"E aqueles que pensam em Me procurar, saibam que a vossa busca e vosso anseio devem beneficiar-vos apenas se vós souberdes o Mistério; se o que vós procurardes, vós não achardes dentro de vós mesmos, então nunca encontrarão fora. Pois eu tenho estado convosco desde o Início e Eu Sou Aquela que é alcançada ao final do desejo"


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quinta-feira, 12 de maio de 2011

O MITO À LUZ DA VERDADE

Eu sou Pandora, a Doadora de todos os Presentes
Eu trago árvores cheias de flores que dão muitos frutos, árvores retorcidas com olivas penduradas e essa videira que irá sustentar vocês

Eu trago a vocês plantas para matar a fome e para curar a doença, para tecelagem e tinturaria. Sob a minha superfície vocês encontrarão minerais e argilas de inúmeras formas. Eu trago maravilhas, curiosidade e memória. Eu trago sabedoria. Eu trago justiça com misericórdia. Eu trago laços de cuidado e de comunhão. Eu trago coragem, força e persistência. Eu trago amabilidade para todos os seres. Eu trago as sementes da paz.



O JARRO DE PANDORA – MALDIÇAO OU BÊNÇÃO?


"Ao abrir a pesada tampa do seu jarro, Pandora soltou todos os males que afligem a humanidade. Assustada com o seu gesto, ela o fechou rapidamente, deixando aprisionada somente a Esperança. Persuadida a libertá-la, Pandora abriu novamente o jarro; foi assim que a esperança saiu voando para aliviar os sofrimentos dos homens"

Theogonia – Hesíodo 700 BC

O mito descrito pelo historiador grego Hesíodo relata a criação de Pandora como o castigo dado à humanidade pelo Zeus, enfurecido com o gesto de Prometheus que tinha roubado dos deuses o fogo para dá-lo aos homens.
Zeus pediu a Hefáisto, o deus ferreiro, para misturar água e terra e modelar uma linda imagem de mulher, a qual deu voz e vida. Athena a vestiu, colocou-lhe um cinto bordado, cobriu-lhe a cabeça com um véu e coroou-a com uma guirlanda de flores e uma coroa de ouro. Ensinou-lhe depois como tecer e bordar. Afrodite, a deusa dourada deu-lhe encanto e o doce veneno da sedução, enquanto as Cárites (as Graças) deram-lhe graça e suavidade. Somente Hermes lhe deu atributos racionais, uma mente ardilosa e o dom de enganar. E Zeus nomeou-a Pandora e pediu a Hermes que a levasse a Epimetheus, o irmão bobo de Prometheus. Apesar de ter sido avisado por Prometheus (cujo nome significava “precognição”) para não receber nenhum presente de Zeus, Epimetheus (sinônimo de compreensão retardada) aceitou Pandora e por ela se apaixonou. Mas em lugar de dar-lhe felicidade, ela decidiu abrir o jarro e espalhou discórdia, doença, velhice e morte sobre a terra.
A semelhança deste mito com o de Eva é espantosa. Em ambos os mitos atribuíram-se a uma mulher a origem da desgraça, dos males e da mortalidade dos seres humanos. Analisando com mais atenção a lenda bíblica de Eva, percebe-se que uma das fontes que a inspiraram foi o mito pagão grego de Pandora. A sustentação filosófica para a luta entre o bem e o mal foi dada por Pitágoras, em cuja visão o mundo tinha sido formado por dez princípios, cada um constituído por duas forças contraditórias – luz e escuridão, masculino e feminino, movimento e inércia, reto e curvo, direita e esquerda, par e impar. As qualidades positivas foram atribuídas ao princípio masculino enquanto a escuridão, a maldade, os aspectos tortuosos, ocultos e indefinidos foram considerados atributos femininos. Devido à desobediência da mulher (não comer da árvore do conhecimento; não abrir o jarro misterioso) a humanidade é castigada, ora por Yahve, ora por Zeus. E a existência da mulher passa a ser uma permanente lembrança do Paraíso perdido por sua causa, por ter desobedecido às ordens de Deus.
Retrocedendo aos mitos anteriores a estas versões patriarcais e analisando as raízes etimológicas podemos encontrar a origem verdadeira da sua história. Pan em grego significa “tudo”, Dora representa dons, e Pandora era o titulo da Mãe Doadora, Pandora Anesidora, aquela que detinha e distribuía todos os dons. O próprio ato da criação – um atributo exclusivamente feminino – foi transferido a Zeus e Hefaisto, que apesar de ser ferreiro, usou terra e água (elementos femininos primordiais na criação) para modelar “uma linda mulher”. Às deusas couberam somente as tarefas de vestir, embelezar e educar Pandora, mas foi o deus Hermes que lhe deu a capacidade mental (distorcida, claro, por ela ser mulher).
A definição original de “jarro” (pithos em grego) foi deturpada por Erasmo, escritor humanista cristão do século XV, que o transformou em pyxis, “caixa” (termo pejorativo para os órgãos sexuais femininos), banalizando assim o vaso primordial de criação, o ventre escuro e misterioso da Mãe Terra, doador da vida, porém também o receptáculo do corpo após a morte.
A própria idéia do jarro precede a versão do Hesíodo, aparecendo em um mito mais antigo que fala sobre uma mulher que tinha dois jarros fechados – um contendo o bem e o outro, o mal – que ela oferecia aos homens, deixando que eles escolhessem. A caixa aparece também no mito de Psique e Cupido, em que Psique não resiste à curiosidade e abre uma caixa fechada, desmaiando em seguida até ser socorrida por Cupido.
A inversão e distorção dos antigos mitos e valores das tradições centradas na Deusa foram usadas pelas sociedades e religiões patriarcais como um embasamento filosófico e moral para denegrir e diminuir a mulher. No século IV AD, João Crisóstomo, patriarca, orador e historiador cristão, define a mulher como “um mal necessário, uma tentação natural, uma calamidade desejável, um perigo doméstico, uma ameaça para a amizade, uma punição inevitável, uma criação má da natureza pintada com lindas cores”.
Neste momento em que presenciamos o ressurgimento de novos valores e manifestações do eterno e sagrado feminino, conhecer os mitos clássicos não é o suficiente. Precisamos ir além, voltando no tempo e no espaço para as verdades originais que foram desvirtuadas, invertidas ou escamoteadas nas versões patriarcais.
A mulher atual somente poderá trazer à tona a ampla gama dos seus recursos criativos e expressivos se reconhecer a riqueza dos dons que a Mãe Doadora lhe conferiu e que estão aguardando sua manifestação escondidos no misterioso jarro de Pandora. Desta maneira, ela se tornará responsável não mais pela difusão dos males inerentes à condição humana, mas por tornar a sua vida e a dos seus semelhantes mais belas, mais plenas e mais felizes.

Mirella Faur - IN: http://sitioremanso.multiply.com/journal/item/33

(republicado)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

DEUSA PANDORA,MÃE DOADORA


ANTES DE ZEUS E DA MITOLOGIA DISTORCIDA PELOS MONGES CRISTÃOS PANDORA ERA UMA DAS FACES DA GRANDE MÃE...


Divindade criada pelos deuses do Olimpo sob a ordens de Zeus para a vingança contra a humanidade por esta ter recebido de Prometeu o segredo do fogo, o que dava a ela a possibilidade de dominar o mundo e todos os seus outros habitantes. Zeus tramou a sua vingança mandando que Hefestos moldasse uma estátua de uma linda donzela e chamou-a deu-lhe o nome, e ordenou a cada um dos deuses dessem-lhe um de seus dons. Vários encantos foram colocados na criatura, por exemplo Afrodite deu-lhe a beleza, Hermes o dom da fala, Apolo, a música. Em seguida Zeus pediu ainda que cada imortal escolhesse um malefício para a humanidade e os depositasse em uma caixa, que a donzela levava às mãos, a caixa de Pandora. Então ela desceu à terra, conduzida por Hermes, e aproximou-se de Epimeteu, o irmão de Prometeu, e diante dele abriu a tampa do presente de Zeus. Foi então que a humanidade, que até aquele momento havia habitado um mundo sem doenças ou sofrimentos, viu-se assaltada por inúmeros malefícios. Ela tornou a fechar a caixa rapidamente, antes que o único benefício que havia na caixa escapasse: a esperança. Assim o novo mito tornou-se a doadora de talentos divinos e de todos os males da humanidade. Certa manhã os homens descobriram uma colina coberta de arbustos com frutos vermelhos. Eles começaram a banquetear imediatamente. Depois de um estremecimento, uma fenda abriu-se no topo do morro, e dela emergiu a Deusa com suas serpentes terrenas. Os mortais estavam paralisados de medo, mas a deusa acalmou-os dizendo: - Eu sou Pandora, a Doadora de todos os Presentes - e retirou a tampa de seu grande jarro. Dele tirou uma romã, que se tornou uma maçã, um limão, uma pêra, ... - Eu trago árvores cheias de flores que dão muitos frutos, árvores retorcidas com olivas penduradas e essa videira que irá sustentar vocês -. A deusa pegou no jarro uma porção de sementes as quais espalhou pela colina e continuou seu discurso. - Eu trago a vocês plantas para matar a fome e para curar a doença, para tecelagem e tinturaria. Sob a minha superfície vocês encontrarão minerais e argilas de inúmeras formas. Eu trago maravilhas, curiosidade e memória. Eu trago sabedoria. Eu trago justiça com misericórdia. Eu trago laços de cuidado e de comunhão. Eu trago coragem, força e persistência. Eu trago amabilidade para todos os seres. Eu trago as sementes da paz.


IN:http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/MGPandor.html

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

DOM DE PANDORA - MALDIÇÃO OU BÊNÇÃO?


“Ao abrir a pesada tampa do seu jarro, Pandora soltou todos os males que afligem a humanidade. Assustada com o seu gesto, ela o fechou rapidamente, deixando aprisionada somente a Esperança. Persuadida a libertá-la, Pandora abriu novamente o jarro; foi assim que a esperança saiu voando para aliviar os sofrimentos dos homens”.

Theogonia – Hesíodo 700 BC


O mito descrito pelo historiador grego Hesíodo relata a criação de Pandora como o castigo dado à humanidade pelo Zeus, enfurecido com o gesto de Prometheus que tinha roubado dos deuses o fogo para dá-lo aos homens.
Zeus pediu a Hefáisto, o deus ferreiro, para misturar água e terra e modelar uma linda imagem de mulher, a qual deu voz e vida. Athena a vestiu, colocou-lhe um cinto bordado, cobriu-lhe a cabeça com um véu e coroou-a com uma guirlanda de flores e uma coroa de ouro. Ensinou-lhe depois como tecer e bordar. Afrodite, a deusa dourada deu-lhe encanto e o doce veneno da sedução, enquanto as Cárites (as Graças) deram-lhe graça e suavidade. Somente Hermes lhe deu atributos racionais, uma mente ardilosa e o dom de enganar. E Zeus nomeou-a Pandora e pediu a Hermes que a levasse a Epimetheus, o irmão bobo de Prometheus. Apesar de ter sido avisado por Prometheus (cujo nome significava “precognição”) para não receber nenhum presente de Zeus, Epimetheus (sinônimo de compreensão retardada) aceitou Pandora e por ela se apaixonou. Mas em lugar de dar-lhe felicidade, ela decidiu abrir o jarro e espalhou discórdia, doença, velhice e morte sobre a terra.
A semelhança deste mito com o de Eva é espantosa. Em ambos os mitos atribuíram-se a uma mulher a origem da desgraça, dos males e da mortalidade dos seres humanos. Analisando com mais atenção a lenda bíblica de Eva, percebe-se que uma das fontes que a inspiraram foi o mito pagão grego de Pandora. A sustentação filosófica para a luta entre o bem e o mal foi dada por Pitágoras, em cuja visão o mundo tinha sido formado por dez princípios, cada um constituído por duas forças contraditórias – luz e escuridão, masculino e feminino, movimento e inércia, reto e curvo, direita e esquerda, par e impar. As qualidades positivas foram atribuídas ao princípio masculino enquanto a escuridão, a maldade, os aspectos tortuosos, ocultos e indefinidos foram considerados atributos femininos. Devido à desobediência da mulher (não comer da árvore do conhecimento; não abrir o jarro misterioso) a humanidade é castigada, ora por Yahve, ora por Zeus. E a existência da mulher passa a ser uma permanente lembrança do Paraíso perdido por sua causa, por ter desobedecido às ordens de Deus.
Retrocedendo aos mitos anteriores a estas versões patriarcais e analisando as raízes etimológicas podemos encontrar a origem verdadeira da sua história. Pan em grego significa “tudo”, Dora representa dons, e Pandora era o titulo da Mãe Doadora, Pandora Anesidora, aquela que detinha e distribuía todos os dons. O próprio ato da criação – um atributo exclusivamente feminino – foi transferido a Zeus e Hefaisto, que apesar de ser ferreiro, usou terra e água (elementos femininos primordiais na criação) para modelar “uma linda mulher”. Às deusas couberam somente as tarefas de vestir, embelezar e educar Pandora, mas foi o deus Hermes que lhe deu a capacidade mental (distorcida, claro, por ela ser mulher).
A definição original de “jarro” (pithos em grego) foi deturpada por Erasmo, escritor humanista cristão do século XV, que o transformou em pyxis, “caixa” (termo pejorativo para os órgãos sexuais femininos), banalizando assim o vaso primordial de criação, o ventre escuro e misterioso da Mãe Terra, doador da vida, porém também o receptáculo do corpo após a morte.
A própria idéia do jarro precede a versão do Hesíodo, aparecendo em um mito mais antigo que fala sobre uma mulher que tinha dois jarros fechados – um contendo o bem e o outro, o mal – que ela oferecia aos homens, deixando que eles escolhessem. A caixa aparece também no mito de Psique e Cupido, em que Psique não resiste à curiosidade e abre uma caixa fechada, desmaiando em seguida até ser socorrida por Cupido.
A inversão e distorção dos antigos mitos e valores das tradições centradas na Deusa foram usadas pelas sociedades e religiões patriarcais como um embasamento filosófico e moral para denegrir e diminuir a mulher. No século IV AD, João Crisóstomo, patriarca, orador e historiador cristão, define a mulher como “um mal necessário, uma tentação natural, uma calamidade desejável, um perigo doméstico, uma ameaça para a amizade, uma punição inevitável, uma criação má da natureza pintada com lindas cores”.
Neste momento em que presenciamos o ressurgimento de novos valores e manifestações do eterno e sagrado feminino, conhecer os mitos clássicos não é o suficiente. Precisamos ir além, voltando no tempo e no espaço para as verdades originais que foram desvirtuadas, invertidas ou escamoteadas nas versões patriarcais.
A mulher atual somente poderá trazer à tona a ampla gama dos seus recursos criativos e expressivos se reconhecer a riqueza dos dons que a Mãe Doadora lhe conferiu e que estão aguardando sua manifestação escondidos no misterioso jarro de Pandora.
Desta maneira, ela se tornará responsável não mais pela difusão dos males inerentes à condição humana, mas por tornar a sua vida e a dos seus semelhantes mais belas, mais plenas e mais felizes.

IN: http://sitioremanso.multiply.com/journal/item/33

segunda-feira, 25 de maio de 2009

PANDORA


"No princípio era a Mãe. O Verbo veio muito depois e iniciou uma nova era: o patriarcado."(Marilyn French)

DA NATUREZA DAS FEITICEIRAS:

Uma feiticeira não se torna feiticeira por meio de um ritual
ela nasce feiticeira
uma feiticeira não poder ser dominada
ela é um ser indomável
ela não é iluminada
porque é a sombra e a luz
escuridão e Terra
Céu e sol
uma Feiticeira se desenvolve apartir do momento que nasce
seu nascimento envolve algo misterioso
pode ser o mistérios natural da vida ou uma tempestade durante o parto
Assim de qualquer coisa uma Feiticeira sempre será uma feiticeira
não importando a que religião ela venha ter
ou venha a assumir
ela acabara saindo desta religião
pós jamais esta presa a dogmas
ela é uma mulher solta




Uma feiticeira sente prazer em seu corpo de varias formas:
sexual,espiritual,emocional
Seu poder é uma coisa que se estende além dela
é uma coisa que não será domada ou explicada em poucas palavras
antes de qualquer coisa uma feiticeira sabe que é portadora do mistério
o mistérios de suas antepassadas,mesmo que não as tenha conhecido
porque toda feiticeira é a mesma que fora queimada no passado
A feiticeira é um canal
com outros mundos,



Não existe o termo masculino para a palavra feiticeira
ela é a raiz da essência feminina
não importando se o corpo da feiticeira for masculino ou feminino
Mas antes de qualquer ritual a feiticeira reverencia a si mesma e a seu corpo
ela sabe que é o mistério oculto
que da passagem a todos mistérios vazantes e subconsequentes.



A feiticeira sabe que seu corpo é sagrado:porque seu corpo é a Terra
Quando tem qualquer mínima noção do que é a Deusa,
Por menos a noção que tenha ela dedica a sua vida e sua busca pra compreende la
Até o momento em que ela compreende algo muito mais fácil do que compreender a Deusa
Ela compreende que só deve senti la
e permitir que a Deusa atue em seu mundo.


Gaia Lil