A Alta Sacerdotisa

Aquela que encarnava a Deusa Mãe Terra, levava fertilidade para os campos, ensinava a ciência das estrelas e da Arte a todos os homens e mulheres, aquela que conhecia as ervas e a viagem das estrelas.Aquela que era a Mãe da Tribo , a guia e a sábia, a Voz da Deusa Terra,Aquela que conhecia os mistérios da Noite e do Dia, Aquela que está na alma de toda mulher

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

LILITH-VÊNUS


Não haverá ninguém como ti meu querido

Pois embora aquela fosse a única noite
Nela eu vivera existências
Nunca haverá outro como tu
Que só pediu meu amor e mais nada

Só quis minha pele macia e morena contra a Tua

O Teu cheiro...Cheiro de Gamo jovem
E como a Mãe Terra Sagrada
Deixou que fizéssemos amor em Teu bosque...

Um homem entre tantos
Um homem desconhecido...
Que se encontrará com uma sacerdotisa
Que falara da Grande Mãe....


Mas isso faz tanto tempo meu querido...
Sei que nunca lera o meu poema
E sei que nunca fui tua


Mas naquele momento naquela noite
Eu fui plena
Fui tua como se fosse a primeira mulher...

E tu foi o meu primeiro homem
Que me abraçou e me aceitou tal como eu era
E não como fora ou queria ser a muito tempo

Por isso e só por isso eu fui tua aquela noite
Pois pude, amar te como nunca amei
Porque sabia que você nunca mais estaria comigo
Eu pudesse ser tudo que sempre quis ser

Ser livre e ser selvagem...
Fui tu quando a minha alma estava morta
Que a Redespertou
Pelos encantamentos de Vênus e Freya


Por isso e só por isso meu amor
Eu fui tua plenamente entregue aquela noite
Porque sabia que nunca mais Te veria


Verdadeiramente tu eras a minha outra parte
A Minha outra alma
E agora depois desse encontro parto mais inteira
Já que agora te carrego na lembrança
Na alma e no coração
Com as bênçãos da Grande Mãe


Fui mulher e menina naquela noite
Naquela carinho que curou partes da minha alma
E do meu feminino...

Mas mesmo assim meu querido
Eu sigo o Caminho da Bruxa
Que vai em busca do prazer total
Para justificar sua existência...


Eu quero amar muito mais
Amar todos os homem que a Grande Mãe por eu meu caminho
E ensinar aquilo que a Lua me ensinou
Meu poema sincero ao meu primeiro homem
E Aquela que fez em mim, o redespertar da Minha Mulher


Quero distribuir meus amor pelas ruas
Quero da lo a todo homem que me queira
Quero abraçar cada mulher como se fosse minha Mãe
Ou minha filha


Mas por agora dedico este poema a Ti meu querido
Meu homem desconhecido...
Numa floresta perto do morro...
Num dia qualquer...


DEUSA MÃE TERRA

[Mãe+Terra.jpg]




"No princípio era a Mãe. O Verbo veio muito depois e iniciou uma nova era: o patriarcado."(Marilyn French)

Deusa sagrada, Mãe Terra,
Tu de cujo ventre imortal
Surgem deuses, homens e animais,
E folhas e botões e flores.


Sou aquela que inicia;
De mim jorram os anos;
De mim, deus e homem,
Sou igual e completa;
Deus muda, e o homem também, e suas formas corpóreas;
Eu sou o espírito...

Primeiro, a vida de minha fonte
Primeiro jorra e nada;
De mim surgem as forças
Que salvam ou amaldiçoam;
De mim, o homem e a mulher, e animais e aves silvestres;
Antes de Deus existir, eu existo.





A GRANDE MÃE TERRA

Diante das cavernas, à luz pálida do luar, os homens do princípio dos tempos se reuniam reverentes, acendiam fogueiras e cultuavam a Grande Mãe Terra. Encontravam nela proteção, alimento e amor. Durante centenas de milênios, muitas civilizações vieram e passaram... De algumas poucas restam desgastados monumentos, de outras, ligeiras lembranças escondidas em lendas e mitos... Porém, da grande maioria só chegou até nós vagas memórias genéticas, passadas de pai para filho como um grande eco a ressonar nas regiões mais profundas do inconsciente. Cada uma destas civilizações teve seu meio próprio meio de expressão, sua forma específica de ser, seus objetivos, sua cultura, seu sistema de vida. Mas em todas elas o culto a Mãe Terra se manteve presente, por mais diferentes nomes fosse ela conhecida, Gaia, Teia, Pachamama, Babalon, Isis, Mãe Maria, Ishtar, Mariah. Algumas vezes, como na Idade Média, seus cultuadores foram seriamente perseguidos, presos e massacrados. Mas, talvez por ser como uma erva que acha sempre um meio de nascer e vir à luz do Sol, mesmo que seja num pátio asfaltado de estacionamento de um supermercado, o culto a Grande Mãe nunca morreu completamente, voltando sempre e sempre... Trazendo consigo sua mensagem de aceitação, renovação e crescimento. Por isto, muitas vezes, é confundido como um culto feminino, pois ele traz em si o poder do recolhimento silencioso, da gestação materna, da criação da nova vida e do cuidado amoroso durante crescimento, entregando confiante ao mundo o fruto de seu ventre, até que um dia venha a retomá-lo em seu seio, para o longo sono dos imortais. A Doutrina da Tradição guardou em seus tesouros de conhecimento uma série de ritos e práticas buscando fazer uma sintonia maior com a Grande Mãe. Os que têm acesso a este conhecimento e os colocam em prática, conseguem para as suas vidas proteção e fertilidade, que juntos formam a prosperidade serena.


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UMA PERGUNTA MUITO INTERESSANTE




Estrela disse...
Se a mulher que tem seu lado bruxa aguçado e sua magia é pura e simplesmente natural,repentinamente essa mulher se vê envolvida emocionalmente por alguém, seu lado bruxa pode deixar de existir? Pode ser vetado?






Primeiro ela tem de ter certeza que ama a si própria, que esta apaixonada por Si mesma, que tem auto estima e que não andara atrás da pessoa que supostamente ama como se fosse uma coxa ou uma manca que não tem pernas e não pode andar sozinha.Ela antes de se envolver emocionalmente com qualquer pessoa deve reflectir o que ela pensara dessa pessoa: Amor?

Querida amor é algo muito relativo, mas que está na cabeça de todas as pessoas....Por exemplo se hoje do nada um homem nos liga sem nenhum motivo aparente, comenta qualquer coisa, nada de especial, já vamos para cama relativamente apaixonadas....Pois de qualquer modo ele nos deu uma atenção especial com a qual não estamos acostumadas...Nos mulheres somos naturalmente abertas para o amor é não há nada de errado nisso...Mas também não podemos nos fundamentar mos apenas num encontro ocasional com uma pessoa, nem ficar a sonhar acordadas com um príncipe encantado...Que ambas nos sabemos não vira...Esta historia de príncipe esta na nossa cabeça a tanto tempo que é mais fácil uma mulher parar de acreditar em Deus do que parar de acreditar num homem ideal ( ou seja uma mera ideia...) que vira do nada e a levará para um reino de sonhos e fadas...Nós mulheres, primeiramente fomos condicionadas pelos modelos sociais estipulados pelo patriarcado e as convenções de um casamento ideal, felicidade,etc...

A primeira coisa que uma verdadeira bruxa deve fazer e buscar estar em contacto profundo consigo mesma,você se sente ligada a sua alma?A sua natureza única de Mulher e Deusa ?
De feiticeira e sacerdotisa sagrada?
Você conhece seu corpo e sua alma?
Você antes de amar outrem ama a si mesma profundamente?



Se você respondeu sim a todas as perguntas a cima , significa que você já fez a Descida de Inanna e já está pronta para um novo relacionamento aonde o sexo e a fertilidade da vida são sacralizados e aonde as formas sensuais( não apenas num relacionamento entre homem e mulher mas em todos os tipos de relacionamentos) podem se manifestar, por mais apaixonadas que estejamos as vezes também temos que ver o que queremos daquele relacionamento (sempre queremos alguma coisa) e se não podemos nos mesmas nutrir nossas carências através da Arte (todas as formas de Magia a criatividade, pintura,desenho, esculturas...)


A mulher antes de pertencer a um relacionamento qualquer e estar comprometida com um homem ou com uma mulher deve estar comprometida consigo mesma e com sua alma, precisa exercitar seu potencial de Musa e Profetiza, seu potencial de Deusa, sua Força Total....


Quando a mulher tiver consciência de que não precisa de ninguém para ser feliz a não ser a si própria e a manifestação daquilo que lhe é profundo, significa que esta pronta para se entregar a qualquer homem ou mulher sem culpa, sem os conceitos e preconceitos concebidos pela sociedade patriarcal e narcisista...
Gaia Lil

POSSÍVEL JURAMENTO DA MULHER CELTA

"Jamais permitas que algum homem a escravize, nasceste livre para amar e não para ser escrava.

Jamais permitas que teu coração sofra em nome do amor.
Amar é um ato de felicidade, por quê sofrer?

Jamais permitas que teus olhos derramem lágrimas por alguém que jamais fará você sorrir!


Jamais permitas que o uso do teu próprio corpo seja cerceado.O corpo é moradia do espírito, por quê mantê-lo aprisionado?

Jamais te permitas ficar horas esperando por alguém que jamais virá, mesmo tendo prometido.

Jamais permitas que teu nome seja pronunciado em vão por um homem cujo nome tu sequer sabes!

Jamais permitas que teu tempo, corpo e coração seja desperdiçado por alguém que nunca terá tempo para ti.

Jamais permitas ouvir gritos em teu ouvido.
O Amor é o único que pode falar mais alto!

Jamais permitas que paixões desenfreadas te transportem de um mundo real para outro que nunca existiu.


Jamais permitas que os outros sonhos se misturem aos seus, fazendo-os virar um grande pesadelo.

Jamais acredites que alguém possa voltar quando nunca esteve presente.
Jamais permitas que teu útero gere um filho que nunca terá um pai.

Jamais permitas viver na dependência de um homem como se tu tivesses nascido inválida.


Jamais permitas que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio, o ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar os brilho de teus olhos a dominem, fazendo arrefecer a força que existe dentro de ti.
E, sobretudo, jamais permita-se perder a dignidade de ser mulher!"



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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A MULHER SÁBIA INDOMADA E PROFUNDA


Há em mim certamente uma maldição profunda
Eu sempre fui a solta a Selvagem e a Indomável
Aquela que percorre sozinha os caminhos entre os mundos
Mas também á certamente a bênção mas profunda que a maldição
Eu sou a mulher calada que ao pé do fogo conhece todos os mistérios da sabedoria
Meu corpo e minha alma são virgem pois não pertenço a nenhum homem qualquer
Que a Mim só venho homens em busca do amor ou da sabedoria
Pois isto é tudo que posso lhes dar
"Mas meu corpo não te pertence"

Eu conheço o segredo das estrelas e o canto das almas
Eu sei o mais profundo sortilégio e encantamento antigo
Eu conheço a Caçada da Donzela Sagrada
Eu tenho em mim todos os mistérios do destino
E possuo as chaves que ele escondeu para abrir portas de vidas mais felizes

Minha maldição ou bênção é ser Medusa
Górgonica e profunda
A condutora que jamais é conduzida
Aquela que liberta a alma das limitações do corpo
E ao mesmo tempo aquela que sacraliza o corpo, o sexo e o prazer
-sem pecado ou medo.

Pecado é atrapalhar o Destino e o Destino é o Amor
E o amor é a Deusa,
Pecado é negar o paraíso na Terra
O espírito no corpo...
E o culto apenas do pai e da morte....

Este é o maior pecado para uma Sacerdotisa da Deusa:
Não se sentir digna de dar a bênção ao homem e a mulher
Não mais conhecer a canção da Sarça Sagrada e o deleite do vinho
- o Sangue dos Deuses que existem para muito além de Cristo...

Sangue Sagrado,Vida,Mulher!
E rogo sobre ti Mulher
Minha mais profunda bênção!
Encarnai a Deusa em si própria!
Proferi seus próprios oráculos
Cultue a Mãe a Filha

Aquelas que contem as caves sagradas
E juntas caminhemos em direcção ao nosso interior
- A Grande Mulher, a Deusa Sagrada.


GÓRGONAS COMO ARQUÉTIPOS

As Górgonas são tidas históricamente como arquétipos da "Mãe Repugnante", ou "Mãe Terrível". Entretanto elas simbolizam bem mais do que só isso, representam: a sabedoria feminina soberana; os mistérios femininos; todas as forças da Grande Deusa primordial; os ciclos do tempo presente e futuro; os ciclos da natureza como vida, morte e renascimento. Elas são criatividade e destruição universais em transformação eterna. Elas são guardiãs dos umbrais e mediatrizes entre os reinos do Céu, da Terra e do Mundo Inferior. Elas fazem a conexão do Céu com a Terra; destróem para construir, alcançando assim o equilíbrio. Elas purificam e curam. Elas são a última verdade da realidade e da integridade.
São as Górgonas com sua terrível aparência, que nos alertam contra a imersão prematura nas sombrias profundezas do nosso mundo inferior psíquico, o nosso domínio inconsciente. Se penetrarmos nesse reino sem a preparação adequada, podemos ficar petrificados, ter a vontade paralizada e perder a capacidade de compreender as forças e os tenebrosos poderes do nosso inconsciente. Seríamos reduzidos a uma completa inatividade da alma.
As Gógonas surgem das profundezas das cavernas do mundo subterrâneo para nos desafiar com um grande enigma. As Desafiantes deste Lado Obscuro fazem parte da Grande Deusa e estão vinculadas a Deusa Anciã, que juntamente com a Deusa Virgem e a Deusa Mãe, participam do arquétipo da Deusa Tríplice. A Deusa Anciã e as Górgonas expressam energias iniciáticas, curadoras e libertadoras da sabedoria feminina. Nos relatos mitológicos elas tornam-se demoníacas em virtude das religiões patriarcais que purgaram da consciência da mulher qualquer tipo de poder mágico e transformador. A decapitação mitológica da Medusa simboliza o silêncio da sabedoria e da expressão feminina. É um ato que freia seu crecimento, limita seu potencial, movimento e contribuições culturais. A sabedoria feminina é um dos aspectos mais reprimido nas mulheres, produto de uma larga prédica contra o xamanismo das sacerdotisas, bruxas, curadoras e profetizas. Nós mulheres ainda guardamos na memória a perseguição e queima das bruxas européias e ainda hoje, qualquer coisa que esteja associada ao poder das bruxas é percebido com muito temor e como algo perigoso e obscuro pelo homem. Entretanto, as energias da Deusa Anciã nos dota de força, sabedoria e dignidade. As anciãs sábias das culturas matriarcais aborígenes não foram mulheres submissas porque haviam encontrado o seu verdadeiro "Eu" através das iniciações, ritos de passagem e consciência madura.

As histórias míticas das Górgonas propocionam um ponto de partida para se detectar as qualidades e energias internas em cada mulher. Qualidades das bruxas, xamãs, profetizas e sacerdotisas que se desenvolveram em distintas culturas, oferecem hoje, as demais mulheres e até para homens que se interessem sobre o assunto, experiências de conhecimento e transformação. Tal qual nossas ancestrais, nós, mulheres de novos tempos, necessitamos estar conscientemente vinculadas com a energia de nosso lado obscuro para descobrirmos o seu tesouro oculto, com o qual poderemos transformar tanto nossa vida pessoal como comunitária.

Rosane Volpatto



quarta-feira, 4 de novembro de 2009

CONSAGRANDO A VIDA À DEUSA


O ressurgimento do Sagrado Feminino nos traz uma nova visão espiritual. A espiritualidade centrada no culto à Deusa implica no respeito à natureza e à vida em todos as suas manifestações, no cultivo da compaixão e aceitação nossa e dos outros, no reconhecimento da intuição e sabedoria existentes – mesmo que latentes – em todos nós, na celebração alegra da unidade com toda a criação.
Para sentir o poder da Deusa, comece a perceber o sagrado em tudo que a cerca, em cada dia, em cada lugar. Talvez precise de algum tempo para notar e experimentar conscientemente momentos, vivências, encontros, que antes passavam de forma fugaz sem que você percebesse o seu valor. Adquirindo uma nova consciência a sua vida torna-se mais rica, um acontecimento ou encontro não mais é algo fortuito, as “coincidências” passam a ser facetas da sincronicidade cósmica.
A mulher tem um enorme poder dentro de si. Não é o poder sobre alguém ou contra alguém, é o seu poder inato e ancestral, a sua intuição, percepção, compreensão, compaixão, criatividade, amor e conexão – consigo mesma, com os outros, com o Divino.
Nas antigas tradições e culturas o poder criativo e renovador da Deusa eram o símbolo da própria vida, a Terra e a mulher eram consideradas sagradas sendo suas representações. Nos cultos e mistérios femininos honravam-se os ciclos eternos que marcavam a vida do renascimento à morte, e desta para um novo início através do renascimento. Vida e morte eram interligadas de forma misteriosa e divina, competindo às mulheres as tarefas de recepcionar e cuidar da vida (como parteiras, mães, curandeiras), assistir e auxiliar as transições (como xamãs e sacerdotisas) e servir como intermediarias entre o humano e o divino (profetisas, oráculos).
O poder da Deusa possibilita a expansão do potencial emocional, mental, criativo e espiritual inatos em cada mulher.
O poder da mulher está na sua sabedoria, a compreensão intuitiva, imparcial e sábia dos processos e das surpresas da vida. Nem toda mulher pode ser jovem, bonita, culta, rica, mas todas as mulheres podem se tornar sábias, permanecendo serenas no meio do tumulto.
As mulheres que almejam o poder da Deusa cultivam uma forma diferente de espiritualidade, buscando expandir sua consciência, honrando a vida em tudo ao seu redor e transformando o mundano em sagrado. A chave para a transformação espiritual é o enriquecimento e o aprofundamento de sua vida interior, podendo assim acessar e confiar no seu Eu Superior.
Para nutrir e embelezar nossas vidas podemos usar inúmeros recursos, simples ou elaborados, como alguns dos seguintes:

1. Crie um espaço sagrado no seu lar, não somente através de um altar, mas usando sua inspiração, imaginação e amorosidade para que todos se sintam bem, protegidos, nutridos e amados;


2. Crie momentos sagrados – para si mesma ou compartilhando-os com amigos e familiares – caminhando na natureza, ouvindo música suave, jantando a luz de velas, lendo textos que nutram a alma, enriqueça a sua mente e elevem o espírito;

3. Entre em comunhão com a natureza, honrando a Deusa em todos os seus aspectos e manifestações. Não basta encher sua casa de plantas se você não entrar em contato real e profundo com a terra, a chuva, o vento, as nuvens, o Sol, a Lua, os animais – seus irmãos de criação;

4. Respire e consagre seu corpo como a morada da sua alma durante esta encarnação. Procure viver de forma saudável, fazendo suas opções com consciência, sem se agredir e sem culpar – a si ou aos outros – pelos seus problemas ou compulsões. Coma bem para viver melhor. Observe suas fugas e compensações, cuide da sua “criança” carente ou ferida ajudando-a a crescer, curando-a com amor e dando-lhe os meios adequados para se tornar forte e auto-suficiente;

5. Manifeste sua criatividade – escreva, borde, pinte, desenhe, faça colagens, modele argila, cante, recite, dance, aprenda algo novo, componha um poema ou canção, faça pão, comece um diário de sonhos. A mulher que não dá vazão construtiva à sua imensa capacidade criativa pode torná-la em energia destrutiva – contra si ou contra os outros;

6. Coloque em prática os ensinamentos espirituais. Não se contente em ler inúmeros livros ou participar de cursos e workshops se você não pratica aquilo que aprendeu. Para mudar, precisa viver de forma consciente, reconhecer e transmutar seus pensamentos negativos e ser sincera nas avaliações – suas e dos outros. Todas as experiências dolorosas da vida são aprendizados cujas lições podem contribuir para sua transformação. Algumas mensagens levam momentos para serem assimilados, outras, meses ou anos. Quando começar a compreender o significado dos acontecimentos da sua vida, você começou a crescer de fato e assim poderá abrir novas portas na sua vida, se usar a chave certa;

7. Encontre o equilíbrio entre o falar e o silenciar, se movimentar ou se aquietar. Procure se relacionar com pessoas que compartilham das mesmas buscas e que têm o mesmo nível vibratório. Participe de círculos de mulheres em que possa encontrar apoio para a sua jornada espiritual, em que possa confiar para expressar suas dores ou suas conquistas. Celebre a Deusa sozinha ou em grupo, encontrando assim a verdadeira fonte de seu poder, da sua cura e transformação. Cultive a Deusa dentro de você reconhecendo a sacralidade do seu corpo, da sua mente, das suas emoções, da sua vida. E ao reconhecer a Deusa dentro de si, você se tornará uma com Ela.

Mirella Faur

terça-feira, 3 de novembro de 2009

CIBELE


Mãe dos deuses imortais,
Ela prepara um carro da rápida monta,
conduzido por leões touros matadores:
Ela que maneja o Cetro sobre o célebre pólo,
Ela de muitos nomes, a Honrada!
Tu ocupas o trono central do Cosmos e portanto da Terra
enquanto proporcionas os alimentos mais deliciosos.
Por Ti foi criada a raça dos imortais e dos mortais!
Por Ti, os rios e o mar inteiro são governados!
Vai ao banquete, Ó Sublime!
Deleitada pelos tambores, Domadora de tudo,
Salvadora dos frígios,
Companheira de Cronos,criança de Urano,
A Velha, a Doadora da Vida, o Amante frenética,
A Alegre ... alegre pelos atos de piedade!
Generosa Deusa do Ida,
Tu, Mãe dos deuses,
que te comprazes em Dindima ...
e em cidades elevadas ...
e nos leões emparelhados ...
Guia-me agora nos anos vindouros!
Ó Deusa, faze este signo auspicioso!
Anda a meu lado com seu passo gracioso!

(Enéas na Eneida de Virgilio)


ARADIA, A GRANDE



CARGA DE ARÁDIA

"Eu sou Aradia
Filha do mar
E filha do vento
Filha do Sol
E Filha da Lua
Filha do pôr
E filha do nascer do Sol Filha da noite E Filha das montanhas
E eu cantei a canção do mar
E eu escutei os sinais do vento
E eu aprendi os mistérios secretos do Sol
E eu bebi as lágrimas da Lua
E o sofrimento do Sol que nasce
Eu estive sob a escuridão mais profunda da noite
E eu segurei o poder das montanhas
Por eu ser mais forte que o mar E mais livre que o vento
Eu sou mais brilhante que o Sol
E tenho mais fases que a Lua
Eu sou a esperança do Sol poente
E a paz do Sol nascente
Eu sou mais misteriosa que a noite
E mais antiga que as montanhas
Mais velha que o próprio tempo
Por eu ser Aquela que foi
Aquela que é
E Aquela que será
Eu sou Aradia"


Aradia é na Stregheria a perpetuadora do Culto de Sua Mãe, Diana que é vista como a Rainha do Céu e da Terra, Senhora da Magia e a Deusa que criou o mundo.Em algumas vertentes da bruxaria italiana o culto triplicie se marca na Familia:
Na Mãe vista como a criadora do mundo e Deusa primordial, o pai que é seu irmão Dianus Lucifero ou simplismente Lucifer (Portador da Luz) que era o Deus da Beleza força e conhecimento e por fim, vem a Filha, Arádia. Enquando Diana personifica a lua, a escuridão e o feminino, Dianus personifica o sol, luz e o masculino. Arádia nasce como o equilíbrio destas duas polaridades, mas ainda assim na forma feminina, como a Deidade Primordial que era Diana. Arádia, antes de tudo, é o Sangue, a tradição gerada da união de seus pais. Dentro da Stregheria, o papel de Arádia é instruir, ensinar, e fazer a velha religião florescer, ou seja, perpetuar o culto, a tradição, o "Sangue dos Deuses". De Diana, ela traz a maternidade e a sabedoria; de Dianus, ela carrega a força e o conhecimento. Como descendente de Diana e Dianus, ela é a representação da própria ancestralidade, a importância de cultuar aqueles que vieram antes de você. Ela é a Filha - e portanto nossa Irmã - que vem ensinar a Antiga Tradição. Dentro da Stregheria abordada por Grimassi, não vemos a presença forte de Arádia. O culto baseia-se em um Duoteísmo, e ela apenas é lembrada como perpetuadora da tradição. Mas, no meu ponto de vista, o culto a essa Trindade é carregado de valores da bruxaria italiana e ensina muito sobre tradição. Lúcifer está no Sol sempre a viajar pelos doze signos, e crescer e morrer todo ano. Diana está nas fases da Lua, no desenvolvimento e na Ciclo da Vida. E Aradia, onde está na Terra? No próprio espírito da Natureza. É o Espírito de Aradia quem ensina o lobo a caçar, o pássaro a voar, a borboleta a sair do casulo... Quem passa o conhecimento dos pais aos filhos. É ela quem trança os fios da teia alimentar (composta por várias cadeias alimentares), estabelecendo o equilíbrio da vida. Ela é a tradição perpetuada. Ela é a própria vida em manifestação, e a manutenção dessa vida também.
Vamos pensar agora nas características de Aradia... Quem é a grande professora das bruxas? Existem duas respostas para essa pergunta: Aradia e a natureza em si. E essas duas respostas convergem-se em uma. Aradia tinha um aspecto duplo: era a jovem livre e indomável, incapaz de ser dominada ou repreendida, e também era a sábia, tranquila e serena a ensinar os Mistérios. Assim como a natureza é doce e gentil ao desabrochar de uma flor, também é feroz ao cair de uma tempestade. Aliás, na versão da história de Aradia contada por Grimassi, que segundo ele vem de várias gerações, conta que ao ser presa, Aradia pediu para rezar ao ar livre, e invocou uma terrível tempestade...
Agora, vamos dar uma olhada nos Dons de Aradia para os praticantes da Stregheria:

1. Atrair sucesso nos assuntos do coração
2. Abençoar e consagrar
3. Falar com os espíritos
4. Saber das coisas ocultas
5. Chamar espíritos
6. Conhecer a Voz do Vento
7. Ter o conhecimento da transformação
8. Ter o conhecimento da divinação
9. Conhecer os Sinais Secretos
10. Curar males
11. Trazer a beleza
12. Ter influencia sobre as feras selvagens
13. Conhecer os segredos das mãos.


Não há um item entre esses treze que não esteja presente na Natureza. São todos Dons alcançados quando estamos ligados ao espírito da Natureza (não é a Natureza em si, é uma força maior que isso), ao Espírito de Aradia. A Força que canta os Mistérios no nosso ouvido, o vento que leva a folha, a reverência que se sente ao ver o Sol nascer, a tradição passada de geração a geração, entre todos os seres vivos...


QUEM FOI ARADIA ?

Deusa. Sacerdotisa. Strega. Filha de Diana. Nas várias tradições da Bruxaria, Aradia é chamada por esses e talvez por muitos outros títulos. Muitos julgam que sua existência é apenas lendária, mas não é isso que pesquisadores da Stregheria acreditam.

O mito desta strega conta que ela nasceu do amor entre a Deusa Diana e seu irmão Lúcifer. O registro mais famoso dessa lenda está no livro "Aradia - o Evangelho das Bruxas", do antropólogo inglês Charles Godfrey Leland, e já criou muita polêmica por relacionar a Bruxaria com Lúcifer, que seria o demônio na tradição cristã.

Algumas pessoas acreditam que Leland tenha inserido Lúcifer para dar um tom dramático à história. Outros, que é puro sincretismo. E mais alguns que Lúcifer, na verdade, é um aspecto de Apolo, deus do Sol e irmão gêmeo de Diana (segundo as lendas greco-romanas), pois seu nome significa "Estrela Matutina".

Independente da versão, Aradia é tida como a filha do Sol e da Lua, que recebeu uma missão de sua mãe: ensinar à Bruxaria para as pessoas oprimidas - entenda-se aqui os servos e as mulheres, já que é uma lenda medieval.

E assim, Diana enviou sua filha para a Terra, onde ela iniciou uma peregrinação pela península Itálica ensinado às pessoas que, cultuando sua Mãe Diana, seriam livres da opressão.

Essa é a lenda. Mas quem era a Aradia real?

A hipótese que vem sendo levantada por historiadores é a de que ela seria uma sacerdotisa de Diana que viveu por volta de 1.300 d.C. As datas mais aproximadas arriscam que seu nascimento foi em 1313 d.C., na região da Toscana, que fica no norte da Itália.

A sacerdotisa ficou conhecida como Aradia di Toscano, mas esse pode não ser seu nome verdadeiro. Aradia provavelmente é um título sacerdotal que significa "A Luminosa". O prefixo "Ar", segundo a escritora italiana ArdathLili, significa "fogo". Portanto, ela pode representar o título dado a uma sacerdotisa central de um culto relacionado ao fogo e talvez, também, ao Sol.

Tanto segundo a lenda quanto segundo os estudos históricos, Aradia se estabeleceu com seus seguidores próximo ao lago de Nemi, em Roma. Esse lago é um antigo e histórico santuário de culto à Diana Nemorensis (Diana do Bosque Selvagem) e seu consorte, o Rex Nemorensis (o Rei do Bosque Sagrado).

Quando Aradia morreu, seus seguidores foram perseguidos e o conhecimento que ela deixou ficou restrito à algumas pessoas.

Dizem que seus ensinamentos foram escritos. Não sabemos se por ela mesma ou se por outra pessoa, já que, naquele tempo, as mulheres em geral eram analfabetas. A lenda ainda reza que os manuscritos originais de seus ensinamentos estão bem guardados na Biblioteca do Vaticano.

Muito tempo depois, em meados do século XX, o antropólogo Leland, em seus estudos sobre magia cigana, se interessou pela Stregheria. Ele conheceu uma strega chamada Madalena que lhe passou o livro que conhecemos como "O Evangelho das Bruxas". Não se sabe se essa strega realmente existiu, e nem qual a veracidade do Evangelho. Mas ali estão contidos, de forma simbólica e talvez cifrada, um pouco do que é o culto das bruxas na Itália - ou pelo menos das bruxas de uma determinada região que cultuam Aradia como sua
ancestral.

Mas o nome de Aradia e a sua posição como uma grande bruxa foi popularizada por Raven Grimassi, na década de 1980, que também foi o escritor responsável por popularizar a Stregheria. Porém, a Bruxaria Italiana da obras de Grimassi não é a única, e nem todas as streghe (na Itália ou fora dela) cultuam Aradia.

Por ser relacionada com o número 13, algumas streghe costumam homenageá-la no dia 13 de agosto, pois nessa época do ano eram feitas as principais comemorações à Diana em toda a Roma Antiga. Essas comemorações unem as homenagens à Diana e à sua filha na figura de Aradia. Há divergências sobre a data exata dessa comemoração, mas ela flutua, geralmente, entre o dia 11 e o dia 13 de agosto.

Porém, quem costuma cultuar Diana e Aradia, o faz nas Luas Cheias - costume que o Evangelho das Bruxas registra. A cor de Aradia é o vermelho e sua erva, a Verbena.

pesquisas in:
http://lavecchiareligione.blogspot.com/
http://www.tribosdegaia.org/inesraven/ines01.html

AQUELAS QUE SERVEM A DEUSA


SER BRUXA É SERVIR A DEUSA
É ERGUER O CÁLICE SAGRADO DA VIDA FECUNDA

Precisamos de resgatar a palavra “bruxa” das cinzas das fogueiras e dar-lhe a dignidade que perdeu na perseguição que sofreu ao longo dos séculos pela igreja católica. Precisamos devolver à Mulher Bruxa ou à Feiticeira a dimensão de grandeza e de beleza que perdeu na religião católica e na cultura patriarcal.

O PODER FEMININO

Para Star Hawk, * só no nosso século as “bruxas” podem novamente afirmar-se em pleno dia. A palavra “bruxa” diz ela, tem tantas conotações pejorativas que muitas pessoas se perguntam porque é ainda utilizada. Diz ela que declarar-se bruxa – ou feiticeira - é reivindicar para a mulher o direito de ter poder e, para o homem, o de reconhecer a presença da divindade na feminilidade: tudo isso não é puro tantra? “Ser bruxa” – diz ainda Star Hawk – é identificar-se com os nove milhões de vítimas da beatice e da raiva, é querer construir um mundo onde os preconceitos não poderão mais fazer vítimas. A feiticeira é alguém que dá forma, ou seja é uma criadora que dá forma ao invisível. A sua vida é impregnada da magia e da sabedoria. A Witch craft sempre foi uma religião poética, e não teológica. Os mitos, as lendas e os ensinamentos são reconhecidos como alegorias do invisível, do Absoluto, que a nossa mente limitada jamais conhecerá totalmente. Os símbolos e os rituais servem para criar estados alterados de consciência, em que a visão vai para lá das palavras, onde o ultimo é revelado.” O símbolo primário do indizível é a Deusa. Sob uma infinidade de aspectos e milhares de nomes, por detrás de tantas metáforas, ela é a realidade, divindade manifesta, omnipresente em qualquer vida, em cada um de nós.
*
A Deusa não está separada do mundo, ela é o mundo, e abrange todas as coisas: a Lua , o sol, a Terra, as estrelas, a pedra, a semente, o rio, o vento, a onda, a folha e o galho, o botão e a flor, a garra e a presa, a mulher e o homem. Na Witch craft, carne e espírito são um. A religião da deusa é inimaginavelmente antiga, mas a Witch craft também se poderia chamar hoje Nova Religião. Mais do que um renascimento, a Witch craft recriou-se, e a mulher é o motor dessa renovação, despertando activamente a deusa, imagem da “legitimidade” e dos benefícios do poder feminino.
*
“O declínio do culto da Deusa privou a mulher de modelo religioso e de sistemas espirituais que correspondam às suas necessidades e à sua experiência. O deus masculino caracteriza as religiões ocidentais e orientais.

Avatares, pregadores, profetas, gurus e budas são todos masculinos.

A mulher não é incentivada a explorar a sua própria força e a sua realização. Submissa à autoridade do homem, ela deve se identificar com as percepções masculinas e seus ideias espirituais, renegar o seu corpo, abafar a sua sexualidade, moldar a sua concepção do mundo na forma do masculino.”
*
“O símbolo da Deusa não é uma estrutura paralela ao de deus-pai. A Deusa não rege o mundo; ela é o mundo. Manifesta cada um de nós, cada pessoa pode conhecê-la interiormente, na sua magnífica diversidade. Ela não preconiza o domínio de um sexo pelo outro e não outorga nenhuma autoridade aos chefes hierárquicos temporais. Na Witch craft, cada um deve revelar a sua verdade. A divindade é vivida sob o aspecto da nossa forma própria, feminina ou masculina, porque ela também tem um aspecto masculino. O sexo torna-se um sacramento, e a religião consiste em voltar a unir o ser ao cosmo…Como mulher, a Deusa nos inicia a perceber a nossa divindade, a sentir que o nosso corpo é sagrado. Mas a Deusa também é importante para o homem. Por ser menos evidente, a opressão dos próprios homens no sistema patriarcal, dominado por um deus paternalista, não é menos trágica do que a da mulher…O homem é interiormente dividido, por um lado em ser espiritual obrigado a dominar a sua emoção, e por outro a domar os seus instintos animais. No Ocidente, ele tem de lutar contra si mesmo para vencer o pecado e, no Oriente, para matar o desejo e extinguir o ego…” Graças ao símbolo da Deusa, os homens podem experimentar e integrar a sua própria feminilidade, que, em geral é o aspecto mais profundo e sensível do seu ser. A Deusa não exclui o macho: ela o contém, assim como a mulher grávida contem o bebé macho.”
*
IN Tantra – O Culto da Femininlidade - Outra visão da vida e do sexo
André Van Lysebeth

*Star Hawk

IN: MULHERES & DEUSAS

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A FORÇA DA DEUSA EM CADA MULHER



O DESPERTAR
DA CONCIÊNCIA DO FEMININO


“Logo que a mulher se apercebe das forças (das deusas) que a influenciam, conquista os poder proporcionado por esse conhecimento. As deusas são forças poderosas e invencíveis que moldam o comportamento e influenciam as emoções.O conhecimento das “deusas” existentes nas mulheres é um novo campo de aprofundamento da Consciência Feminina”
(…)
“As grandes realizações naturais seguem o mesmo processo e em definitivo, que não é outro senão o da maternidade, obra de fé e de vida, obra de amor e também de paciência e ternura”
(…)

“Torna-se cada vez mais evidente diante dos desastres que ameaçam a terra, provenientes do domínio do masculino, que a salvação da humanidade se encontra na restauração dos valores femininos. A mulher tornando-se plenamente mulher, obrigará o homem a assumir a sua verdadeira virilidade. (…) Sem dúvida que não é preciso, em espírito e verdade, ir mais longe buscar “a libertação da mulher”

Citado por Maria do Rosário Pontes
em Contos de Fadas e os Valores do Eterno Feminino
(texto enviado por Luiza Frazão)
IN MULHERES & DEUSAS:



domingo, 1 de novembro de 2009

LUZ E ESCURIDÃO


Eu assim como minhas irmãs (bruxas e sacerdotisas de todos os tipos) vemos a cada dia um grande culto aos anjos, aos santos aos puros aos mestres aos "iluminados" e sinceramente nada tenho contra mas não sinto como sendo um culto verdadeiro pois nos desligada da vida na Terra e nos focaliza no Espírito.Na bruxaria o espírito e a natureza são uma mesma coisa que são parte de um todo.Separar o espírito da matéria é um ato inconcebível para qualquer sacerdotisa da Deusa.Nos filhas da Deusa acreditamos que a Deusa esta em tudo e no todo e não a separação entre Criadora e criatura.Somos todas parte da Teia da Deusa formando assim um Todo.A busca pela luz é louvável mas a escuridão faz parte do Todo.Por isso mesmo eu não acredito nessa constante luta da luz contra a escuridão, do espírito contra a matéria do masculino contra o feminino. Para uma sacerdotisa da Deusa a escuridão e a Luz se encerram em uma coisa só.Assim como ma masculino e Feminino.Apenas nos concentramos no feminino porque ele chama a nossa essência e nos liga a Grande Mãe que permeia toda a criação, mas também Ela é Masculina e Feminina tal como a Deusa Androgina Anuket que detinha em si todas as forças da criação e manifestação.

Continuar com a divulgação da Luz contra a Escuridão, do Bem contra o Mal só nos fará ficar presas ao Eterno Ciclo criado pelos seres do patriarcado para controlar aqueles que não servem exclusivamente a polaridade guerreira e excessivamente masculina e distorcida da divindade.

Estar em pleno contacto com a Deusa é estar em contacto com todas as Formas e Manifestações da Grande Mãe tanto as Escuras quanto as Luminosas.Como a Deusa Hecáte Deusa da Noite mas que tinha uma tocha e era mediadora e iluminadora do inconsciente, ela que vestida de negro com uma lua crescente na testa fazia o trabalho da Deusa Suprema da melhor forma possível.Que nos Tal como ela saibamos integrar luz e escuridão e assim partilhar de Todas as Faces da Grande Mãe que também é a Terra sua manifestação física.


Gaia Lil

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

LILITH - ALÉM DAS FACES DE EVA





L I L I T H
A Donzela Negra


"Ninguém te conhece. Ninguém. Mas eu te canto no seu perfume e na sua graça para a posteridade. E me encanto com a forma como persegues a morte e sua coragem jubilosa..." (Garcia Lorca)

"No alto do ramo mais alto, uma tão rosa maçã. Mulher. Esqueceram-na os apanhadores de frutas? Não. Mãos não tiveram para a colher..." (Safo)

Não é preciso consenso, nem arte, nem beleza ou idade: a vida é sempre dentro e agora. (Lya Luft)


Lilith, é uma variação hebraica (e não judaica) da deusa sumeriana Lil - que significa "tempestade" -, muitas vezes reconhecida como a outra face de Inanna. Seu nome também parece estar relacionado à "coruja", provavelmente pelos seus hábitos: uma sinistra ave de rapina que se precipita, silenciosa, na escuridão, e que, não obstante, também simboliza a sabedoria. Por outro lado, o mito hebreu fala de como Lilith foi moldada de terra e esterco, provavelmente querendo refletir o potencial da terra adubada - o que a relaciona, também, com a SEXUALIDADE e FERTILIDADE.

A história que podemos lembrar de Lilith começa com Innana, a neta da deusa Ninlil, conhecida como "Rainha dos Céus". A história de Innana e Enki nos fala dos costumes sexuais sagrados, que são a dádiva de Innana para a humanidade.

Em seus templos se praticava a prostituição sagrada e suas sacerdotisas eram conhecidas como Nu-gig. Os homens da comunidade buscavam a Deusa nessas sacerdotisas e o ato sexual era sagrado, proporcionando a CURA FÍSICA E ESPIRITUAL. Nessa época,o nome de Lilith era o da Donzela, "mão de Innana", que pegava os homens nas ruas e os trazia ao templo de Erech para os ritos sagrados.

Entre 3000 e 2500 a.c., os sumerianos passaram a ter contatos com culturas patriarcais. Estas, para poderem dominar aquele povo, sabiam que deveriam atacar seu maior centro de poder: o templo do sexo sagrado. Para que a conquista dos sumérios pudesse ter lugar, as culturas patriarcais interessadas começaram a disseminar as idéias de repressão sexual, combatendo como malignas as práticas sexuais milenares dedicadas à Deusa. As práticas sexuais se tornaram então parte da sombra, o poder da mulher foi identificado com o mal e o demoníaco...

Daí, através dos séculos, a Donzela Lilith, que buscava os homens para o Templo de Innana, se tornou no patriarcado o símbolo do mal supremo. Ela encarna de todas as formas e por milênios o medo atávico do homem do poder sexual da mulher.

Mais ou menos em 2400 a.c. Lilith, o Espírito do Ar, foi distorcida como a primeira mulher de Adão, como encontramos em muitos mitos, como um demônio, que foi expulsa do Jardim do Éden. Lillith não é, originalmente, da mitologia cristã ou judaica (e muito menos bíblica - e por isso nem é mencionada nela).

Os hebreus não eram monoteístas como os judeus. Até pelo contrário: eram politeístas. E pautavam sua vida pessoal e comunitária pelos ciclos sazonais - o que os torna também pagãos. Só após a invasão e destruição de Israel pelas forças babilônicas, no século VI a.C., é que começa a surgir o Judaísmo, mais ou menos como hoje o conhecemos - monoteístas e patriarcais.

Os primeiros capítulos da Bíblia (Gênesis 1 a 3) não são os escritos mais antigos desse livro. Sua articulação final data mais ou menos do fim do Exílio na Babilônia e, portanto, traz uma profunda rejeição a tudo que fosse ligado ao "inimigo". A Árvore da Vida, a Serpente e até a própria figura da Mulher são tratadas com menosprezo exatamente para estabelecer uma distinção.

No entanto, é interessante lembrar que o significado do nome "Eva" é "MÃE DE TODOS", e Adão significa "FILHO DA TERRA" - e isso já é suficiente para estabelecer sua antigüidade em relação à própria Bíblia. Certamente trata-se de um mito passado de geração em geração, via oral (como de hábito naqueles povos), que falava de uma GRANDE MÃE e de seu Filho.

Os autores bíblicos inverteram a situação, transformando Adão praticamente num "Grande Pai" e Eva em sua "filha", posto que ela surge a partir dele - evidentemente, para tornar legítima a postura patriarcal que estavam adotando. Da mesma forma, a Árvore e a Serpente - que sempre foram símbolos da Grande Deusa no Oriente - torna-se, na Bíblia, representações do Mal - e é ai que o mito de Lilith pode ser melhor compreendido.

Obviamente, uma transição desse porte não aconteceu sem brigas, discussões e resistência por parte das mulheres. Submetê-las ao patriarcado deve ter sido um trabalho difícil e que demorou várias gerações. As mais resistentes muito provavelmente viram no mito de Lilith toda a sua força ideológica - o que também deve ter causado a reação contrária de transformá-la em um Demônio e mãe de todos os demônios.

Lilith transparece, no mito hebreu, como a mulher livre, sensual, sexual e até certo ponto selvagem. Aquela que não se submete a nenhum homem, mas SEGUE SEUS INSTINTOS E DESEJOS. Por isso ela é representada sobre leões - símbolo da força masculina. No fundo, é a mulher que todo homem deseja mas que também teme, e por isso mesmo, parece um "demônio tentador".

Lilith, na tradição matriarcal, é uma imagem de TUDO O QUE HÁ DE MELHOR NA SEXUALIDADE FEMININA - A NATUREZA DA MULHER, O PODER DO SANGUE MENSTRUAL, que é o poder da Lua Escura. O período normalmente dedicado a Lilith, naquela época, era exatamente o período menstrual. O momento em que as mulheres poderiam ter relações sexuais livres da possibilidade de gravidez e, por isso, tais relações estariam exclusivamente ligadas ao prazer (e não à procriação, como era a perspectiva patriarcal). Assim, muitas vezes, se referiu a essa Deusa como o "Espírito Menstrual".

A reação judaica foi muito rápida e fulminante: transformou em pecado e tabu o sexo no período menstrual - uma artimanha para solapar o culto a Lilith. A segunda foi criar "regras" para a relação sexual - particularmente, regras que garantiam o prazer masculino, mas negava e proibia o prazer feminino. Nesse quadro, Lilith figurava para as mulheres como a experiência sexual capaz de integrar mente e corpo (pois estava livre da gravidez), abrindo um caminho para os tesouros misteriosos do submundo feminino. É encarada como a mulher positiva e rebelde, a que não aceita os padrões patriarcais que marcam a menstruação com dores e vergonha.

Conhecer a figura de Lilith é lembrar de um tempo no passado antigo da humanidade em que as mulheres eram honradas pela INICIAÇÃO SEXUAL, onde expressavam sua LIBERDADE E PAIXÃO NATURAL.

Hoje, depois desses séculos todos de um patriarcalismo opressor, Lilith volta como uma DEUSA NEGRA, ou seja, a energia feminina trancafiada nos calabouços da psiquê de toda a humanidade: para os homens, ela é um desafio; para as mulheres, um arquétipo.

O que significa reivindicar os poderes de Lilith para a mulher de hoje? Na literatura mítica antiga havia 3 Liliths - que refletiam as fases de lua crescente, cheia e escura:


A Lilith crescente era Naamah, a Donzela Sedutora

Donzela é a mulher indômita, selvagem, livre, vibrante de energia, imprevisível como o vento. Sua resposta à vida é espontânea, vívida. Totalmente objetiva. Por mais bela que possa ser, não anseia por estabelecer relacionamento, mas para avaliar, experimentar e descobrir suas próprias formas de ordem.

A mulher mais velha pode ter sido limitada ou reprimida na juventude, e pode reivindicar a Donzela, conscientemente, para libertar seu espírito e encontrar a sua direção. Muitas crises de meia-idade são forjadas por uma Donzela enclausurada e confinada, precipitada muito cedo num casamento convencional, sem oportunidade de explorar alternativas na sexualidade ou na carreira.

Mulheres em motocicletas, em laboratórios, estudando as florestas e matas, dançando num palco, discursando na plataforma política - elas são a Donzela.


A Lilith Mãe era Nutridora

Na primavera ela abre seu corpo-terra para gerar crescimento novo e brilhante. No verão, ela envolve com braços protetores a terra ardente. Na época da colheita ela espalha amplamente sua generosidade, e, à medida que o frio aumenta, ela aconchega os animais em suas tocas no inverno, puxando as sementes para o profundo interior do seu útero até que volte a época do reverdecimento.

A Donzela pode inspirar nossos atos criativos, mas a Mãe está presente quando os produzimos.


E havia a Lilith Anciã, a Destruidora

Embora a Donzela seja procurada e a Mãe respeitada, a Anciã recebe pouca atenção. Mas é na Anciã que o poder feminino realmente se torna COMPLETO.

A Anciã é SÁBIA, observadora, tecelã, conselheira. Conhece os caminhos entre os mundos. Isso pode fazer dela uma personagem desconfortável, mas é um repositório de sabedoria feminina, do conhecimento acumulado da mulher que não menstrua mais, porém MANTÉM DENTRO DE SI O DEPÓSITO DO SEU PODER.

Na primeira, devemos confrontar as maneiras pelas quais nós somos reprimidos, buscando recuperar nossa dignidade. Na segunda, devemos integrar o desespero que vem de nossa rejeição, angústia, medo, desolação; e na terceira descobrimos o poder da transmutação e da cura dela decorrente, uma vez que ela corta nossas falsas retenções, desilusões e nos ajuda a encontrar nossa essência livre e selvagem.

Priscila Manhães

http://www.femininoplural.com.br/artemis/lilith.htm

Gaia Lil;

Eu venho usando este nome(Gaia nome que me foi dada como sacerdotisa-feiticeira) a muito tempo em conjunto com o Lil (Ar ou Tormenta) em honra a Deusa Lilith...Para evocar o seu poder sua benção e sua proteção.
Como vimos a mulher na sociedade patriarcal foi proibida de ter o acesso ao orgasmo e ao prazer sexual, que eram sagrados e naturais logo jamais poderiam ser considerados parte do mal. O problema é que AINDA as mulheres seguem as regras de como fazer sexo e quando (não fazendo quando estão mestruadas) e sentem até vergonha do próprio sangue mestrual...Tal coisa com toda certeza é resquício da dominação patriarcal ao espírito místico e Natural da Mulher (como Deusa e Sacerdotisa e posteriormente Feiticeira). O medo do poder da mulher é tão grande e tão enraizado em nossas culturas que não é dada nenhum ou pouco valor a dádiva da Mulher como Geradora da Vida e da Maternidade e os homens é dado todo valor pelo fato de terem "feito" um filho na sua esposa e agora serem um pai ....Como se qualquer gato vagabundo não pudesse fazer a mesma coisa!

A Mulher que forma em si a criança, desenvolve seu corpo e alimenta seu espírito com parte de sua energia durante as semanas da gravidez e que aguenta as dores do parte e dá a luz a sua criança , a imagem da Deusa Mãe que gera a Criança Divina que um dia será o homem adulto que deveria honrar a Mulher e sua dignidade para poder de novo ter acesso ao Grande Espírito...A Grande Mãe que liga a alma e o corpo da mulher e do homem...E que dá ao Homem ( verdadeiro e não o Pai-Macho que impera em nosso dias) o valor e a sabedoria...

A mulher precisa se reconectar com seu Espírito de Sacerdotisa que por consequência a torna Deusa e sagrada mediadora das forças cosmologicas e teluricas, conhecedora do corpo de Gaia, a Terra Mãe que gerou sozinha todo o universo...E cujo corpo fisíco a Terra deveria ser honrado e respeitado e não degradado, usado e temido...Tal como a Mulher!

Gaia Lil

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

MAGNA MATER


DEUSA CIBELE

Uma das manifestações da Grande Mãe. Que governa as colheitas, sustenta as cidades, devolve à mulher o seu papel de sacerdotisa.

Enquanto os homens saíam para caçar, nós ficávamos nas cavernas, no ventre da Mãe, cuidando de nossos filhos. E foi aí que a Grande Mãe nos ensinou tudo.


"O homem vivia em movimento, enquanto ficávamos no ventre da Mãe. Isto nos fez perceber que as sementes se transformavam em plantas, e avisamos aos nossos homens. Fizemos o primeiro pão, e os alimentamos. Moldamos o primeiro vaso para que eles bebessem. E entendemos o ciclo da criação, porque nosso corpo repetia o ritmo da lua.Nós, as mulheres, que entendemos e amamos a Grande Mãe. Pagamos nossa sabedoria com as perseguições e as fogueiras, mas sobrevivemos. E agora entendemos seus mistérios."




Cibele ou Cíbele era originalmente uma Deusa da Frígia, designada como Mãe dos Deuses ou Deusa Mãe, a Magna Mater (Grande Mãe) . Deusa do poder de Fertilidade da Natureza, seu Culto começou na Ásia Menor e se espalhou por diversos territórios gregos.

Sob o antigo título grego, Potnia Theron, também associada com a Deusa Mãe minóica, remonta às raízes pré-históricas neolíticas da "Senhora dos animais".




A LUA



Ó espelho da Deusa Terra
Nos ensina nosso poder, faz com que os homens nos compreendam. Nascendo, brilhando, morrendo e ressuscitando no céu, você nos mostrou o ciclo da semente e do fruto.





ORAÇÃO A GRANDE MÃE TERRA

Grande Mãe Terra,
Senhora de Todas as Coisas
Mãe de Toda a Vida
Rainha e Soberana Absoluta
Senhora do Fogo e da Destruição
E Transformação,
Senhora da Água e da Profundidade,
E Emoção
Senhora do Ar e Espírito
E Inspiração

Senhora da Lua Escura, Mãe Negra de Todas as Faces
A Senhora que Detém as chaves do Mundo
Mãe Princípio
Revele as chaves do Profundo Mistério
Da Luz e da Escuridão
Da cura e da degeneração
De Crescente a Cheia

Da Donzela a Mãe
Da Cheia a Minguante
Da Mãe a Anciã
E Na Lua Negra
Aquela que vai além da Tríplicie

A Encantadora que detém o Poder Total da Deusa
Guia me a Mim
E Minhas Irmãs
Em direção a Ti
Ó Magna Mater

Gaia Lil

LUAS ESCRITAS

FILHOS DA GRANDE MÃE





Sobre O Novo Despertar da Deusa





O despertar da deusa é uma consequencia dos acontecimentos deste fim de era a hora é da mudança a queda de uma instituição patriarcal falida para a ascensao da Deusa da Força Feminina que aflora da das mulheres e atua sobre os homens, tambem a deusa é uma mãe universal e não apenas um conceito abstrato é sim uma conciencia viva....apesar de eu ser um esoterico,acredito que esse novo despertar na deusa será um acontecimento que abalara as bases da humanidade e tornara cada vez mais evidente a força e a beleza do feminino .Tambem proponhe a uniam das mulheres como seres e individuos respeitando as diferenças entre si a união da Força da mulher e o reaparecimento do Culto a Deusa em suas diferentes variedades.

Mas não so as Mulheres TODOS SOMOS RESPONSAVEIS sobre esse movimento em prol do feminino .

A Deusa Mãe habita em nós,nos oceanos ,nos ,mares ,no universo ,no nosso mundo sua presença ja nao pode mas ser ignorada ....nem distorcida como por exemplo Virgem Maria ou outras Santas catolicas nao quero dizer que esses aspctos da deusa nao sejam sagrados e reveladores so quero dizer que a deusa vai MUITO ALÉM DESSES ASPECTOS a Deusa ao mesmo tempo em que é Mãe(santa)ela é Feiticeira(pecadora)

e hora de reunir esses aspctos e ser adorada do jeito que ela é como uma deusa divinal mãe senhora de todas as criaturas bondosa....e feiticeira que detem os segredos do prazer e da sexualidade sagrada ....sabia...anciã dona dos aogurios e reveladora do inconciente dona da morte e da vida e do inconciente ...enfim senhora de tudo o que foi e faz parte da humanidade


Bênção a Mulher

As Mulheres são a Deusa e a Terra elas dão à luz filhos e criam comunidades cooperativas, formam lares e civilizações.

Enquanto os homens fazem a guerra, as mulheres fazem paz: enquanto os homens fazem tecnologia, as mulheres fazem humanismo, quando os homens fazem o caos, as mulheres fazem compaixão, sensatez e ordem. Reconhecendo a sua real influência, as mulheres se conscientizam do quanto são importantes e fundamentais para a sobrevivência de nosso planeta e de que se amarem-se a si mesmas é apenas um sinal de respeito que se deve a vida e Deusa .



Para as mulheres, qualquer cura significa a cura do respeito e do amor que elas devem ter por si mesmas, bem como da sua auto-imagem feminina.



Recitar a Bênção a Mulher, todas as noites, é uma boa forma de você iniciar o processo de cura de todos os seus males. Acenda um incenso uma vela e se coloque nua diante de um espelho. Molhe o dedo indicador com uma gota de óleo (de rosas ou de jasmim de preferência), vinho tinto, sangue menstrual, água salgada ou água pura. Toque um por vez, cada um dos seus chakras, dizendo em voz alta o seguinte:

Tocando o chakra da coroa (topo da cabeça), diga:

"Abençoa-me mãe porque sou tua filha "

Tocando o chakra da terceira visão(entre a as sobrancelhas) , diga

"Abençoa a minha visão ,para que eu veja a Ti na minha vida."

Tocando chakra da garganta,diga :

"Abençoa minha voz, para que ela propague o Teu amor por todos

Tocando o chakra do coração(entre os seios)

"Abençoa meu coração , para que ele se abra e se encha de amor por todos."

Tocando o plexo solar (na altura das costelas inferiores), diga:

"Abençoa minha energia vital que vem de Ti."

Tocando o chakra da barriga (abaixo do umbigo), diga:

"Abençoa o meu útero e ovários, para que eu pratique sexo com amor."

Tocando o chakra base (genitais),diga

"Abençoa os meus genitais , portal da vida e da morte."

Tocando a sola dos pés,diga

"Abençoa os meus pés, para que possam trilhar Teu caminho e o meu."

Tocando a palma de ambas as mãos, diga:

"Abençoa as minhas mãos, para que elas façam Teu trabalho , que é o meu trabalho neste mundo."

Tocando novamente o chakra da coroa , diga:

"Abençoa-me, Mãe porque sou tua filha e sou uma parte de Ti."

Essa cura produz milagres e abre o caminho para todas as curas subsequentes.