"E aqueles que pensam em Me procurar, saibam que a vossa busca e vosso anseio devem beneficiar-vos apenas se vós souberdes o Mistério; se o que vós procurardes, vós não achardes dentro de vós mesmos, então nunca encontrarão fora. Pois eu tenho estado convosco desde o Início e Eu Sou Aquela que é alcançada ao final do desejo"


sábado, 29 de março de 2014

MUITO INTERESSANTE


É uma pena ser em inglês, para praticar essa meditação terei de memoriza-la.

Enviado por Gisele Moura em comentários

OBSERVAR, EXPRESSAR E CALAR


As vezes a auto expressão- mesmo sem elogios e com críticas- é a única forma de Ser algo, ou sentir que é algo nesse mundo.
Que suas consideradões mesmo não sendo as mais inteligentes ou as mais importantes, são no entanto relevantes para alguém, nem que seja apenas a si mesma. Acreditar e em si e no que diz de maneira assertiva é um dos motivos pelos quais a Senhora era representada como a Deusa do conhecimento, da sabedoria e da análise.
A maior ousadia da mulher é acreditar em si mesma e no seu conhecimento intuitivo, aquele que vem sem base ou mesmo sob a superfície da vaga inspiração...Como as mulheres primitivas que jogavam os restos de frutas num determinado lugar e via eles brotarem. Grandes eram as chances que o local que colhiam fosse o mesmo em que despejaram os restos, então como poderiam ter adivinhado intelectualmente que da semente viria o fruto?
Elas não adivinharam, elas acompanharam e intuíram o ciclo natural, e essa é a essência de toda bruxaria. Não conseguiria no entanto me afirmar uma bruxa wiccana, sou mais uma bruxa moderna com um forte sentimento primitivo, o de lançar sementes sobre a vida, sentir, mesmo que loucamente a força da vida me puxando, e sua centelha em espiral...
de certa forma e de estranha maneira, o caminho da bruxa, a mulher de saber, funde-se com a caminho em busca de uma feminilidade profunda. Não que todas as mulheres estejam destinadas a serem bruxas, mas que as bruxas são aquelas que melhor sintetizam esse sentimento feminino de viver o 'primitivo", aquilo que está na matriz, aquilo que vive na base, que pertence ao tempo circular- cíclico, diferente do tempo linear e patriarcal da louca rotina em que vivemos. Deixar até mesmo os momentos de mornidão e quietude serem sentidos por completo e saboreados com plenitude, como a gente faz com a comida...Sentindo o gosto da vida como se faz com a comida dada pela Terra Mãe (sim, mesmo aquela que vem embalada dos supermercados) sentindo, desfrutando de tudo, da melancolia a ardente paixão, pois tudo isso é apenas momentâneo e o que é verdadeiro é o centro da alma, o observador que deve sem medo encarar tudo isso, o seu mundo exterior, tanto a cansativa rotina da vida quanto o sabor das aventuras. Creio que só assim, aceitando tudo que a vida nos dá ( e batalhando por mais claro) podemos realmente desfrutar, não de uma esfuziante alegria, mas oa menos de uma serena e secreta paixão pelo mundo, tanto em dormência e quietudo quanto em cor e sabor.


NÃO, NÃO É FEMININO

Ah, pequeno dragão, o que fazes aqui?
E ali, o que fazes?
Teu rufar primitivo e inútil
O leve suspirar das moitas tem mais valor
Velho e inestimável dragão, cala-te por favor
E encerra te no teu submundo, feminino e inesgotável...

MAS acreditar no que é dito acima é negar a própria vida
O dragão, o germe criativo da Grande Mãe Tectônica tem que brotar
Ele tem que vir do fundo da nossa Terra Interior, da nossa alma, do nosso coração.
Sem este dragão não haverá vida, sem o dragão não haverá o verdadeiro amor
Sem o dragão toda feminilidade invés de perdurar, murcha
Uma bela rosa preservada para exposição...
Isso, isso não é o Feminino.

quarta-feira, 26 de março de 2014

CONCHA

Poderia ter te esperado, mas é que do outro lado para o qual se abre está porta está o mar.
o mar se estende de ponta a ponta e no brilho reflexo do mar
observo a concha, finda se em dança,
Volatio voz, do outro lado da dança

Murmura a a onda que a rasta a concha
Encho me de esperança de que se arrebente a concha
Arrebentada a concha arrepenta -se o segredo
da curva da minha alma
Sempre se encerrar em interrogação?

segunda-feira, 24 de março de 2014

UMA PERGUNTA A ROSA LEONOR...

Sempre e indiretamente publico coisas que se acabam ligando a sua pagina de um modo ou de outro...Ando que como que a deriva ultimamente...é estranho mas escrevo quase indolentemente, sem vontade, meio que com preguiça, que nem um gato bocejando atraves de seus grandes olhos...
SERÁ QUE VALE A PENA ESCREVER?
Queria conversar com você sobre isso, até que ponto vale a pena a escrita.
Sabe não a nada mais que estigue a publicar, é como se uma fonte secasse e agora eu só pudesse puxar o que vem naturalmente.
estou escrevendo sem esforço.
Antes buscava a qualidade de imagem e o zelo das palavras, publicações escritas por gente, que como você. É inteligente e interessante...Nem me importo mais em escrever errado agora.
E como se tivesse me despido de tudo e estivesse nua mesmo, e preguiçosa..
Tenho preguiça e ao mesmo tempo necessidade de voltar.
Será que vale a pena escrever a pena solta, sem regras, sem mesmo senso de escrever, sem evocar cultos do passado ou falar da contribuição cultural da Deusa ou da saga da mulher...
Escrever não como sacerdotisa, mas como uma bruxa preguiçosa, que ja está meio entojada de ... provar algo.
Porque no fundo no fundo, talvez tentemos provar nossa dignidade a alguém, eu ou você, mostrar que a mulkher tal como a Deusa É. Como o amor apenas É.
Será que essa minha nova ...não tem nem nome pra isso?
Modalidade?
Estou quase igual a Nada, sem regras, gargalhando alto...O que da pra fazer agora?
Acho que é uma pergunta capciosa?
O que motiva todas nós mulheres tão diferentes (TODAS AS QUE SE LIGAM AO TEMA DA MULHER E DA DEUSA).
Acho que uma verdadeira espiritualidade vem de dentro, mas também é mais que isso...É como se fosse uma questão de bom senso, continuar a despeito das interperies. a verdade é que sem você Rosa, o mundo seria mais morto e acho que nesse tempo que sumi também fiz falta. Senti saudade dessa mulher que me revelo quando escrevo porque aqui posso ser eu mesma de uma maneira que nunca serei no mundo lá fora, mesmo que resolva todos os traumas e faça todas as cirurgias, é diferente escrever...É como falar por dentro, sem ninguém pra te julgar.
lembro algo que uma escritora bruxa disse, uma bruxa nunca envelhece mas é sempre como a Mãe Terra, antiga porém jovem em seus mistérios....Acho que a parte antiga é a mais sub valorizada e a mais subestimada das formas da Deusa.

Um grande abraço e saiba que de certa forma, essa minha nova forma de continuar esse página é uma homenagem a ti.
Solta e rota, como eu sempre deveria ter sido. Com um monte de erros drámaticais e sem compromisso com ninguém...a não ser com a Deusa.

HUM, só mais um PS: Não sou wiccana, não sei donde tiraram tal absurdo...Admiro a wicca e uso muito da sua ritualistica mas não sou wiccana, e falo wiccana porque não vou mudar uma tradução correta só porque decidiram que uma reforma ia fazer soar mais serio ou mais religioso.

PROBLEMAS DE AUTORIA...


Amber Seren disse...
Você precisa colocar a autoria ou a fonte sempre que posta alguma coisa no seu blog que não for sua.

Fonte: Wikpedia
Gaia Lil disse...
Realmente esqueci, mas isso é bem comum...A oração que crei para a Deusa por exemplo já se espalho e sua autoria e tida como desconhecida...Acho que as vezes o mais importante é que a mensagem chegue ao destinario.

MUSA IMAGINÁRIA DEVAGARZINHO VAI VOLTANDO...

Ave negra, suave beijo
Sinto o pouso de sua aza
Audaz vejo no teu semblante
Oblíqua conquista admiradores
Ao elevar seus longos cílios
Como brilhantes azas
Escrevo com Z da brilhante ironia
Pois bem sabes meu pássaro
Estou sempre errada...
Suave, suave e docemente, o brilho negro de tua aza
Teu perfume exala, ó pássaro negro
Sempre sonho com teus lábios

Não o erótico mas sim o religioso beijo de teu negrume
Que digo?
Nada mais importa, a não ser vela novamente
E eu morena e tenaz, costumeira
Nada mereço de ti, nada em mim corresponde a verdade
Mantende te afastada de mim
Para o bem do meu amor
Ó pássaro negro pouso em mim
Rasga meu coração em ninho
Faz dele vermelha flor.

domingo, 23 de março de 2014

PENA AZUL

Estou simplesmente tentando voltar a escrever, sem me importar muito com a opinião das outras pessoas, lentamente emergindo como uma caramujo de sua concha...Bem devagar e despretensiosamente.
Me aconteceram uma série de coisas das quais não vou falar neste ano.
Me desiludi com muitos projetos pessoais dos quais havia lançado mão na tentativa de me orientar nesta sagrada rota que são os caminhos da Deusa e, pior e infelizmente frustrei muitas expectativas, muito mais de mim para mim do que para outras pessoas...E como era de se esperar muito fui frustrada também pelos outros.
Aprender a mais dura verdade, que apenas podemos contar com nós mesmos nos momento difíceis tem sido uma das lições mais duras que a vida tem me dado. Se por um lado depositamos toda a nossa confiança no outro e no compromisso que assumimos com o outro, por outro lado temos que nos lembrar que o outro, assim como nós é humano e portanto um ser falho por natureza. Assim desiludida (o que é bom pois a ilusão como o próprio termo diz acabou) tenho me indagado se sou capaz de continuar esse trabalho e se uma possível volta ainda é possível. Será que me falta integridade?
Escondo- me no véu de mistério pela própria incapacidade de me revelar, mas por defesa a mim do que pelo meu trabalho. Será que ainda é um trabalho?
Será que eu já não disse tudo que havia para ser dito?
Acho que apenas o tempo poderá me responder essa pergunta. Por ora vou fazer o seguinte: ir publicando aquilo que considero importante, sem me importar muito com a opinião alheia...
Quero pedir desculpas também pelos comentários que não respondi, mas estou vivendo uma vida muito pragmática, aonde refletir sobre cada opinião que é dada para mim,  não parece útil nem estimulante. E ultimamente preciso muito de estímulos. Sou do tipo que precisa sentir alguma coisa pois sem sentimento, pra mim não há vida.
Então é isso. Espero que ainda aja em mim algo relevante a ser dito e me dou um pouco da audaciosa permissão de não dar ouvido a TUDO que os outros queiram me dizer, positivo ou negativo...Talvez no fundo eu não queira mais ferir minha individualidade, sempre fui do contra. Lembro me que quando criança, sempre fui a favor das heroínas ao contrário de todos os outros...Santa individualidade, ego ou ilusão não importa, pois afinal de contas estamos aqui para realizar a nossa alma e não a do outro. Mesmo na caridade ou no debate quem está ali está mais fazendo algo por si, pelo seu amor incondicional do que pelo o outro.
Talvez aja um ponto de que de tão individual, passemos a ser totalmente incondicionais, talvez so se descobrindo totalmente possamos realmente participar de alguma coisa, dar algo a este mundo, amar, um pouco também. Olha eu aqui divagando de novo.
Como uma amiga minha publicou, uma identidade sempre a deriva.

MEDO DA MUDANÇA


Isso é natural. Sempre que você se sentir assustado, apenas relaxe. Aceite o fato de que o medo está lá, mas não faça nada com ele. Ignore-o, não lhe dê atenção. Observe o corpo. Não devia haver nenhuma tensão nele. Se não houver nenhuma tensão no corpo, o medo desaparece automaticamente. O medo cria um certo estado de tensão no corpo, para ficar enraizado nele. Se o corpo estiver relaxado, medo está fadado a desaparecer. Uma pessoa relaxada não pode ser medrosa. Você não pode assustar uma pessoa relaxada. Mesmo que surja o medo, ele virá como uma onda... Não criará raízes.
O medo chegando e indo como ondas e você permanecendo intocado por ele, é belo. Quando ele cria raízes em você e começa a crescer em você, então se torna um crescimento, um crescimento canceroso. Assim deforma seu organismo interior.
Portanto, sempre que você se sentir temeroso, uma coisa para olhar é que o corpo não deve ficar tenso. Deite-se no chão e relaxe – relaxamento é o antídoto para o medo – e ele irá chegar e passar. Você simplesmente observa.
Esse observar não deve ser de interesse – indiferente. A pessoa apenas aceita que está ok. O dia está quente, o que você pode fazer? O corpo está transpirando... É preciso passar por isso. A noite está próxima e uma brisa fresca estará soprando... Então apenas observe isso e fique relaxado.
Uma vez que você pega o jeito disso e você logo terá isso – que se você está relaxado, o medo não pode grudar em você, ele vem e passa e lhe deixa tranqüilo – assim você tem a chave. E ele virá. Ele virá porque quanto mais mudamos, mais medo virá.
Toda mudança gera medo, porque toda mudança está lhe pondo no desconhecido, num mundo estranho. Se nada mudar e tudo permanecer estático, você nunca terá medo algum. Isso significa, se tudo estiver morto, você não ficará amedrontado.
Por exemplo, você está sentado e existe uma rocha ao lado. Não há nenhum problema: você olha para a rocha e está tudo bem. De repente a rocha começa a se mover; você fica assustado. Vivo! Movimento gera medo; e se tudo estiver parado, não há nenhum medo.
Eis porque pessoas, com medo de cair em situações temerosas, arranjam uma vida sem mudanças. Tudo permanece na mesma e a pessoa segue uma rotina morta, Completamente esquecida de que a vida é um fluxo. Ela permanece numa ilha própria onde nada muda. A mesma sala, as mesmas fotografias, a mesma mobília, a mesma casa, os mesmos hábitos, as mesmas camas – tudo na mesma. O mesmo maço de cigarros; você não gostará nem mesmo de uma marca diferente. Entre isso, no meio dessa mesmice, a pessoa se sente à vontade.
As pessoas vivem quase que em seus túmulos. O que você chama de uma vida conveniente e confortável não é nada senão um túmulo disfarçado. Então quando você começa a mudar, quando você começa na jornada do espaço interior, quando você se torna um astronauta do espaço interior, e tudo está mudando tão ligeiro, cada momento tremendo de medo. Desse modo, mais e mais medo precisa ser enfrentado.
Deixe o medo estar lá. Pouco a pouco você começará a desfrutar tanto das mudanças que você estará preparado a qualquer custo. Mudanças irão lhe dar vitalidade... Mais vivacidade, alegria, energia. Então você não será como um poço – encerrado por todos os lados, estático. Você se tornará como um rio correndo em direção ao desconhecido, em direção ao oceano onde desaparece.
Osho, Extraído de: Be Realistic: Plan for a Miracle

IN:
http://www.osho.com/pt/read/featured-articles/emotional-ecology/fear-of-change

sábado, 22 de março de 2014

ALMÍSCAR

Ó MINHA VELHA AMIGA, TU QUE NUNCA ME ABANDONAS-TE
FOGO DA LUA
INSPIRAÇÃO DIVINA DA GRANDE MÃE
IRROMPE EM MIM COM LOUVOR
VELHA MÃO DA INSPIRAÇÃO, DIVINA SERPENTE!!!
SEMPRE VINDA DO MUNDO SUBTERRÂNEO DE MINHA ALMA, SEMPRE VINDA CORAÇÃO
CERCA ME COM TUA NÉVOA RAINHA DAS HORAS NOTURNAS
QUE TEU PUNHAL ENCONTRE MEU PEITO E SE CRAVE COMO UM BEIJO
FECHANDO SE EM ROSA, TORNANDO-SE ROSA,
VELHA AMIGA DO OUTRO LADO DO RIO SUBTERRÂNEO, NÃO TE ESQUEÇAS QUE DOIS LOCAIS MAIS INESPERADOS QUE SURGEM OS MAIS SECRETOS PERFUMES...

HÉCATE

CAMINHANTE, NÃO TE AFLIJAS, POIS NÃO EXISTE UM CAMINHO VISÍVEL NUMA TRAJETORIA QUE É DA ALMA.
NÃO TE AFLIJAS, POIS NÃO A CAMINHO, NOSSAS ANCESTRAIS SABIAM DISSO...
NÃO EXISTEM CAMINHOS E SIM PORTAS E PARA ADENTRAR ESTAS É NECESSÁRIO INVOCAR O SENTIMENTO SAGRADO DA NOSSA INDIVIDUALIDADE DIVINA...
PORQUE CADA ALMA ESTÁ TERRIVELMENTE SÓ QUANDO ADENTRA NO REINO DOS DEUSES, QUANDO ADENTRA NA PORTA SAGRADA DA SENHORA DOS CAMINHOS...

BARCA PARA AVALON

RUMO A UM CAMINHO...SEJA LÁ QUAL FOR

Sente-se para tecer tranquilamente o dia e afaste-se do poente horizonte da mente linear...
Afasta-se e volte se para dentro da janela, do espelho lago, que adentra para alma.
Afaste-se e permita-se mergulhar no obscuro mundo subterrâneo...
Afaste se num mergulhe enfrentando o turbilhão das águas...
Quem é você?
Você está perdida.
Não, não estou perdida é que o processo me assusta.
O desafio de realizar os sonhos e convertar a ilusão em realidade, o empreendimento grandioso de se tornar quem eu realmente sou, de mudar a face que encara quando olho no espelho...
Até chegassse o momento em que ela percebesse que nada havia para ser mudado, que todas as respostas se resumiam a responder uma única pergunta?
Você tem coragem de fazer a travessia?