e pernas pequenas dança de um lado do círculo para o outro. Seus pés deixam pequenos remoínhos de poeira.As tribos ficam reverentes, envolvidas. No entanto, alguns turistas olham uns para os outros, perguntando, aos sussurros, de aquilo é a Donzela Borboleta.Eles estão perplexos, alguns até mesmo decepcionados. Parecem não mais lembrar de que o mundo dos espíritos é um lugar em que os lobos são mulheres, os ursos são maridos e as velhas de dimensões avantajadas são borboletas.É, é apropriado que a Mulher Selvagem/Mulher-borboleta seja velha e corpulenta, pois ela traz o mundo dos trovões num seio, e o mundo subterrâneo no outro. Suas costas são a curva do planeta Terra com todos os seus frutos, alimentos e animais. Na sua nuca, ela traz o sol nascente e poente. Sua coxa esquerda guarda todos os pinheiros; sua coxa direita, todas as lobas do mundo. Em seu ventre estão todos os bebês que um dia ainda irão nascer.A Donzela Borboleta é a força feminina fertilizadora. Ao transportar o pólen de um lugar para outro, ela fecunda por cruzamento, da mesma forma que os arquétipos fesrtilizam o mundo concreto. Ela é o centro. Ela aproxima os opostos ao tirar um pouco daqui e levá-lo para lá. A transformação não é nem um pouco mais complicada que isso. É essa a sua lição. É assim que a borboleta faz. É assim que a alma atua.


republicado

segunda-feira, 5 de julho de 2010

FRÉYA, A SENHORA DA MAGIA E DO AMOR


Os europeus do norte chamaram sua Deusa sensual de Fréya, que significa "concubina" e deram seu nome para o sexto dia da semana, a Sexta-feira, ou "Friday". Ela era a regente ancestral dos deuses mais velhos, ou Vanir e irmã de Fricka.

Fréya era a mais bela e querida entre todas as Deusas, que na Alemanha era identificada com Frigga. Ela nasceu em Vaneheim, também era conhecida como Vana, a Deusa dos Vanes, ou como Vanebride.

Quando Fréya chegou a Asgard, os Deuses caíram apaixonados por sua beleza e elegância que lhe concederam o reino de Folkvang e o Grande Palácio de Sessrymnir, onde a Deusa podia acomodar todos os seus admiradores e os espíritos dos guerreiros mortos nas batalhas.

Fréya era filha de Njörd (Deus do Mar) e da giganta Skadi (Senhora dos Invernos e Caçadora das Montanhas). Tinha como irmão Freyr, que era o deus da paz e da prosperidade. Pertencia a raça dos Vanes.

Fréya e Frigga são consideradas dois aspectos da Grande Deusa.

Fréya é o aspecto donzela e Frigga o aspecto materno.


AS UNIÕES DE FRÉYA

Fréya por ser tão bonita, despertou o amor de Deuses, Gigantes e Gnomos e todos tiveram a sua vez, para tentar obtê-la como esposa. Porém, Fréya desdenhou os feios Gigantes, e inclusive rechaçou a Thrym quando Loki e Thor a obrigaram a aceitá-lo como marido. Entretanto, não era tão inflexível quando tratava-se dos Deuses, pois como personificação da Terra, desposou: Odin (o Céu), Freyr (o irmão que representa a chuva fertilizante), Odur (a luz do Sol), entre outros.

Teve muitos maridos e amantes, que aparentemente mereceu as acusações de Loki de ser muito volúvel, pois havia amado e casado com muitos Deuses.

O COLAR MÁGICO E O MANTO



Como Deusa da Beleza, Fréya, igual a todas as mulheres, era apaixonada por vestidos e jóias preciosas. Um dia, enquanto se encontrava em Svartalfrein, o reino debaixo da terra, viu quatro gnomos fabricando um belo colar. Quando a Deusa o viu pela primeira vez, decidiu que deveria ser seu, mas os gnomos não o queriam vender. No entanto, eles a presenteariam com o colar se ela passasse uma noite com cada um deles. Sem hesitar, Freya concordou e tornou-se proprietária de Brinsingamen (colar), um poderoso equilíbrio da Serpente Midgard e um símbolo de fertilidade. Tais atributos correspondem à Lua Cheia.

O colar mágico que Freya usava foi obra dos artesões conhecidos como Brisings: Allfrigg, Dvalin, Berling e Grerr.

A inveja e a cobiça de Odin por tal jóia e pelo meio através do qual Fréya a obteve o levou a ordenar ao deus gigante Loki que roubasse o colar. Para recuperá-lo, Fréya deveria concordar com uma obscura ordem de Odin: deveria incitar a guerra entre reis e grandes exércitos para depois reencarnar os guerreiros mortos para que lutassem novamente.

Fréya também era orgulhosa proprietária de um manto de plumas de falcão. Quando Fréya aparecia envolta em seu manto de plumas de falcão e não usando nada a não ser seu colar mágico de âmbar, ninguém podia resistir a ela. O manto de penas, lhe permitia voar entre os mundos. Já o colar mágico da Deusa, tinha o dom de fazer desaparecer os sentimentos dolorosos. Este colar se rompeu uma vez, segundo uma lenda, por ira da Deusa ao tomar conhecimento de que um gigante havia roubado o martelo de Thor e pedia sua mão para devolver a arma do Deus do Trovão.

RAINHA DAS VALQUÍRIAS

Com o nome de Valfreya comandava as Valquírias nos campos de batalha, reclamando para si, metade dos heróis mortos. Era representada portando escudo e lança, estando somente a metade inferior de seu corpo vestida com o atavio solto habitual das mulheres.

Fréya transportava os mortos eleitos até Folkvang, onde ram devidamente agasalhados. Ali eram bem-vindas também, todas as donzelas puras e as esposas dos chefes, para que pudessem desfrutar da companhia de seus amantes e esposos depois da morte.

Os encantos e prazeres de sua morada eram tão encantadores e sedutores que as as mulheres nórdicas, as vezes, corriam para o meio da batalha quando seus amados eram mortos, com a esperança de terem a mesma sorte, ou deixavam-se cair sobre suas espadas, ou ainda, ardiam voluntariamente na mesma pira funerária em que queimavam os restos de seus amados.

Muito embora, Fréya seja regente da morte, Rainha das Valquírias, as condutoras das almas dos mortos em combate, ela não era uma Deusa atemorizadora, pois sua essência era o poder do amor e da sexualidade, embelezando e enriquecendo a vida. Ela era ainda, a única que cultivava as maçãs douradas de que se alimentavam os deuses lhes conferindo a graça da juventude eterna.

Como acreditava-se que Fréya escutava a oração dos apaixonados, esses sempre a invocavam e era costume compor canções de amor em sua honra, as quais eram cantadas em ocasiões festivas. Na Alemanha, seu nome era usado com o significado do verbo "cortejar".

Este aspecto da Deusa, também conhecida como líder das Valquírias, a conecta à Lua Nova.

DEUSA-XAMÃ

É considerada ainda, a Deusa da magia e da adivinhação. Ela era quem iniciava os deuses na arte da magia.

A magia de Freya era xamanística por natureza, como indica seu vestido ou manto de pele de falcão, que permitia que se transformasse em um pássaro, viajasse para qualquer dos mundos e retornasse com profecias. A Deusa, aliás, emprestou a Loki a sua plumagem de falcão para que ele fosse libertar Idunn, a raptada
Deusa Guardiã da Maçã da Juventude pelo gigante Thjazi, metamorfoseado em águia.
Os xamãs atuais julgam tal habilidade de efetuar viagens astrais como necessárias para a previsão do futuro e para obter sabedoria. Entre os nórdicos, esta habilidade presenteada por Freya, era chamada Seidhr.

ENCANTAMENTO SEIDHR

Seidhr era uma forma mística de magia, transe e adivinhação primariamente feminina. Apesar da tradição rezar que as runas teriam se originado de Freya, e que fossem utilizadas por suas sacerdotisas, a maior parte de Seidhr envolvia a prática de transmutação, viagem do corpo astral através dos Nove Mundos, magia sexual, cura, maldição e outras técnicas. Suas praticantes chamadas Volvas ou às vezes Seidkona, eram sacerdotisas de Freya. Enquanto uma volva entrava em transe, outras sacerdotisas entoavam canções especiais, chamadas "galdr". Era o uso do canto conjugado com a repetição de poesias que era criado o estado alterado de consciência.

As volvas podiam inclusive entrar em contato com elfos e duendes. Eram consultadas pelo povo sobre todos os tipos de problemas.

As Volvas moviam-se livremente de um clã ao outro. Elas não costumavam se casar, apesar de possuírem muitos amantes. Essas mulheres portavam cajados com uma ponteira de bronze e usavam capas, capuzes e luvas de pele de animais.

As mulheres pareciam ser as únicas praticantes do Seidhr de Freya, pois esse era um ritual-erótico reservado as mulheres. Isso implica que esse prática datasse provavelmente de época anterior à formação dos dogmas paternalistas e, portanto, sem dúvida, de antes da androcratização dos mitos (os anos, divindades da Fertilidade e da Proteção, são sobreviventes dessa época).

Entretanto, existem vestígios em poemas e prosas de que Seidhr fosse também praticado por homens vestidos com roupas de mulheres. Odin, por exemplo, é a única deidade masculina listada nos mitos a ter praticado este tipo de magia, como iniciado de Freya. Vestir-se com roupas de sexo oposto é uma tradição realmente antiga que tem suas raízes na crença de que um homem deve espiritualmente transformar-se em uma mulher para servir a Deusa.

FRÉYA E ODUR

Fréya, como personificação da Terra, casou-se com Odur, o símbolo do Sol de verão, a quem ela amava muito e com o qual teve duas filhas: Hnoss e Gersimi. Essas donzelas eram tão formosas que todas as coisas belas eram batizadas com seus nomes.

Enquanto Odur permaneceu ao seu lado, Fréya sempre estava sorridente e era completamente feliz. Porém, cansado da vida sedentária, Odur abandonou seu lar subitamente e se dedicou a vagar pelo mundo. Fréya, triste e abandonada, chorou copiosamente e suas lágrimas caiam sobre as pedras abrandando-as. Se dizia inclusive, que chegaram a introduzir-se no centro das pedras, onde se transformavam em ouro. Outras lágrimas cairam no mar e foram transformadas em âmbar.

Cansada da sua condição de viúva de marido vivo e desejosa de ter Odur novemente em seus braços, Fréya resolveu empreender finalmente sua busca, atravessando terras, ficou conhecida por diferentes nome como Mardel ("Luz sobre o Mar"), Horn ("Mulher linho"), Gefn ("A Generosa"), Syr ("A Porca"), Skialf e Thrung, interrogando a todos que se encontravam a um passo, sobre o paradeiro de seu marido e derramando tantas lágrimas que em toda a parte o ouro era visto sobre a Terra.

Muito longe, ao sul, Fréya encontrou finalmente Odur, debaixo de uma florescente laranjeira, árvore prometida aos apaixonados.

De mãos dadas, Odur e Fréya empreenderam o caminho de volta para casa e à luz de tanta felicidade, as ervas cresceram verdes, as flores brotaram, os pássaros cantaram, pois toda a natureza era simpatizante com a alegria de Fréya como se afligia quando se encontrava triste.

As mais belas plantas e flores do Norte eram chamadas de cabelos de Fréya, as gotas de orvalho de olho de Fréya. Também dizia-se que a Deusa tinha um afeto especial pelas fadas, gostava de observá-las quando dançavam à luz da Lua e para elas reservava as mais delicadas flores e o mais doce dos mel.

Odur, o marido de Fréya, era considerado a personificação do Sol e também um símbolo da paixão e dos embriagantes prazeres do amor, por isso, esse povo antigo, declarava que não era de estranhar que sua esposa não conseguira ser feliz sem ele,

Esta Deusa era também, protetora do matrimônio e dos recém-nascidos.


DEUSA DA FERTILIDADE E DOS GATOS




Fréya, Deusa da Fertilidade, da Guerra e da Riqueza, viveu em Folkvang (campo de batalha) e possuía a habilidade de voar, o que fazia com uma charrete puxada por dois gatos brancos: Bygul (cabeça de ouro) e Trjegul (árvore do âmbar dourado). Após servirem a Deusa por 7 anos, eles foram recompensados sendo transformados em bruxas, disfarçadas em gatos pretos.

Os gatos eram os animais favoritos da Deusa Fréya,considerados símbolos de carinho e sensualidade, ou da personificação da fertilidade.

Freya é portanto, uma Deusa associada aos gatos, tal qual a egípcia Bast e à grega Àrtemis Além disso, tinha poderes de se transmutar e era a Sábia que inspirou toda a poesia sagrada. Mulheres Sábias, videntes, Senhoras das Runas e Curandeiras estavam intimamente conectadas com Freya, pois só ela era a Deusa da magia, bruxaria e dos assuntos amorosos.

Algumas vezes, foi representada conduzindo junto com o irmão Freyr uma carruagem conduzida por uma javali de cerdas de ouro, espalhando, com suas mãos pródigas, frutas e flores para alegrar os corações da humanidade.

FRÉYA, A DEUSA-JAVALI

Como Deusa da Batalha, Fréya montava um javali chamado de Hildisvín. O sobrenome de Fréya era "Syr", que significa "porca".

O javali tem associações especiais dentro da mitologia nórdica. Como Deusa-Javali, ou Deusa-Porca Fréya está associada entre os nórdicos como entre os germanos e os celtas, a práticas sexuais proibidas (em particular o incesto entre irmão e irmã, representado pelo par Freyr-Fréya), muitas vezes ligadas às celebrações da primavera e da renovação: durante essa cerimônia realizava-se o acasalamento ritual de um sacerdote com uma sacerdotisa, considerados como o Senhor Freyr e a Senhora Fréya. Esse rito sexual, do qual existia uma equivalência entre os celtas, sobreviveu, principalmente na Inglaterra, na forma, muito atenuada, de coroar um rei e uma rainha de Mai (a tradição dos mais, dos trimazos ou da árvore de mai, corrente na França ainda há não muito tempo, teve origem semelhante).

O javali era também o animal sagrado de Freyr, o Deus fálico da Fertilidade e era sacrificado à ele como oferenda no ano novo, de modo a garantir prosperidade nos doze meses seguintes. Daí surgiu o costume, que chegou até nossos dias, de comermos carne de porco na virada do ano.

O costume da cabeça de javali ou porco na mesa de Natal, com uma maçã à boca, também remonta diretamente aos ritos consagrados a Freyr. Sacrificava-se a ele um porco ou javali por ocasião do "Feöblot" ("sacrifício a Freyr"), que se realizava durante o "Jul" (ciclo de doze dias no solstício de inverno), porque o Deus tinha como atributo um javali de cerdas de ouro, chamado Gullinbursti, o qual também lhe servia, ocasionalmente, de montaria.

O javali, na mitologia celta, é símbolo do poder espiritual inacessível e foi perseguido por Artur, que representava o poder temporal e guerreiro.

A HISTÓRIA DE FRÉYA E OTTAR

Os nórdicos não só invocavam Fréya para obter êxito no amor, prosperidade e crescimento, mas sim também, em certas ocasiões, para obter ajuda e proteção.
Ela concedia à todos que a serviam fielmente, como aparece na história de Ottar
e Angantyr, dois homens que, após discutirem durante algum tempo direitos de propriedade, expuseram sua disputa ante os Deuses. A assembléia popular decretou que o homem que pudesse provar a descendência de estirpe mais nobre e mais extensa, seria declarado vencedor, sendo designado um dia especial para ser investigada a genealogia de cada demandante.

Ottar, incapaz de recordar o nome de seus antepassados, ofereceu sacrifício a Fréya, rogando por sua ajuda. A Deusa escutou indulgentemente sua oração e, aparecendo diante dele, o transformou em um javali e sobre o seu lombo cavalgou até a morada da feiticeira Hyndla, uma célebre bruxa. Com ameaças e súplicas, Fréya exigiu que a anciã traçasse a genealogia de Ottar até Odin e nomeasse cada indivíduo por seu nome, com o resumo de suas façanhas. Então, temendo pela memória de seu devoto, Fréya também exigiu a Hundla que preparasse uma poção de recordação, a qual deu a ele para beber.

Assim preparada, Ottar apresentou-se ante a assembléia no dia marcado e com facilidade recitou sua linhagem, nominado os muitos mais antepassados de que Angantyr pode recordar, por isso foi facilmente recompensado com a garantia de posse da propriedade em questão.

DEUSA-LÍDER DAS DISIR

Dentro das tradições dos antigos povos nórdicos, a Deusa Fréya era uma das líderes dentro do matriarcado das Deusas, o que lhe rendia vários cultos, principalmente na Suécia e na Noruega, onde era venerada como a "Grande Dis".

O Disirblot, era um festival celebrado anualmente no início de inverno nórdico em honra a Deusa Fréya e as Disir. Durante a comemoração era servido cerveja, porco, maçãs e cevada.

Todos os festivais nórdicos eram denominados de "blots" e contava com o comparecimento de toda a comunidade.

Seu culto tinha caráter erótico e orgiástico, associado sempre com a luxúria, o amor e a beleza.

As ancestrais femininas Disir eram descritas como nove mulheres vestidas de preto ou branco, carregando espadas. Nove é um número lunar e é considerado pelos nórdicos como um dos mais misteriosos e sagrados números. As Disir estão também associadas as Valquírias e as Norns. Elas traziam sorte, mas também eram famosas por suas adivinhações, principalmente quando envolvia justiça cármica.

Conectar-se com as Disir é muito eficaz para aumento de auto-estima e poder pessoal. Todos os rituais de invocação dessas sacerdotisas devem ser realizados na lua cheia.

Os templos dedicados a Deusa Fréya eram muito numerosos e foram mantidos durante muito tempo por seus devotos, o último em Magdeburgo, na Alemanha, foi destruído por ordem do Imperador Carlos Magno.

CULTO À FREYA

Era costume serem realizadas ocasiões solenes ou festivais para beber e honrar a Deusa Fréya junto com outros Deuses, mas com o advento do cristianismo se introduziu no Norte, iguais comemorações foram transladadas para a Virgem ou a Santa Gerturdes. A mesma Fréya, como todas as divindades pagãs, foi declarada como demônio ou uma bruxa e desterrada aos picos das montanhas norueguesas, suecas e alemãs. Como a andorinha, o cuco e o gato era umm animais sagrados para Fréya nos tempos pagãos, acreditou-se que essas criaturas tinham qualidades demoníacas,e inclusive nos dias atuais se representa as bruxas com gatos pretos ao seu lado.

ARQUÉTIPO DA TERRA

FRÉYA como arquétipo da Terra é a "Mãe Escura" que através de seu útero cria todas as coisas vivas. Já na qualidade de "Mãe Terrível", ela devora tudo que nasce de volta para o seu ventre.

Seu útero de morte é um estômago devorador de carne humana, o escuro abismo de tudo que vive. É o sangue do guerreiro que a alimenta e é por isso, que a Deusa exige oferendas de sangue vivo para ser saciada.

Os instintos de agressão e sexualidade, o amor e a morte, estão todos inseparavelmente unidos a Deusa Fréya. Isso porque, a fecundidade dos seres vivos está baseada no instinto que os impele ao sexo, mas toda a vida também depende do alimento e esse, do ato de dominar e devorar a presa.

De igual forma, a psique humana, quando projeta-se para o inconsciente, encontrará nele a unidade de um útero escuro (a terra interior), no qual criaturas se devoram e se geram. A terra está viva dentro do inconsciente do homem e é a Grande Mãe, em oposição ao princípio masculino patriarcal.

O simbolismo matriarcal é perigosamente pagão aos olhos do patriarcado, pois a terra foi amaldiçoada como sendo a quintessência do mal, pelo mundo patriarcal, dominado pelo Céu. O patriarcado despedaçou a humanidade, tornando-a uma parte superior e outra inferior, não deixando margem para reconciliação entre ambas.

A visão patriarcal tentou varrer de volta para o útero (inconsciente), todo o elemento titânico do mundo matriarcal e acredita que teria vencido esse dragão colocando o pé sobre sua cabeça. Entretanto, mesmo assim a humanidade seguiu matando e assassinando, entregue ao próprio inconsciente, encontrando desculpas e justificativas sagradas para tais feitos. Dessa vez, não foram as Deusas, mas sim o Deus único e Todo-Poderoso que exigiu essas ações. As guerras travadas nesses casos, foram então consideradas guerras santas.

A grande verdade é que não necessitamos de ilusões enganadoras para percebermos os instintos agressivos de dentro de nós. O correto é não culpar Deusas ou Deus e reconhecermos essa força impulsionadora em nós como algo esmagador, que ainda não foi descoberta a cura, mas que é uma doença, que nada tem a ver com "sagrada".

A submissão à escuridão, a aceitação dos aspectos negativos de "anima" (princípios femininos) e "animus" (princípios masculinos), a sensibilidade e o instinto perante à natureza e a assimilação do inconsciente no sentido da integração da personalidade, são algumas das expressões mais significativas para o desenvolvimento psíquico do homem atual.

A nossa Terra Interior é antes de tudo, uma Terra criativa, que não apenas produz e engole a vida, mas que também transforma, porque permite que tudo aquilo que morreu seja ressuscitado e trás para o exterior o mais elevado.

ENCONTRANDO-SE COM FRÉYA

Fréya chega em nossas vidas para ajudar-nos a respeitar nossa sexualidade. Está mais que na hora de você se ligar a esta energia vital, primordial e revigorante e expressá-la, tenha ou não parceiro.

Trata-se de estar plenamente presente no corpo e sentir a energia vibrante e elétrica de seus órgãos sexuais e usá-la para animar todo o seu ser.

Você tem medo de sua sexualidade? As advertências que recebeu na infância e adolescência a impedem de explorá-la? Você acha que o sexo exige parceiro e que, se não estiver com alguém, não pode desfrutar sua sexualidade? Fréya diz que quando se vive a sexualidade, todos nós nos abrimos para a energia dinâmica que flui em toda a criação. Quando você a exclui, limita suas possibilidades de entrar em contato com a energia da Deusa, que lhe trará mais vitalidade. No caminho à totalidade devem ser incluídos todos os aspectos, mas principalmente a sexualidade.

Créditos de pesquisa à
Rosane Volpatto

sábado, 3 de julho de 2010

O APOIO DAS(OS) LEITORAS(ES)

4 comentários:

sueli disse...

seu trabalho não é em vão.meu filho
é adorador da Deusa,e eu sou cristã
o que leio aqui ajuda muito compree
nder e respeitar as diferenças.
beijos.

Gaia Lil disse...

Sueli agradeço profundamente seu comentário pois ele me dá mais esperanças.
Como sacerdotisa envio a ti a o seu fiho, as bençãos da Mãe, espero que possa aceita-las.

Abraços

sueli disse...

aceito sim com muito amor,meu filho esta morando na holanda,ele é
o melhor filho do mundo tem 22 anos
eu tenho 42,sou linda e feliz graças a meu filho e a sabedoria que ele tem.Gaia seja muito feliz,
saiba que o que você escreve me ajuda muito a entender a vida.
com amor:sueli.

Gaia Lil disse...

Eu agradeço muito o seu carinho.
Obrigada o incentivo das leitoras ajuda a manter este trabalho de pé!


NOSSA IRMANDADE

Quero agradecer a todas as mulheres e homens que passam por aqui e dão seus comentários que me são um grande incentivo a continuar este trabalho apesar de ser um tanto contraditorio..Quero dizer eu própria o sou ao assumir este trabalho pois esperava se uma mulher forte e sábia e isso é exatamente o que não sou, mas creio que não fui chamada pela Deusa Mãe a toa!
Quero agradecer tambem a ajuda e ao incentivo dos outros sites focados na Espiritualida Feminina, dos quais retiro os textos.Na verdade faz pouco tempo que eu comecei a publicar meus proprios textos ainda orientados por outros textos e por fontes excassas, informações que que extraidas de seu estado bruto a serem modeladas pela inspiração e orientação da Mãe que é a guia de todos os meus atos.

Eu peço do fundo do meu coração que Ela continue a me inspirar e me orientar a agir sempre com Sabedoria e força, para que minha mão e minha alma sejam igualmente firmes.

E que Ela cuja Sabedoria é suprema, que a Mãe Suprema, a Terra Mãe fonte de todas as coisas guie todos que a buscam, guiem para que eles. A encontre em seus corações.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

AMARGI - LIBERDADE E RETORNO À MÃE

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AMARGI - LIBERDADE E RETORNO À MÃE

As mulheres que se descobrem, que conectão se verdadeiramente com sua Deusa Interior, que estão ligadas profundamente com sua sabedoria inata possuem uma ligação psíquica entre si. Elas são o que chamamos de Mulheres de Sabedoria ou Sacerdotisas da Mãe.
Elas são as Guardiãs natas do Mistério da Mãe, da Doadora da Vida, elas compreendem a Deusa como deidade primal (sob suas várias formas) e originaria como fonte de revelação e sabedoria místicas além de reconhecer a Deusa em si mesmas.

Está é conexão com a Grande Mãe é a chave para a evolução do nosso planeta e perpetuação da nossa existência na Terra uma vez que já foi comprovado cientificamente que a Mãe Terra por si mesma pode sobreviver a poluição humana, quem não sobreviverá a poluição e a fúria da Natureza Mãe serão os próprios seres humanos que a cada dia pilhiam e destruem matas e florestas em detrimento da Terra Mãe, alienados de sua saúde física, interior e espiritual.

Sob este paradigma surge o renascer do conceito de Sabedoria e Sacralidade Feminina como solução e revalidação de crenças muito antigas como o respeito natural a Terra o cultivo consciente da terra e o uso dos recursos naturais além da sacralidade espiritual e física da Mulher como ente e alma, concebendo em si mesma a sua totalidade sem necessitar de respaldo ou aprovação masculinas e sem se deixar dominar e dividir pelos conceitos de Santa ou Puta, sem abrir mão de sua espiritualidade em detrimento de sua sexualidade (e vice-versa), arquétipos estes estimulados e criados ao longo dos anos pelo Sistema Patriarcal por puro temor psicologico do Mistério da Deusa e da Mulher, temor este que nasce da ignorância e do fanátismo das religiões patriarcais que estimulam uma doutrina de ódio e medo, pregam o terror a deus e vêem (olham) a mulher como apenas um corpo oco e sem alma, através da manipulação das mulheres pelos homens, Estado, Mídia e Religião. Assim a Patrix do Controle ( como prefiro chamar) afastam homens e mulheres de novas possibilidades de pensamento e expansão de consciência utilizando se de conceitos, regras e tabus que manipulam e limitam as formas de pensamento de milões.

Nas antigas sociedades matrifocais a Deusa era tida como arquétipo e fonte doadores de vida e regeneradores e homens e mulheres trabalhavam em conjunto no cultivo, construção, uso consciente de matéria prima (vista como dádiva cedida pela Deusa à humanidade) e desenvolvimento cultural (ainda em tempos antigos é a Deusa e não as deidades coléricas então dominantes vista como aquela que cedeu ao povo "as dádivas da civilização"). Os conceitos antigos como igualdade entre homens e mulheres e o direito das mulheres de arrecadar bens e manter determinadas propriedades, caíram por terra com as invasões barbaras de kurgos, aqueus e outros povos selvagens que adoravam deuses sanguinários da Guerra e do céu.

Atualmente as mulheres seguindo um modelo tão poderoso como o da Deusa sentem se motivadas a lutar por seus direitos civis e espirituais, por assumir, como sacerdotisas, a liderança alternada de grupos espirituais, com encontros e eventos de homens e mulheres voltados para o Sagrado Feminino, mais uma vez de volta ao seio da Mãe, homens e mulheres reconectam se com os ciclos da Natureza através de celebrações e rituais que visam a harmonização com as energias da Grande Deusa.

É sob este ponto de vista que chamo o nosso despertar para a Deusa Mãe de Amargi (do sumérico liberdade e retorno à Mãe) que é a nossa única solução frente ao desastre ecológico e espiritual do Planeta.

OS MISTÉRIOS DA MÃE


..."o Cristianismo é uma religião do mistério pai-filho, os Mistérios Euleusianos mãe-filha tratavam da morte e regresso - como ressurreição, renascimento ou reunião -e de certo modo, o iniciado podia, então, compartilhar o destino da deidade que ultrapassara o reino dos mortos."

Jean S. Bolen

OS MISTÉRIOS DAS MULHERES

“Antes de falarmos na questão dos Mistérios das Mulheres, devemos ressuscitar o significado originário da palavra mistério. Na maior parte das livrarias, sob a etiqueta “Mistérios”, encontramos livros acerca da resolução de crimes. Porém num contexto espiritual, um mistério é uma verdade religiosa que apenas se pode saber por revelação. Vem da palavra grega mystes, que durante dois milénios, antes do cristianismo pelo menos, estava associada a Elêusis, o recinto sagrado da Deusa-Mãe Deméter e a sua filha Perséfone. O iniciado, ou mystes, passava por uma profunda experiência transformadora que ele, ou ela (porque ambos os sexos participavam), tinha de se manter em segredo. E o segredo foi mantido até um ponto avançado de era cristã (os ritos praticaram-se até 396 D.C.)


Todos sabemos que as pessoas não podem depender dos segredos guardados, no entanto esse nunca foi contado, o que indicia a probalidade de ser um dos que não podiam ser revelados por palavras. O mistério deve ter sido a experiência em si, uma revelação inefável que transforma o participante num iniciado que nunca mais temeria a morte, como nos disseram.

O que sabemos do mito de Deméter e Perséfone celebra a reunião da Deusa-Mãe com a Filha, que fora raptada por Hades para o mundo inferior. Pode partir-se do princípio que, como o Cristianismo é uma religião do mistério pai-filho, os Mistérios Euleusianos mãe-filha tratavam da morte e regresso - como ressurreição, renascimento ou reunião - e de certo modo, o iniciado podia, então, compartilhar o destino da deidade que ultrapassara o reino dos mortos.

Os dois assemelhavam-se também no culto a uma Divindade com três aspectos: a divindade abrange, Pai, Filho e Espírito Santo, enquanto a Deusa era homenageada, nos seus três aspectos, como Donzela, Mãe e Anciã. Em Eleusis, pode muito bem acontecer que a Anciã fosse algo de semelhante ao Espírito Santo, por ser um espírito.”

Travessia para Avalon - Jean Shinoda Bolen

Publicado por Rosa Leonor em MULHERES E DEUSAS

quinta-feira, 1 de julho de 2010

SACERDOTISA DE SHEKHINAH


NOSSA HERANÇA PATRIARCAL

A semelhança dos kurgos, os quais muitos milênios antes invadiram a Europa antiga, as tribos hebraicas que varreram Canaã, oriundas dos desertos do sul, eram formadas por invasores periféricos que trouxeram consigo seu deus da guerra: o feroz e ciumento Javé, ou Jeová. Eles eram mais adiantados tecnológica e culturalmente do que os kurgos, mas, assim como os indoeuropeus, também eram dominados por homens muito violentos e belicosos. Em seguidas passagens do Antigo Testamento, lemos de que maneira Jeová deu ordens para que se destruísse, pilhasse e matasse — e como efetivamente tais ordens foram cumpridas. A sociedade hebraica tribal, assim como as dos kurgos e indo-europeus, também era extremamente hierárquica, dominada pela tribo de Moisés, os levitas. Sobreposta a ela havia uma elite ainda menor, a família de Konath ou Cohen, sacerdotes hereditários descendentes de Aarão, os quais representavam as autoridades supremas. De acordo com o Antigo Testamento, os homens deste clã declaravam que seu poder originava-se diretamente de Jeová. Mais ainda, os estudiosos bíblicos nos falam de uma elite sacerdotal que muito provavelmente realizou grande parte do trabalho de reescrever o mito e a história que solidificariam sua posição dominadora. Por fim — concluindo e reforçando a configuração de uma sociedade de violência, autoritarismo e dominação masculina — encontramos a proclamação explícita do Antigo Testamento de que a vontade de Deus seja a mulher dominada pelo homem, pois, à semelhança dos kurgos e outros invasores indo-europeus que realizaram tamanha devastação na Europa e Ásia Menor, a antiga sociedade tribal hebraica consistia em um sistema rigidamente dominado pelo homem.

Mais uma vez, é imperativo salientar que tal fato não significa, nem com todo o exercício da imaginação, ter sido a religião dos antigos hebreus — e muito menos o judaísmo — culpada pela imposição de uma ideologia de dominação. A mudança da realidade de parceria para a de dominação começou muito antes das invasões hebraicas de Canaã, ocorrendo ao mesmo tempo em diversas regiões do mundo antigo.

Além do mais, o judaísmo vai bem além do Antigo Testamento em suas concepções de deidade e moralidade, e na tradição mística da Shekhina ele realmente retém muitos dos elementos do antigo culto à Deusa.

Como foi visto, na verdade o culto à Deusa disseminou-se entre a religião dos povos hebraicos até tempos monárquicos. Ocasionalmente, houve também mulheres, tais como a profetisa e juíza Débora, que ainda ascendiam a posições de liderança. Mas, em sua maioria, a antiga sociedade hebraica era liderada do alto por uma pequena elite composta de homens. Sob uma ótica mais crítica, segundo o Antigo Testamento, as leis elaboradas por essa casta masculina dominante definia as mulheres não como seres humanos livres e independentes, mas como propriedade privada do homem. Primeiro elas pertenciam aos pais. Depois, tomavam-se posse de maridos ou senhores, assim como qualquer criança que dessem à luz.

Segundo a Bíblia, crianças do sexo feminino e as mulheres de cidades-estados conquistadas, as quais, como diz nossa Bíblia do rei Jaime, "não conheciam um homem por deitar com ele", eram regularmente escravizadas, segundo as ordens de Jeová. No Antigo Testamento, também vemos os escravos por dívida, que são denominados servos e servas pela Bíblia do rei Jaime, e vemos como a lei estabelecia que um homem poderia vender sua filha como serva. E mais ainda, quando um servo era libertado, de acordo com a lei bíblica, sua esposa e filhos continuavam como propriedade do senhor.

IN O CÁLICE E A ESPADA - Riane Eisler

A GRANDE DEUSA JUDAICA

A obra contemporânea sobre a Deusa Shechinah, chegou até nós através de mulheres judias. Algumas delas, estudaram textos sagrados hebraicos por conta própria, a partir de fontes secundárias. São em sua maioria, musicistas, dançarinas, contadoras de histórias, rabinas, terapeutas e curadoras, que primeiro desenvolveram seus "insights" e avançando sempre, adquiriram informações complementares sobre a energia "Shechinah".
Feministas judias contemporâneas tiveram de enfrentar o sexismo na vida e na linguagem religiosas, incluindo a exclusão das mulheres das profissões sagradas. Como resultado deste ativismo, portas importantes se abriram na última década. De forma cada vez mais intensa, a Deusa está emergindo, como Deusa Múltipla ou Deusa de Mil Faces.

Como esta nova geração está servindo de parteira para o renascimento de Shechinah, temos que nos familiarizar com alguns textos antigos e algumas orações que a invocam.
Embora esteja acontecendo claramente um renascimento da consciência da Shechinah, os conceitos sobre uma Deusa Judaica ainda não influenciaram o judaísmo em sua corrente principal nem o movimento da Nova Era, que tende a considerar o feminismo judaico como um paradoxo. Ainda é cedo para saber como esta consciência contemporânea da Shechinah será absorvida pelo judaímo e pelo crescente movimento da Deusa. Embora ela precisa ser relembrada, pelo menos nossa reconstrução da Shechinah se liga à tradição sagrada. Sua filosofia básica, a que a presença dela é necessária para trazer a totalidade de volta ao Planeta, também fornece ainda, uma filosofia viva para nossos tempos.

O VERDADEIRO PERIGO É TEMOR INTERNO


"Vivo ausente e calada em paixão por mim mesma e a contra gosto volto me para o mundo fora de mim, mas embora o ato interno ante esta interrupção do meu amor possa ser a verdadeira revolta, noto que a em mim um jardim interno e profundo ficado em suas próprias raízes, um jardim aonde decidi deixar a beleza florescer, ainda que ela nasça sobre a Terra Mãe, ainda que seja apenas um preludio do milagre.

O verdadeiro milagre é interno, o lago interno e azul aonde uma mulher-sacerdotisa leva as mãos em concha para beber.A bebida é a verdadeira ambrósia da vida: o amor , o amor intenso e azul com pontas vermelhas como uma flor exótica. O amor não obedece o meu ritmo e sim o ritmo da vida.

Dia a dia a erva daninha do amor cresce e se alimenta do rio do meu coração. Cresce então minha sede de vida."