"E aqueles que pensam em Me procurar, saibam que a vossa busca e vosso anseio devem beneficiar-vos apenas se vós souberdes o Mistério; se o que vós procurardes, vós não achardes dentro de vós mesmos, então nunca encontrarão fora. Pois eu tenho estado convosco desde o Início e Eu Sou Aquela que é alcançada ao final do desejo"


sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

A Grande Divisão:a queda das grandes instiutições



TEXTO MUITO IMPORTANTE, DE VALUM VOTAN, O ENCERRADOR DO CICLO, SOBRE O NOVO TEMPO QUE ESTÁ SE APROXIMANDO DE FORMA INEXORÁVEL. DEIXA MUITO CLARO QUE É HORA DE NOS PREPARARMOS, BUSCANDO UMA VIDA ALTERNATIVA E SUSTENTÁVEL, COMPATÍVEL COM OS NOVOS TEMPOS QUE NOS ESPERAM. NÃO DEIXE DE LER E REFLETIR A RESPEITO. É MUITO IMPORTANTE.

2009 – ANO DA GRANDE DIVISÃO.

por Valum Votan



I. Forças da Divisão



Qual é o maior legado do ano Gregoriano 2008 para o seguinte, 2009? Sem dúvida o colapso do sistema financeiro mundial – isso e a eleição do primeiro presidente afro-americano dos Estados Unidos. São estas as duas forças que darão forma aos eventos mundiais do próximo ano. Ambas auguram 2009 como o ano da Grande Divisão.



Na verdade o dinheiro não existe; não há posse. Não somos reais. Se as pessoas apenas pudessem ver a peça que estamos nos pregando com as ficções pelas quais morremos e matamos! A ilusão do dinheiro bem como os que lhe são apegados não morrem facilmente. A vinda do novo ciclo evolucionário sem dinheiro é inevitável, mais ainda a morte do antigo ciclo.

Durante o ano de 2009 devemos examinar cuidadosamente com quem e o que nos identificamos.



Claro, o que torna a situação tão difícil no plano relativo é que a ficção do dinheiro

dominou muito o ciclo babilônico de 5000 anos da História – isto e o que vem com essa paisagem: o horror dos impostos, guerra e domínio imperialista. De fato, virtualmente toda instituição do mundo moderno é governada e manipulada por dinheiro.



Com o domínio da história, é esta ficção e seus mecanismos de suporte que a perpetuam – o sistema financeiro e os governos mundiais – que estão desabando a nossa volta. Com o dinheiro voando pela janela, o sistema econômico sustentado por ele também continuará tumultuado. Significa que boa parte da humanidade em 2009 terá de encarar a realidade inflexível, a verdadeira e dura realidade, aquela que não pode ser vendida ou comprada.



Para a oligarquia reinante, o colapso financeiro-econômico será causa de maior entrincheiramento e endurecimento das artérias do poder. Ao invés de encarar o fato de que o velho jogo acabou, preferirão apegar-se a ele ainda mais. Em vez de tentar o novo, continuarão a tentar escorar instituições em falência, criando uma linha divisória ainda maior entre os que têm e os que não têm – sendo que estes últimos crescerão ainda mais em número conforme a falta de trabalho aumentar.



Sim, 2009 é o ano da grande divisão. Não só temos as crises do aquecimento global e guerra ao terrorismo, como agora o tumulto financeiro dos mercados mundiais – uma crise tríplice global! A guerra ao terrorismo e o aquecimento global resultam do domínio exercido pelo dinheiro na mente humana e o que isso fez ao nosso caráter, fomentando ganância e indiferença descuidada, senão insensível, à violência e destruição da Natureza.

Esta ameaça tripla é a crise terminal da civilização. Mas é a crise financeira que finalmente começou a fazer as pessoas pensarem seriamente – o velho mundo está realmente morrendo. Vamos morrer com ele ou escolheremos o novo?



A Humanidade está pouco disposta a educar-se para a mudança. Reforçada pelo mito do progresso, pensa que o crescimento da prosperidade por si só é o maior valor e índice de superioridade. Poucas pessoas são capazes de ver oportunidade quando aparece qualquer sinal de perda. Se a perda ocorre, preferimos escorar nossos medos com companhias de seguro e farmacêuticas para qualquer descontentamento mental.



A natureza do materialismo e economia de consumo, bem como as forças de

marketing e propaganda que manipulam a mente da massa a favor deste

sistema, levam-nos a crer que esta forma de viver é o único futuro da Humanidade. Por esta razão, quando há depressão econômica existe também um ar de desesperança e até pânico. Mas este é, primeiramente, um problema dos países ricos. Para o número predominante de pessoas no mundo, aquelas que vivem abaixo da assim chamada linha de pobreza, e que já possuem pouco, este episódio não significa absolutamente nada.

Agora parece que o resto do mundo fará parte deles. Bem-vindos ao ano Gregoriano 2009!!



II. “Sempre lembre Cinco de Novembro” John Lennon, “Remember” (Lembre-se).



Quando o mundo acordou na manhã de Cinco de Novembro, 2008, uma grande mudança ocorrera durante a noite – a eleição de Barak Obama como o 44° presidente dos Estados Unidos. Como a queda do Muro de Berlim dezoito anos antes, a eleição de Barak Obama foi um evento catalítico muito mais significativo que uma simples eleição. Obama já havia catalisado a mente da massa do planeta a tal ponto que sua eleição e suas conseqüências devem ser denominadas fator Obama. É este fator que continuará a polarizar o mundo em 2009, entre os que vêem a presente crise global como uma oportunidade de mudança real e os que não podem encarar o fato de que o mundo como o conhecemos vai se transformar em fumaça.



O fator Obama é a focalização universal e tomada de consciência do desejo da mente da massa de mudança, personificada e catalisada no homem, Barak Obama, através de sua vitória na eleição.



O que o homem Obama faz pode ser nada em comparação ao que o fator Obama já alcançou – uma revolução e obtenção de autoridade da consciência de massa para assumir a responsabilidade de sua mudança. Esta autoridade é resumida pela simples e desarmante frase agora imortal de Obama: “Sim, nós podemos”. Momentos cada vez mais freqüentes de protesto social populista e rebelião serão a ordem do dia.



Um "momentum" irrevogável para mudança foi posto em ação. Uma revolução está ocorrendo a partir da profundidade da consciência de massa. Não foi eleito apenas um presidente, um símbolo triunfou. Este símbolo vitorioso – um homem de cor liderando a nação mais poderosa na Terra, em um posto mantido anteriormente pela raça branca dominante – catalisou as aspirações de grande parte da humanidade que sempre se sente colocada à parte do banquete reservado apenas para os ricos e poderosos. Em um sentido mais profundo, a vitória de Obama foi a reversão completa do processo histórico dominado pela raça branca.



Mas esta mudança é também a causa de uma nova polarização, inevitavelmente. “A vitória de Obama precipita uma corrida às armas nos Estados Unidos” (BBC News, 28-11-08). O aumento na venda de armas nos Estados Unidos, começando em Cinco de Novembro, o dia seguinte à vitória de Obama na eleição, ressalta este ponto. Este é um severo augúrio do que está por vir.



É evidente que durante 2009 o momentum de massa da humanidade para a mudança, para a realização do novo, será igualado com a polarização das forças de reação. Protestos populistas crescentes serão igualados a anarquia e violência terrorista cada vez maiores. Enquanto a eleição de Obama levantou uma grande onda de esperança e mudança no coração humano, freqüentemente ocorrem conseqüências desagradáveis e desafortunadas. Alimentada por violência armada, a queda do mundo na anarquia será a única companhia dos descontentes atiçados pelo colapso do sistema financeiro e da economia mundial.



Se foi a tentativa de explosão do Parlamento por Guy Fawkes que tornou Cinco de Novembro uma data lendária, então a festa da vitória de Obama, também em Cinco de Novembro, pode bem ser a última chama para acender o estopim da desordem mundial permanente.



III. 2009: Através do Espelho do Encantamento do Sonho



“O grande vento venenoso da ignorância vajra sopra com energia completamente pervagante como uma tempestade outono e acaba com todos os pensamentos de posse e ego como um punhado de pó ”. Chogyam Trungpa, Sadhana de Mahamudra



As mudanças que refletimos para 2009 são lavradas apenas no mundo humano limitado e altamente condicionado. Este mundo despedaçado reflete só uma dimensão de tempo. Existem outras. Existe a quarta dimensão do tempo definida pela lei do Tempo e ordem sincrônica. Na ordem sincrônica a história humana não passa de uma perturbação da terceira dimensão da história cósmica da Terra. Sim, 2009 será um ano de mudança e polarização definitivas, mas que apenas o Novo possa prevalecer.



De acordo com a medida sincrônica do Encantamento do Sonho, aquilo para o qual o mundo acordou em Cinco de Novembro ocorreu realmente no dia Quatro. O oráculo do Encantamento do Sonho de Quatro de Novembro, o dia verdadeiro da escolha de Obama, era kin 260 – Sol 13 – o último dia do ciclo galáctico de 260 dias. Dia Cinco era kin 1, Dragão 1,o primeiro dia do ciclo galáctico de 260 dia. O ultimo dia do novo ciclo ocorrerá em 22 de Julho de 2009, quando então será Sol 13 novamente. Neste dia acontecerá o último eclipse total do Sol antes de 21 de Dezembro de 2012. Este dia será o momento definitivo do eclipse total da velha ordem – e o início da ascensão do Novo.



Uma frase atribuída a Einstein diz que não se pode resolver um problema com os meios que o criaram. Não importa quanto dinheiro os governos joguem nos bancos, o sistema financeiro não ressuscitará. O dinheiro criou a degradação da biosfera (em favor dos shopping centers), e a política deu suporte a este esforço destrutivo. O homem Obama, sem dúvida alguma, será um desastre político, pois está apenas cumprindo o regime já estabelecido por seus predecessores, e perderá muito tempo tentando escorar instituições falidas e valores antiquados. Enquanto aderir aos métodos políticos tradicionais e não se tornar um completo visionário, será apenas mais um tijolo na parede!



É assim porque o SS Titanic da civilização do materialismo histórico está afundando e nada no Universo pode salvá-lo – pois é preordenado que tudo que não seja verdadeiro e feito artificialmente pela inteligência humana está fadado a desaparecer. Quando o navio está mesmo afundando, não adianta tentar consertar o motor. 2009 é o ano no qual este fato se tornará óbvio a todos.



No Encantamento do Sonho, os sete primeiros meses Gregorianos de 2009 ocorrerão durante o ano solar-galáctico Tormenta Elétrica Azul. Significa que tremendas energias cósmicas estão sendo catalisadas – energias além do controle humano. São estas energias que realmente estão atuando, tanto na Natureza como no inconsciente humano, liberando cargas da força de furacões nas instituições e tecnologias humanas frágeis e artificiais.



Não serão só as instituições humanas em desintegração que marcarão o ano de 2009 como o divisor de águas na rápida queda até 2012, mas a própria natureza humana será desafiada a ir ao seu próximo nível - ou morrer. Enquanto guerra e conflito armado continuam a ser a resposta tanto da elite do poder como dos desprovidos, no meio do caos existirão sinais do despertar da consciência de massa conforme a força cósmica prepara a vida da Terra para seu próximo estágio evolutivo.







Nisto reside o significado dos últimos cinco meses do ano Gregoriano 2009. Dia 26 de Julho, apenas quatro dias após o eclipse solar, começa o próximo ano solar-galáctico, Semente Auto-Existente Amarela, Kin 4. As sementes do novo serão todas plantadas. Também assinala o início de outro ciclo de quatro anos – o ciclo que nos conduz a 2012 e além. (O ciclo anterior de quatro anos – feixe dos anos Semente-Tormenta – marcou essencialmente o segundo mandato de George W. Bush). A fundação do novo ciclo será lançada pelo Primeiro Congresso Mundial da Noosfera, a realizar-se em Bali, Indonésia, de 18-22 de Julho.



Este Congresso será o evento de estréia na observação do mundo através de lentes não danificadas por aderência a instituições da velha ordem. Pelo contrário, a perspectiva virá da consciência liberada em percepção cósmica de nosso propósito evolucionário em toda a Terra - a noosfera. Como termo descritivo da próxima fase geológica deste planeta, a noosfera – esfera mental da Terra – significa a transformação da biosfera na condição de consciência cósmica. É um salto à frente mental e spiritual que será acompanhado por certas mudanças biofísicas da Terra ocorrendo em conseqüência e devidas ao clímax do ponto Omega 2012. O que a noosfera augura nada mais é que a ressurreição da consciência por meio da humanidade purificada.



“Porventura não refletem em si mesmos? Deus não criou os céus, a terra e o que existe entre ambos, senão com prudência e por um término prefixado. Porém, certamente muitos dos humanos negam o comparecimento ante o seu Senhor quando da Ressurreição ”. Quran, 30:8.



Advento da Noosfera –Única Mudança Real



“Durante este período no qual Poderes são adicionados ao Poder dos Anos, eventos

extraordinários irão se efetivar um por um. Poder é fornecido a suas memórias e seus poderes. Alegre-se por ser capaz de receber tão poderosas correntes”. Mevlana, O Livro da Sabedoria, p. 729.



É significativo que no ano Gregoriano 2009, a refilmagem do extraordinário e original filme clássico de ficção científica, O Dia em que a Terra Parou (1951) seja lançada (estrelada por Keanu Reeves). Esta inspirada canalização cinematográfica, que foi produzida originalmente durante a primeira onda de observação de O.V. N.I., detalha a estória de um disco voador que aterrissa no jardim da Casa Branca, e os esforços da inteligência galáctica superior para comunicar à raça humana a tolice de sua entrada na corrida de armas nucleares e sua potencialidade para destruição total.







Lançado em nova versão 60 anos depois, O Dia em que a Terra Parou será oportuno e igualmente profético. O desenlace do filme acontece quando toda a energia da Terra é desligada – os carros não podem funcionar e a eletricidade e todas as outras formas de energia tornam-se inoperantes. O homem tecnológico está impotente e imobilizado, o dia em que a Terra parou. Isto é feito apenas para demonstrar o poder superior da ordem galáctica de inteligência em um esforço para convencer a Humanidade a abandonar seus modos infantis e autodestrutivos.



Qualquer que seja a força misteriosa que faça a Terra parar, a estória também exibe a inteligência superior dos visitantes do espaço que chegam a nosso planeta. É a inteligência superior que é notável, pois é precisamente esta inteligência que é anunciada pelo advento da noosfera. Tal mudança na inteligência moral, espiritual e intelectual originada da necessidade evolutiva galáctica é a força impulsionadora do advento da noosfera – um deslocamento quântico irreversível para a inteligência moral coletiva da mente planetária e ascensão espiritual.



O deslocamento para a noosfera – mutação da biosfera –é a única mudança real. É o único caminho, por exemplo, de parar o terrorismo, pois os terroristas hoje nada mais são que aquela porção de nós mesmos que acreditou no mito do progresso e adoração do dinheiro. Quando não mais existir o dinheiro, não haverá mais razão para a causa terrorista. Osama Bin Laden nada mais é que um mito sombrio inventado e perpetrado pelo Banco Federal de Reservas, Organização do Comércio Mundial e Fundo Monetário Internacional para criar uma aura de medo para proteção do sistema financeiro.



O advento da noosfera – ascensão para a consciência telepática coletiva – é a mudança real que alterará as bases da sociedade humana a tal ponto que as causas para o aquecimento global e também a injustiça social serão erradicadas. Materialismo é escravidão à máquina; e a máquina é realmente Moloch, consumindo os recursos da Terra para manter-se vivo. O progresso material danifica o progresso moral e espiritual. A manutenção da máquina cria tanto injustiça social como poluição planetária. Com o advento da noosfera, a máquina será vista pelo que é – um mero artifício sem valor real. Compreenderemos que a mente humana, progenitora da máquina, será o novo domínio a ser explorado e universalizado em todas as suas dimensões. Não precisamos de máquinas para isso.



O ano Gregoriano 2009 será o ano da penúltima devastação, caos e anarquia social. O novo e seus valores serão evidentes o suficiente para criar a grande divisão entre o velho materialista – o passado – e o futuro noosférico evoluído espiritualmente, claramente evidente. A Humanidade terá escolha. Poderá se manter nos velhos valores do materialismo, ganância, neurose e comportamento destrutivo – bem como lealdade a todas as instituições que mantém esta forma de viver. Ou pode escolher conceber que agora é tempo de se habilitar, desenvolver e manter valores noosféricos de criatividade, exploração psíquica, purificação espiritual e o estilo de vida simplificado, auto-sustentável de ahimsa (não-violência). A escolha está entre os velhos valores do "tempo é dinheiro" e os novos valores do "tempo é arte". Onde há dinheiro há desarmonia; onde há arte há harmonia. Simples assim. A Terra está esperando para se transformar em uma obra de arte.



2009 – um ano para lembrar quem você realmente é.



quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

A PRIMEIRA GRANDE MÃE SUMÉRICA

NAMU, A GRANDE MÃE

Namu é a primeira das Grandes Deusas-Mães e Criadora dos Sumérios. Seu nome é em geral escrito com o símbolo engur, que também é usado para escrever Apsu. Namu, portanto, personifica o poder das águas do mar e das férteis águas subterrâneas (Apsu), portanto sendo a fonte da vida e de toda fertilidade. Listas de deuses e textos descrevem-Na como a "Mãe que deu origem ao Céu e à Terra", "Mãe, a primeira, que deu à luz aos deuses e deusas e ao universo", "Mãe de tudo o que Existe". Ela é uma Deusa sem consorte, matéria-prima de tudo o que existe, personificando o sexo feminino como aquele capaz de criar a vida espontaneamente, tal qual expresso num hino ao Seu templo situado em Eridu,"E-engurra, o útero da Abundância".
Samuel Noah Kramer (History begins at Sumer, 1981, the University of Pennsylvannia Press, Philadelphia) faz-nos as seguintes observações a respeito de Namu:

" primeiro havia o mar primordial. Nada se sabe de sua origem ou nascimento, e parece ser provável que os Sumérios achavam que este mar havia existido eternamente" pg. 82

Thorkild Jacobsen (Treasures of Darkness. 1976, Yale University Press, New Haven, London) descreve Namu como a
"deificação das margens dos rios" e das "terras férteis dos pantanais do Sul da Mesopotâmia". Todas estas descrições podem ser resumidas da seguinte forma para o Sul de Mesopotâmia: a criação teve origem e foi executada pelo Divino Feminino, pela Deusa Namu, a partir das águas que simbolizavam fertilidade e abundância, sendo a existência da Deusa Namu algo eterno, desde todos os princípios.
Namu é portanto tão antiga quanto o começo da consciência na Mesopotâmia e tão eterna quanto a própria vida, que Nela teve origem. Esta pode ser a razão por quê Ela quase não aparece nos textos que chegaram até nós:
como a Mãe e Origem de toda Criação, Sua presença está em tudo o que existe, não precisando, desta forma, ser mencionada. Um(a) grande criador(a) é em geral reconhecido(a) por seus sucessores e obra, sendo de domínio público a sua contribuição
. Em mito e religião, Namu é a mãe de Enki, o deus da Mágica, das Águas Doces, das Artes e da Sabedoria, e de Ereshkigal, a Deusa da Mansão dos Mortos. Namu é também a Deusa que tem a idéia de criar a humanidade, para que homens e mulheres auxiliem aos deuses nos árduos trabalhos da existência. Pensando assim, é Ela que vai acordar Enki, para que Ele, Ela e Ninhursag-Ki comecem juntos a conceber a série de operações que irá culminar na criação dos homens e mulheres, segundo os sumérios. . Em termos históricos, Namu pode provavelmente Ter sido adorada em Eridu antes de Enki, que tomou a maior parte de Suas prerrogativas e funções.


INVOCAÇÃO A NAMU

Senhora de toda Criação
Mãe de Tudo que á
Ouça me agora!

Eu peço sua benção
Ó Grande Mãe
Senhora da Terra
Mãe do Mar e Rainha do Céu
Ensina me seus misterios sagrados
Ensina me a prosperar
A fertilizar a minha vida
E a vida dos outros
Ensina me a ser humilde
Ensina me a ser nobre

Que assim seja
E Assim se faça.

domingo, 14 de dezembro de 2008

A NATUREZA CÍCLICA E LUNAR DA MULHER


NO MUNDO DA LUA

" A Lua, e não o Sol, é o legítimo cronômetro do alvorecer dos tempos"

A Lua sempre foi o marcador de tempo natural das mudanças periódicas que ocorriam em todos os reinos, era ela também que assinalava todas as etapas e padrões do eterno ciclo da vida e da morte. Sua misteriosa luz prateada apontava o momento certo para o plantio, para a colheita, para o acasalmento e para as mudanças climáticas. Os antigos gregos a representavam como um cálice vazio que enchia-se e esvaziava-se lentamente, representando as alterações cíclicas das emoções, reações e necessidades humanas.

O símbolo escolhido para representar a esfera matriarcal é a Lua, em sua correlação com a noite e com a Grande Mãe do céu noturno. A Lua é o astro que ilumina a noite e é o símbolo do princípio feminino, representando potencialidades, estados de alma, valores do inconsciente, humores e emoções, receptividade e fertilidade, mutação e transmutação. E, as fases da Lua, caracterizam os aspectos da natureza feminina, assim como representam os estágios e as transformações na vida da mulher.
O Mundo da Lua, aparece na qualidade de um nascimento ou renascimento. Onde quer que se visualize seu símbolo, sempre estaremos diante de um mistério de transformação matriarcal, mesmo que algumas vezes, mostre-se camuflado no mundo patriarcal.
Os astros luminosos em sua dimensão arquetípica, sempre são símbolos da consciência e do espírito da psique humana. É por isso que sua posição nas religiões e ritos é característica das constelações psíquicas dominantes no grupo que, a partir do seu inconsciente, projetou-os no céu. Para ilustrar, o Sol tem sua correspondência na consciência patriarcal, enquanto a Lua na consciência matriarcal.
O aspecto lunar do matriarcado não se refere ao espírito invisível e imaterial, bandeira defendida pelo patriarcado, mas foi a razão pela qual fez com que a Lua acabasse depreciada, assim como o Feminino a que ela corresponde. Todos seus princípios marginalizados levaram à conceituação abstrata da consciência moderna e, que hoje ameaça a existência da humanidade ocidental, pois a unilateralidade masculina acarreta uma hipertrofia da consciência, às custas da totalidade do homem.
Atualmente, o conhecimento abstraído pela consciência coletiva da humanidade encontra-se nas mãos de representantes masculinos, que nem sequer são capazes de incorporar o princípio solar imaterial e puro.
O Mundo da Lua, está longe de ser, como supunha o mundo patriarcal, somente um nível de matéria inferior, de fugacidade telúrica e escuridão. Nos mistérios do renascimento ocorre a iluminação e a imortalização do homem. Este mesmo homem, que é iniciado pela Grande Mãe, como demonstra os mistérios eleusinos e o seu renascimento acontece como um nascimento luminoso no céu noturno. Ele brilhará como um ponto de luz no manto negro da noite, iluminando o mundo noturno, mas mesmo tornando-se deste modo, imortal, a Mãe não o libera, mas o carrega para perto de si na mandala celeste, pois uma Mãe jamais abandona seu filho.

A LUA E A MENSTRUAÇÃO

A cada 28 dias a Lua completa seu ciclo de crescente a minguante. A Lua Nova marca a primeira iluminação e um fiapo fica visível no céu noturno. A Lua então cresce até o primeiro quarto, quando se pode visualizar a metade de seu disco. Continua a crescer e completa-se até atingir a Lua Cheia. Neste ponto, começa a diminuir de tamanho até o terceiro quarto, quando novamente só se vê a metade do disco e continua assim até que não se veja mais seu disco. Em quinta fase, esta Lua Escura dura três noites e esta, é este é o mais poderoso de todos os ciclos da Lua.
A Lua, com seu ciclo de nascimento, crescimento e morte, é um lembrete poderoso, todos os meses, da natureza dos ciclos. Em épocas remotas, os ciclos menstruais das mulheres eram perfeitamente alinhados com os da Lua. A mulher ovulava na Lua Cheia e menstruava na Lua Escura. A Lua Cheia era o ápice do ciclo da criação, era quando o óvulo era liberado. Nos 14 dias que antecedem esta liberação, as energias da criação reúnem tudo que é necessário para constituir o óvulo. Quando passava a Lua Cheia e o óvulo não era fertilizado, tornava-se maduro demais e se decompunha, derramando-se no fluxo natural de sangue na Lua Escura. Quando a mulher vive em perfeita harmonia com a Terra, ela só sangra os três dias da Lua Escura. Quando a Lua Nova emerge, seu fluxo naturalmente deve cessar e o ciclo da criação é reiniciado dentro dela.

Em nossa sociedade atual, o uso de pílulas anticoncepcionais, fez com que a mulher deixasse de incorporar e compreender este ciclo de criação e destruição dentro de si.
Alguns índios norte-americanos, consideravam a Lua uma mulher, a primeira Mulher e, no seu quarto minguante ela ficava "doente", palavra que definiam como menstruação. Camponeses europeus acreditavam que a Lua menstruava e que estava "adoentada" no período minguante, sendo que a chuva vermelha que o folclore afirma cair do céu era o "sangue da Lua".
Em várias línguas as palavras menstruação e Lua são as mesmas ou estão associadas. A palavra menstruação significa "mudança da Lua" e "mens" é Lua. Alguns camponeses alemães chamam o período menstrual de "a Lua". Na França é chamado de "le moment de la luna".
Entre muitos povos em todas as partes do mundo as mulheres eram consideradas "tabu" durante o período da menstruação. Este período para algumas tribos indígenas era considerado um estado tão peculiar que a mulher deveria recolher-se à uma "tenda menstrual" escura, pois a luz da Lua não deveria bater sobre ela. O isolamento mensal da mulher, tinha o mesmo significado que os ritos de puberdade dos homens. Durante este curto espaço de tempo de solidão forçada, as mulheres mantinham um contato mais íntimo com as forças instintivas dentro de si.
Em tribos mais primitivas, nenhum homem podia se aproximar de uma mulher menstruada, pois até sua sombra era poluidora. O sangue menstrual, nesta época, era tido como contaminador. Acreditavam também, que a mulher menstruada tinha um efeito poluente sobre o fogo e se por algum motivo se aproximasse dele, esse se extinguiria. Ainda, de acordo com o Talmude, se uma mulher no início da menstruação passasse por dois homens, certamente um deles morreria. Se estivesse no término de seu período, provavelmente causaria uma violenta discussão entre eles.
Por vários motivos as mulheres acabaram impondo à si mesmas uma abstinência, muito embora, tanto nelas como nos animais, o período de maior desejo sexual é imediatamente anterior ou posterior a menstruação.
Na Índia, acredita-se ainda hoje, que a Deusa-Mãe menstrua. Durante essa época, as estátuas da deusa são afastadas e panos manchados de sangue são considerados como "remédio" para a maior parte das doenças. Na Babilônia, pensava-se que Istar, a Deusa Lua, menstruava na época da Lua Cheia, quando o "sabattu" de Istar, ou dia do mal, era observado. A palavra "sabattu" vem de sabat e significa o descanso do coração. É o dia de descanso que a Lua tem quando está cheia. Este dia é um percursor direto do sabath e considerava-se desfavorável qualquer trabalho, comer comida cozida ou viajar. Essas eram as coisas proibidas para a mulher menstruada. O sabath era primeiramente observado somente uma vez por mês e depois passou a ser observado em cada uma das fases da Lua.
Hoje, uma compreensão científica e objetiva já nos livrou de todos estes tabus, mas é bom lembrar que em certo momento histórico, inconscientemente, a natureza instintiva feminina podia provocar a anulação dos homens.

A NATUREZA TRINA DA MULHER


A natureza da mulher é cíclica e bem amparada de seus desejos pessoais e ela experimenta a vida através desta natureza sempre mutável. As mudanças mais marcantes de seu comportamento acontecem em relação aos seus sentimentos. Tudo pode estar auspicioso e alegre em certo momento, mas passado pouco tempo poderá estar melancólico e deprimente. Desta forma, sua percepção subjetiva da vida é projetada para o mundo exterior e a mulher pode sentir a mudança cíclica como uma qualidade da própria vida.
No curso de um ciclo completo, que corresponde à revolução lunar, a energia da mulher cresce, brilha esplendorosa e volta a minguar totalmente. Essas mudanças afetam-na tanto na vida física como sexualmente e também psiquicamente. Na mulher, a vida tem fluxo e refluxo que é dependente de seu ritmo interno. O ir e vir da energia, quando perfeitamente compreendido pela mulher, pode presenteá-la com uma oportunidade de trabalho ou uma aventura espiritual, a qual ela espera há muito tempo. Se a Lua lhe for favorável, ela poderá ter uma vida mais livre e cheia de oportunidades, mas se a Lua estiver desfavorável, pode perder sua chance, sendo incapaz de recuperá-la. Não é de admirar que nossos ancestrais chamassem a Lua de "Deusa do Destino", pois realmente é fato que ela influência no destino da mulher, assim como dos homens também, embora inconscientemente.
No mundo patriarcal, as mulheres descuidaram-se de seus ritmos para tornarem-se competitivas e o mais próximas possíveis dos homens. Caíram, sem perceber, sob o domínio do masculino interior, perdendo o contato com seu próprio instinto feminino, passando a viver somente através das qualidades masculinos do "animus". Entretanto, negar sua identidade é constituir-se em um ser sem alma. Não é incorporando os valores masculinos ou tentando imitar seu comportamento que terá reconhecido o seu valor. A mulher deve ser reconhecida também, pela sua dimensão feminina e não pela sua dissociação da sua realidade psíquica.

A MULHER LUA CRESCENTE

A primeira face da Deusa é a Donzela, ou Virgem e que corresponde a Lua Crescente. Representa a juventude, a vitalidade, a antecipação da vida, o início da criação, o potencial de crescimento e a semente do "vir a ser".
A Lua Crescente, portanto, liga-se a "virgem", a mulher solteira e sugere inúmeras promessas ocultas de crescimento, de riqueza, de criatividade e de prazer. Esta Lua nos faz voar à um mundo de sonhos e devaneios. Nos tornamos seres alados que levitam num céu estrelado de possibilidades, onde o impossível torna-se realidade. É o verdadeiro despertar de Eros, do amor, da vida que não nos impõe nenhum obstáculo. Neste mundo onde tudo é possível a mulher personifica-se como a eterna amante, a musa inspiradora que concretiza a eterna felicidade.
A mulher na Lua Crescente consegue expor sua feminilidade com muita espontaneidade. Ela é a personificação da deusa em sua manifestação instintiva e natural, buscando sua essência. Ela é rica em fertilidade e possibilidades, sem limites. Precisa de todo o espaço para expandir-se e manifestar-se. É erva que se alastra e cobre tudo, pois ela é livre, animal sem dono, que não admite ficar presa à ninguém. Dona de si mesma, ela se rege, se governa por seus princípios internos, muitas vezes à custa de muito sofrimento, pois toda liberdade tem seu preço.
Este princípio feminino é representado por várias deusas e uma delas é Àrtemis, a arqueira-virgem e amazona infalível, que corria livre pelos campos e de coração solitário. Ela é arquétipo da feminilidade mais pura e primitiva. Ela santifica a solidão e a vida natural. E, é ela que garante a nossa resistência a domesticação. Outra deusa da Lua Crescente é Inana, uma antiga entidade suméria que é portadora de qualidades lunares femininas. Em época de mudanças, esta deusa sempre está presente e pode ser invocada.
As mulheres que incorporam os atributos da Lua Crescente, são muito sensuais, verdadeiras Afrodites contemporâneas e conhecedoras da influência de seus poderes. Sentem orgulho de seu sexo e possuem uma vitalidade rara, somada a uma ansiedade de ampliar os horizontes de seu psiquismo. Jamais se adaptam à limites sociais e culturais, pois seu desejo de expansão é incontrolável. Estão sempre mudando, são mulheres inquietas e instáveis. Como a Lua Crescente, revolucionam, criam e transformam constantemente. São difíceis de serem civilizadas, pois como Àrtemis, possuem um amor intenso pela liberdade, pela independência e autonomia. Possuem temperamento estouvado e aprendem muito cedo a engolir suas lágrimas e planejar vinganças pelas humilhações que sofrem, devolvendo na medida certa o que receberam.
Para um homem relacionar-se com uma mulher-lua-crescente, pode ser um desafio e tanto. Igualmente, a mulher que penetrar fundo nesse lado de sua natureza artemisia, precisará reconhecer o poder primitivo de sua sanguinolência e o efeito que pode ter sobre o homem. A Lua Crescente nos põe em contato com todos esses aspectos da natureza feminina.

A MULHER LUA CHEIA

O aspecto de Mãe da Deusa sempre foi o mais acessível para que a humanidade o reconhecesse, invocasse e o identificasse. A Lua Cheia está associada à imagem maternal da Deusa, à mulher em toda a sua plenitude, ao potencial pleno da força vital. Ela corresponde ao crescimento e amadurecimento de todas as coisas, ao ponto culminante de todos os ciclos, à semente germinada e à plenitude do caldeirão.
Na Lua Cheia entramos em outra dimensão do feminino, aqui o instinto se coloca a serviço da criação e da humanização. Esta é a fase lunar que é iluminada pelo Sol em sua totalidade, indicando mais clareza de consciência e um melhor relacionamento entre masculino e feminino, o que propicia a criação.
A Lua Cheia é a Lua Grávida de criatividade, de riqueza e da realização do próprio crescimento. É a imagem da Mãe, com o poder divino de carregar uma nova vida em seu ventre. É ela que gera, promove o crescimento e dá o nascimento. Ela é a deusa da maternidade, que traz consigo a fertilidade para a terra e para os homens.
A Lua Cheia nos conecta com a terra, nos coloca em contato com os valores terrenos, é o próprio amor realizado. Esta Lua-Mãe, foi expressa mitológicamente pelos gregos como Deméter com sua prodigiosa energia para nutrir e acalentar e sua dedicação desinteressada para com os filhos e a família. Esta deusa-mãe também é visualizada em Cibele, Ísis, em Astarte e na Virgem Maria. Todas aparecem sempre com o filho, o que pressupõe uma capacidade de relacionamento e reprodução realizada. O filho representa o nascimento, o Logos no feminino. A Lua, deste modo, relaciona-se com o mundo de maneira mais humana, através de seu filho. Estabelece-se assim, um contato mais íntimo entre o mundo interno e o externo, do divino com o terreno e do espiritual com o material.
A maternidade em si já é uma doação, mas também associa-se à capacidade de sacrifício. Todas as deusas citadas, têm em comum o fato de terem um filho que morre e depois ressuscita. O filho seria a semente que morre, se decompõe na terra, para trazer em seguida a renovação da vida. Mas, enquanto não chega a hora do sacrifício, o filho reina junto com a Mãe-Lua e é controlado por ela.
A mulher regida pela Lua Cheia é mais confiável, pois se assemelha à Mãe. Ela é acolhedora, mais domesticada e sempre se coloca à disposição e proteção do outro. Esta mulher tem os pés no chão e seus mistérios não são tão ocultos, pois ela se revela mais claramente. Ela acolhe a criação, que é a união do masculino com o feminino. Mas esta mulher tem uma preocupação exagerada com a segurança, o que impede o seu aprofundamento em seus relacionamentos, pois o contato mais íntimo, pode constituir-se em uma ameaça. Desenvolve então, um controle fora do comum e nada pode pegá-la desprevenida. Aqui desenvolve-se um impedimento a sua criatividade, pois seus passos são calculados, evitando confrontar-se com o desconhecido, que podem lhe proporcionar surpresas desagradáveis.
A mulher-lua-cheia é a esposa e mãe perfeita, desfaz-se em eficiência e cuidados, mas falta-lhe a paixão e a inquietação.

A MULHER LUA MINGUANTE

O terceiro aspecto da Deusa, a Anciã, corresponde à fase da Lua Minguante, sendo o menos compreendido e o mais temido.
A Lua Minguante define-se no acaso e na velhice. É aquela que encerra em si a sabedoria e os segredos nunca revelados. Está associada a velha bruxa, ao deteriorar da força vital, ao envelhecimento, assim como, aos poderes de destruição e da morte, à destruição do impulso de Eros.
A mulher que é arquetípicamente regida pela Lua Minguante é misteriosa e por vezes indefinível. Parece possuir um potencial para realização de algo que é difícil definir com exatidão. Possui virtualidades pressentidas, mas nem sempre realizadas. Ela mesma não se define de maneira consciente e clara. Possui também uma certa dificuldade em lidar com os aspectos da vida consciente. Esta é a mulher que vive no "mundo da lua". Está sempre descobrindo novas possibilidades, mas tem certa dificuldade em direcioná-las e nunca consegue finalizar o que começou.
Como está mais próxima e mantém constante contato com as fontes inconscientes da fertilidade, aparenta estar realizando algo, mas que pode nunca concretizar. É sempre suscetível a perder-se em sonhos e devaneios em função da dificuldade que tem em lidar com o concreto e o real. O seu maior obstáculo é o tempo presente, pois está sempre voltando ao passado, revendo tudo o que foi capaz de realizar, ou lamentando o que deixou de fazer. Ela está sempre distante do presente e por isso torna-se fria e distante dos outros, devido ao seu excesso de auto-referência.
A sua criatividade, se não submetida ao controle do ego consciente, pode assumir uma forma caótica e desordenada. A sua maior dificuldade está em mobilizar e dirigir essa energia. Possui ela, todo o potencial para a criação por seu acesso fácil às fontes criadoras lunares, mas necessita compreender e separar a mistura orobórica criativa, a fazer a ordenação do caos, para que ele se transforme num cosmo criativo
A mulher Lua Minguante possui uma energia muito forte, mas ela pode manifestar-se de maneira tanto construtiva, como destrutiva, dependendo da forma como trabalha o seu consciente. A necessidade de mudança também está sempre determinando seu comportamento. O que mais importa para ela é o próprio processo do que o objetivo final, o caminho não tem tanta importância, mas premente é a necessidade de fazer a passagem.
A introspecção ao mundo interior ocorre facilmente para a mulher regida pela lua minguante. A sua maior dificuldade está no fato de tornar-se produtiva e realizar toda a fertilidade encontrada. Se não conseguir direcionar essa vitalidade, objetivando-a e encaminhando-a para a realização criativa, toda essa riqueza pode se tornar inútil.
A Lua Minguante sempre serviu como vaso adequado para a projeção de todo o lado sombrio, tanto do homem como da mulher. Aqui penetra-se no reino de Hécate e Lilith e tantas outras deusas que apresentam aspecto sombrio, mas que pode no final nos trazer a iluminação. Talvez torne-se necessário para a mulher fazer um acordo com estas deusas, para que elas a presenteiem com a possibilidade de um enriquecimento de personalidade, permitindo a sua expressão de uma forma mais humanizada e não tão instintiva. Deste modo, as dimensões do instinto poderão ter uma via mais integrada, em que pode haver a participação de novas forças energéticas.
É observando e reconhecendo os movimentos da Lua no céu e integrando as suas três fases, que poderemos nos alinhar e sintonizar com o fluxo do tempo e com os ritmos naturais. Nos utilizando dos poderes mágicos da Lua e reverenciando as Deusas ligadas a ela, criaremos condições para melhorar e transformar nossa realidade, harmonizando-nos e vivendo de forma mais equilibrada, plena e feliz.


NÃO A GUERRA DOS SEXOS.......SIM AO COMPANHEIRISMO!

Hoje, a maioria das religiões, concebem como única e suprema uma divindade que é masculina, entretanto, ao resgatarmos tradições mais antigas, aprendemos que anteriormente, tanto o homem quanto a mulher, cultuavam uma Grande Mãe. O resgate destas tradições nos levam a compreender que homens e mulheres nasceram para viver em parceria e que, nós mulheres, podemos honrar o espírito feminino, buscando o equilíbrio e a paz, para ambos os sexos.
As mulheres, nos últimos anos, desbancaram a bandeira de sexo frágil. Elas batalharam e conseguiram a independência, poder e reconhecimento. Em pé de igualdade com o homem, hoje tem como meta principal conciliar carreira, maternidade e encontrar um homem ideal. Os homens em contrapartida, não mudaram tanto assim, não acompanhando o ritmo veloz feminino. Em conseqüência disto, criou-se um abismo entre os dois sexos. Mas, felizmente, as mulheres jamais abandonaram o seu ideal romântico de encontrar um companheiro para caminhar lado a lado. Todas anseiam apaixonar-se e casar, mas não abrem mão da busca do sucesso profissional. Assim, alegam a maioria delas, se fracassarem na vida sentimental, terão o trabalho para satisfazê-las e ocupá-las. Devem então, ter muito cuidado para não investir tempo integral às suas carreiras, pois fatalmente, por total falta de tempo matarão sua vida afetiva.
O amor e a maternidade para a mulher é um fator mais do que biológico. Ir contra à sua natureza, fará com que a mulher deixe de usufruir de uma realização pessoal.
O homem também obteve alguns avanços e hoje, ele parece estar mais disponível e sensível. A cada dia vislumbra-se pais mais participantes, amantes mais amorosos e companheiros que dividem com a mulher as tarefas rotineiras da casa. Estamos entretanto ainda, em um momento de transição, onde os papéis masculinos e femininos não estão bem delineados. O homem, continua a não saber direito lidar com suas emoções em função de sua postura cultural e a mulher buscou e conquistou a independência, o reconhecimento e a igualdade. Mas bem no íntimo, ela continua romântica e deseja ser conquistada. No fundo, talvez não imaginasse que pudesse ir tão longe para depois sentir-se perdida. Com tantas conquistas, vieram também as armadilhas e ela acabou sobrecarregada, pendendo de um lado para o outro com a expansão das possibilidades.
Talvez, seja este o momento da mulher parar de provar que pode tudo e unir-se em companheirismo com o homem. Se realmente buscamos construir uma sociedade equilibrada e serena, todas as idéias egocêntricas de superioridade e culto à guerra sexista deve desaparecer entre os homens e mulheres, dando lugar a uma visão cósmica de complementariedade entre os sexos.
NA GUERRA DOS SEXOS QUE VENÇA O AMOR!

PESQUISADO E DESENVOLVIDO POR
ROSANE VOLPATTO


Bibliografia consultada:
O Casamento do Sol com a Lua. Raissa Cavalcanti. Editora Cultrix, São Paulo.
A Grande Mãe. Erich Neumann. Editora Cultrix, São Paulo.
As Deusas e a Mulher. Jean Shinoda Bolen. Editora Paulus, São Paulo.
Os Mistérios da Mulher. M. Esther Harding. Editora Paulus, São Paulo.
O Novo Despertar da Deusa. Organização Shirley Nicholson. Editora Rocco Ltda, Rio de Janeiro
Variações sobre o tema mulher. Jette Bonaventure. Editora Paulus, São Paulo.


IN:
http://www.rosanevolpatto.trd.br/Mundo%20da%20Lua.html


A Guerreira Ferida e como cura-la....


Dentro da psicologia feminina e, citando aqui uma especialista no assunto, Jean Shinoda Bolen, a “Guerreira Ferida” é um dos arquétipos mais presentes na sociedade atual. Shinoda relaciona este padrão fazendo uma comparação entre a mulher contemporânea e as deusas gregas. Nesta visão a “Guerreira Ferida” é a mulher em desequilíbrio entre os arquétipos das deusas Atenas e Afrodite.No meu entender, a mulher teve que despertar este arquétipo da guerreira para sobreviver na sociedade atual.


Ela veste suas armas para realizar seus sonhos. Só que não sabe ao certo equilibrar este padrão com as outras faces do feminino que habitam seu coração e ainda a medida certa entre o equilíbrio das energias masculina e feminina.Como curar a “Guerreira Ferida”? Segundo Suzana Kennedy, ”a Guerreira Ferida almeja se transformar em Deusa, mesmo que não pudesse usar essas palavras para descrever o seu desejo.

Quem é a Deusa? A Deusa é simplesmente a incorporação do Divino em um corpo feminino. Ela tem discernimento e age com integridade. Ela tem uma essência de paz interior que é inabalável. A Deusa irradia uma energia que é tão poderosamente bela, amorosa e suave, que os outros são atraídos para ela como imã.”É como se as deusas, não ouvidas por séculos, reivindicassem nesse momento seu espaço. Temos que a elas voltar, prestando atenção às vozes de nosso corpo, nosso sentimento, emoção, hormônios, coração e pensamento. E, acima de tudo, sustentar esses achados mesmo quando eles contrariam preceitos milenares.


A Deusa pode ter sido uma “Guerreira Ferida”, mas curou suas feridas, equilibrou a face guerreira com as outras faces: a mãe, a amante, a menina, a anciã, a protetora, a espiritualista, a sombra, a luz, etc. Ela sentiu todos os seus medos, anseios, raiva, amor, libertando-se, assim. Ela transformou seus sentimentos, a traição e abandono em confiança e tranqüilidade.


Ela aprendeu a olhar para dentro e gostar do que vê. Ela combate o ataque espiritual e físico com amor.A “Guerreira Ferida e a Deusa”: dois arquétipos femininos poderosos. Um cansado e ferido; o outro, radiante e curado.A mulher que vive o padrão da “Guerreira Ferida”, para ser curada, deve reencontrar-se com sua “Deusa Interior” e isso torna-se mais fácil quando a mulher descobre a sua espiritualidade, sentindo que o divino habita dentro de si mesma.


Nesse reencontro essa “Deusa Mulher” renasce e sabe desfrutar toda sua feminilidade com coragem que emana do seu coração. Ela confia plenamente no poder de ser mulher, nos seus instintos, no poder do seu ventre sagrado. Ela se liberta de seus sentimentos suprimidos de traição e abandono. Ela equilibra razão e emoção, masculino e feminino... Ela irradia amor, confiança, beleza. Ela também sente o divino em todos os seres, sentindo necessidade de compartilhar a sua descoberta.Curada, essa guerreira reconhece e desperta outros aspectos da Deusa que lhe sirvam melhor em qualquer momento. E em algum momento, naturalmente, ela atrairá um deus para compartilhar toda sua soberania, amor, beleza...

Senhora.







Senhora,

Deusa da Vida, és Senhora

Deusa da Morte, és Senhora

De muitos nomes e faces.

Te venero.




Donzela de beleza incomparável

Guerreira de destreza inenarrável

Cujo sorriso vem minha vida começar

E nos seus braços encontro a alegria

A novidade, a juventude, a poesia

E sonhos sem limites a realizar

Te venero.




Mãe, de todos, de tudo, da vida

Protetora doce, professora decidida

Que nos mostra o caminho e nos deixa tentar

Nos seus braços encontro o amor, por todos, por muitos, por mim

E a força e a garra que não tem fim

Para tornar minha vida plena e me completar

Te venero.




Anciã, de rugas e brancos cabelos, tão amada

Dona do caldeirão, da sabedoria, da noite aveludada

Que me encontra nos momentos de decisões a tomar

Nos seus braços encontro conselhos, consolo

Às vezes um puxão de orelha, às vezes um bom colo

Mas sempre o que preciso e o que mais desejar

Te venero.




Quando estou triste, e meu coração é vazio

Quando meu mundo é escuro e frio

É nos seus braços que vou me consolar

E em seu carinho e apoio constantes

Me vejo inteira e em poucos instantes

Acho meu rumo e posso me recuperar

Te venero




Quando estou bem, estou viva, estou plena

Quando as bênçãos que conto ultrapassam a centena

É nos seus braços que vou comemorar

E em sua vitalidade e energia

Encontro o brilho de minha magia

E sei que meu destino e ser feliz e te celebrar.

Te venero.




E se já te entreguei minha vida e meu caminho

Se já és meu porto seguro e meu ninho

Penso, que mais posso eu te ofertar?

E ao me ver tão feliz por ser filha tua

Te ofereço então minha poesia crua

E todo o amor que minha alma sabe amar.

Te venero




Poesia de Naelyan Wyvern


sábado, 13 de dezembro de 2008

Uma Canção a Musa



Fonte de mel

Nos olhos de gueixa

Kabuki, máscara

Choque entre o azul

E o cacho de acácias

Luz das acácias

Você é mãe do sol

A sua coisa é toda tão certa

Beleza esperta

Você me deixa a rua deserta

Quando atravessa

E não olha pra trás



Linda

E sabe viver

Você me faz feliz

Esta canção é só pra dizer

E diz

Você é linda

Mais que demais

Vocé é linda sim

Onda do mar do amor

Que bateu em mim



Você é forte

Dentes e músculos

Peitos e lábios

Você é forte

Letras e músicas

Todas as músicas

Que ainda hei de ouvir

No Abaeté

Areias e estrelas

Não são mais belas

Do que você

Mulher das estrelas

Mina de estrelas

Diga o que você quer



Você é linda

E sabe viver

Você me faz feliz

Esta canção é só pra dizer

E diz

Você é linda

Mais que demais

Você é linda sim

Onda do mar do amor

Que bateu em mim



Gosto de ver

Você no seu ritmo

Dona do carnaval

Gosto de ter

Sentir seu estilo

Ir no seu íntimo

Nunca me faça mal



Linda

Mais que demais

Você é linda sim

Onda do mar do amor

Que bateu em mim

Você é linda

E sabe viver

Você me faz feliz

Esta canção é só pra dizer

E diz

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A DOR DO PARTE É CAUSADA PELO MACHISMO


México, 30 out (EFE).- O parto é um ato violento, mas não tem por que ser doloroso, disse a escritora francesa Muriel Bonnet, opinando que a dor é conseqüência da atual "cultura do medo" imposta pelo homem."A dor vem do medo", disse Bonnet em entrevista à Efe.A autora de "O nascimento, uma viagem: o parto através dos povos" explicou que o medo produz adrenalina, deixando as mulheres tensas.A reação endurece os músculos do útero e gera a dor.Ela acusou os homens de impor o mundo masculino de força sobre o feminino. A dominação é causada, por sua


vez, pelo medo "do poder da Deusa da Criação", opinou.


"É uma luta de poder. Os homens tiraram da parteira seu poder natural de ajudar as suas irmãs e filhas a dar à luz. Agora as mulheres têm que lutar para retomar seu direito natural de apoiar as outras mulheres no parto"
sustentou.Quando o mundo feminino recuperar seu lugar haverá equilíbrio entre homens e mulheres, previu Bonnet. Durante 25 anos ela percorreu o mundo para observar como se dá à luz em diversas culturas.A francesa esclareceu, no entanto, que não se trata de dominar o homem, que deve ocupar seu papel de companheiro da mulher. Os dois devem exercer a sua liberdade.Bonnet lembrou seu primeiro parto, quando tinha 23 anos, como algo envolvido por uma nuvem de medo e ignorância. Ela usou anestesia epidural, fórceps e parto comum no hospital, porque não conhecia outras opções. Da segunda vez, quando teve gêmeos, o parto foi "de quatro", uma experiência mais simples, natural e agradável, garantiu."Em outras culturas, o parto não dá tanto trabalho, é algo simples", observou. Por isso, buscou parteiras baseadas na transmissão ancestral de conhecimentos no México, Amazônia, Canadá, Europa, África e Índia.


"O parto na verdade está ligado ao coração. Dar à luz é algo sagrado, como fazer amor, mas na sociedade atual nos esquecemos disso"

, explicou."Num mundo onde a mulher é integrada ao seu ambiente natural, o bebê nasce como um orgasmo",

afirmou.Bonnet é uma firme defensora de partos dentro de casa ou em "casas de parto" administradas por parteiras."Devemos tomar consciência primeiro do poder das mulheres, e não deixar que ele fique nas mãos de outras pessoas, como médicos", recomendou.A francesa afirmou que a cultura do medo afeta inclusive a família, e é responsável pela luta entre sogra a nora."É uma concepção do passado. Nós, mulheres, somos bruxas, e isso é ruim. Mas na realidade ser uma bruxa é ser uma mulher de conhecimento, que não aceita a opressão, e isso é mais comum nas mulheres mais velhas", sustentou.As mulheres jovens sentem essa força, que causa "inveja e medo", e daí nasce a inimizade entre sogras e noras. Mas, para ela, não deveria ser assim, já que "se existem bons homens é porque suas mães fizeram um bom trabalho".

Fonte:

O que é Deusa?



Como "deusa" é caracterizado um tipo complexo de personalidade feminina que reconhecemos intuitivamente em nós, nas mulheres a nossa volta e também nas imagens e ícones que estão em toda a nossa cultura. Segundo a teoria junquiana, as deusas são arquétipos, fontes derradeiras de padrões emocionais que fluem de nossos pensamentos, sentimentos, instintos e comportamentos, caracterizados e tipificados como puramente "femininos". Tudo que realizamos e gostamos, toda a paixão, desejo e sexualidade, tudo que nos impele à coesão social e à proximidade humana, assim como todos os impulsos, tipo absorver, reproduzir e destruir, são associados ao arquétipo universal feminino. Tais conceitos nos foram deixados como herança pelos gregos e todas as culturas antigas, que percebiam estas energias não como abstrações destituídas de alma, mas sim como forças espiritualmente vitais. Quando tais forças se manifestavam num certo comportamento ou experiência, o denominavam de "compulsão de deuses e deusas".
Quando o amor e a paixão aflorava auxiliado pela convulsão hormonal, os antigos se reportavam a história da bela Afrodite que transtornava o estado de espírito, o sono, os sonhos e a sanidade mental do apaixonado.
Na Grécia, as mulheres percebiam que uma vocação ou profissão as colocava sob o domínio de uma determinada deusa a elas veneravam. No íntimo das mulheres contemporâneas as deusas existem como arquétipos e podem cobrar seus direitos e reivindicar domínio sobre suas súditas. Mesmo sem saber a qual deusa está submissa, a mulher ainda assim deve dar sua submissão a um arquétipo determinado por uma época de sua vida ou por toda a existência. Jung chama o arquétipo das deusas de "Transformadoras", porque tendem a surgir em momentos de mudança em nossa vida, como na adolescência, casamento, morte de um ente querido, modificando totalmente nossos sentimentos, percepções e comportamentos. Uma vez que a mulher se torne consciente das forças que a influenciam, adquire total poder sobre este conhecimento. As deusas embora invisíveis, são poderosas e modelam e influenciam o comportamento e emoções. Quanto mais uma mulher souber sobre suas deusas dominantes, mais centrada ela se tornará, tendo o perfeito domínio sobre seus instintos, habilidades e possibilidades de encontrar um significado especial através das escolhas que fará.
Os padrões de deusa também afetam o relacionamento com os homens. Diga-me qual homem que escolhestes que te direi as deusas que moram dentro de ti. Realmente esta escolha ajuda e elucidar afinidades e dificuldades pelas quais passa a mulher que o escolheu.
Temos que ter em mente que, toda mulher tem dons concedidos pelas deusas, mas ela deve aprender a descobri-los e aceitá-los com gratidão. Mas toda mulher também tem deficiências concedidas pelas deusas que deve reconhecer e superar para que possa trilhar o caminho do auto-conhecimento e realização.
Os homens também são influenciados pelas várias deusas, pois estas certamente espelham as energias femininas na psique masculina, embora, via de regra, os homens vivenciam-nas como exteriores a si próprios, ou seja, através das mulheres pelas quais são atraídos ou pelas quais se sentem fortemente provocados. Descomplicando, os homens vivenciam as deusas projetando-as nas mulheres de sua vida e nas imagens específicas da mídia que lhes causem deleite ou aversão. Uma melhor compreensão sobre as deusas, fará com que este mesmo homem compreenda o porque de sua atração por certas mulheres e o fracasso com outras, permitindo então, que ele comece a fazer as escolhas certas.
Muito embora as culturas guerreiras tenham dominado vasto período do história, o culto à Deusa Mãe sobreviveu e floresceu até a época dos romanos. Esta Grande Deusa era venerada como progenitora e destruidora da vida, responsável pela fertilidade e destrutibilidade da natureza. E, ainda hoje, Ela é percebida como um arquétipo no inconsciente coletivo.
As deusas diferem uma da outra. Cada uma delas têm traços positivos e outros negativos. Seus mitos mostram o que é importante para elas e expressam por metáfora o que uma mulher que se assemelha a elas deve fazer. Todas estão presentes no interior de cada mulher. Quando diversas deusas disputam o domínio sobre a psique de uma mulher, esta precisa decidir que aspecto de si própria expressar e quando expressá-lo.
Infelizmente o triunfo dos tempos modernos tornou-se o triunfo do cristianismo e de um Deus Pai Único e Supremo. Os cultos à Grande Deusa Mãe foi se tornando disperso, suprimido e distorcido. A maioria das civilizações atuais, tornaram-se filhas de uma família divorciada. Agora vivem apenas o Pai e estão proibidas de mencionar o nome da Mãe ou de qualquer lembrança sutil daquelas épocas alegres e amorosas em que se vivia em seus braços e na segurança de seu caloroso colo. Tendo apenas o Pai para nos orientar, nós, a despeito de seu amor, tornamo-nos endurecidos, implacavelmente heróicos e severamente puritanos ao tentar esquecer a segurança perdida e a confiança sensual na terra que outrora a Mãe nos proporcionava.
Nos quatros cantos do mundo, porém mais proeminente nos países ocidentais, estamos testemunhando um discreto redespertar do feminino, uma sublevação profunda no âmago da consciência das mulheres. Muitos homens temem e contestam este processo, outros entretanto sentem-se desafiados e estimulados. Observadores mais radicais denominaram este movimento como o "Retorno da Deusa", porque ele parece sugerir a própria antítese da sociedade patriarcal.
É urgente que compreendamos a natureza e a condição dos arquétipos femininos que estão despontando do inconsciente coletivo da nossa cultura. Os sonhos e as experiências interiores de homens e mulheres, temas tratados por romancistas e pela mídia do mundo inteiro, ressaltam imagens ao mesmo tempo antigas (mitológicas), mas radicalmente novas do feminino que vão chegando à consciência. Estas formas estão fermentando dentro de nós, sendo capazes de transformar os modos mais fundamentais de pensarmos sobre nós mesmos. Essas poderosas forças interiores e as imagens e mudanças que provocam são denominadas "DEUSAS".

A Mulher Verde(poesia desocupada)


Ela veio de la

Ela veio dançar

mulher do mato

ela toca o gansa

e faz a terra arepia

mulher de lua

e de labuta


tudo o que Ela faz é grande

cuidado com

Ela

Ela veio de la

ela sabe

ela viu

mulher igual ela nunca existiu mulher verde

Rainha da floresta selvagem

mãe loba .....


o me proteja

que vem tocar ganza

Governo Oculto do Mundo



A crise financeira mexe com todas as nações e deixa a humanidade aflita, com medo do fim do mundo. As pessoas não conseguem se dar conta de que mais uma vez o véu de maya está apenas servindo para despertar as nossas consciências.Os governos políticos e profanos não têm poder para provocar o fim do mundo, nem para evitá-lo. A verdadeira crise não é financeira, mas espiritual. Uma espiritualidade que transcende seitas e religiões, e que poderia ser definida como um equilíbrio perfeito entre o físico e o espiritual, o humano e o divino.Enquanto o desequilíbrio prevalece, as crises se sucedem, e não há governo que as debele, nem pela economia, nem pela guerra, nem pela diplomacia.O meu sábio e saudoso mestre físico costumava ensinar que o mundo é governado por um governo oculto, que legisla segundo as Leis Sagradas, sob o comando do Senhor do Mundo, Melki-Tzedeck, a quem a Bíblia denomina o Rei de Salém e Sacerdote de Deus.Sanat Kumara é como os kumaras venusianos tratam o Senhor do Mundo, o Melquisedec dos hebreus e dos cristãos. Agartha seria a sua morada, onde cercado por seus Ministros, os Mestres Ascensionados, e seus Conselhos de Sábios, formados por seres com elevado nível de evolução, ele governaria a Terra.Segundo a literatura esotérica, Agartha estaria localizada no interior da Terra, iluminada pela Luz sutilizada de Shamballah, o Sol Central da Terra, e nela viveriam os seres primordiais ligados à nossa evolução planetária, os Manasaputras e os Matradevas, e também os Pitris Cósmicos, seres migrados de outros mundos, quando para cá vieram os kumaras.Na visão hiperfísica do mestre, era possível enxergar um mundo subterrâneo, no interior de uma Terra oca, que era acessado por embocaduras, espalhadas por diversas regiões do planeta, e não somente através dos polos, como contam alguns que tiveram a insólita experiência de penetrar o interior da Terra, quando navegavam em águas polares ou voavam nos céus num dos extremos do planeta.A criatura humana adora dizer o que bem entende e ridicularizar certas crenças que fogem do convencional. Melhor seria tornar-se, como dizia Raul Seixas, uma metamorfose ambulante, do que ter opinião formada sobre tudo. A terra oca não é uma crendice de um bando de malucos esotéricos, apesar de contrariar a maioria das teorias científicas. Existem teses defendidas por mentes brilhantes que pesquisam essa hipótese e que admitem a existência de vida intraterrestre.

fonte: http://brasilan.blogspot.com/

Meliada deusa rainha do mar...e do prazer





Ela sentiu o gosto do prazer

o sal
agua salgada
ela pasou os dedos em si
sem pudor
sem medo
ela ouvia as palavras do mar
como sons distatntes
que falavam
de ondas embaladas nas ondas
aonde a Sereia Deusa
Melia
gritava os gozos de seu prazer puramente vargina
fêmea languida do amanhcer
que evocava os gemidos do prazer
parecia um Canto de deusa baleia
em murmurios
Super-lativos
em pequeninos Transes
deixares de Existir
para ser suprimida pelo
Todo
A Toda Mãe
Vestida de Alguas ela pula do mar
e masturba cada mulher
cada gemido
cada prazer
no embalo das ondas
que levavam ao nervo central do universo
gritos,gemidos uivos.....

porazes tão fortes
que ela pensou que seria consumida

devagar o clitolis se enchia de uma
subistancia chamada

PRAZER!!!!!!

e seu coração soltou pela boga

a Deusa Cafetina
Gozou e perfumou
com as onda do mar
seu nostalgico auge de prazer


Total....

Total....

Total...


Ali ela entedeu o auge de sua vida
todo o poder GENITOR
em sua mão

Rainha dos mares
vistida de Hibisco
petalas de hibisco cobrem seus seios

Como se seus seios e o Hibisco fossem um só
um só....
um só....

ELA ERA TUDO

ELA MUDOU TUDO

ELA ERA O MUNDO

O UNIVERSO

E O QUE ESTAVA ALEM



SOU MELIADA

A RAINHA DO MAR

A RAINHA DO GOZAR......





As Feiticeiras


Ao longo dos seculos e dos anos nos Feiticeiras somos retirados do seio dos seres elementais para viver entre humanos ,nos elementais de outrora agora humanos trazemos a magia dentro de nos e as capacidades da arte musica dedicação dentre outras as crianças indigo de todo o mundo ja foram fadas elfos guenos duendes dentre outros seres magicos é importante saber que a Divina Mãe de tudo e o Pai da Natureza tem um grande plano para o futuro:o eleminamento do karma mundial e a evolução endividual das(os)filhas(os) da Deusa .estamos passando por um periodo de transições e mudanças e é natural que sintamos medo. mas medo de que? do novo? do diferente?daquilo que sempre esta em transformação!!! nos,nosso mundo muda (lembre-se o mundo tambem é um ser vivo) e é essa a mensagem da Grande mãe a de que tudo muda! ela que melhor do que ninguem conhece a mudança senhora dos ciclos senhora dos ritmos Mãe da mudança com o aparecimento de religioes patriarcais ao longo dos anos desaprendemos a ver a mulher como ela realmente é !!! A Deusa representa o vinculo da mulher com seu divino interior uma parte de si que nem um deus machista poder retirar por isso acho que a deusa esta se redespertando Chega de funções secundarias para o Divino Feminino Antes do Deus so avia a deusa é ela o criou para sua companhia e assim o sentimento de criação foi instalado nela é assim as poucos ela foi criando o universo descobrindo-se sabia e feliz por sua sabedoria Ela que criou o deus sabe como ninguem a origem das coisas senhora eterna da Chama doura e da Chama branca as Chams da criação divina todas as mulheres e homens caregam em si a capacidade de criar de converter trevas em luz e é so acreditar nessa abilidade que uma infita gama de posibilidades se abre a você!!! é so ter Fé Fé é vontade força de criação Um sentimento da Deusa O DESEJO DA MUDANÇA a vontade de evoluir o desejo de ser mais MAS MAIS O QUE? mas tudo!!! vocé nasceu para mais e so querer é a Iluminação da Deusa chegara ate você VOCÊ nasceu para o novo para o diferente e a Deusa lhe dara tudo o que desejar..... basta pedir mas pedir com Fé. O mundo em que vivemos e um mundo de mudança e transformação essa é a grande mensagem da Deusa pra o Seculo XXI!!!!!