"E aqueles que pensam em Me procurar, saibam que a vossa busca e vosso anseio devem beneficiar-vos apenas se vós souberdes o Mistério; se o que vós procurardes, vós não achardes dentro de vós mesmos, então nunca encontrarão fora. Pois eu tenho estado convosco desde o Início e Eu Sou Aquela que é alcançada ao final do desejo"


domingo, 7 de novembro de 2010

13 LUAS, 13 FORÇAS, 13 ENERGIAS PARA A CURA


A LENDA DAS TREZE MATRIARCAS

"Ao longo dos tempos, entre os Kiowa, Cherokee, Iroquois, Sêneca e em várias outras tribos nativas norte-americanas, as anciãs contavam e ensinava, nos "Conselhos de Mulheres" e nas "Tendas Lunares", as tradições herdadas de suas antepassadas. Dentre várias dessas lendas e histórias, sobressai a lenda das "Treze Mães das Tribos Originais", representando os princípios da energia feminina manifestados nos aspectos da Mãe Terra e da Vovó Lua.

Neste momento de profundas transformações humanas e planetárias, é importante que todas as mulheres conheçam este antigo legado para poderem se curar antes de tentarem curar e nutrir os outros. Dessa forma, as feridas da alma feminina não mais se manifestarão em atitudes hostis, separatistas, manipuladoras ou competitivas. Alcançando uma postura de equilíbrio, as mulheres poderão expressar as verdades milenares que representam, em vez de imitarem os modelos masculinos de agressão, competição, conquista ou domínio, mostrando, assim, ao mundo um exemplo de força equilibrada, se empenhando na construção de uma futura sociedade de parceria.

Como regentes das treze lunações, as Treze Matriarcas protegem a Mãe Terra e todos os seres vivos, seus atributos individuais sendo as dádivas trazidas por elas à Terra. O símbolo da Mãe Terra é a Tartaruga e seu casco, formado de treze segmentos, simboliza o calendário lunar.

Conta a lenda que, no início da no nosso planeta, havia abundância de alimentos e igualdade entre os sexos e as raças. Mas, aos poucos, a ganância pelo ouro levou à competição e à agressão, a violência resultante desviou a Terra de sua órbita, levando-a a cataclismos e mudanças climáticas. Em consequência, para que houvesse a purificação necessária do planeta, esse primeiro mundo foi destruído pelo fogo.


Assim, com o intuito de ajudar em um novo início e restabelecer o equilíbrio perdido, a Mãe Cósmica, manisfestada na Mãe Terra e na Vovó Lua, deu à humanidade um legado de amor, perdão e compaixão, resguardado no coração das mulheres. Para isso, treze partes do Todo representando as treze lunações de um ciclo solar e atributos de força, beleza, poder e mistério do Sagrado Feminino. Cada uma por si só e todas em conjunto, começaram a agir para devolver às mulheres a força do amor e o bálsamo do perdão e da compaixão que iriam redimir a humanidade. Essa promessa de perfeição e ascensão iria se manifestar em um novo mundo de paz e iluminação, quando os filhos da Terra teriam aprendido todas as lições e alcançado a sabedoria.

Cada Matriarca detinha no seu coração o conhecimento e a visão e no seu ventre a capacidade de gerar os sonhos. Na Terra, elas formaram um conselho chamado "A Casa da Tartaruga" e, quando voltaram para o interior da Terra, deixaram em seu lugar treze crânios de cristal, contendo toda a sabedoria por elas alcançada. Por meio dos laços de sangue dos ciclos lunares, as Matriarcas criaram uma Irmandade que une todas as mulheres e visa a cura da Terra, começando com a cura das pessoas. Cada uma das Matriarcas detém uma parte da verdade representada, simbolicamente, em uma das treze ancestrais, as mulheres atuais podem recuperar sua força interior, desenvolver seus dons, realizar seus sonhos, compartilhar sua sabedoria e trabalhar em conjunto para curar e beneficiar a humanidade e a Mãe Terra.
Somente curando a si mesmas é que as mulheres poderão curar os outros e educar melhor as futuras gerações, corrigindo, assim, os padrões familiares corrompidos. Apenas honrando seus corpos, suas mentes e suas necessidades emocionais, as mulheres terão condições de realizar seus sonhos.

Falando suas verdades e agindo com amor, as mulheres atuais poderão contribuir para recriar a paz e o respeito entre todos os seres, restabelecendo, assim, a harmonia e a igualdade originais, bem como o equilíbrio na Terra.

1.Primeira Lunação Plenilúnio em Câncer Lua da renovação da terra (Sol em Capricórnio)

"Aquela Que Fala Com Todos os Seres", a Guardiã do aprendizado da verdade, do tempo e das estações. Ela nos ensina nosso parentesco com todos os seres da criação e a necessidade de honrar a verdade de cada ser. respeitando os direitos de todas as formas de vida e abrindo o coração. Sua sabedoria esta na sintonia com os ritmos da vida e no uso dos quatro elementos para alcançar o equilíbrio. !

Esta Lua convida para um tempo de descanso e renovação. Ela não permite transparecer as emoções, mas sinaliza para interiorizar e descansar. Refletir as ações do passado, preparando-se para o futuro. Os nascidos nesta lua devem prevenirem-se para não ficarem bloqueados, perfeccionistas e para arrumar tempo para lazer. Ela pede para ser adaptável, flexível, prudente, correto na conduta.

Em Câncer, a Lua Cheia, senta-se no seu trono. Câncer é o signo da maternidade, e esta fase simboliza trazer ao mundo uma criança saudável. A energia é predominantemente feminina, fértil, uma Lua Cheia no auge. Favorece o crescimento dos frutos, vegetais, flores ou projetos. A Lua mais indicada para trabalhar as emoções. Nos convida para um tempo de descanso e renovação. Para refletir as ações do passado, preparando-se para o futuro. Esta é a posição para um potencial de grande poder, nos ensina a ser fluidos, mas corretos na conduta bem como tão claros, adaptáveis, prudentes e sábios.

Esta Lua Cheia afasta influencias antigas, nutre nossa criança interior, reavalia temas antigos, descarta o que não nos serve mais, harmoniza a vida familiar.

2.Segunda Lunação Plenilúnio em Leão (Sol em Aquário)

É a Guardiã da Sabedoria, a guardiã das tradições sagradas e da memória planetária. Ela nos ensina a encontrar a sabedoria, tornando-nos receptivos aos pontos de vista dos outros e aprendendo com as experiências alheias. Aceitando a verdade e o espaço sagrado de cada ser expandimos a noção da família planetária e reafirmamos nossos laços com todos nossos irmãos de criação.
Esta lua tem a dádiva de fazer o coração ficar leve e ser brincalhão . Você pode realmente gostar de outras pessoas e de você mesmo. Ser humanitário. Também para a purificação..
Inspira a aperfeiçoar a comunicação, desenvolver o intelecto a transmitir mensagens de forma gentil e harmoniosa. Expande o poder intuitivo traz recordações de vidas passadas . Esta Lua ajuda a desenvolver habilidades psíquicas e para descobrir o aspecto corajoso e humanitário de nosso próprio ser.


3.Terceira Lunação Plenilúnio em Virgem Lua das Sementes (Sol em Peixes)

E "Aquela Que Avalia a Verdade", a Guardiã da Justiça que ensina os princípios da Lei Divina, a lei da ação e reação, o reconhecimento de nossa força e a aceitação de nossa fraqueza, mostrando-nos como avaliar as situações com imparcialidade, aceitando a verdade sem ferir ninguém. Energia propícia ao plantio de novas sementes em nossa vida, flexibilidade, cura, percepção e aceitação.

Traz a dádiva natural de habilidades curativas e psíquicas. Para aprender sobre sensibilidade profunda e a descobrir o próprio poder natural, sobre os mistérios da vida e a necessidade de estabelecer um território seguro. Inspira a acessar poderes de fora do mundo ordinário, a expandir o dom natural para os mistérios da vida e do Universo.

Esta é também uma Lua de Mistério. Pede mudanças rápidas, e preparação para tempos de crescimento. Intensifica lado inquieto da natureza, aumenta a habilidade para lidar com energias próprias. Sua dádiva de pureza ajuda a ter pureza espiritual.


4.Quarta Lunação Plenilúnio em Libra Lua das Arvores que Crescem (Sol em Áries)

E "Aquela Que Vê Longe", a Guardiã dos Sonhos. Ela nos ensina a usar a forca de nossos pensamentos e sentimentos para alcançar os resultados almejados. Ela também nos mostra o valor de nossos sonhos e nos guia para us armo s nossa habilidade no descobrimento e desenvolvimento de nosso potencial pessoal.

Esta lua tem a dádiva da liderança, da clareza de visão e adaptabilidade. Para aprender a temperar as energias de fogo, criar raízes e voar.

Esta Lua convida a encontrar meios de evolução pessoal para si e para os outro. Ensina sobre energia, intensidade, destemor. Ensina a canalizar energia, conter emoções e a ser pacientes com os outros. A temperar a energia que o fogo dá, para que o fogo interior possa trazer calor e luz para tudo o que e entrar em contato.
Energia propícia para renovação e crescimento

5.Quinta Lunação
Plenilúnio em Escorpião Lua das Flores e do Retorno dos Sapos (Sol em Touro)


É "Aquela Que Ouve", a Guardiã do Silêncio. Seu ensinamento é silenciar para ouvir as mensagens do nosso interior, da natureza, dos Mestres, do Criador Encontraremos, assim, a calma e a paz necessárias para avaliar, ordenar e transformar nossa vida
Esta lua tem a dádiva de poder tornar agradáveis os ambientes, de cada um se auto-sustentar e sustentar os outros: a estabilidade.

Esta Lua os encorajarão para irem além do plano material a buscar qualquer iluminação espiritual que puder encontrar.
Ensina sobre perseverança, paciência, estabilidade e praticidade. Inspira a colocar a própria casa em ordem, para que possa ter um lugar tranqüilo e de contentamento.

6.Sexta Lunação Plenilúnio em Sagitário Lua dos Cavalos (Sol em Gêmeos)


É "A Contadora de Histórias" que, por meio de seus contos, ensina o relacionamento correto com nossos irmãos de criação, como usar o humor para afastar os medos, como equilibrar o sagrado e o profano e preservar a tradição oral de nossos ancestrais. A Energia propícia recolhimento e equilíbrio dos instintos, direcionamentos das energias, centramento.
Esta lua traz a dádiva das habilidades de cura se aprender a desenvolve-la. Para adquirir habilidades em qualquer área que queira trabalhar, aprender sobre a própria beleza , dos outros e do meio ambiente.

Esta Lua ensina sobre as próprias habilidades, a serem mais sensitivo, mais veloz, e apreciar a beleza em todas as suas formas. Revela forças e as fraquezas que vem da energia vital.

7.Sétima Lunação Plenilúnio em Capricórnio Lua da Luz Forte e da Benção (Sol em Câncer )

E "Aquela Que Ama Todas as Coisas", a Guardiã do Amor Incondicional. Ela ensina o amor e a compaixão em todas as manifestações da vida. Amar o self sem restrições, quebrar os padrões impostos de dependências, ajudara nossa criança a interior a aceitar e dar amor, curando as feridas do passado.
Esta lua tem a dádiva da intuição e inspira a ser amante da família. Para aprender sobre a importância das relações e a necessidade de um lar forte.

Esta Lua educa sobre a lei dos relacionamentos e sobre a família. Ela ensina sobre as necessidades de dar e receber amor. De seguir as próprias percepções e intuições, para aprender sobre o próprio sentido de segurança e encontrar uma direção espiritual que ajude a canalizar as energias da vida que sempre fluem através de todos nós.

8.Oitava Lunação Plenilúnio em Aquário Lua dos Frutos Maduros (Sol em Leão)

E "Aquela Que Cura", a Guardiã das artes curativas e dos ritos de passagem. Ela mostra a humanidade que cada ato da vida e um passo no caminho da cura. Abrindo mão dos julgamentos e condicionamentos do passado, seremos capazes de curar o medo do futuro e lniciar um novo ciclo por meio de um rito de passagem.

Energia propícia fortalecimento do valor absoluto, interação, iniciar novo ciclo.
Esta lua tem a dádiva de saber demonstrar afeição e de encarar temores. Deve aprender que o coração é a fonte de sua força e desenvolver habilidades de liderança.

Esta Lua ensina como a trabalhar o centro do coração, como demonstrar afeição, como encarar os medos, e como desenvolver habilidades de liderança. Ajuda a desenvolver a coragem e o poder.

9.Nona Lunação Plenilúnio em Peixes Lua da Colheita (Sol em Virgem)

É "A Mulher do Sol Poente", a Guardiã das gerações futuras. Ela nos ensina a encontrar a verdade pessoal, encarando o futuro sem medo e manifestando nossas visões na Terra. Somos responsáveis pelas próximas sete gerações e não devemos lhes deixar um legado negativo, doentio ou fragmentado.

Esta Lua tem a dádiva de tomar decisões justas, da perseverança e da habilidade para analisar . Poderá aprender os conceitos do dever e do trabalho, e adquirir bom senso e confiança.

Esta Lua ensina sobre justiça, discriminação, habilidades de raciocínio e análise.
Ensina a equilibrar suas próprias energias espirituais e físicas, dá habilidades para penetrar em regiões secretas do coração e da alma, e despertar a curiosidade


Energia propícia fertilidade, prosperidade, preparação para o futuro.

10.Décima Lunação Plenilúnio em Áries Lua do Vôo (Sol em Libra)

E "Aquela Que Tece a Teia", a Guardiã da Força Criativa que nos ensina a desenvolver nossas habilidades, destruindo as limita,coes, saindo da estagnação e materializando nossos sonhos. Nossa criatividade e determinada por nossa capacidade de sonhar e usar nossa imaginação
Esta lua, tem a dádiva do equilíbrio e da harmonia, e de como entender as mensagens de seu coração, através de sua introspecção e força. Para aprender realmente o que é equilíbrio, mesmo que necessite sentir desconforto para fazer isso.

Esta Lua ensina sobre os paradoxos da própria vida, de uma maneira mais direta e intensa, pela própria experimentação. Ensina a mostrar a afeição fícsica e como se sentir confortável, tanto no Céu como na Terra, e a compreensão dos relacionamentos com grupos.

Energia propícia avaliação para o equilibrio e a harmonia, descoberta e a libertação.


11.Décima Primeira Lunação Plenilúnio em Touro Lua Escura das Folhas que Caem (Sol em Escorpião)

É "Aquela Que Anda Com Firmeza", a Mãe da inovação e da perseverança. Ela nos ensina o uso adequado da vontade e do poder para modificar as circunstancias da vida pela ação pessoal, sem depender dos outros para agir, afirmando nossa auto-estima e auto-suficiência.Esta lua, tem a dádiva de inspirar um mensageiro para os aspectos espirituais da vida. A adaptabilidade e a capacidade de viajar em silêncio em lugares de maiores medos.

Para aprender a focalizar as energias, a ser mais sensível a elas e a desenvolver habilidades de cura .
Esta Lua ensina sobre a força de transformar o seu mais íntimo ser, trazendo todas as lições que se tenha aprendido. Ensina sobre a extensão da própria energia, habilidade para criar mudanças, curiosidade, desejo de verdade, adaptabilidade, paciência, tenacidade, ambição , poder e a deixar nossa marca bem penetrante.


12.Décima Segunda Lunação Plenilúnio em Gêmeos Lua dos Dias Sagrados (Sol em Sagitário)

É "Aquela Que Agradece as Dádivas", que nos ensina a agradecer por tudo que recebemos na vida, abrindo, assim, espaco para a futura abundancia. Não importam quais sejam as dificuldades ou desafios que enfrentamos, devemos agradecer por essas oportunidades que nos permitem desenvolver e revelar nossa força interior. Como a "Mãe da Abundância", ela nos mostra o valor do dar para receber.
Esta Lua inspira a receber e a transmitir conhecimentos ancestrais, para meditar nos próprios dons, enxergar a vida com mais clareza. Permita que esta energia do Universo venha energizar os seus dons e assim poderá ter acesso, como um aparelho dos grandes poderes do Universo.

Esta Lua convida para um tempo de descanso e renovação. Ela não permite transparecer as emoções, mas sinaliza para interiorizar e descansar. Refletir as ações do passado, preparando-se para o futuro. Os nascidos nesta lua devem prevenirem-se para não ficarem bloqueados, perfeccionistas e para arrumar tempo para lazer. Ela pede para ser adaptável, flexível, prudente, correto na conduta.
Para trabalhar a concentração, pois pode gerar dispersão. Para trabalhar a comunicação consigo mesmo, o auto conhecimento, buscar o Eu Superior. Favorece a comunicação, o bom uso da palavra, energia para adatar-se às mais diversas situações. Saber também a hora certa de calar, de ouvir e de falar.

Para curar as más palavras que usamos contra nós mesmo, as limitações que nos impomos através da palavra. Trabalhar as afirmações positivas e curar suas programações negativas através delas. Para que façamos um balanço entre aquilo que falamos com aquilo que o nosso coração realmente sente. Sabermos honrar os compromissos feitos através da nossa palavra, da nossa comunicação.

13.Décima Terceira Lunação

A LUA AZUL

O que é Lua Azul?
Chama-se Lua Azul a segunda lua cheia num mesmo mês do calendário gregoriano ou a Lua Cheia do décimo terceiro ciclo de lunação, fechando o ano solar.

Lua Azul é regida pela Matriarca da 13 Lunação.

Ela é
“Aquela Que se Torna a Visão”, a Guardiã de todos os ciclos de transformação, a Mãe das Mudanças. Esta Matriarca nos ensina a importância de seguir nosso caminho sem nos deixar desviar por ilusões que possam vir a interferir em nossas visões. Cada vez que nos transformamos, realizando nossas visões, uma nova pespectiva e compreensão se abre, permitindo-nos alcançar outro nível na eterna espiral da evolução do espírito. A última visão a ser alcançada é a decisão de simplesmente SER. Sendo tudo e sendo nada, eliminamos os rótulos e definições que limitam nossa plenitude.

“Com o surgimento do calendário Juliano, no início do cristianismo, o culto à Lua Azul passou a ser reprimido por ser considerado uma exacerbação da simbologia lunar, do poder feminino e do culto às Deusas, assuntos perseguidos e proibidos. Mesmo assim, permaneceu sua aura romântica e poética e a Lua Azul passou a ser associada à crença de que era propícia ao romance e ao encontro de parceiros. Surgiu o termo inglês blue moon, significando algo muito raro, impossível, dando origem a inúmeras músicas e poemas melancólicos ou esperançosos”.

Texto de autoria de Mirella Faur
Extraído do livro "Anuário da Grande Mãe"
(Postado no site Teia de Thea)


O DIÁRIO DA LUA VERMELHA

A Lua Vermelha da menstruação

Na Antigüidade, o ciclo menstrual da mulher seguia as fases lunares com tanta precisão que a gestação era contada por luas. Com o passar dos tempos, a mulher foi se distanciando dessa sintonia e perdendo, assim, o contato com seu próprio ritmo e seu corpo, fato que teve como conseqüência vários desequilíbrios hormonais, emocionais e psíquicos. Para restabelecer essa sincronicidade natural, tão necessária e salutar, a mulher deve se reconectar à Lua, observando a relação entre as fases lunares e seu ciclo menstrual. Compreendendo o ciclo da Lua e a relação com seu ritmo biológico, a mulher contemporânea poderá cooperar com seu corpo, fluindo com os ciclos naturais, curando seus desequilíbrios e fortalecendo sua psique.

Para compreender melhor a energia de seu ciclo menstrual, cada mulher deve criar um Diário da Lua Vermelha, anotando no calendário o início de sua menstruação, a fase da lua, suas mudanças de humor, disposição, nível energético, comportamento social e sexual, preferências, sonhos e outras observações que queira.

Para tirar conclusões sobre o padrão de sua Lua Vermelha, faça essas anotações durante pelo menos três meses, preferencialmente por seis. Após esse tempo, compare as anotações mensais e resuma-as, criando, assim, um guia pessoal de seu ciclo menstrual baseado no padrão lunar. Observe a repetição de emoções, sintonias, percepções e sonhos, fato que vai lhe permitir estar mais consciente de suas reações, podendo evitar, prever ou controlar situações desagradáveis ou desgastantes.

Do ponto de vista mágico, há dois tipos de ciclos menstruais determinados em função da fase lunar em que ocorre a menstruação. Quando a ovulação coincide com a lua cheia e a menstruação com a Lua Negra (acontece nos três dias que antecedem a lua nova, entendido como o quinto dia da lua minguante), a mulher pertence ao Ciclo da Lua Branca. Como o auge da fertilidade ocorre durante a lua cheia, esse tipo de mulher tem melhores condições energéticas para expressar suas energias criativas e nutridoras por meio da procriação.

Quando a ovulação coincide com a lua negra e a menstruação com a lua cheia, a mulher pertence ao Ciclo da Lua Vermelha. Como o auge da fertilidade ocorre durante a fase escura da lua, há um desvio das energias criativas, que são direcionadas ao desenvolvimento interior, em vez do mundo material. Diferente do tipo Lua Branca, que é considerada a boa mãe, a mulher do Ciclo Lua Vermelha é bruxa, maga ou feiticeira, que sabe usar sua energia sexual para fins mágicos e não somente procriativos.

Ambos os ciclos são expressões da energia feminina, nenhum deles sendo melhor ou mais correto que o outro. Ao longo de sua vida, a mulher vai oscilar entre os ciclos Branco e Vermelho, em função de seus objetivos, de suas emoções e ambições ou das circunstâncias ambientais e existenciais.

Além de registrar seus ritmos no Diário da Lua Vermelha, a mulher moderna pode reaprender a vivenciar a sacralidade de seu ciclo menstrual. Para isso, é necessário criar e defender um espaço e um tempo dedicado a si mesma. Sem poder seguir o exemplo das suas ancestrais, que se refugiavam nas Tendas Lunares para um tempo de contemplação e oração, a mulher moderna deve respeitar sua vulnerabilidade e sensibilidade aumentadas durante sua lua. Ela pode diminuir seu ritmo, evitando sobrecargas ao se afastar de pessoas e ambientes carregados, não se expondo ou se desgastando emocionalmente, e procurando encontrar meios naturais para diminuir o desconforto, o cansaço, a tensão ou a agitação.

Com determinação e boa vontade, mesmo no corre-corre cotidiano dos afazeres e obrigações, é possível encontrar seu tempo e espaço sagrados para cuidar de sua mente, de seu corpo e de seu espírito. Meditações, banhos de luz lunar, água lunarizada, contato com seu ventre, sintonia com a deusa regente de sua lua natal ou com as deusas lunares, viagens xamânicas com batidas de tambor, visualizações dos animais de poder, uso de florais ou elixires de gemas contribuem para o restabelecimento do padrão lunar rompido e perdido ao longo dos milênios de supremacia masculina e racional.

O mundo atual - em que a maior parte das mulheres trabalha - ainda tem uma orientação masculina. Para se afastar dessa influência, a mulher moderna deve perscrutar seu interior e encontrar sua verdadeira natureza, refletindo-a em sua interação com o mundo externo.


Mirella Faur
IN: http://www.teiadethea.org/?q=node/131

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

5 DE NOVEMBRO, COMEMORAÇÃO DA MULHER ARANHA


Comemoração nativa norte-americana de Sussistinako, “A Mulher Aranha”, a Criadora da Vida, Mãe e Guardiã das tribos e da vida familiar. Ela criou o fogo, os raios, a chuva, o arco-íris, teceu os fios da criação e gerou todos os seres.
Sussistinako também tem seu aspecto escuro: Ela é a “Bruxa”, a Mãe Devoradora, representada como uma enorme aranha preta que destrói para poder renovar-se.
Na Melanésia, acreditava-se que, antes de a alma fazer sua passagem para o mundo dos mortos, ela deveria enfrentar Le Hev Hev, a Deusa representada por um aranha ou um caranguejo gigante. Se a alma não passasse pelos testes da Deusa, era devorada por Le Hev Hev, nome que significa “aquela que nos atrai com um sorriso para nos jantar”.
Wuwuchim, cerimônia do fogo dos índios Hopi, celebrando Masaw, o deus da morte. No decorrer dos dezesseis dias dessas celebrações, os rapazes eram submetidos a rituais de iniciação, sendo depois apresentados à comunidade de adultos.
Na Inglaterra, anualmente, os rapazes de Shebbear se reúnem neste dia para virar uma enorme rocha vermelha chamada “a pedra do diabo”. Esse hábito secular visa conjurar poderes mágicos e trazer paz e prosperidade a todos. É uma reminiscência dos antigos rituais de fertilidade e reverência às pedras sagradas e aos poderes ocultos da Terra.

Informações extraídas do livro “ O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur.

Gaia Lil:
E tudo no universo gira em sincrônia...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

PARA OS MESTRES DE LUZ, DE UMA FILHA DA ESCURIDÃO


EU TENHO ORGULHO DE SER BRUXA...

Que eu seja sempre a feiticeira que celebra os Mistérios escuros da Mãe Negra
Que eu sempre seja uma mulher que não teme o seu fogo interior
E seu poder de transformar o mundo
Que eu sempre saiba que a Grande Mãe da Vida e do Nascimento
Também é a Senhora do Sangue e o duplo da morte

Que eu jamais seja a mulher que se ajoelha diante de um mestre
Pedindo uma migalha de Luz e do amor
Pois eu recebi em mim mesma a soberania da Deusa
E a força daquela que preenche todas as coisas
E que através dessa percepção eu compreenda que sou e vivo
Para além do Tempo e da Luz

Numa escuridão estrelada de profunda paz, recolhimento e sabedoria
No útero todo inanimente da Grande Deusa
Que eu carregue sempre comigo meu punhal
Flecha de fogo
Aonde direcciono as energias da Chama Sagrada
E abro os caminhos da magia
No dia e na noite estrelada

Que eu não tema os desejos físicos
Que assolam meu corpo
E que eu ria e goze sempre da vida
Porque pulsando no mundo
Forte está meu coração
E entregue as Forças da Vida, as Forças da Deusa
As forças da Jovem Mulher da Primavera
Eu ame e sorria

Que nas forças da Mãe
Eu compreenda que Ela é em tudo
E que seu poder vibra em tudo que é Vida
Seu poder vibra
E nela não a bem e nem mal
Apenas os ciclos da Terra
E que eu compreenda que mesmo o erro
Me leva a evolução

E que eu jamais tema ser feia e velha
Pois todas as máscaras com a Anciã caíram
Que eu ria e ria quando for temida
Pelo Meu poder
Pois no intimo saberei que minha sabedoria
Ultrapassou a própria Luz
E que se os mestres não me compreendem
é porque ainda não souberam o Grande Mistério
De que na Deusa...Não a Luz nem Escuridão
Tudo é Um Nela e para Ela todas as coisas
E Nela a sabedoria...


COM CARINHO E AMOR DE UMA SACERDOTISA DA MÃE NEGRA DO TEMPO PARA José Fernando

CUJO SITE E O LINK SUGERIO PARECEM TER GRANDE TEMOR DO PODER DA MULHER CELTA, E DAS BRUXAS EM ESPECIAL...

José Fernando disse...

Presada senhora(ita),
Fazemos parte do Instituto Ayahuasca, Instituição Mística-Científica sem fins lucrativos,
Gostaríamos que entrasse no site www.institutoayahuasca.com.br, em Conhecimentos Livres, em Mulheres Celtas.
Boa leitura,
José Fernando Cracco
Instituto Ayahuasca

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O CORAÇÃO DA MÃE

PARA A CONSTRUÇÃO DE UM NOVO TEMPLO DA DEUSA

“A Deusa desperta dentro de nós, antes de despertar para o mundo" M.W.

Por vezes o teu coração festeja antes de tempo a presença que já dança no teu sangue; ela anuncia novas pulsações… O teu coração sabe no silêncio que te arde tudo o que tua alma ainda te oculta… Mas ela é-te fiel e sabe que tu esperas um sinal. O sinal virá da música das esferas e o teu corpo dançará em uníssono com ela. (2006)

http://4.bp.blogspot.com/_rzOmsLX6Ypc/TFmDNhMyQDI/AAAAAAAAEhg/bjYsCF4vBRU/s1600/hathor.jpg

HATHOR: A CASA DO VERBO

“Ela une-se à sua imagem, ela desce do céu, para entrar no horizonte do seu Ka sobre a Terra, ela envolve o seu corpo, ela une-se à sua forma, que está gravada no seu santuário, ela senta-se sobre a sua imagem que foi esculpida na parede.”*


Desde há uns meses que estou ao serviço da Alta Sacerdotisa, em Denderá…
Não sei porque fui escolhida para a servir de noite e de dia…mas eu já vi que é muito difícil para mim continuar a servi-la de bom grado como quando aqui cheguei e pensava que seria muito agradável…

No início tudo parecia fácil e a Alta sacerdotisa era afável, mas depois começou a embirrar comigo…a pesar-me, a mandar-me calar e mandar repetir-me tudo o que eu fazia como se eu fosse uma novata! Dizia que eu não sabia nada e fazia tudo errado…
Não sei quanto tempo mais vou suportar a sua arrogância, o seu modo de ser que é tão diferente das irmãs a que estava habituada na casa grande. Ela não é amável nem atenta. É egoísta e vaidosa, vê-se o tempo todo ao espelho e fala com sapiência é certo, mas vangloria-se do seu saber como se ela fosse a detentora da sabedoria e não a própria Deusa. Fica horas a preparar-se para os rituais e faz-me pintá-la com esmero, as vezes repetidamente e sempre a perguntar-me se está bem…espera, parece, apenas elogios de todos e vejo que gosta que as outras irmãs a adulem… Todas lhe oferecem espelhos…
A mim não me parece bem…Eu sei que ela é a mais bela e inteligente sacerdotisa do templo de Hathor, mas não me parece que estivesse pronta para o cargo.

Também sei que a Deusa não vai gostar nada da sua conduta, mas ela tem ainda poder e conseguiu convencer as anciãs que a elegeram… Ela é vaidosa e não faz mais do que servir-se a si própria, isto é o que eu penso mas não me atrevo a dizer a ninguém. Mas para mim Hathor, é a mais bela, e sei que Ela não vai gostar que nenhuma sacerdotisa lhe tire a sua glória…Ela é a Deusa suprema e não vai consentir que a alta sacerdotisa, que usa o seu colar de pedras preciosas e pérolas, lhe roube o esplendor nem nos engane na sua falsa humildade. Ela não vai deixar que ela siga no seu falso pedestal. A Deusa tem muitas faces e se na sua bondade nos acolhe também nos castiga na sua face de leoa, Shekimit…aquela que é justa e proteja as mulheres e responde aos seus apelos.

Eu, na minha luta interior, não quero ser cúmplice da sua queda que prevejo e vou muitas vezes rezar a Bastit para que ela me tire do seu serviço, mas não tarda que a Deusa das duas faces se enfureça. Bem sei que por enquanto vou ter de continuar às suas ordens, mas não direi mais nada quando ela me perguntar se está bela…fingirei que não a ouço ou que me dói a cabeça….espero que ela não me chame mais para que não me faça todo o tempo carregar-lhe as túnicas, os pesados colares e os espelhos, os perfumes, os incensos e a mude de roupa vezes sem conta…
Não quero continuar a massajar-lhe a pele suave nem os pés delicados que pousa no meu colo quando se recosta na sua cama dossel, nem quero tocar harpa ou arranjar as flores que adornam o seu quarto nem preparar as suas mandrágoras, pois o meu coração fica tão apertado que mal consigo respirar. Se ela insistir nos meus serviços eu recuso-me mesmo que vá de castigo para uma cela e fique reclusa um mês, ou um ano, sim, mesmo que não assista à festa do ano novo para homenagear a Deusa do amor e da Alegria. Não quero servir uma cópia falsa da Deusa. Não foi por isso que vim para Templo.

Dendera é o lugar mais belo da Terra amada mas eu, mesmo que vá para outro lugar, prefiro a servir uma mulher cruel e tão vaidosa…Há outras irmãs que eu adoro com quem canto e que vejo dançar nas procissões, e quando isso acontece sinto-me tão feliz e em casa…a minha alma voa como o pássaro Ba, neste lugar o mais belo da terra em que se une a nossa alma ao nosso ser eterno e ela encontra o seu Ka…porque é na casa da Deusa que o Sol brilha mais e por isso está sempre perto do céu…este é o lugar onde a sua Luz se eleva aos céus e ilumina os quatro cantos do mundo.
Eu, não sei porquê, perdi a minha alegria de viver desde que estou ao serviço da Alta Sacerdotisa; a minha alma está cada dia mais doente e eu sinto-me tão deprimida e ansiosa…há uma saudade tão grande da Deusa Mãe que eu não compreendo, parece que ela está cada dia mais longe de mim…
Amanhã se ela me voltar a chamar fingirei que estou sem forças e desmaio à sua frente; assim farei com que chamem a Sacerdotisa Curadora do Templo…A ela eu não preciso enganar, basta dizer-lhe o que sinto, pois ela sabe bem e respeita os nossos sentimentos pois eles são sagrados e falam da nossa alma…

A Curadora das almas veio e disse-me que os meus sintomas eram de uma mulher numa fase de apaixonada…e perguntou-me quem eu amava em segredo…eu respondi espantada que só amava a Deusa e mais ninguém pulsava no meu coração…ela então riu-se e disse-me que não era verdade, que eu devia estar a projectar o meu amor na Alta Sacerdotisa e por isso ela reagia assim comigo, para me tornar consciente da outra Face da Deusa, e para retirar a projecção…eu quase gritei e disse-lhe que não, que não podia ser, que isso era impossível pois o que eu sentia mais se parecia com ódio…por ela…e que essa suspeita me amargurava de dia e de noite e me enchia de medo da Deusa…
Nesse momento a curadora olhou no fundo dos meus olhos e disse…-"minha irmã, tu não sabes ainda que o ódio não é senão amor na sua forma mais violenta e embora primária, brota da alma tal como o amor mais puro ou a adoração da Deusa? Nós temos de vivenciar no nosso caminho iniciático todas as formas de amar…e odiar é só mais uma, no seu oposto e avesso, o mais perigoso, é certo, e se não o souberes alquimizar pode ser pior que veneno e é por isso que estás doente, mas é ainda amor”…
Nos seus olhos azuis como a turquesa, eu vi paz e amor e então ela olhou-me com um sorriso compreensivo, muito serenamente, tocou-me na testa com a mão em sinal de respeito e depois deixou-me só; eu fiquei a chorar toda a noite.

No dia seguinte, quando a Alta Sacerdotisa me chamou, ao olhar para mim, como se adivinhasse a minha dor e o meu espanto, apesar dos meus olhos inchados - o que a faria ver que me encontrava verdadeiramente convalescente - sorriu-me como nunca me tinha sorrido, olhou para dentro dos meus olhos como nunca me tinha olhado e disse: “Estás agora pronta para representares a Deusa. A partir de hoje vais ser minha oficiante e dormir no meu quarto para de manhã me acordares com os teus mais belos cantos…o meu coração reconheceu-te como a mais fiel servidora da Deusa. Todos os dias vais dançar para mim”.

Ela estava tão bela no seu resplandecente leito que a minha alma ficou enevoada e eu atordoada por tanta beleza. Sem me conter, ajoelhei-me na beira do seu leito e comecei a chorar, pedindo-lhe perdão. Ela levantou-me o rosto com as mãos e apertando-o olhou directamente a minha alma disse ainda: “Tu passaste a prova.” Então, levantou-se com a majestade da própria Deusa, imponente e cheia de amor, deu-me a Chave da Vida depositada no altar da Deusa, a Anke em forma de espelho e disse: “olha bem para ti: agora já sabes que o amor tem muitas faces e nenhuma é verdadeira até que sejas só Tu e Eu unidas no Seu Amor.” E acrescentou: “E nunca esqueças que é na sede do meu coração que Ela habita e o lugar que Ela mais ama. “Tot disse “que a mais pura alegria é aí que reina, e que lhe ofereçamos vinho sem cessar antes de a qualquer outra Deusa”

E DIANTE DO ALTAR DA DEUSA EU BEBI DO SEU SEIO O LEITE E O VINHO ATÉ CAIR A SEUS PÉS ENEBRIADA E FELIZ, SUA SERVA, SALVA PARA TODA A ETERNIDADE.

* Um texto esculpido em no Templo de Dendera

SACERDOTISA D'ÍSIS ROSA LEONOR PEDRO (2010)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

LEALDADE FEMININA JÁ!


Dilma Rousseff:

"Acredito numa Força Superior, acredito na força dessa Deusa-Mulher chamada 'Nossa Senhora'"


A Lealdade Feminina é um sintoma da mudança da sociedade rumo a um novo modelo social. Alguma mulheres já estão se conectando. As mulheres tem o Dom da Vida e essa essência feminina que nos irmana é a chave para profundas mudanças no modelo social.

A Lealdade Feminina é transversal. Não podemos esperar que todas as mulheres pensem como nós. Mas a essência feminina que nos une já existe e é preciso religar essa energia para que ela flua de forma permanente, formando uma rede de Luz...


"É no paradigma da Grande Mãe que vejo a fonte cultural da mulher; por isso lhe chamo MATRISMO e não feminismo. Vai!...Vai!...Chegou a hora! Vai unir-te às humilhadas filhas da noite, tuas irmãs! Ao som dos tambores do sangue ide acordar a Grande Mãe! Chegou a hora!"

Natália Correia



ISSO E MUITO MAIS EM MATER MUNDI

E EIS QUE UMA MULHER REINA NAS TERRAS DE CY

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Imperatriz é a mulher diante do mundo do poder.

2010 é um ano da mulher, um ano do feminino, é um ano onde a mãe Terra irá dar a luz a novas realidades e percepções para seus filhos, nós.

"SIM, A MULHER PODE"

"É importante eleger uma mulher – sim! Importantíssimo, e nos próximos dias poderemos avaliar isso melhor. Mas Dilma não é simplesmente “mulher”. É uma brasileira que ousou lutar contra a ditadura, em organizações clandestinas. Isso a velha elite não perdoa.
É uma marca tão forte quanto os quatro dedos do operário que nunca será aceito na velha turma.

Dilma vem de longe. Dilma não é uma “invenção do Lula”.
Dilma concentra a esperança de um Brasil mais justo.
Nesse dia histórico, depois de uma campanha exaustiva e lamentável por parte da direita, é preciso ainda estar atento. Porque do outro lado há gente que também vem de longe.

(...) Votar em Dilma é votar num país que vem de longe. E que pode chegar muito mais longe nas próximas décadas."

Rodrigo Vianna in PISTAS DO CAMINHO: http://pistasdocaminho.blogspot.com/

Uma grande mulher governa agora,
a primeira PRESIDENTA, o Brasil e apesar de todos os partidarios contrarios de toda mentira e de todo o golpe sujo...E eis que uma mulher filha da Grande Deusa, que acredita numa das faces da Mãe Divina tem a chance de fazer um trabalho maravilhoso em nome dela e de todas as mulheres... Do Brasil e do Mundo!

Bem que disseram que 2010 ia ser o ano da imperatriz...Viu a cara que o Serra fez, uma cara feia, uma cara de c* tão feia que me fez morrer de rir.
Como disse Suzane Z Budapeste:

"Eles disseram que já fomos longe de mais com isso de libertação das mulheres, pois eu digo ainda não fomos longe o bastante..."

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

AS REPRESENTANTES DA DEUSA NA TERRA

"As mulheres falam demais..."

Fazendo uma retrospectiva histórica e mitológica do papel da mulher ao longo dos tempos, constatamos seu papel milenar como mediadora entre os planos divino e humano. Desde os primórdios da humanidade, coube às mulheres a responsabilidade de perceber os avisos, os sinais e as manifestações sobrenaturais e transmiti-los à comunidade. Durante os 35 mil anos em que Deus foi mulher, as mulheres – as representantes da Deusa na Terra - foram respeitadas por seu poder de conceber e nutrir a vida e por sua profunda conexão com os planos sutis.

As mulheres eram regidas pela Lua e a ela estavam conectadas por meio de seus ciclos menstruais. Considerada uma representação da Deusa, a Lua era honrada pelas mulheres por meio de reuniões, em sua fase menstrual, nas quais se dedicavam à introspecção, ao silêncio, à cura e à conexão com o divino. Esse retiro visava não somente a renovação e o fortalecimento pessoal, mas era também uma oportunidade de trabalhar em benefício da comunidade.

A percepção sutil intrínseca à natureza feminina tornava-se muito mais ampla e aguçada durante a menstruação, permitindo às mulheres atravessarem mais facilmente os véus que separam os mundos. Ao retornarem de seu isolamento, as mulheres traziam mensagens e orientações dos ancestrais, dos seres da natureza e da Deusa, sendo assim reconhecidas e honradas como porta-vozes do além.

Nas culturas matriarcais do período neolítico, a mulher continuava desempenhando sua função de intermediária entre o sagrado e o profano, fosse como sacerdotisa, profetisa ou visionária. Ao visitar lugares sagrados em Malta, Sicília, Creta e Grécia, pude comprovar in loco a existência de inúmeras câmaras oraculares, de nichos para sonhos incubatórios e de janelas especiais nas paredes dos inúmeros templos, onde a comunidade ia para ouvir a voz da Deusa manifestada em suas sacerdotisas.

Localizado na Grécia, em Delphi, o mais famoso oráculo do mundo antigo era dedicado a Python, a grande serpente sagrada, filha partenogênica da Terra que personificava o espírito profético de Gaia. Lá, após rigorosas purificações e preparações, as sacerdotisas oraculares – chamadas pitonisas – entravam em transe e transmitiam as mensagens para todos aqueles que as procuravam. Mesmo após a usurpação do templo pelos sacerdotes de Apollo, o oráculo continuou sendo atributo das sacerdotisas, pois Python transmitia seus segredos apenas às mulheres.

Com o advento das sociedades patriarcais, as mulheres perderam seus direitos, sendo dominadas, subjugadas e silenciadas. No Império Romano, as mulheres ainda desempenhavam funções sacerdotais, mas foram excluídas da vida social, não tendo permissão para estudar ou para falar em público. A educação era reservada apenas às cortesãs, para que pudessem entreter os homens com sua erudição. O cristianismo, por meio de seus dogmas, proscrições e proibições, marginalizou e aniquilou definitivamente os valores femininos, excluindo as mulheres do sacerdócio, relegando-as às funções procriadoras e ao serviço do lar, da família e da comunidade.

Por não ter sido criada à imagem e semelhança de Deus (mas da costela do homem), por ter tentado comer da Árvore do Conhecimento e por ter sido castigada com a expulsão do Paraíso, a mulher tornou-se a origem de todos os males infligidos à humanidade, a fonte do pecado, do mal e da luxúria. A conseqüência foi sua total desconsideração, passando a ser julgada incapaz de pensar e proibida de falar. A repressão religiosa, familiar e social colocou vendas nos olhos e mordaças na boca das mulheres, que, outrora, representavam a origem da vida e a fonte da sabedoria.

Após os horrores da Inquisição, as mulheres levaram ainda alguns séculos para emergir da escuridão, até que, no início do século passado, conseguiram recuperar o direito de falar, trabalhar e votar. O século XX pode ser considerado a retificação dos dezenove séculos de opressão e silêncio forçado, facilitando a compreensão do movimento feminista como um pêndulo oscilando entre dois extremos.

Ávidas por expressão, as mulheres foram à luta na tentativa de recuperar o tempo perdido. Hoje ninguém mais duvida de sua capacidade, seja na área social, política, econômica ou científica, seja na área literária, artística, terapêutica ou mística. Pagando o alto preço da jornada dupla ou tripla de trabalho, a mulher saiu do anonimato e está conquistando um lugar ao sol, competindo de igual para igual com os homens. E é neste ponto que o pêndulo perde seu equilíbrio: as mulheres, ao assumir características que não são intrínsecas à sua natureza - imitando o comportamento e apropriando-se dos valores ou do linguajar masculino – exageram sua auto-afirmação e querem ser ouvidas a qualquer custo.

Talvez por isso a mulher fale demais, esquecendo-se que somente no silêncio pode ser ouvida sua voz interior; que sua força não vem da agressividade ou da combatividade, mas sim da compreensão, da sensibilidade, da criatividade, da ponderação e da sabedoria. Por mais que o mundo exterior a solicite, pressione ou agrida, a mulher moderna precisa relembrar como se proteger e como se fortalecer, buscando dentro de si seu verdadeiro eu, ouvindo sua sabedoria inata e expressando, com convicção e competência, seu potencial de maga: saber, querer, ousar... e calar.

Mirella Faur - IN: http://www.teiadethea.org/?q=node/110

O DIVINO FEMININO


A palavra "Deusa"se refere ao Divino Feminino. Durante milênios, no mundo todo, nossos ancestrais veneraram uma Divina e Poderosa Mãe-Deusa. Ela foi honrada e celebrada como a Mãe de Toda a Vida. Mas de onde provêm a idéia de Deusa? Em tempos longínquos, o homem dependia da Terra para todas as coisas: como o seu sustento, assim como para abrigo e proteção. Ela era provedora de tudo que era necessário para perpetuar a vida e também era a vida em si mesma. Estes povos observavam que toda vida era concebida a partir dos corpos femininos (tanto animais, quanto mulheres), de modo que era totalmente natural que acreditassem que deveria existir uma Toda Poderosa Criadora Feminina também.
Hoje apreciamos o ressurgir da cultura da Deusa que tem sido reverenciada por homens e mulheres, que celebram e respeitam as energias femininas dela emanadas.
(REINO DAS DEUSAS - Rosane Volpatto)

A Fonte Criadora nas culturas matrifocais era a Grande Mãe primordial, chamada por inúmeros nomes e venerada pela multiplicidade dos seus aspectos e atributos como a Mãe Terra, a Senhora dos animais, vegetais e frutos, a Mãe das montanhas, dos rios e da chuva, das pedras e das colheitas, do Sol, da Lua e das estrelas, da noite e do dia, das nuvens, dos raios e dos ventos, Padroeira da vida e Regente de todos os seres vivos

As antigas sociedades tribais eram matrifocais, geocêntricas, pacifistas e igualitárias, agindo em parceria e igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres, em permanente contato e reverência à vida e à Natureza.Mas, com o passar do tempo vieram as invasões que mudaram o pacífico cenário do antigo mundo. Tribos nômades e conquistadores trouxeram consigo o” poder letal da espada” , que substituiu o ”poder doador de vida do cálice”. Cultos de deuses guerreiros, senhores do céu, dos raios e trovões, das batalhas e conquistas se instauraram aos poucos em lugar da veneração à Terra, à Mãe Divina e à reverência dos seus poderes fertilizadores e mantenedores da vida. Sociedades e culturas patriarcais prevaleceram sobre a orientação matrifocal e geocêntrica, a violência e a supremacia dos mais fortes levando à criação de religiões e estados patrifocais, hierárquicos e dominadores. Os mitos e as lendas foram revistas para refletir uma dualidade antes desconhecida: Sol e Céu opostos à Lua e Terra, luz à escuridão, o masculino ao feminino. Antes desta distorção de conceitos e valores tudo fazia parte da Grande Mãe, tudo tinha um aspecto positivo ou negativo , não se falava em Bem e Mal, dia ou noite, claro ou escuro, masculino ou feminino, pois os pólos existiam em tudo e se complementavam e integravam harmoniosamente na totalidade da criação. Por ter sido decretado que a criação original tinha sido a obra de um Pai solitário, tudo que estava relacionado ou associado à Terra ou à mulher tornou-se sinônimo de impuro, maléfico, selvagem ou perigoso, devendo ser conquistado ou subjugado, o único dono digno sendo o homem, feito à semelhança do Criador. Tanto a Natureza quanto a mulher poderiam ser dominadas e exploradas, em nome de leis injustas impostas em nome de um Deus masculino, que personificava a razão suprema e o poder absoluto que criava e governava o mundo. Em lugar da terra pertencer a todos como antigamente, apareceu a propriedade particular, a supremacia dos mais fortes substituiu a divisão igualitária de bens, a competição, ganância e violência predominaram sobre os valores do convívio pacifico e de parceria, as guerras e a inferiorização da mulher tornaram-se coordenadas e regras da nova civilização. (trecho de
O CHAMADO DE GAIA)

“A Deusa personifica a unidade de todas as coisas. Ela dá ao seu povo tanto o alimento físico como o espiritual. Dá a vida e na morte mas ela envia os seus filhos para o seu seio cósmico. Ela simboliza a relação com a vida quer no seu lado generoso quer no seu lado destrutivo, ligada à natureza, não se preocupando com as guerras nem com as conquistas.

O culto da Deusa Mãe irriga um sistema de valores caracterizado pela ausência de violência, uma forma de igualdade e de cooperação entre homem e a mulher, uma ausência de hierarquias. Esta organização social em forma de círculo, teve lugar no mundo durante cerca de 10 a 20 mil anos de civilização sob a inspiração do princípio feminino.”

La Femme Solaire
De Paule Salomon

EM BUSCA DA DEUSA

EM BUSCA DE SI MESMA

Houve e há muitas formas de Busca da Deusa, digamos a nível exterior e a nível interior, mas para mim nenhuma se torna tão definitiva e substancial se a Mulher não estiver EM SI MESMA consciência à partida da causa e origem da sua cisão, da cisão da mulher ocidental…por isso só lhe vou responder a uma questão que para mim é essencial e que é toda a base do meu trabalho de muitos anos e experiência pessoal.

Trata-se da integração e consciência das duas mulheres separadas na psique da mulher, Lilith, primeira mulher de Adão, insubmissa ao macho e Eva mais tarde tirada da costela de Adão por suposto bíblico.

Mais tarde como sabemos, no Novo Testamento, essa cisão consolida-se quando em concílios sucessivos, no princípio do cristianismo, com a divisão das duas mulheres mais próximas de Cristo, a presumível amante, Maria Madalena, companheira de Jesus, e a mãe, a Virgem Santa, considerada imaculada, porque O concebe sem “pecado”. Um facto que pode ter sido extraordinário e mágico é elevado ao céu para rebaixar as outras mulheres…

Há deste o início da religião judaico-cristã, como vemos, uma cisão da mulher em duas…mas essas duas mulheres são afinal de contas…uma só. Uma só mulher que era integra e convivia “sem pecado” com o seu lado maternal em perfeito equilíbrio com o erótico.

Depois de tantos séculos de obscurantismo religioso e dogmas criados pela Igreja católica romana é agora tempo de as mulheres ACORDAREM para si mesmas e para o seu verdadeiro potencial e integrar as duas mulheres cindidas na Bíblia…

Essa integração pode dar-se AGORA, PORQUE ESTE É O TEMPO - na psique e na alma da mulher – na união do corpo alma e espírito – e porque elas coabitam e sempre coabitaram a um nível profundo, celular e fazem ambas parte do SER MULHER inteira. E não bastam rituais…ao luar ou no mar…evocar Iemanjá ou Lilith…ir de joelhos a Fátima… é preciso SER-SE MULHER INTEIRA.

E É urgente esse acordar porque é nessa divisão que a cultura judaico-cristã se baseia ainda para erguer o seu domínio e exclusão de uma delas criando a dicotomia da boa e da má mulher que impregna toda a literatura e hoje está obscenamente patente nas telenovelas. Essas duas mulheres em nós não são antagónicas, quem o decretou foi a cultura patriarcal…e a Igreja de Roma. Foram séculos de perseguição e ódio visceral à natureza instintiva da mulher sedutora, da mulher bela, da mulher sábia, da mulher sensual, da mulher curadora…

A convivência entre ambas ainda que a nível inconsciente é constante, mas no exterior o que se manifesta é o antagonismo entre os dois lados que se tornaram “opostos” em cada mulher, havendo como é natural mulheres mais tipo Afrodite e mulheres mais tipo Hestia ou Atena e um desses lados tem predominância no carácter da mulher – mas que só são opostos porque a natureza instintiva e sexual da mulher foi considerada indigna e perversa e separada da mulher séria e da esposa ou da mística, no caso óbvio das freiras: celibato, castidade e penitências…

Quanto a mim a única solução para o aparecimento de um novo paradigma, é a consciencialização desses dois aspectos básicos da sua cisão senão essa divisão continua a fazer-se no adjectivar uma ou a “outra” mulher de acordo com o lado da vida em que se situa, do lado do conhecimento que adquire e toma como verdadeiro. Se essa cisão não se desfaz a mulher vai viver sempre essa separação e luta consigo mesma e com a sociedade onde quer afirmar a sua verdade. Fa-lo-á nos círculos de mulheres, nas cerimónias ou rituais wiquianos ou noutro grupo qualquer de mulheres. Daí este aspecto ser tão importante. Aliena-lo é compactuar com o Sistema patriarcal e continuar a agir dentro sistema. Ele agradece e até acha graça…

É essa a razão porque as mulheres ditas “nova era” nem sequer querem ouvir falar nisto… no centro das suas esferas ainda está o Deus e o Homem…ainda que consortes da Deusa…elas continuam a ser a mulher do homem…e não senhoras de si mesmas!

Assim, todo o conhecimento intelectual e mesmo espiritual sem essa integração é sempre dual e eu não os nego enquanto informação básica história ou ritual, apenas defendo que há um Conhecimento inato e uma sabedoria intrínseca que passa ou se expressa ou manifesta pela fusão dos hemisférios esquerdo e direito, feminino e masculino, tanto no homem como na mulher, sim, mas nunca antes da integração das duas mulheres na Mulher.

A meu ver só isso permite o acesso à verdadeira Inteligência, a Inteligência do coração, o verdadeiro órgão da Inteligência (sabia que o coração tem dentro de si um pequeno cérebro motor ainda desconhecido da maioria dos cientistas…?) e que se desenvolve pela emoção pura (não sentimental).

Não é separando nem dividindo ou raciocinando que chegamos ao conhecimento do SER, essa é a minha experiência. Mas eu tive outros mestres/as, fora de qualquer sistema ortodoxo académico, que, por mais evoluído e moderno que se pretenda está sempre dentro do Sistema…falocrático e patriarcal. E enquanto ele se mantiver, para mim, tudo o que se fizer, mesmo o melhor, é destinado ao erro, digo à separação da mulher em duas, três, conforme os estereótipos…porque se baseia na aceitação implícita da divisão da mulher em si…Esse foi o erro de todas as ideologias que nunca consideraram a mulher em si nem a sua totalidade…Nunca a viram como um ser integro e total, mas sempre dependente e complementar do homem, (mesmo que economicamente fosse independente) vista mais como um apêndice e nem as filosofias, e já antes desde Sócrates, nem as teorias da moderna sexualidade, viram essa cisão essa separação inicial depois da Queda…claro…Primeiro era só Eva a culpada, depois passou a haver a culpada e a santa, a Virgem que se anulava no casamento-contrato e tinha de ser fiel.

Acha que as coisas mudaram muito? Então olhe para a violência doméstica ou para os crimes sexuais que são não só contra a mulher mas também as crianças ou ainda e principalmente para as doenças de foro feminino…de onde elas vêm?

- Olhe para a maneira como hoje em dia na política os homens falam das ministras e deputadas e fazem chacota delas. Atacam as mulheres na política de meretrizes e vadias e não falam assim dos homens…

Então porque dar razão à sociedade machista e continuar a servi-la contestando aquilo que não tem remédio dentro do sistema? Porque não antes ligar as duas mães – seja Oxum (Lilith) e Iemanjá (Eva ou Nossa Senhora da Conceição) os arquétipos femininos básicos digamos e aparentemente antagónicos; isso foi o que eles fizeram, e fizeram o mesmo com intelectual e a amante, a religiosa e a trabalhadora, mas isso é uma e só a mesma coisa: a santa é a intelectual e a amante a puta…nada varia. E ninguém também lhe diz, de facto, que por seguir uma carreira e os seus interesses científicos e literários que tem de deixar de as unir… eles sim. Eles é que lhe impõem essa condição. Criam à mulher essa confusão tão lógica da sua divisão que faz com que ela não veja o que é tão evidente à partida porque está tudo perfeitamente escamoteado (obnubilado) pela razão deles… o que eles têm é medo justamente que ao Integrar as duas mulheres ou deusas, os dois arquétipos dominantes no mundo católico, a mulher possa tornar-se na nova “Pensadora” ou “Intelectual” se quiser, mas que não usa só a cabeça e o cérebro ou a mente, mas que une e inclui o sentimento e a emoção; digo, o coração, que equilibra os pólos e expressa a sua totalidade.

Sem a totalidade da MULHER não há nada de novo ao cimo do Planeta…

Eu só lhe digo mais uma coisa: o Sistema Académico NUNCA aceitará isso por mais que lute por se afirmar…e isso só verá um dia se não se deixar dominar e subjugar por ele…A sociedade falocrática não aceita as mulheres que não lhes são submissas, não as elegem nem elogiam…não lêem os seus livros…não as ouvem, porque elas são as Cassandras que eles condenaram ao descrédito…falar da Deusa e eleger a Mulher é ridículo mesmo para as mulheres dentro do patriarcado. Desde os gregos e romanos…

E quanto mais cultas e dentro do conhecimento académico, filosófico, científico ou outro as mulheres estiverem mais pensarão como os homens que são seus mestres, desde há séculos e fazem escolas, mais se distanciarão da Mulher autêntica e da sua essência. Porque a haver uma Mulher de Palavra, será Sábia e não intelectual… porque de certeza que a sua palavra será a Profética e de Amor, a do Conhecimento abrangente, do dentro e do fora, do cimo e do baixo, porque a mulher integrada é iniciada por si e une os Opostos…ela une a Terra e o Céu…Tem é de primeiro descobri o seu matrimónio genético e celular a sua memória ancestral…

Eu não a quero convencer de nada nem parecer convencida e menos ainda dissuadi-la do seu percurso. Mas É assim que sinto…é assim que sinto a MULHER e a emergência da união das duas mulheres que se digladiam entre si e dentro de si!

Com todo o meu respeito pelo seu trabalho e desejo do maior sucesso na sua carreira. Não se zangue comigo por eu ser tão afirmativa, mas é mesmo o meu coração que me salta da boca…

Rosa Leonor Pedro - MULHERES & DEUSAS


"O retorno à Deusa, para renovação numa base de origem e num espírito feminino, é um aspecto vitalmente importante na busca que a mulher moderna empreende em direcção à totalidade."


De SYLVIA B. PERERA

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ACONTEÇA O QUE ME ACONTECER A DEUSA EM MIM NÃO SERÁ OFENDIDA


A FACE DA MÃE EM MIM NÃO SERÁ OFENDIDA
E SÓ ESTÁ PERCEPÇÃO VALE TODA UMA EXISTÊNCIA.

"Filha amada...No sangue e no espírito és verdadeiramente Minha filha.
Ofereço-te ao mundo e o mundo a ti. Aconteça o que acontecer nunca
estarei longe de ti se procurares no teu interior. Vai em frente e
vivei"*

Meu caminho e mais difícil que o de muitas mulheres e homens mas mesmo assim o trilharei e se a Deusa ajudar o farei com sabedoria

* Encontrado num livro, não vou dizer qual, num romance.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

SOBERANA DA TERRA


Soberania de Terra


Hoje sou soberania,
Sou Morrighan, Britania, Macha... sou mulher
em meu corpo, corre o sangue ancestral
em minha mente, a inspiração suprema
em minha alma, a energia de todos que desbravam meu solo fértil, e não caminharam em vão

Hoje sou mulher,
Sou quem recolhe despojos de batalha, quem fertiliza a terra, quem amaldiçoa os não merecedores... sou soberania
em meu corpo, o cheiro da luxúria
em minha mente, dançam lembranças de momentos inebriantes
em minha alma, energia que se mistura, luz, paixão

Hoje sou druida,
Sou quem caminha entre gritos de guerra, entre bosques antigos, entre mundos... sou inspiração
em meu corpo, sementes da criação
em minha mente, awen reluzente
em minha alma, magia encarnada, força, gratidão
Hoje sou eu, finalmente hoje sou....

Aline Martins