"E aqueles que pensam em Me procurar, saibam que a vossa busca e vosso anseio devem beneficiar-vos apenas se vós souberdes o Mistério; se o que vós procurardes, vós não achardes dentro de vós mesmos, então nunca encontrarão fora. Pois eu tenho estado convosco desde o Início e Eu Sou Aquela que é alcançada ao final do desejo"


domingo, 27 de fevereiro de 2011

UMA HOMENAGEM A TODAS AS MINHAS IRMÃS SAGRADAS


Espera me parir a mim mesma.
Não me chama agora porque estou me parindo.
Espera porque um dia eu nasço
E mostro quem sou
Sou uma ciclópe
Uma Medusa
E estou me parindo
Vida, vida diabólica pulsa em prazer
A Deusa pulsa em mim
Correntes de vida
Mãe Eterna, Teu nome é impronunciável
Vem, vem ver o meu rebento que estou me parindo toda
Vem que estou me parindo toda de amor
Por todas vocês minhas irmãs.
Aguardem que esse parto ainda vai demorar
Vou demorar muito para ser uma Mulher sábia e completa
Como muitas de vocês o são
Nem vi o meu rosto e sei que me amo.
Essa mulher que sou eu que me vou parir é uma homenagem
A todas vocês minhas irmãs sagradas,
Juro que quando a mulher que eu sou
Estiver completa
Publico a sua foto aqui nesta página
(Ela será bela, eu juro, mesmo que sua aparência seja grotesca, ela será bela porque viva)
Para que vocês leiam e vejam
E sintam orgulho de ter ajudado...
A parir Gaia Lil

Com carinho para:

A Matriarca ( Rosa Leonor), Nana Odara, Luciana Onofre, Yoni, Anna Paim, e todas as leitoras de Alta Sacerdotisa e todos os nomes que esqueci devido a minha mémoria louca de mulher ainda em processo de parto... Ainda parindo a si mesma...

imagem: Deusas gêmeas de Hacilar...

MINHA FALTA DE LÓGICA


No princípio dos Mundos, o parto extático e orgiástico acontece e nele e dele a Mãe nasce para criar a si mesma no escuro. Isso é como um principio de silêncio aonde uma força gigantesca ergue se sobre si mesma, e na escuridão profunda e na intensa luz nasce o caos, a harmonia, o Principio Materno. O Principio Materno assexuado e sexuado (andrógina) fala profundamente para si mesma em oração:
Estou aqui. Que se inicie a vida.
E a vida nasce de si mesma.

O motivo pelo qual temo publicar algo de minha própria autoria se deve a minha falta de talento e minha falta de lógica. Não consigo escrever com lógica completa. Minha lógica é sempre parcial e não sei como escrever sobre o destino alheio, consigo tão somente expressar algo sobre mim mesma, e este não é o objectivo deste blogue. Por isso me atenho tão somente aos meus poemas e só me expresso quando sou provocada ou elogiada por alguém. Só consigo falar sobre mim mesma e quando fala da Deusa é mais como sacerdotisa e adoradora, do que em termos técnicos, afinal para isso já existem outros que falem com ótimo discurso sobre o tema. Também tenho dificuldade em falar da mulher em si pois acabo sempre a falar mais de mim mesma e meu relacionamento com meu lado selvagem, minha sombra, minhas crises, minhas curas, meus milagres, etc...
Sou uma mulher sem lógica, uma mulher destrutiva e geniosa.
Tanto que minha palavra preferida, a palavra que me define como mulher é profundidade e muitas vezes no ensaio de uma maior profundidade torno me totalmente superficial porque existe o instante em que se vive, se sente a força da vida e existe o instante em que se fala dela. Não gosto de falar da força da vida. Gosto de senti la e não gosto de falar da Deusa e sim de encarna-La, adora-La e ama-La.

Espero resolver me logo, quer como mulher, quer como sacerdotisa. Minha maior esperança em vida é me resolver na minha desorientação, pois no momento em que sinto a Deusa sinto me completa. Quero prolongar está sensação de não estar desorientada ao longo dos dias e das horas, ao longo das vidas. Sinto medo de mim mesma e essa força de vida que me ronda, sinto medo porque sei que em fúria sou uma mulher terrível e sei que se eu não começar a criar para mim mesma, criar do barro virgem da terra, eu mesma, se eu não começar a me respeitar e fazer me respeitar como mulher, fazer e ser quem realmente sou, posso destruir todos a minha volta, inclusive (e principalmente) eu mesma. Habitis, cala me porque não sei quem sou. Habitis, força de quem habita, habita em meu corpo grandiosa profundidade. Sei que sou matéria prima do caos e sei que se eu não criar uma vida para essa mulher que eu sou por dentro posso destruir a mim mesma. Vamos, Vamos, Gaia Lil o que você vai fazer?

Sua idade adulta se avizinha e seu caminho se estreita!
Está na hora de parar de fingir para de ser boazinha.
Ambas de nós sabemos que você não é assim. Você sabe, sabe que é profunda e precisa viver a vida sem medo, precisa criar e destruir.
Precisa aprender a amar a si mesma e parar de querer tirar seu sustento do suspiro de vida alheio. Está na hora de viver toda a vida interior. Viver toda a sua feminilidade ainda que seja sua morte, sua sina, sua destruição.
Deusa, Deusa Mãe, quando vou fazer o parto de mim mesma?
Preciso me parir e está na ora de parar de pedir ajuda da Deusa.
Preciso encontrar a minha Grande Mãe interna e mergulhar mais fundo no meu Útero, no meu Ventre. Ventre e Útero fantasmágoricos, mas que existem assim mesmo. No fundo da alma.
Viram?
Crio mais quando acredito mais em mim mesma do que nas idéias dos outros. minha falta de lógica é uma doença patológica?
Hereditária não é, minha família toda segue um mesmo esquema. Toda a vida emaranhada dentro de um fácil patriarcado. Tenho medo de mim, sei que sou diabólica o suficiente para destruir qualquer patriarcado, qualquer dominação e até mesmo qualquer homem que me domine. Temo pelo homem que se apaixonar por mim pois poderá vir a sofrer na minha mão (se ele tentar me controlar...). Do jeito que sou demoníaca acho que vou destrui-lo.
Essa então sou eu?
Eu sou Lilith?
Tenho ainda que aprender a confiar na minha Mulher Selvagem interior. Lilith, se oculta em meu nome grafado em Lil. O príncipio se confunde confunde com o final. Gaia, a Terra Mãe e Lilith, a Fonte do Caos fazem parte de mim. Está na hora de respeitar as Deusas do meu nome e ser eu mesma, fazer las (fazer me) respeitar em vida. Ninguém é como Gaia Lil e Gaia Lil não é como ninguém. Cada um se é. E esta na hora de eu parar de me esconder atrás de um nome falso, dado por um sistema falso, e aceito em uma vida falsa. Eu sou Gaia Lil e está na hora de eu me respeitar e me fazer sentir como gente no mundo. Sem medo. Não mata.


PERCO, ENCONTRO-ME, PERCO, ENCONTRO-ME, PERCO...


Perco me na intensidade da vida, como na escuridão, a intensidade me ronda, ronda me está sensação de estar perdida.Rendo ne a Ti, ó vida e a sua paixão. E os pulsos de vida percorrem meu corpo como vagas, como ondas de água negra.
Nas águas negras da vida purifico me por não temer a escuridão.
E renasço.
Força de vida, cerca me diante de Ti.
Meu renascer é lento e gradual como o da árvore que após a queimada, se alimenta da Matriz, da Terra-Mãe.
Do Útero, do fundo da alma tiro meu alimento. E a Mulher-Terra-Mãe me vela e protege.
Cala te e deixa me falar.
Cala me e deixa me sentir.
Pois a vida esta fluindo sob (e entre) meu corpo. A vida me transpassa,
Sou Vida.
Eu vivo e com profundo amor transformo a dor interna em arte. Por amor a Ti, ó vida violenta, amor e fúria a Ti.

ANARQUISTA, PAGÃ E ECO-FEMINISTA



«Because I believe the earth is a living being, because we are all part of that life, because every human being embodies the Goddess, because I have a fierce, passionate love for redwoods and ravens, because clear running water is sacred, I'm an activist. And because the two hundred richest people in the world own as much wealth as the poorest forty percent, because every ecosystem, traditional culture, old growth forest and life support system on the planet is under assault, and because the institutions perpetuating this unjust system are global, I'm kept very busy!»
Starhawk

Simos Miriam, a escritora norte-americana, eco-feminista, anarquista e activista anti-globalização que se destacou no cerco e boicote à Cimeira da OMC em Seattle há 10 anos atrás, conhecida pelo nome de Starhawk.

(…)
O seu último livro, publicado em Junho de 2009, tem sintomaticamente como título The Last Wild Witch, uma vez que a autora é uma das figuras de proa do neo-paganismo contemporâneo que articula espiritualidade, respeito pela terra e um activismo ecológico que passa tanto pelas práticas de permacultura como por acções directas em defesa da natureza-mãe.
«A física moderna reconhece hoje que aquilo que os xamãs e as feiticeiras sempre souberam: que a energia e a matéria não são forças separadas, mas formas diferentes da mesma coisa.».

Daí decorre que a feiticeira neo-pagã trabalhe para dar a cada um a consciência do seu próprio poder, e ao mesmo tempo reforçar os laços com os outros e com o mundo. Ao «poder-sobre», ao poder da autoridade, imposto do alto, ela opõe o «poder-de-dentro». Assim se explica os rituais em contexto situacional, nas barricadas, em plenos tumultos de rua, e nos solstícios. Propostas como estas, e outras similares, são motivo de grande discussão entre os activistas mais ortodoxos que desconfiam do fundamento e efeitos destas crenças e do ritualismo que lhe está associado.

Como quer que seja, certo é que os seus livros são textos estimulantes contra a Razão triunfante dos nossos dias, essa Loucura que nos submerge sob a aparência do racionalismo cientificista tentacular e totalitário. E as técnicas preconizadas por Starhawk – o empowerment ( a capacitação das pessoas e dos grupos sociais) e o Reclaim the Commons – mostram bem que o seu activismo eco-feminista e espiritual não deixa para amanhã – nem para os outros – a inadiável mudança social. Porque um outro mundo, não só é possível, como é, face à injustiça e à guerra, urgente e necessário. Aqui e agora.*

*Texto de Viriato Porto copiado em: http://blogosocialportugues.blogspot.com/2009/08/eco-activista-e-feminista-starhawk.html

Naomi Klein, escreve:

A escritora norte-americana, eco-feminista, anarquista e activista anti-globalização que se destacou no cerco e boicote à Cimeira da OMC em Seattle há 10 anos atrás, conhecida pelo nome de Starhawk (...) O seu último livro, publicado em Junho de 2009, tem sintomaticamente como título The Last Wild Witch, uma vez que a autora é uma das figuras de proa do neo-paganismo contemporâneo que articula espiritualidade, respeito pela terra e um activismo ecológico que passa tanto pelas práticas de permacultura como por acções directas em defesa da natureza-mãe.

Starhawk é, com efeito, reconhecida internacionalmente como uma activista do movimento pacifista. (...)

A cientista belga, Isabelle Stengers,
que se tem dedicado a desmistificar e dessacralizar a toda-poderosa ciência moderna, tem divulgado a sua obra e pensamento para o mundo francófono, tendo ambas sido co-autoras de um livro comum com o título «Mulheres, Magia e Política» ( Femmes, magie et politique). Por sua vez, Stengers escreveu o livro «A Feitiçaria Capitalista: práticas de desocultamento» (La Sorcellerie Capitaliste: pratiques de desenvoutemente) onde tenta analisar como o capitalismo é um sistema de feitiçaria, e a consequente e imperiosa necessidade de capturarmos e denunciar o seu perigoso feitiço.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

DIVAGAÇÕES


Acho que fui feita para amar. Amo tão intensamente, de forma tão delicada que tenho a até medo. Tenho medo do amor que brota sem destino. Que amor é esse que brota?
É para a Deusa? Mas a Deusa já tem o meu mais profundo amor anterior a própria palavra porque anterior a origem e a semente. Este amor que me brota e que me é como um rio que corre é um amor a beleza e a delicadeza dos sentimentos. Não um amor a estetica, que é fútil e sempre acaba, mas um amor a essência profunda de vida que habita em nós.

Vida, terrível, bela e velha vida. Em suas bordas um pouco de esperança no centro muito dor, muito amor, muita força. Dos lados salpicamos algumas pessoas especiais, sem as quais a vida não teria sentido e perto do amor colocamos a listagem daqueles que nos são mais queridos. Na vida a um momento em que devemos aprender a nos respeitar e parar de esperar o elogio alheio. Expresse sem elogios e sem honrarias. Os grandes faziam isso e como eles eram meros mortais, creio que não é impossível. A vida a fundo me dá medo: Ela é por demais de intensa. Mas também não quero a vida mansa e sonsa da barata que ziguezagueia sem rumo, sem força. No fundo quero isso mesmo: quero o susto, o orgasmo, o medo, o divino, e antes disso quero me entender.
Não me entendo e não quero com essa frase tentar roubar Clarice Lispector. É que de fato não me compreendo bem e"ajo como se me entendesse" para sobreviver, ninguém sobrevive se não fingir que está se entendendo e assim entendendo o mundo. O Mundo é vida, Deusa em eterna transformação, Criadora , Poderosa, Sádia e tambem a Velha, a Morte, o fim. E assim toda a humanidade cultua sem saber este misterioso e invisível panteão de faces da Mãe que governam os ciclos. Não me importa se Eles invocam Javé ou Alá.
No fundo eles sabem, eles querem a vida.
Eles querem a Deusa.

A MULHER VESTIDA DE NEGRO


A aurora já nasce e a estrela em meu peito germina.
Doce amor, doce dor percorre meu corpo.

Eu sou outra que não eu mesma, sou uma outra Mulher que caminha no seu vestido negro e longo a arrastar-se sob as planícies de sal. Sobre sua cabeça uma coroa de penas negras e em baixo de sua mão o punhal...Em sua cintura como um belo e verde cinto uma serpente a adorna, em seu olhar a foice e a força das aves de rapina...Que Dama Terrível é esta que reina sobre meu coração e que é antes de mim eu mesma?
Ela caminha sábia poderosa profunda e luxuriante sentindo prazer no calor do sol que queima sua suave pele negra e tenra. Ela tem a força de mil mulheres e é a imagem arquetípica profunda.

Preciso de mais, preciso extrair mais de mim mesma, exijo o nome profundo e palavra da criação, exijo de mim mesma o primal a força primitiva, a máteria prima do caos. E a dor, a bendita dor, dor que é benção e revelaão dor que é fluidez de vida, a dor, sábia inimiga continua fluir pelo meu corpo ininterrupta sem que sua continuação me faça criar...Criar o que? a busca? a noite? o sonho?
Sou sonhadora por natureza e mais terrivel das mulheres. Sinto esse sentimento oco em mim como se ao mesmo tempo em que estivesse vazia, sangrasse toda por dentro?
E eu preciso disso: preciso beber dos rios de sangue que me percorrem, as minímas revelacões de uma revelação maior, uma revelação que está em mim mesma e em meu futuro... E a Mulher Outra aquela que é mais eu mesma do que eu continua.
Sem nome, sem face pelo deserto Ela caminha, pelos caminhos que nem os antigos conhecem ela caminha saudavel e terrivel, calma e audaciosamente caminha pelas praias do deserto Ela é que a Virgem Indomina, bebedora de sangue, mulher de ancestral sabedoria. Posso senti la queimando em meu peito. O céu de sua alma clareia e voltada para o sol Ela canta, os cantos de Ret.

A SIBILA


"Terei toda a aparência de quem falhou, e só eu saberei se foi a falha necessária."

"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca."

"O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."

"É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo."

Frases de Clarice Lispector

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A MULHER QUE EU SOU...


OU O ESBOÇO DE UMA...

Eu nasci mulher, sei que há quem o contradiga ou o leia com muxoxo, mas eu estou em meu corpo e só eu sei o que sou ou melhor quem eu sou. Logo sou uma mulher. Não perfeita, não completa, mas o sou. Mas venhamos e convenhamos se tivesse sido tudo muito fácil minha história de vida (que ainda está se desenrolar) seria menos intensa e por isso mesmo menos interessante e prazeirosa. O prazer será ainda aquele das mulheres loucas e portanto matriarcais:
Transformar dor em amor, transformar dor em sabedoria. Creio que a Deusa antes de me enviar a Terra olhou me no fundo dos olhos, nos olhos da minha alma e disse:


Que interessante! Vou dar um complicadinha no destino dessa minha filha e ver como ela se desenvolve...

PALAVRAS DA MINHA SÁBIA INTERIOR


A CAVERNA DA ALMA

Não procure agradar ou fazer se amada, a primeira força está dentro de você, não procure trabalhos impossíveis, pois a obra da Deusa sempre será o que é viável no momento, não tenha medo da dor pois ela faz parte da descida até o Útero, não arrenegue a velhice nem tema a imaturidade, ambas as faces da Deusa tem seu valor, a Mãe é mais que uma mulher que pare, Ela também é antes de tudo uma mulher madura. Caminhe da maneira que desejar, libere suas asas e voe, caminhe um pouco na Escuridão e sinta o vento frio dos Mistérios Dela, caminhe na Luz e busque o prazer de Seu calor e beleza, entre na profundidade da caverna, adentre mais fundo, e mais fundo em direção a Mim, que sou a Mulher Sábia e a caverna dos ossos relevará seus segredos, adentre a Mim, que tomo vários nomes e formas e sou várias mulheres, adentre a Mim que Sou,
Eu Sou...
Eu Sou...
Eu Sou...
Eu Sou...


MULHERES E DEUSAS; UM CAMINHO PARA O AUTO-CONHECIMENTO

PARA QUE A DEUSA VOLTE A NOSSA CULTURA, PRECISAMOS DE NOS FOCAR NO SEU ARQUÉTIPO, DENTRO DE NÓS...

“Se você meditar acerca de uma Deusa ou imaginar um diálogo com Ela, esta parte sábia de si se torna mais consciente e acessível na vida do quotidiano. Aquilo que tem o nosso foco, tem a nossa energia. Aquilo que imaginamos que vai acontecer, precede o nosso desenvolvimento.
Quanto mais quisermos conhecer um arquétipo de Mulher Sábia, tanto maior a probabilidade de que ele surja em nós; e quanto maior for o número de mulheres interessadas neste processo, tanto maior será a certeza de que o arquétipo da Deusa voltará à nossa cultura.”

Jean Shinoda Bolen
AS DEUSAS E A MULHER MADURA
IN: MULHERES & DEUSAS ROSA LEONOR


MATER - MATRIZ


Há um nome mágico
evocativo.
O mais comum e o mais sublime:
Avé Maria
Yod-He-Vav-He

Tenho a voz cheia da tua substância primeira,
tenho-te na boca e nas entranhas.
Respiro o teu nome e estou de ti prenha.

As tuas mãos percorrem as artérias
do meu coração como safiras
e a minha alma acompanha-te enlevada
ao mais secreto de mim.

Nas tuas mãos abro-me inteira
e sou o teu jardim.
Tu és a Chave!
Eu sou o templo de uma nova era anunciada:
O Amor em MI (m).

IN: Mulher Incesto - Sonata e Prelúdio
Rosa Leonor Pedro

A MATERNIDADE COMO UM OBRIGAÇÃO

http://4.bp.blogspot.com/_-E6KzSYYDTY/TMJIHouxDYI/AAAAAAAAEvM/05J3Mn1Imp4/s1600/maternidade-4.jpg

UMA IMPOSIÇÃO CULTURAL DO PATRIARCADO IMPOSTA NA SOCIEDADE

"Nem toda mulher nasce para ser mãe, e nem toda mãe é mártir." Lya Luft


IN: ÚTERO VAZIO

Esta é uma escolha exclusivamente feminina, isto é da mulher em questão e jamais pode ser posto de lado seu papel na escolha de engravidar ou não. Uma verdadeira sacerdotisa da Deusa tem direitos sobre seu próprio corpo e jamais precisa ou aceitas as imposições de uma sociedade paternalista para se defender ou não.
Gaia Lil

SANGUE, PULSOS DE VIDA


Sangue da vida,
Com a lua crescente meu corpo o faz.
Sangue da vida,
Com minguante a terra o cultiva.
O tempo veio para mulher abandonar sua vergonha.
O sangue que derramamos é sagrado, uma honra que restaura.
Celebremos nosso dom, o poder para criar
O milagre de amor da vida humana foi consumado.

Sangue da vida,
Com a lua crescente meu corpo o faz.
Sangue da vida,
Com minguante a terra o cultiva.

Sangue da vida,
Sangue de Sabedoria, como os anciões o chamam.
Sangue da vida,
Presente Sagrado, vamos celebrá-lo.

Honre seu ritmo, siga o fluxo.
Ame sua criação, aprenda a deixar ir.
Honre a noite escura, honre o dia, honre seu corpo, ele conhece os caminhos.

Nosso tempo de sangrar cura, é tempo de deixar ir, relaxando no feminino, seguindo com o fluxo.
Não há nenhuma necessidade para compreender como a noite se
transforma em dia.
A alquimia está dentro de você, seu corpo conhece os caminhos.

Eu sou mulher, mulher que flui com a lua,
Mulher que sangra para vida.
Eu honro meu sangue.
Eu sou a mulher sagrada.
Eu sou a mulher que muda.


http://www.imagick.org.br/apres/PratickasNoImagick/Xamanismo/SangueMulher.html

IN: JANELA DA ALMA