"E aqueles que pensam em Me procurar, saibam que a vossa busca e vosso anseio devem beneficiar-vos apenas se vós souberdes o Mistério; se o que vós procurardes, vós não achardes dentro de vós mesmos, então nunca encontrarão fora. Pois eu tenho estado convosco desde o Início e Eu Sou Aquela que é alcançada ao final do desejo"


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terça-feira, 2 de março de 2010

DRÍADES, SACERDOTISAS DA MÃE TERRA


As Dríades seriam reminiscências da era matrilinear, cuja divindade primordial era a Terra-Mãe, enquanto a Mulher seria a figura religiosa central. Nesse caso, as ninfas, divindades secundárias, poderiam ser consideradas uma extensão da própria energia telúrica, a saber, divindades menores que representam Gaia, a Grande Mãe Terra em sua união com a água, elemento úmido e fecundante. Tudo leva a crer que sim, pois, da união desses dois elementos, terra e água, surge a força geradora que preside à reprodução e à fecundidade da natureza tanto animal quanto vegetal. Desse modo, as ninfas são a própria Gaia em suas múltiplas facetas, enquanto matriz de todos os seres e coisas, enquanto Grande Deusa, cujas energias nunca se esgotam. Por tudo isso só podiam ser divindades femininas da eterna juventude. As Dríades também eram mulheres que realizavam seus rituias nas florestas, sacerdotisas da Mãe Terra de cujo nome provem o termo "Druidas".



terça-feira, 26 de maio de 2009

DEUSA DAS PROFETIZAS

"Eu sou naquela que fala da boca da Terra,do centro da Terra..."

A verdadeira Deusa da profecia era Gaia a Mãe Terra, mãe de todas as coisas,em Delfos Gaia ,a Grande Mãe Terra possuía um templo muito anterior ao de Apolo,aonde suas sacerdotisas as pítias ou pitonisas profetizavam,em Delfos que era um local aonde a Deusa Gaia mantinha seu caldeirão sagrado,símbolo da inspiração profética e das habilidades místicas de prever o futuro aonde se encerravam todos os mistérios da vida humana.

O nome pítia ou pitonisa ao contrario do que se deve pensar não vem de Apolo,e sim do nome da Serpente-Dragão filha da Deusa da Terra,simbolizando aqui que toda profetiza era filha da serpente,alias a serpente em todo mundo é uma das manifestações do Feminino Sagrada,a Grande Deusa da Lua Cibele é vista num espelhos etrusco oferecendo uma caneca a uma serpente sagrada,no Egipto Ísis (Aset)era representada com uma serpente e as vezes era ela própria a serpente, no Brasil a Grande Mãe Anandercy aparece para os índios tupis guaranis em forma de serpente e lhes ensina a usarem as ervas sagradas.

Sendo assim a serpente esta associada a lua e a adivinhação.

O templo de Delfos o mais celebre e conhecido Templo era um templo aonde Gaia (TERRA)profetizava,que depois passou a Têmis (TRANSE) sua filha,depois para Febe (ESCURIDÃO) e só depois veio a ser de Apolo o divino Deus solar e patriarcal que mata a serpente filha da Deusa, simbolizando assim a queda da Grande Mãe Profetiza em detrimento a um novo sistema solar e patriarcal.

O ato de entrar em contacto com a Deusa da Terra ajuda a sacerdotisa(pitonisa, sibila ou melissa) a entrar em contacto com sua própria alma e estabilizar suas energias para melhor servir a Deusa,além disso o poder da Terra dava o impulso espiritual para que a mulher chega se ao estado de êxtase,o transe e que lhe desse vazão ao poder divino que tomava lhe o corpo e a induzia a profecia,deixando lhe em um estado altera do consciência.

Durante a sua profecia a sacerdotisa ficava sentada no trípode (cadeira alta de três pés).Mas antes disso ela participava de uma série de rituais aonde renovava seu poder espiritual e concentrava seu contacto com a Deusa,em um lago na Castália ela se banhava simbolizando sua limpeza e sua reconecção com a Deusa, jejuava três dias e mascava folha de loireiro sem morde lo utilizando apenas a língua e sentindo um enraizamento com a folha,além disso ela também cumpria uma serie de rituais aonde se recolhi para melhor meditar sobre os mistérios da Deusa da Terra.

Durante o ritual o Oráculo da Deusa a terra tremia simbolizando o poder da Deusa de actuar e mudar a realidade,enquanto isso a pítia era conduzida pelo sacerdotes até o trípode, Enquanto gritava e se mexia e uiva parecia possuída pela própria Deusa.


Como sibilas são conhecidas as mais famosas profetizas da Deusa,aquelas cujos fragmentos de suas historias encontramos a historia de uma sibila que havia sido seduzida pelo deus solar que roubou o oráculo da Deusa da adivinhação Apolo:

-"Ele prometeu-me satisfazer minha vontade, se eu concordasse em ser sua. Tomei um punhado de areia e estendendo o braço, pedi-lhe para ver tantos aniversários quantos grãos tinha na mão. Infelizmente, esqueci-me de pedir a juventude. Posso viver setecentos anos, mas meu corpo enfeza-se à medida que os anos passam e um dia morrerei, mas a minha voz permanecerá e as idades futuras respeitarão minha palavra."

Vemos ai claramente uma citação ao seu poder profético


O TEMPLO ASTRAL


Sentada no chão, diante de você, coloque uma garrafa com vinho ou hidromel. Posicione suas mãos em forma de cuia em torno da garrafa. Comece agora a iniciar o relaxamento e depois inspire e expire pela boca quatro vezes sucessivamente, enquanto encolhe os músculos da barriga levemente. Isso aumentará o ar fora do estômago e a auxiliará a encher apenas os pulmões.
Feche os olhos e agora visualize o seu templo, com você caminhando até ele. Permita que sua imaginação aja livremente. Suba pelas escadarias e entre no templo.
A seguir, crie mentalmente um altar no centro do templo. Imagine-se construindo este altar ou formando-o magicamente por meio de gestos rituais. Não se esqueça que este é seu universo e você é a criadora deste espaço. Entretanto, procure simplificá-lo o máximo que puder, pois você terá de acessar mentalmente as imagens que criar no cenário nas primeiras vezes que adentrar o templo.
Coloque uma cadeira trípode (três pés) em frente ao altar. Ao terminar, é hora de olhar à sua volta e contemplar o que você criou. Caminhe mentalmente ao redor e preste atenção a tudo.
A seguir, sente na cadeira e chame por uma Sibila. Provavelmente não demorará muito para ela aparecer e você dirá que veio em busca de orientação.
Conversem o tempo que desejar e depois despeça-se agradecendo.
Para sair do templo basta estalar os dedos ou bater palma três vezes. A garrafa que esteve em suas mãos durante todo o ritual, estará agora carregada com a essência de tudo que você experimentou. Nas próximas vezes que entrar no templo, tome um gole da garrafa antes para fortalecer seu trabalho mental/astral.
Deste dia em diante, o templo astral estará lá a seu dispor, até que você mentalmente o dissolva. Sempre que você desejar, poderá ter outros encontros com as Sibilas e pedir orientação para os seus trabalhos e sua vida.

http://www.rosanevolpatto.trd.br/sibila.htm
http://www.rosanevolpatto.trd.br/deusatemis.htm

domingo, 1 de fevereiro de 2009

GAIA, NOSSA MÃE TERRA


GAIA, A GRANDE MÃE TERRA


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Antes do homem ser criado, só havia terra e ar e antes mesmo de existir o ar e a terra, se necessitava de um lugar para estes se manifestarem. Este lugar era o Caos: que era o lugar onde existia só a possibilidade de ser. No sonho do Caos só existia o Pensamento, que crescia e palpitava e este Pensamento estabeleceu a Ordem. Tão poderoso e eficaz foi este Pensamento que chamou a si mesmo de Eros, e ao pronunciar aquele nome, o Caos se transformou no Momento. Do Caos e Eros surgiram a obscuridade chamada Nyx e o movimento chamado Boreas, o vento.

Em sua primeira dança cósmica, Nyx e Boreas, giraram em movimento arrebatado e frenético até que tudo que era denso e pesado descendeu, e tudo que era leve ascendeu. A matéria densa era Gaia e de sua chuva e de sua semente proveu sua descendência.

A princípio, de Gaia nasceu Urano ou o Céu, que uniu-se a ela gerando os gigantes, feios, violentos e poderosos Titãs, os Titânides, incluindo Cronos, o Devorador Pai do Tempo. Urano não tolerava os filhos e logo que nasciam, os empurrava de volta para dentro do útero, para o fundo da Terra Mãe, onde estagnavam pela ausência de luz, atividade e liberdade. Finalmente um deles, Cronos, foi secretamente removido do próprio útero da Mãe Gaia e quando o Pai Urano desceu para cobrir Gaia, esse filho titânico rebelde e irado castrou-o. Depois libertou seus irmãos e irmãs e, com isso deu início à era dos Titãs.

Segundo Hesíodo, o movimento de saída da constelação Urano começa quando Gaia fica sobrecarregada com o fardo dos filhos, que lhes foram socados de volta ao ventre. O incômodo de Gaia, devido ao peso e à pressão dos filhos titânicos em seu útero, prenuncia o início de um plano que trama derrubar seu marido-filho Urano valendo-se de Cronos, o filho heróico.

O sangue de Urano jorrou sobre a terra gerando outros Deuses, como as Erínias (Fúrias), as Meliae (ninfas do espírito das árvores) e os Gigantes. Cheio de mágoa e em conseqüência da mutilação de que fora vítima, Urano morreu.
As representações de Cronos que se seguiram não são muito consistentes; de um lado, dizem que seu reino constituiu a Idade do Ouro da inocência e da pureza, e, por outro lado, ele é qualificado como um monstro, que devorava os próprios filhos. Em grego Cronos quer dizer o Tempo. Este Deus que devora os filhos é, diz Cícero, o Tempo, o Tempo que não sacia dos anos e que consome todos aqueles que passam.

Da união de Gaia e Urano nasceram também: Hipérion, Japeto, Réia ou Cibele, Temis, Febe, Tetis, Brontes, Steropes, Argeu, Coto, Briareu, Giges.

Dizia-se que o homem nascera da terra molhada aquecida pelos raios de Sol. Deste modo, a sua natureza participa e todos os elementos e quando morre, sua mãe venerável o recolhe e o guarda em seu seio.

No mito grego, não há nenhuma razão que explique o porque, Gaia e Urano, depois de terem criado tantas coisas bonitas, geraram os titãs, filhos violentos, de força horrorosa e terrível. No entanto, sua chegada significa o fim de uma antiga ordem.

A Terra, às vezes tomada pela Natureza, tinha vários nomes: Titéia, Ops, Vesta e mesmo Cibele.

Algumas vezes a Terra é representada pela figura de uma mulher sentada em um rochedo. As alegorias moderna descrevem-na sob traços de uma venerável matrona, sentada sobre um globo, coroada de torres, empunhando uma cornucópia cheia de frutos. Outras vezes aparece coroada de flores, tendo ao seu lado um boi que lavra a terra, o carneiro que se ceva e o mesmo leão que está aos pés de Cibele. Em um quadro de Lebrum, a Terra é personificada por uma mulher que faz jorrar o leite de seus seios, enquanto se desembaraça do seu manto, e do manto surge uma nuvem de pássaros que revoa nos ares.

Gaia foi também, a profetiza original do centro de advinhação da Grécia Antiga: o Oráculo do Delfos. O Oráculo, considerado o umbigo da Terra, situava-se onde a sabedoria da terra e da humanidade se encontravam.

Gaia é o ser primordial de onde todos os outros Deuses se originaram, mas sua adoração entrou em declínio e foi suplantada mais tarde por outros deuses. Na mitologia romana é conhecida como Tellus. Gaia é a energia da própria vida, Deusa pré-histórica da Mãe Terra, é símbolo da unidade de toda a vida na natureza. Seu poder é encontrado na água e na pedra, no túmulo e na caverna, nos animais terrestres e nos pássaros, nas serpentes e nos peixes, nas montanhas e nas árvores.

ARQUÉTIPO DA TERRA

Quando falamos do arquétipo da Terra, estamos também inevitavelmente nos referindo ao arquétipo do Céu, e à relação entre os dois. É só depois que separmos o que está aqui embaixo com o que está lá em cima, que entenderemos o simbolismo do que está acima que é leve, claro, masculino e ativo, e a Terra, que está abaixo e é pesada, escura, feminina e passiva.

A humanidade como um todo reunida em torno do arquétipo Terra está associada tanto à este mundo que é corpóreo, tangível, material e estático, quando ao seu simbolismo oposto do Céu que está ligado ao outro mundo, incorpóreo, intangível, espiritual e dinâmico. Para entendermos o arquétipo da Terra e da Deusa Mãe Terra, devemos entrar em contato com as contradições Céu e Terra, Espírito e Natureza.

A imagem patriarcal cristã da Terra, durante a Idade Média, era sem nenhuma ambigüidade, negativa, ao passo que o arquétipo positivo do Céu era dominante. A parte decaída inferior da alma pertencia ao mundo da Terra, enquanto que sua verdadeira essência que é o "espírito", se originava no lado celestial masculino de "Deus", ou do Mundo Superior. O lado terreno então, deveria ser sacrificado em nome do Céu, porque a Terra era feminina, pertencendo ao mundo dos instintos, representanda pela sexualidade, sedução e o pecado.

Esta autonegação do homem, desperta em nós não apenas espanto, mas horror, em virtude da natureza humana terrena, ser considerada repulsiva e má. Depreciação da Terra, hostilidade para com a Terra, que nos alimenta e protege, são expressão de uma consciência patriarcal fraca, que não reconhece outro modo de ajudar a si mesma a não ser fugir violentamente do domínio fascinante e avassalador do terreno.

Foi somente a partir da Renascença que a Terra libertou-se desta maldição, tornando-se Natureza e um mundo a ser descoberto que aparece com toda a sua riqueza de criatura viva, que já não estava em oposição com um Espírito Céu da divindade, mas na qual a essência divina se manifesta. O espírito que de agora em diante será buscado é espírito da Terra e da humanidade.

VALORIZAÇÃO DE GAIA

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Como se respondesse a nossa atual crise de meio ambiente, o nome Gaia se escuta hoje em dia por todas as partes. Existe a "Hipótese de Gaia" do físico James Lovelock, que propõe que o planeta terra seja um sistema auto-regulado; a "consciência de Gaia", que instiga para que a terra e suas criaturas sejam consideradas um todo e simplesmente e o termo "Gaia", que expressa reverência faz do planeta um ser vivo de que toda a vida depende. A esse fenômeno está associada a idéia que só uma personificação do planeta pode devolver-lhe uma identidade sagrada, de modo que seja possível estabelecer uma nova relação entre os seres humanos e o mundo natural.

Não é coincidência que m pleno século XXI regresse a mentalidade grega para formular essa experiência, posto que no Ocidente a última Deusa da Terra foi Gaia. É certo que na mitologia clássica a Deusa já tinha a mesma posição de Mãe Suprema de todo o ser vivo que tinha no período Neolítico, no entretanto, a terra seguiu sendo inclusive em filosofia, um ser vivo (zoon), segundo a terminologia platônica. Essa consciência perdeu-se nas referências judias e cristãs em essa perda se faz evidente no modo em que passamos a tratar a terra como se fosse matéria morta. Fica óbvio portanto, que Maria, a Deusa Mãe reconhecida pela igreja cristã, tenha adquirido todos os atributos das Deusas Mães, exceto o de Deusa da Terra.

No entanto, no século VII a. C., a realidade de uma só Deusa havia passado à história e a unidade original da terra e do céu se havia perdido na lenda dos inícios. Hesíodo que, como Homero, em torno de 700 a. C., evoca essa época tal como sua mãe se recordava. Sugere, talvez, como uma cultura de uma Deusa que ficou na lembrança através das histórias transmitidas de geração para geração, no colo das mães:

"Não de mim, sim de minha mãe, procede o conto de como a terra e o céu foram uma vez uma só forma".

RECONHECENDO A DEUSA

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As imagens mitológicas da Grande Mãe, Criadora do Universo, são numerosas, como numerosos são estágios da revelação do ser dela, mas a forma mais difundida e conhecida de sua manifestação, a forma que define sua essência é a de Terra Mãe.

Reverenciar os Princípios Femininos e a Consciência da Deusa Gaia, nos ajuda a nos colocar em contato com a beleza e a magia da natureza e todas as suas criaturas.

Reconhecer esta Deusa da Natureza, como nossa Mãe Terra amorosa, ajuda a expandir nosso respeito ao meio ambiente e nossa busca do equilíbrio entre as energias masculinas e femininas, para que, em lugar de competir, trabalhemos juntos, para o bem individual e coletivo.

A maioria das mulheres, já lançam mão da sabedoria da Deusa, para ocupar seu espaço na terra e no presente milênio.

Vamos deixar que a Deusa renasça, se expresse em nossas intenções, vontades e desejos, para que possamos extrair de nosso corpo os movimentos sagrados de sua dança e deixar que embale nossos sonhos.

Rosane Volpatto - http://www.rosanevolpatto.trd.br/deusagaia.html